terça-feira, 21 de maio de 2019

AIRBUS COMEMORA ENTREGA DE SUA 12.000ª AERONAVE, UM A220-100, PARA A DELTA AIR LINES

O jato fabricado no Canadá e entregue para a companhia aérea americana é símbolo da crescente presença da Airbus na América do Norte


A Airbus comemorou a entrega da 12.000ª aeronave em seus 50 anos de história. A aeronave, um A220-100, foi fabricado em Mirabel, Canadá, e entregue para a companhia aérea americana Delta Air Lines.

A aeronave é o 12º A220 entregue até o momento à Delta Air Lines desde que a companhia recebeu o primeiro A220 em outubro de 2018. O modelo começou a ser utilizado em fevereiro de 2019. A Delta é a primeira companhia aérea dos EUA a operar o A220, além de ser a maior cliente do modelo, com pedidos confirmados para 90 aeronaves.

O Airbus A220-100, entregue para a Delta Airlines nesta segunda-feira (20) na fábrica de montagem final em Mirabel, Canadá (que fica ao norte de Montréal), é a 12.000ª aeronave entregue pela Airbus desde a primeira em 1974.

O marco da entrega de uma aeronave Airbus fabricada no Canadá para uma companhia aérea americana é prova da crescente presença da Airbus na América do Norte. A Airbus começou o programa A220 em 1º de julho de 2018 e a construção de uma segunda linha final de montagem de A220 teve início em janeiro desse ano em Mobile, Alabama, Estados Unidos. A nova linha de montagem começará a entregar aeronaves para clientes americanos em 2020.

A Airbus entregou sua primeira aeronave, um A300B2, para a Air France em 1974. Em 2010, a Airbus entregou sua 6.000ª aeronave, 36 anos após a primeira. O ritmo continuou a acelerar, fazendo com que a Airbus demorasse apenas nove anos para dobrar esse número, chegando à entrega atual da 12.000ª aeronave Airbus em 20 de maio de 2019.

Em um voo-teste realizado em 8 de maio de 2019, a 12.000ª aeronave entregue pela Airbus traçou uma rota de voo especial pelo céu do Québec, no Canadá.

A Airbus é líder global em aeronáutica, espço e serviços relacionados. Em 2018, gerou receitas de €64 bilhões e empregou cerca de 134 mil profissionais. A empresa oferece a gama mais abrangente de aviões de passageiros e é líder europeia no fornecimento de aviões-tanque, de combate, transporte e missões, bem como uama das principais empresas espaciais do mundo. No segmento de helicópteros, a empresa fornece as soluções civis e militares mais eficientes do mundo.

MÁQUINA PARA EXTRAÇÃO DE ÓLEO DE ANDIROBA É INSTALADA EM COMUNIDADE RIBEIRINHA DA AMAZÔNIA


De alta qualidade e produzido de maneira sustentável, o óleo de andiroba poderá ser comercializado em um futuro próximo.


Famoso por sua utilização contra dores de garganta, cicatrização de ferimentos e como repelente de insetos, o óleo de andiroba (Carapa guianensis) é tradicionalmente produzido e consumido por comunidades ribeirinhas na Amazônia. Visando a utilização desse recurso florestal não madeireiro, o Instituto Mamirauá instalou, entre os dias 7 e 9 de maio, uma máquina para a extração do óleo na comunidade Batalha de Baixo, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Estado do Amazonas. O sistema tem potencial para gerar um importante complemento na renda dos comunitários. 

Desenvolvida pelo Programa Qualidade de Vida (PQV) do Instituto Mamirauá, a máquina funciona a energia solar - uma adaptação fundamental para a região, de difícil acesso à energia elétrica. Após o cozimento e a secagem das sementes, a massa resultante é esquentada pela máquina. Em poucas horas, o aparato produz o que poderia demorar dias para ser extraído do modo tradicional, com a massa secando ao sol. Foram instalados ainda, uma estufa, para acelerar o processo de secagem antes da extração, um sistema de iluminação e um freezer a energia solar, para estocar a massa das sementes.

Além da instalação da máquina, técnicos e pesquisadores ministraram oficinas de capacitação para os comunitários que utilizarão a tecnologia. 

A iniciativa faz parte do projeto Mamirauá: Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade em Unidades de Conservação (BioREC), com recursos do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

O projeto 



Desde 2014 o instituto trabalha com a ideia de desenvolver um sistema capaz de acelerar e melhorar a qualidade da produção do óleo de andiroba em unidades de conservação do interior do Amazonas. 

O Programa de Manejo Florestal Comunitário (PMFC) do Instituto Mamirauá executou uma série de ações para viabilizar o manejo do recurso. Primeiro, foi realizado um levantamento sobre o conhecimento tradicional local. Entrevistas foram feitas em comunidades que possuíam andirobais, à procura de quem soubesse a forma tradicional de extração e pudesse ter interesse em melhorias na produção do óleo. 

"Identificamos as comunidades que tinham andirobais. Então fizemos um reconhecimento de área e um inventário amostral neles", conta Emanuelle Pinto, engenheira florestal do Instituto Mamirauá, organização social fomentada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). 



Em seguida, o PMFC escolheu 24 árvores e passou a monitorar a sua produção, instalando uma tela de 30 metros quadrados abaixo da projeção de suas copas para coletar as sementes que caíam. Assim, foi possível estabelecer um calendário da coleta de sementes, que tendem a uma produção maior entre os meses de abril e junho. 

"É importante que se saiba em que época a produção é maior para que se possa extrair em maior quantidade, deixando uma parte para a fauna que se alimenta da andiroba e permitindo a regeneração da floresta", explica Emanuelle. 

As oficinas 


Durante as oficinas, uma série de apresentações demonstrou à comunidade as boas práticas para a utilização do recurso - desde o manejo dos andirobais até o uso da máquina. Foram abordadas questões como a vantagem de um inventário florestal, que determine quantas árvores existem no local, para que o recurso possa ser gerido de forma sustentável, e a higiene, necessária para um produto final de boa qualidade.  

"Quando pensamos em uma cadeia comercial de um produto florestal, é importante que eles saibam o que tem na floresta para que possam garantir a sustentabilidade daquilo e conseguir negociar a produção deles", complementa a engenheira florestal. "Então, se eles sabem quantas andirobeiras tem e quanto elas produzem, eles sabem o quanto de óleo poderá ser extraído." 

A equipe do Mamirauá foi recebida na comunidade Batalha de Baixo, Reserva Mamirauá, que participa desde o início das atividades. "Foram bem receptivos desde o primeiro momento, porque era uma instituição olhando para eles", conta Emanuelle, que ressalta o interesse dos comunitários no projeto. "Eles percebem que a andiroba tem o potencial de ser uma renda extra na comunidade." 

Em um estudo de mercado, foram identificados 12 pontos de venda, entre feiras, comércios de produtores e revendedores, nas cidades de Tefé, Uarini, Fonte Boa e Alvarães. O estudo mostrou um bom potencial para a venda do óleo no mercado local. "Esses vendedores disseram que toda vez que o óleo de andiroba chega, ele acaba rapidamente. Compreendemos que existe uma demanda, mas há pouca oferta do produto", relata Emanuelle Pinto. 

"O projeto dá atenção a um recurso florestal não madeireiro que muitas vezes se estraga na floresta. É um olhar para que o recurso seja utilizado e, possivelmente, comercializado", conclui a engenheira florestal. 

Texto e fotos: Bernardo Oliveira

segunda-feira, 20 de maio de 2019

MARCOPOLO EXPORTA TALENTOS


Na contramão do que acontece com a maioria das multinacionais com operações no Brasil, que trazem executivos de suas unidades no exterior para assumir postos de direção no País, a Marcopolo, líder internacional da fabricação de carrocerias de ônibus, está exportando talentos e a expatriação faz parte do plano de carreira na empresa.

O mais recente exemplo é do diretor de Recursos Humanos da empresa, Thiago Deiro, que desde o início de abril assumiu a posição de CEO da Volgren, unidade da Marcopolo na Austrália e maior fabricante de ônibus da Oceania. De 2010 até agora, a empresa já expatriou 613 profissionais para os mais diferentes postos e atividades, para 16 países, como África do Sul,  Argentina, Austrália, Chile, China, Colômbia, Egito, Emirados Árabes, Índia, Malásia, México, Peru, Portugal, Rússia e Uruguai.

Segundo Alessandro Ferreira, gerente de Recursos Humanos da Marcopolo, a expatriação possibilita experiência profissional e cultural enriquecedora e amplia o expertise do colaborador, além de proporcionar o desenvolvimento de novas habilidades técnicas e comportamentais. “A ‘exportação’ de talentos brasileiros é muito importante porque amplia a sua visão com relação à carreira e, para a companhia, forma um profissional com visão mais ampla e sistêmica”, destaca.

A expatriação de colaboradores mostra o potencial da operação brasileira da Marcopolo para contribuir com os objetivos da empresa em escala mundial, garantindo o alinhamento de todas as unidades estrangeiras no cumprimento dos planos estratégicos através da padronização de processos críticos definidos como o ‘Marcopolo Way’. Além disso, amplia a perspectiva profissional e cultural, característica fundamental para um líder global, retendo e atraindo novos talentos para a empresa.

Marcopolo
Secco Consultoria de Comunicação

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BRASILEIRA RECEBE A MAIS ALTA HONRA DA AMERICAN AIRLINES POR SALVAR A VIDA DE UM PASSAGEIRO

Alessandra Lacava, uma agente de operações da American Airlines no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos (GRU), recebeu o maior reconhecimento máximo concedido pela companhia aérea, o Chairman's Award, a um funcionário. O motivo da honraria foi Alessandra ter salvado a vida de um passageiro. As pessoas que recebem essa homenagem são inscritas anonimamente por seus colegas por uma realização extraordinária que pode ter sido feita no trabalho ou na vida particular.

Doug Parker, presidente e CEO da American Airlines Group, e Alessandra Lacava na festa de premiação do Chairman's Award.

Em outubro do ano passado, um passageiro sentiu-se mal durante a espera de seu voo de conexão no aeroporto de Guarulhos. Alessandra estava por perto, percebeu a gravidade da situação e rapidamente o levou ao centro médico do aeroporto e o acompanhou durante todo o tempo. Quando o passageiro foi liberado pela equipe médica do aeroporto para continuar a viagem, Alessandra percebeu que algo ainda estava errado, pois ele não conseguia falar com clareza.

A agente de aeroporto então retornou com o passageiro ao centro médico e alertou que o passageiro era diabético e não deveria ficar sem comer por longos períodos. Por fim, sua atitude acabou evitando que o passageiro sofresse um ataque cardíaco. Além de proporcionar o melhor apoio, ela também se dedicou muito à família do passageiro, mantendo-a informada sobre seu estado de saúde. Esses são os atos naturais de Alessandra segundo seus colegas: solidariedade e afeto.

Ao contrário de prêmios em que os funcionários são incentivados a atingir metas e estimular a concorrência, o processo do Chairman's Award é feito inteiramente sem a consciência do homenageado. Todos os funcionários que testemunham um ótimo trabalho feito por seus colegas são incentivados a indicá-los.

A atitude de Alessandra, que já havia sido nomeada como "Funcionária do ano" no GRU Airport pela companhia aérea, também rendeu a ela o prêmio Real American Hero, outro grande reconhecimento da American Airlines.  

American Airlines Group (NASDAQ: AAL) é a holding da American Airlines. Em conjunto com empresas parceiras regionais, operando como American Eagle, a American Airlines oferece uma média de, aproximadamente, 6.700 voos por dia para quase 350 destinos, em mais de 50 países. A American é membro fundador da aliança oneworld®, cujos membros e parceiros atendem a quase mil destinos com 14.250 voos diários para 150 países. Este ano, a American encabeçou a lista de melhores empresas em recuperação da revista Fortune e suas ações foram incluídas no S&P 500 index. Conecte-se com a American no Twitter @AmericanAir e no Facebook.com/AmericanAirlines.

American Airlines
JeffreyGroup Brasil

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sexta-feira, 17 de maio de 2019

CASA DA MÃE JOANA.
Por Marli Gonçalves*

MANIFESTAÇÕES TEMÁTICAS


Aí o Lé vai com Cré. A solução para os conflitos, para essa divisão horrorosa que mergulha o país nesse baixo astral, pode estar bem diante de nossos olhos. Se Lé não pensa a geral como o Cré, Lé com Cré podem e devem se unir em temas específicos, como fizeram essa semana na gigantesca manifestação pela Educação.

Estou otimista com a proposta. Podemos ir aos poucos, não precisa ser de uma só vez.  Junta um montinho aqui, outro ali, e quando a gente menos esperar, quem sabe o país não volte a ser um lugar legal, amistoso, democrático, e que cada um possa ter suas próprias opiniões sobre alguns fatos sem ser atacado, sem tanta virulência?

Para tanto, claro, inicia-se, primeiro, com boa vontade, e com o esquecimento de quem está presidente, qual ex-presidente - ou ex-presidentes, porque ainda tem essa - está preso, ou estão presos. Lembrar que se estão em apuros é porque alguma fizeram, e não adianta se descabelar na defesa deles – os advogados cuidam disso.

Vamos só pelo que une, de um lado e de outro. Ninguém concorda com tudo o que esses lados, pontas esquerda e direita, propõem. Escolheremos temas gerais, podem ser importantes, ou mesmo bobos, mas que mobilizem algumas pontas desfiadas dessa nossa insana política. O exemplo dado pelas gigantescas manifestações em mais de uma centena de cidades ocorrida essa semana em protesto pelos cortes, contingenciamentos, agruras, ou seja lá quais raios estão torrando nossa Educação pode ser seguido. Fui pessoalmente ver como foi lá na Avenida Paulista, e foi muito emocionante ver aqueles milhares de jovenzinhos misturados a professores, pais, cientistas, universitários. Tudo bem que acabou sendo contra este governo em geral, mas juntou muitas posições políticas e, inclusive, certamente, gente que votou no homem, mas discorda de algumas de suas ideias e de seus atos, ou mesmo agora já demonstra seu arrependimento, o que é compreensível. Lembrem que as opções na reta final foram dramáticas, duas, diametralmente opostas; e lembrem também do enorme número de abstenções, votos nulos e brancos.

Há salvação. Recordam daquela propaganda antiga "o que seria do amarelo se todos gostassem só do azul"? Então...Aos pouquinhos podemos juntar os dois e criar o verde.

Como tudo ultimamente tem dado bafafá, peguemos alguns temas. Mês que vem terá a grande parada LGBT em São Paulo. Vocês pensam que não existem gays bolsonaristas? Existem, eu mesma conheço alguns, e com os quais não adianta argumentar nas bases reais. E não são enrustidos, como muitos outros devem ser; são apenas confusos. Vamos falar do que interessa a todos.

Mulheres, mais da metade da população. Não é possível que existam mulheres que não se incomodem com o visível crescimento da violência, da ocorrência diária de feminicídios, e da pouca efetividade das ações públicas para a efetiva e real proteção das vítimas. Até quando o silêncio das ruas?

A questão das drogas, logo logo logo chegam as Marchas do Legalize Já. Outro assunto que pode unir umas pontas, sem trocadilhos. A mudança aprovada pelo Senado essa semana permitindo o internamento compulsório de dependentes químicos é de uma crueldade e não-entendimento do assunto que será mais um ponto que vale reflexão e união.

Outro tema grande é a Previdência. Que precisa de uma reforma, nos parece ponto acordado. Mas qual reforma? Como podemos ficar quietos quando nesse exato momento existem mais de dois milhões de solicitações de aposentadorias, justas, direitos adquiridos, paralisadas? Dizem que o atraso é porque – ironia – os funcionários do próprio INSS estão se aposentando sem serem substituídos.

Pensei em mais alguns temas para juntar gregos e troianos, e lés com crés. Veja se você tem mais ideias e ajuda aí porque pelo andar da carruagem precisaremos agir juntos, e rápido.

Que tal passeatas de felizes proprietários de Golden retrievers (impressionante, cada vez mais abundantes, pelo menos aqui em São Paulo)? De veganos, preocupados com o escancarado aumento dos preços das frutas, verduras e legumes nas feiras e mercados? Dos que gostam de café sem açúcar? De não usar calcinhas, cuecas o sutiãs? Ou logo mesmo uma manifestação de naturistas, apenas defendendo a beleza e naturalidade da nudez que vem sendo vista como pecado mortal?

Enfim, motivos não faltam. Mas tem de combinar antes, em qualquer uma dessas, não citar duas palavras: nem Bolsonaro, nem Lula. Pode ser?

Brasil, 2019
Marli Gonçalvesjornalista. Aliás, os jornalistas já deviam faz tempo estar nas ruas protestando por conta dos desacatos que vêm sofrendo. Como é que é?.

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ITAIPU COMPLETA 45 ANOS COM UM NOVO MARCO NA RELAÇÃO ENTRE BRASILEIROS E PARAGUAIOS


Primeiro veio o sonho de concreto.  Na década de 1970, brasileiros e paraguaios superaram desafios diplomáticos, tecnológicos e financeiros para construir a hidrelétrica de Itaipu, a maior usina do mundo em geração de energia elétrica, para garantir o desenvolvimento dos dois países e transformar a vida dos seus povos. Brasil e Paraguai entravam numa nova fase de integração e desenvolvimento.

No dia 17 de maio de 1974, a Itaipu Binacional era constituída formalmente. Depois, vieram novas superações, com uma sucessão quase ininterrupta de recordes de produção de energia elétrica limpa e renovável. Em 2016, a usina brasileiro-paraguaia chegou ao topo de sua geração, garantindo o recorde mundial anual histórico, com 103,1 milhões de megawatts-hora (MWh).

O acumulado de energia produzida desde maio de 1984, quando Itaipu começou a operar, dez anos depois do início da construção, já soma 2,63 bilhões de MWh. Essa energia toda é suficiente para iluminar o mundo inteiro por aproximadamente 40 dias.

Herança para a região


Hoje,  45 anos depois de ser criada, a usina binacional se prepara para um novo marco de sua história: fortalecer laços de amizade com o país vizinho e a região do seu entorno para construir um legado de boas realizações, com resultados mensuráveis, em especial, para o Oeste do Paraná, no lado brasileiro da binacional, onde a usina está localizada.

Dentro dessas medidas estão a ampliação do Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC), o mais importante da região, com investimentos de mais de R$ 64 milhões; a mudança no escopo de convênios, parcerias e patrocínios, com a otimização de recursos e combate ao desperdício; e  a migração dos quase 150 empregados que trabalham no escritório de Curitiba para Foz do Iguaçu, onde está o centro de comando da usina.

A mudança dos empregados de Curitiba para Foz proporcionará uma grande economia, pelo fim da necessidade de pagar pelo aluguel do Edifício Parigot de Souza e a redução a quase zero das constantes despesas de viagem (passagens e diárias). Além disso, o processo de centralização do corpo funcional na cidade-sede, da usina na margem brasileira, dará mais agilidade e facilidade nos processos de gestão, já que o corpo funcional estará do centro decisório da empresa e das ações estratégicas voltadas à atividade-fim e à missão institucional da Itaipu.

Outra iniciativa fundamental é o aporte financeiro para a construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco. Até agora, a única ligação terrestre nessa fronteira dos dois países é a Ponte da Amizade, sobre o Rio Paraná.

Com a segunda ponte, haverá uma grande transformação na região, com a geração de riquezas para ambos os países, com infraestrutura mais adequada, desafogando o trânsito pesado da Ponte da Amizade,, criação de empregos diretos e indiretos nos bairros adjacentes, como o Porto Meira, e também no lado paraguaio.

Todas as medidas anunciadas desde a posse do diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna, têm como premissa o bom emprego dos recursos públicos, com respeito ao dinheiro pago pelo consumidor pela energia elétrica. As iniciativas estão sendo adotadas em consonância com as diretrizes de austeridade do governo federal.

Tudo o que está sendo feito e planejado não significa deixar de lado duas ações fundamentais: a aplicação de recursos na modernização tecnológica das unidades geradoras e os estudos para a revisão do Anexo C do Tratado de Itaipu, que trata das bases financeiras do acordo entre Brasil e Paraguai.

“Se a construção de Itaipu, nos anos 1970, mudou a realidade socioeconômica da região de Foz do Iguaçu e do Paraguai, o plano da nova diretoria é garantir projetos estruturantes a serviço da população, sem que haja nenhum impacto sobre a tarifa de energia”, diz o general Silva e Luna.

Além dos benefícios já garantidos com o pagamento de royalties (já são mais de US$ 11 bilhões para o Brasil e o Paraguai, dos quais US$ 2,5 bilhões para os municípios lindeiros ao reservatório), Itaipu quer continuar investindo em obras que as pessoas possam se orgulhar, a exemplo do que ocorre com o sentimento pela construção de Itaipu.

Linha do tempo da Itaipu

- 22/06/1966 - Assinatura da Ata do Iguaçu

- 26/04/1973 – Assinatura do Tratado de Itaipu pelos presidentes Emílio Garrastazu Médici (Brasil) e Alfredo Stroessner (Paraguai)

- 17/05/1974 – Constituição da empresa Itaipu Binacional

- Outubro/1975 – Início das obras da construção de Itaipu

- 20/10/1978 – Explosão das ensecadeiras do Canal de Desvio (finalização da primeira fase das obras civis)

- 19/10/1979 – Assinatura do Acordo Tripartite pelo Brasil, Paraguai e Argentina

- 03/03/1982 – Chegada da primeira roda da turbina em Itaipu

- 13/10/1982 – Finalização das obras civis e início de formação do reservatório

- 05/11/1982 – Abertura do vertedouro

- 05/05/1984 – Entrada em operação das unidades geradoras

- 25/10/1984 – Inauguração da usina pelos presidentes João Batista Figueiredo (Brasil) e Alfredo Stroessner (Paraguai)

- 1º/03/1985 – Início da comercialização da energia para Brasil e Paraguai

- 21/05/2007 – Inauguração das duas últimas unidades geradoras (U9A e U18A)

- 31/12/2016 – Itaipu atinge o recorde mundial de geração anual de energia, com 103,1 milhões de MWh

- 10/05/2019 – Lançamento da pedra fundamental da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, totalmente bancada por Itaipu, margem brasileira, sem ônus para o consumidor de energia elétrica.

Itaipu Binacional

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quinta-feira, 16 de maio de 2019

FUNDAÇÃO GRUPO BOTICÁRIO É HOMENAGEADA PELO CNPQ

As três décadas dedicadas a apoiar a produção de conhecimento científico voltado à conservação da biodiversidade brasileira levaram a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza a ser homenageada nesta quarta-feira (15) pelo CNPq, no Rio de Janeiro. A instituição foi reconhecida pelas mais de 1,5 mil iniciativas que apoiou em todas as regiões do Brasil e por proteger 11 mil hectares de Mata Atlântica e Cerrado, por meio da criação e manutenção de duas reservas naturais no Paraná e em Goiás, respectivamente.

Leide Takahashi, da Fundação Grupo Boticário, recebeu o prêmio das mãos do presidente do CNPq, João Luiz Filgueiras de Azevedo e do secretário-executivo do MCTIC, Julio Francisco Semeghini Neto. Foto: Roberto Hilario/CNPq.

A Fundação também atua para que a conservação da natureza seja priorizada em negócios e políticas públicas, além de contribuir para que isso sirva de inspiração ou seja parte da solução para diversos problemas da sociedade. A instituição promove ainda ações de engajamento e sensibilização, que aproximam a natureza do cotidiano das pessoas. “O trabalho em várias frentes expressa a nossa crença de que o patrimônio natural bem conservado é a base para o desenvolvimento econômico e bem-estar social”, afirma a gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário, Leide Takahashi.

O evento também reconheceu o físico paulista Vanderlei Salvador Bagnato com o Prêmio Almirante Álvaro Alberto. Professor titular da Universidade de São Paulo e diretor do Instituto de Física de São Carlos, Bagnato foi homenageado por suas contribuições científicas e tecnológicas na área de física atômica e aplicações da óptica nas ciências da saúde. Outros cientistas também foram homenageados e diplomados como membros da Academia Brasileira de Ciências.

A Fundação Grupo Boticário é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador de O Boticário e atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário. A instituição foi criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial. A Fundação Grupo Boticário apoia ações de conservação da natureza em todo o Brasil, totalizando mais de 1.500 iniciativas apoiadas financeiramente. Protege 11 mil hectares de Mata Atlântica e Cerrado, por meio da criação e manutenção de duas reservas naturais. Atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada nos negócios e nas políticas públicas, além de contribuir para que a natureza sirva de inspiração ou seja parte da solução para diversos problemas da sociedade. A instituição defende que o patrimônio natural bem conservado é a base para o desenvolvimento econômico e bem-estar social. Também promove ações de engajamento e sensibilização, que aproximam a natureza do cotidiano das pessoas.

GENERAL SILVA E LUNA IMPÕE AUSTERIDADE NA ADMINISTRAÇÃO DE ITAIPU


Por determinação do diretor-geral brasileiro de Itaipu, Joaquim Silva e Luna, a Itaipu Binacional manterá em Curitiba apenas um escritório de representação, a exemplo do que já ocorre em Brasília (DF). O plano de migração dos cerca de 150 empregados das unidades organizacionais da capital para o centro de comando brasileiro da usina, em Foz do Iguaçu, ocorrerá entre julho deste ano e 31 de janeiro de 2020.

A medida tem como foco a otimização de recursos, em consonância com as diretrizes do governo federal, um compromisso assumido pelo diretor-geral brasileiro já em sua posse, em 26 de fevereiro deste ano.

Silva e Luna adotou uma política de austeridade para cumprir a missão ampliada da usina, focada nos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, respeitando o dinheiro que o consumidor brasileiro paga pela energia elétrica de Itaipu. Para isso, foi necessário, segundo o diretor, construir uma engenharia financeira interna.

O próprio general foi o primeiro a dar o exemplo de abrir mão de qualquer privilégio, ao fixar residência em Foz do Iguaçu. Com isso, Silva e Luna tornou-se primeiro diretor-geral brasileiro, na história de Itaipu, a morar na cidade onde está instalada a usina.

A partir disso, determinou que toda a Diretoria Geral Brasileira fizesse o mesmo e replicou a determinação para os demais diretores. Diárias e passagens passaram a ser reduzidas. Só no primeiro trimestre a economia chegou a R$ 1 milhão, mas vai crescer gradativamente. "Essa economia é simbólica, mas dá um recado importante para a sociedade brasileira, de que Itaipu dará sua cota de sacrifício com o propósito firme de o País voltar a crescer”, afirma Silva e Luna.

Seguindo essa linha de raciocínio, o diretor-geral brasileiro reduziu o escopo de alguns convênios e patrocínios e cancelou outros que não tinham aderência à missão de Itaipu. Os resultados orçamentários dessas medidas já podem ser vistos em projetos estruturantes com legado para a população.

Além de dar início à construção da segunda ponte, nos prazos do projeto, com o redirecionamento de recursos, Itaipu está investindo na ampliação do Hospital Ministro Costa Cavalcanti (cerca de R$ 64 milhões) e dando início aos trabalhos da atualização tecnológica da usina de Itaipu.

“Empregar recursos públicos é uma arte que exige responsabilidade, planejamento, metas, prazos, acompanhamento e entregas”, diz o general Joaquim Silva e Luna . "Toda mudança tem impacto, mas se faz necessária quando se trata de respeitar quem paga pelo salário do servidor público”. Foto: Nilton Rolin/Itaipu Binacional

Apesar de trabalhar em regime de CLT, por causa do Tratado de Itaipu, que tem sua própria natureza jurídica, o general considera que Itaipu precisa seguir as mesmas diretrizes de uma empresa pública comprometida.

Pelo escritório alugado da Fundação Itaipu BR de Previdência e Assistência Social (Fibra), onde os empregados de Itaipu em Curitiba trabalham, a empresa desembolsa mensalmente R$ 208 mil. Já foi avaliado o impacto na fundação de previdência dos empregados e a conclusão é de que ele será mínimo.

Com o plano de migração, a concentração do processo decisório e da execução dos processos empresariais das diversas diretorias se dará somente em Foz do Iguaçu, melhorando a governança e reforçando o espírito de equipe da empresa.

Imagem da Usina: Foto de Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional

Itaipu Binacional

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quarta-feira, 15 de maio de 2019

BRIDGESTONE PARTICIPA DE MISSÃO INTERNACIONAL DE EXPLORAÇÃO ESPACIAL COM A JAXA E A TOYOTA


A Bridgestone, maior fabricante de pneus do mundo, anunciou sua participação na missão internacional de exploração espacial em parceria com a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) e a Toyota Motor Corporation (Toyota). Os objetivos desta missão incluem expandir o domínio da atividade humana e desenvolver a propriedade intelectual na exploração espacial. A contribuição da Bridgestone tem como foco a pesquisa sobre as necessidades de desempenho dos pneus para uso em veículos tripulados e pressurizados*1 para ajudar esses veículos a terem um melhor contato com a superfície da lua.

Para pesquisar essa próxima fase da exploração humana, em parceria com ambas as organizações, a Bridgestone, por meio de uma pesquisa conjunta com a JAXA,   examinará o contato entre o veículo, chamado rover, e a superfície lunar, bem como será um parceiro técnico para o Projeto Rover da Toyota.

A experiência e o conhecimento da Bridgestone ajudarão a explorar os desafios de mobilidade enfrentados na superfície lunar, com o desenvolvimento de uma roda elástica para suportar o peso, aceleração e frenagem do veículo, bem como minimizar a absorção de impactos e melhorar a capacidade de manobra, permitindo que o veículo percorra mais de 10.000 km na superfície lunar, necessários para cumprir a missão.

A Bridgestone está orgulhosa de seu legado em desenvolver soluções para atender a desafios únicos de mobilidade e está comprometida em contribuir ativamente para esta missão internacional de exploração espacial, desenvolvendo uma área de contato do pneu com o solo capaz de funcionar mesmo nas difíceis condições de mobilidade experimentadas na superfície lunar da lua.

"Estamos honrados em fazer parceria com a JAXA e a Toyota no desafio da exploração espacial. Acreditamos que nossas capacidades técnicas nos permitem explorar o desenvolvimento de um pneu que é capaz de funcionar mesmo nas mais severas condições experimentadas na superfície da Lua e nos levar a um nível mais alto de mobilidade para a humanidade”, diz Nizar Trigui, diretor de tecnologia da Bridgestone Americas.

“O nosso fundador, Shojiro Ishibashi, acreditava em contribuir para o avanço e desenvolvimento da sociedade, e a Bridgestone cumpre essa crença por meio do Pioneirismo Criativo (Shinshu-Dokuso), parte integrante da nossa filosofia corporativa que permite à empresa desenvolver soluções inovadoras o futuro. Esta missão representa esse compromisso e é um exemplo do compromisso da Bridgestone em melhorar a mobilidade, a vida, o trabalho e o lazer das pessoas”, completa Trigui.

TUPY TEM CRESCIMENTO DE DOIS DÍGITOS NA RECEITA E NO LUCRO NO INÍCIO DE 2019

A Tupy começou 2019 com bons resultados: a receita do primeiro trimestre foi de R$1.281,5 milhões, um crescimento de 21% em relação ao 1T18, e o lucro de R$80,4 milhões representou um crescimento de 41,4% na comparação com o 1T18, com margem líquida de 6,3%. Os resultados refletem crescimento expressivo das vendas de produtos com alto valor agregado (usinados e CGI), que representaram 23% e 20% do volume, respectivamente (vs 20% e 14% no ano anterior).

O aumento da receita se deu tanto no mercado interno quanto no externo. No primeiro, houve aumento de 28,2%, decorrente do crescimento da receita nas aplicações para veículos comerciais, off-road e no segmento de hidráulica, as quais apresentaram aumentos de 53,9%, 17,2% e 9,2%, respectivamente. No segundo, a receita líquida apresentou um aumento de 19,5%, proveniente do crescimento em todos os segmentos de Transporte, Infraestrutura & Agricultura.

Em relação à distribuição da geração de receita pelo mundo, a América do Norte representou 63% da receita da companhia no primeiro trimestre de 2019. Américas do Sul e América Central representaram 18,9% e a Europa, 12,4%. Os demais 5,7% são provenientes da Ásia, África e Oceania.

Outro ponto positivo do 1T19 foi a melhora significativa do capital de giro, que foi de 45 dias, 11 a menos que o mesmo período do mesmo trimestre do ano anterior (1T18). Houve três fatores para isso: aumento de R$123,4 milhões na linha de contas a receber, com redução de cinco dias de vendas; elevação dos estoques no montante de R$86,2 milhões, com redução de quatro dias (em relação ao custo dos produtos vendidos); e incremento de R$173,3 milhões na linha de contas a pagar, resultando em aumento de dois dias.

A Tupy é uma multinacional brasileira do setor de metalurgia e produz componentes estruturais em ferro fundido de elevada complexidade geométrica e metalúrgica. Essas soluções de engenharia são aplicadas nos setores de transporte de carga, infraestrutura, agronegócio e geração de energia e contribuem com a qualidade de vida das pessoas, promovendo o acesso à saúde, ao saneamento básico, à água potável, à produção e distribuição de alimentos, ao comércio global. A inovação tecnológica envolvida na produção e na criação destas peças é a especialidade da empresa, em seus mais de 80 anos de história. Sua produção se concentra nas fábricas brasileiras, em Joinville/SC e Mauá/SP, e no exterior, nas cidades de Saltillo e Ramos Arizpe, no México. Além disso, possui escritórios comercias em São Paulo, EUA e Alemanha.