domingo, 16 de agosto de 2020

CHUMBO GORDO.
Por Carlos Brickmann*

A DANÇA DOS FURA-TETOS




Os bons tempos voltaram! Lembra-se de Sebá, O Último Exilado, que não acreditava nas notícias que lhe chegavam do Brasil e achava que a esposa se amancebara e não o queria de volta? Chôse de lóque! Mas hoje, como na década de 1980, quando Jô Soares criou o personagem, Sebá não acreditaria em nada. Imagine se Bolsonaro, O Inimigo da Velha Política, teria acertado tudinho com o Centrão e adotado, como conselheiro, justo Michel Temer? Talkey, Bolsonaro não deve entender direito a empolada fala de Temer, então tudo bem: talvez o confunda com Olavo de Carvalho. Sebá acreditaria quando ouvisse o presidente se referir a seus ministros como Fura-Tetos?

Eu sou do tempo em que chamar alguém de Fura-Teto era insultá-lo. Hoje Bolsonaro chama seus homens de confiança de Fura-Tetos como elogio. Há alguns anos, talvez os brindasse com uma volta no primeiro Fusca teto solar, que o mercado rejeitou e apelidou de Cornowagen. Também sou do tempo em que a saída de dois assessores do ministro não se chamava “debandada”.

Velhos tempos! Dizia-se que, se um banqueiro tivesse olho de vidro, não seria difícil identificá-lo: um de seus olhos teria brilho, calor humano – claro, o de vidro. Hoje, um operador financeiro com longos anos de êxitos acredita quando o presidente lhe diz que apoia sua política e rejeita a dos Fura-Tetos. E os Fura-Tetos dizem, pensando que a gente acredita, que não querem furar o teto de gastos, só querem algum dinheiro para promover o bem do Brasil.

A vida como ela foi


Bolsonaro exerceu a deputança por 28 anos, votando com Lula e Dilma na maior parte das vezes. Disse que votou em Lula para presidente “por causa da honestidade”. Virou “liberal na economia” só nas eleições de 2018. Paulo Guedes sabia disso (como Sergio Moro também sabia). Liberal na economia, pelo jeito, significa liberar a gastança. Mas sair do Governo é outra coisa.

 O custo da liderança


Como não disse o esplêndido escritor americano Mark Twain, temos os melhores eleitores que o dinheiro pode comprar. Afirmam os adversários do presidente que ele começou a recuperar-se nas pesquisas depois que parou de falar. Nesta coluna, no dia 9 de agosto, que analisava com antecedência a ascensão de Bolsonaro, este fato nem é citado. O importante é lembrar que, num país pobre, os R$ 600,00 de auxílio resolvem os problemas imediatos da população mais pobre e a fazem olhar com carinho para quem a beneficia.

Curiosamente, Bolsonaro queria dar R$ 200,00 de auxílio e foi Rodrigo Maia quem elevou a verba para R$ 600,00, elevando também nas pesquisas o nome do presidente. Num país mais organizado, a renda mínima seria uma política de Estado, não partidária. Guedes, aluno de Milton Friedman, sabe tudo de renda mínima, mas não a implantou. Junto com as reformas que defendia, ficou na gaveta. Virou coisa partidária e haverá problemas para manter os pagamentos.

É a hora em que agem o Centrão e os Fura-Tetos.

 Cala-a-boca continua


Bia Kicis é procuradora aposentada, de boa reputação profissional, sempre trabalhou na área do Direito. Mas pediu à Vara Cível de Brasília que censurasse uma reportagem da revista Crusoé sobre dificuldades para aprovação no Congresso da prisão de réus após condenação em segunda instância, embora o artigo 220 da Constituição proíba a censura.

Importante: o que a Constituição garante não é só a livre expressão, mas também o direito do cidadão de receber informações. Sempre que houve censura o cidadão foi prejudicado. Um dos temas censurados naquela ditadura que dizem que não houve foi um surto de meningite. Sem informação, as pessoas não se protegiam. Como diria alguém, “mas todos vamos morrer, não é?”

O custo do cala-a-boca


O pedido da deputada federal Bia Kicis atingiu reportagem sobre a pouca vontade dos bolsonaristas em aprovar a medida. Bia Kicis fez 40 discursos na Câmara em 2020 sem mencionar a segunda instância nem uma só vez.

Digamos que, em certos casos, só mesmo censura para salvar a face.

Protegendo as mulheres


Uma boa notícia: engenheiras israelenses de software organizaram uma hackathon (maratona de programação de elite) para desenvolver aplicativos que ajudem a proteger mulheres vítimas de violência doméstica e as auxiliem a denunciar agressões e assédio. A ideia nasceu de uma tragédia: em outubro do ano passado, Michal Sela foi morta a facadas pelo marido. A irmã dela, Lilian Ben Ami, criou, com um grupo de amigas, o Safe Home Hackathon, que conquistou o apoio de Facebook, Microsoft e SalesForce e reuniu mais de 1.800 profissionais de tecnologia, divididos em 54 grupos. Um destaque é o aplicativo MedFlag, que usa dados do sistema nacional de saúde para identificar vítimas com machucados recorrentes e protegê-las. Outro é o Stay Tuned, camuflado num smartphone, que registra sons quando está aberto e os envia imediatamente para outras pessoas, via nuvem. Podem dar certo.

Carlos Brickmann é Escritor, Jornalista e Consultor, diretor da Brickmann & Associados Comunicação
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sexta-feira, 14 de agosto de 2020

VW ABRE INSCRIÇÕES PARA O "TALENTO VOLKSWAGEN DESIGN"


Para a 22ª edição do "Talento Volkswagen Design", a marca convida estudantes do Brasil para uma imersão no futuro: reprojetar o recém lançado Nivus para 2050. Os selecionados finais ganham uma vaga de um ano como estagiários na sede da Volkswagen no Brasil, em São Bernardo do Campo, São Paulo.

"O designer tem o papel de trabalhar à frente do seu tempo; prevemos tendências e ditamos a moda. Na indústria automotiva o desafio é ainda maior por causa da complexidade do produto. Buscamos sempre design, qualidade, tecnologia e segurança e esperamos que os talentos possam contribuir com ideias para continuarmos inovando como marca", conta José Carlos Pavone, chefe de Design da Volkswagen para a América Latina.

São oferecidas três vagas, duas para a área de Shape e uma para Color&Trim. A equipe de Shape tem o papel de desenvolver a estética do carro, projetá-lo por fora e por dentro para ser o mais bonito e eficiente possível; enquanto Color&Trim é responsável por todos os acabamentos internos e externos de um veículos, das cores aos materiais usados para os bancos, de cada costura à cada aplique.

Em setembro o time de design promoverá um webinar para falar mais sobre o programa. Os interessados poderão tirar dúvidas e conhecer alguns profissionais que compõem a equipe de design da VW. A data e os participantes serão divulgados nas próximas semanas.

Para participar é necessário que o candidato tenha mais de 18 anos e esteja matriculado, em 2021, no último ano da universidade, que precisa ser registrada no Ministério da Educação (MEC). Podem se inscrever alunos de qualquer curso universitário.

O cadastro estará disponível entre os dias 15 de agosto e 30 de setembro deste ano. O candidato deve preencher o formulário no site http://www.vw.com.br/design (site habilitado a partir de 15 de agosto) e encaminhar o projeto elaborado, o memorial descritivo e a ficha de inscrição para o e-mail talentovwdesign@volkswagen.com.br. Todas as informações do "Talento Volkswagen Design", como instruções, regulamento, cronograma e materiais de apoio, estão disponíveis no mesmo site.


Por que ser designer na Volkswagen?

A sede da Volkswagen do Brasil é uma das fábricas mais completas do setor automotivo do Brasil, desenvolvendo produtos desde seu conceito até a produção de fato. Neste programa o designer pode ter contato com diferentes universos além do design em si, como marketing, comunicação e engenharia, o que torna esta uma grande experiência profissional. Além disso, os estagiários serão parte do maior grupo do setor automotivo do mundo.

Volkswagen do Brasil


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CASA DA MÃE JOANA.
Por Marli Gonçalves*

ESTE PAÍS ESTÁ UMA PIADA



Uma piada de mau gosto, daquelas que a gente ri meio de lado, sem graça, com aquele sorriso amarelo; no fundo, no fundo, está é um desconsolo só, e na verdade só rimos para não chorar muito, porque cada vez mais sério. Já acorda certo de que vai ter a surpresa do dia, e o que é pior quando esta mostra o verdadeiro perfil de parte dos brasileiros, que só quer comida no prato, não importa quem a cozinhe, e nem quer saber dessa tal democracia.

Não é mais o país da piada pronta, mas o daquelas bem batidas, velhacas, que parecem contadas todos os dias em suas versões diferentes. O impasse é total. É pandemia, medo, recessão, paradeira mundial, milhões de infectados, milhares de mortos. Difícil até de acompanhar, e a gente então desiste, desiludido com a raça humana como muitos falam. Passa à etapa do ligar o foderaizer, uma alavanca mental, e querer apenas se salvar, tentando nadar e chegar à margem que ninguém tem ideia em qual distância está; aliás, onde está? Está?

Só isso pode explicar e é até fácil de entender as pesquisas que vêm mostrando neste momento a subida na aprovação do presidente. Não é coisa para morrer de se preocupar, que ainda tem tempo e essa piada ainda vai longe. É fotografia de registro de momento: aquele dinheirinho do auxílio emergencial está mesmo fazendo a diferença: é como se fosse o oxigênio das máquinas de respiração para os que estão nas UTIs, só que para quem está fora delas e conseguiu ( incluindo os que que não deviam nem ter pedido, mas conseguiram). Consciência política? - Não é hora de ela ser chamada. Pode gritar que ela não vem. Não vai atender nem a porta.

Apontamos em direção deles, acusando: populistas! Quem trabalha com marketing político sabe que essa palavra tem entendimento bem diferente – um é o que os intelectuais falam, e como entendem; outra é o que o povo mesmo ouve, e entende como coisa boa, positiva, popular. Então, não será por aí o embate.

Vamos ter de continuar rindo da caspa no paletó do ministro da Economia mais perdido que visitantes que entram errado em "comunidades" e saem alvejados. Como quem não tivesse onde atirar, esse senhor baixinho e prepotente se equilibra na corda bamba e quer agora taxar, vejam só, os livros, a cultura, essa que já está muito mais para lá do que para cá, tantas bordoadas tem levado nos últimos tempos. Fortunas, aviõezinhos, mercado de luxo? Não. Pensa ele, talvez: para que os livros, sem educação, sem escolas? – Algo que veremos os efeitos funestos mais adiante.

Aí explode o horror no Líbano. O que fazemos? Um voo da alegria para ajudar. Repararam, viram aquela feliz masculina comitiva embarcando? 13 pessoas. O que é que foram fazer lá? Os libaneses precisam de ajuda, mudanças na política, remédios, comida, decididamente, não precisavam da visita, entre outros, de Michel Temer, Paulo Skaf, amigos, ou do senador Nelson Trad, por exemplo, que tinha tanta coisa para ver aqui, como o tal dossiê que não pode ser aceito sob hipótese alguma. O que ele fez? Trancou o documento no armário e foi viajar, como se não houvesse ontem, hoje ou amanhã.

Aiai, que estou vendo você aí também até já confundindo Bolsonaros, os Filhos do Capitão, Carlos, Flávio, Eduardo. Podiam ser Huguinho, Zezinho, Luizinho. Porque cada um deles, todos, tem uma ficha corrida para explicar, a gente nem sabe mais qual é qual – todos com alguma capivara, como se fala no jargão policial. Chato, chato, assunto chato, só vai melhorar se o tal Queiroz e sua esposa, agora mandados de volta para a cadeia, resolverem, digamos, cantar. Duvido um pouco, porque a pele deles deve arder muito no fogo das milícias que os originam.

Enquanto tudo isso ocorre diante de nós, lá no Espírito Santo uma menininha de dez anos está grávida. Estuprada pelo seu tio desde os seis anos de idade, ela ainda está tendo de se sujeitar que discutam – sim, ainda estão discutindo – seu direito de abortar. Que compaixão é essa? Onde está a humanidade? Que religião esse povo do poder acha que lhes dá esse direito? Dona Damares, por favor!. Essa criança não pode ser obrigada, nem condições tem, de ter essa outra criança. E, acredite, se algo lhe acontecer de mais mal ainda, porque ela pode não resistir, não serão poucas as pragas que rogaremos contra vocês.

Muito anos de luta para tentar fazer com que esse país fosse considerado e tentando que melhorássemos em pontos essenciais para agora estar assistindo a esse desmonte, esses desrespeitos, os ataques racistas, a continuidade da absurda desconsideração com as mulheres, essa marcha da insanidade contra tudo que nos é tão caro.

O país está uma piada que, quando nos contam, temos é muita vontade de chorar.

Marli Gonçalves. 
Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano - Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. À venda nas livrarias e online, pela Editora e pela Amazon.
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quinta-feira, 13 de agosto de 2020

CUMMINS E NAVISTAR ANUNCIAM NOVO CONTRATO DE LONGO PRAZO


A líder global de energia Cummins Inc. e a Navistar International Corp. anunciaram mais um passo à frente na parceria, estendendo o contrato de longo prazo pelos próximos dois ciclos de emissão: a Cummins como a fornecedora preferencial da Navistar de motores de grande porte para serviços médios e pesados para caminhões International e os ônibus IC Bus, nos EUA e Canadá.

"Estamos entusiasmados em aprofundar o que já é uma forte parceria com a Navistar e abrange mais de 80 anos. A Navistar é uma parceira fundamental para a Cummins e acreditamos que os caminhões International LT® Series, combinados com a motorização Cummins X15TM Efficiency e a transmissão Eaton Cummins Endurant HD fornecem a melhor economia de combustível, melhor tempo de atividade e custo total de propriedade (TCO) para nossos clientes", disse Srikanth Padmanabhan, presidente do Negócios de Motores da Cummins Inc.

Com o lançamento do Cummins X15 Efficiency adequado ao Programa Nacional de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) neste ano, os clientes da International Truck recebem o equipamento de 15 litros mais confiável e eficiente em combustível disponível.

"O motor Cummins equipado nos veículos da Navistar International demonstra inovação impulsionada pela tecnologia, oferecendo o desempenho que os clientes de serviços pesados necessitam atender às exigências do transporte de hoje e de amanhã. Estender esse relacionamento por meio de uma parceria de longo prazo garante que ambas as empresas serão capazes de colaborar e enfrentar os desafios dos próximos ciclos de emissões e além", disse Padmanabhan.

Os motores Cummins B6.7 e L9 continuarão a alimentar os caminhões das séries International MV e HV Series, bem como os ônibus escolares IC Bus CE e RE Series da Navistar.

"Este novo contrato de longo prazo com a Cummins, em combinação com nossos conjuntos de propulsão proprietários, oferecerá aos clientes da International os motores mais competitivos e com baixo consumo de combustível do mercado, ao mesmo tempo que reduz nossos requisitos de investimento para atender às futuras regulamentações de emissões", disse Phil Christman, presidente de Operações da Navistar.

Ainda de acordo com Christman, "a extensão de nossa parceria permite que ambas as empresas otimizem futuros investimentos em pesquisa e desenvolvimento em tecnologias existentes, bem como a flexibilidade para investir em tecnologias avançadas".

Cummins Brasil
Textofinal de Comunicação Integrada

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PROGRAMA DE DOAÇÕES DE EMPREGADOS DA FORD ARRECADA MAIS DE US$1 MILHÃO PARA O COMBATE GLOBAL À COVID-19


O Ford Fund, braço filantrópico da Ford, anunciou nesta quinta-feira (13) o resultado do programa COVID-19 Donation Match, criado pela instituição  com o propósito de auxiliar pessoas afetadas pela pandemia em todo o mundo, dobrando o valor das doações feitas por empregados e parceiros da Ford. No total, foram arrecadados US$ 1.133.447, superando a meta estabelecida.

No Brasil, as doações foram destinadas para as Obras Sociais Irmã Dulce, instituição filantrópica fundada pela Santa Dulce dos Pobres, que abriga um dos maiores complexos de saúde 100% SUS do país e atende diariamente milhares de pessoas carentes na Bahia. O valor arrecadado será destinado para compra de equipamentos de proteção para os profissionais que atuam nos 21 núcleos de atendimento, além de alimentar cerca de 1.000 famílias em condição de vulnerabilidade social pelo período de um mês.

O programa COVID-19 Donation Match foi iniciado em abril, dando aos funcionários da Ford, seus familiares e amigos uma maneira de ajudar a combater a pandemia, mesmo sem poder sair de casa para as atividades tradicionais de voluntariado.

“Retribuir é um dos valores-chave da Ford e os nossos colaboradores estão dando o maior exemplo”, diz Bill Ford, presidente executivo da Ford. “Recebemos muitos pedidos de empregados perguntando como poderiam ajudar nos primeiros dias da pandemia. O programa Donation Match foi um meio significativo para poderem participar da luta contra a Covid-19 – mesmo em um momento em que não poderiam estar presentes fisicamente para ajudar a fazer a diferença.”

Por meio do programa, 47 organizações sem fins lucrativos e grupos comunitários de 20 países e 14 estados norte-americanos receberam fundos doados por funcionários e parceiros da Ford, valor que foi acrescido de US$ 500.000 do Ford Fund e contribuições pessoais do presidente executivo da Ford, Bill Ford.

O programa apoiou projetos comunitários em países com necessidades significativas relacionadas ao coronavírus. Quase um terço dos fundos (29%) foi destinado para o combate à fome, 24% para projetos de atendimento combinado de necessidades básicas (comida, abrigo e roupas), e 19% para ações educacionais. As doações restantes apoiaram projetos relacionados à saúde e ao funcionamento virtual de programas de artes, preservando empregos em instituições voltadas à educação histórica e cultural.

“Essa pandemia impactou cada aspecto do nosso dia a dia e colocou muitas organizações sem fins lucrativos em risco de não poderem mais servir suas comunidades”, diz Mary Culler, presidente do Ford Fund. “Graças à generosidade de nossos empregados e parceiros, conseguimos apoiar uma vasta gama de projetos por todo o mundo e continuar o trabalho extremamente importante que essas organizações sem fins lucrativos estão fazendo”. 

O programa foi administrado pela GlobalGiving, parceira de longa data no socorro às vítimas de desastres e parceira global de doações da Ford.

Ford do Brasil

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FCA ENTREGA PRIMEIRA REMESSA DE COBERTORES AO FUNDO DE SOLIDARIEDADE DE SP


A Fiat Chrysler Automóveis (FCA) entregou ao Fundo de Solidariedade de São Paulo a primeira remessa da doação de cobertores, como parte do apoio do grupo às autoridades e comunidades no combate aos efeitos da pandemia. Ainda esta semana, a FCA vai entregar a primeira remessa de agasalhos de moletom. Os itens doados serão distribuídos pelo Fundo de Solidariedade em ações do Projeto Inverno Solidário, beneficiando entidades selecionadas em todo o Estado de São Paulo.

Ao todo, a FCA doará mais de 20 mil cobertores e cerca de 17 mil agasalhos. Além disto, a empresa também fornecerá um total de 300 mil máscaras cirúrgicas descartáveis produzidas dentro do Polo Automotivo Fiat, em Betim (MG), na linha produtiva instalada pela companhia para disponibilizar o equipamento de proteção para seus funcionários e para doações. As máscaras serão destinadas a profissionais de Saúde do Estado de São Paulo.

“A pandemia acentuou nossa percepção da empresa como uma razão social, que não basta em si, mas existe na sua interação com a sociedade. Por isto, estabelecemos uma forte parceria com as autoridades e a comunidade para apoiar a prevenção e o enfrentamento ao coronavírus, contribuindo de forma solidária em várias frentes”, disse o presidente da FCA para a América Latina, Antonio Filosa.

CONTINENTAL FIRMA COMPROMISSO COM A ONU PARA EMPODERAMENTO FEMININO


Com o objetivo de fortalecer seu compromisso com a equidade de gênero, a Continental, empresa que desenvolve tecnologias e serviços pioneiros em mobilidade sustentável, acaba de se tornar signatária da Carta de Princípios de Empoderamento das Mulheres, conhecido internacionalmente pela sigla WEPs (Women Empowerment Principles). Criado em 2010 pela ONU Mulheres e pelo Pacto Global, o documento visa promover orientações e metas para empoderar as mulheres e promover a igualdade de gênero, especialmente, no mercado de trabalho.

O evento oficial de assinatura aconteceu em 11 de agosto e contou com a presença do presidente e CEO da Continental para América do Sul, Frédéric Sebbagh, e da vice-presidente de Relações Humanas para Brasil e Argentina, Ana Cláudia Oliveira, além da consultora da ONU Mulheres, Simone Bianche. Ao assinar os WEPs, a sistemista assume publicamente o compromisso de promover a igualdade de gênero dentro da corporação, em sua cadeia de valores e também nas comunidades em que atua. Além disso, passa a fazer parte de uma rede global e local da Organização das Nações Unidas, que possui mais de três mil empresas signatárias, sendo mais de 400 brasileiras.

Os temas que permeiam a diversidade e inclusão estão ancorados no DNA da Continental. "Temos feito um grande trabalho para promover a equidade de gênero em nossa empresa e estou muito orgulhoso de contribuir para que a Continental tenha dado esse importante passo. Seguiremos, juntos, nos esforçando para atingir metas cada vez mais significativas de equidade, empoderamento e reconhecimento feminino", comenta Frédéric Sebbagh, presidente e CEO da Continental para América do Sul.

Cenário e metas


Atualmente, as mulheres ocupam 22% dos cargos executivos nas unidades da Continental no Brasil. Considerando todos os países de atuação, a representatividade é de 15% para os dois primeiros níveis gerenciais. A meta, determinada em 2019, é aumentar essa proporção em nível global para 25% até 2025, dando continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo dos últimos anos e em que o Brasil tem se destacado.

Carreira igualitária em todo o mundo


Com foco nas metas de diversidade e inclusão, a Continental mantém inúmeros projetos e programas e, principalmente, condições de trabalho necessárias para permitir que as funcionárias conciliem família e carreira (um dos principais fatores que afastam as mulheres do mercado de trabalho em todo o mundo).

Dentre essas várias iniciativas globais englobam a implantação do horário flexível, home office e trabalho em meio período, desde 2016. Além disso, a Continental promove também ações de mentoria para potenciais talentos femininos, comitês de diversidade nas diversas localidades, e entre outras ações, a celebração anual do dia da diversidade com rodas de conversas e reflexões sobre o tema.

“É preciso fazermos mais do que apenas colocar mulheres em cargos de gerência. Temos que desenvolver competências e oferecer a nossas mulheres o apoio necessário para que sigam em suas carreiras de escolha”, afirma Ana Cláudia Oliveira, vice-presidente de Relações Humanas para Brasil e Argentina.

Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs)


Ao todo, são sete Princípios que garantem não só o fortalecimento da economia e o impulsionamento dos negócios, como também o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida de mulheres, homens e crianças.

1 - Estabelecer liderança corporativa sensível à igualdade de gênero, no mais alto nível.
2 - Tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho, respeitando e apoiando os direitos humanos e a não-discriminação.
3 - Garantir a saúde, segurança e bem-estar de todas as mulheres e homens que trabalham na empresa.
4 - Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres.
5 - Apoiar empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento das mulheres através das cadeias de suprimentos e marketing.
6 - Promover a igualdade de gênero através de iniciativas voltadas à comunidade e ao ativismo social.
7 - Medir, documentar e publicar os progressos da empresa na promoção da igualdade de gênero.

A Continental desenvolve tecnologias e serviços pioneiros para a mobilidade sustentável e conectada de pessoas e seus bens. Fundada em 1871, a empresa de tecnologia oferece soluções seguras, eficientes, inteligentes e acessíveis para veículos, máquinas, tráfego e transporte. Em 2019, a Continental gerou vendas preliminares de € 44,5 bilhões e atualmente emprega cerca de 240.000 pessoas em 59 países e mercados.

Continental
Grupo Printer Comunicação

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quarta-feira, 12 de agosto de 2020

CHUMBO GORDO.
Por Carlos Brickmann*

OS RATOS QUE RUGEM


Há malfeitorias absurdas que muita gente comete, mas nega. E há também os que a confessam com orgulho. O deputado estadual Douglas Garcia, do PTB paulista, condenado a indenizar uma pessoa que incluiu no dossiê de militantes antifascistas (como se combater o fascismo fosse crime), excedeu-se: disse que o dossiê – 56 páginas, com dados pessoais, incluindo fotografias, de aproximadamente mil pessoas – foi entregue à Embaixada dos Estados Unidos pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, o filho 03 do presidente Jair Bolsonaro.

Não que os Estados Unidos, ou China, ou Rússia, todos exímios na espionagem, precisem do auxílio do rapaz que disse ter sido fritador de hambúrguer numa lanchonete que não vendia hambúrgueres. Mas está dentro da lei entregar dossiês sobre cidadãos brasileiros a uma potência estrangeira? Os EUA são aliados do Brasil, Bolsonaro se considera meio que um genérico do presidente Trump, mas cada país tem interesses próprios – por exemplo, Trump ameaça taxar produtos brasileiros a menos que concordemos em importar etanol americano sem taxas. O Brasil, grande produtor de álcool, precisa comprar etanol americano tanto quanto precisa de açúcar de beterraba europeu ou de importar jabuticabas. Mas Trump quer votos de agricultores americanos e o Brasil é pressionado a pagar por eles.

Garcia diz que agiu em conjunto com o filho 03. Eduardo Bolsonaro não disse nada. Seu pai, Jair Bolsonaro, está quieto. “Brasil acima de tudo”?

 Quem fica parado é Posto


No serpentário do Congresso, o superministro Paulo Guedes, o Imposto Ipiranga do presidente Bolsonaro, é conhecido como “semana que vem”. Das três reformas que considerava essenciais para que o país se recuperasse e voltasse a crescer, uma foi aprovada – mas não sua versão, que ele não conseguiu emplacar, e sim a do Congresso, puxada por Rodrigo Maia. A tributária levou um ano e meio, foi enviada ao Congresso e até agora nenhum especialista de fora do Governo a considerou à altura da reforma que já está lá em análise, coordenada pelo economista Bernard Appy e apresentada pelo deputado Baleia Rossi, do PMDB paulista. A administrativa levou um ano para ficar pronta e o presidente Bolsonaro botou-a na gaveta.

Mas, por fim, tomou uma decisão: só vai enviá-la no ano que vem, talvez em fevereiro. A estratégia é esperar a eleição para a Presidência da Câmara e do Senado.

 A face oculta


Por que esperar a eleição? Ora, caro leitor, não faça perguntas difíceis.

 O jocoso e o ridículo


Orlando Morando, prefeito de São Bernardo, SP, um ex-socialista que virou liberal e hoje é tucano, assumiu seu lugar no time que não gosta de imprensa livre: resolveu interpelar um talentoso chargista, Luiz Carlos Fernandes, do Diário do Grande ABC, por charge publicada em 19 de julho. A charge trata de um assunto incômodo para Sua Excelência, uma empresa de sua propriedade denunciada à Polícia Federal por comprar imóveis beeem baratinhos, abaixo até do valor venal. Mas Morando não fala nisso: acusa o chargista de tê-lo desenhado “de maneira jocosa”. Curioso: Sua Excelência prefere charges “macabras”, “soturnas”, “mal-humoradas”? Ora, ou charge é engraçada ou não é nada. No pedido de explicações a Fernandes, Morando ameaça processá-lo por calúnia e difamação. E não se limitou a ele: acionou o editor de Política do jornal, Raphael Rocha, autor da matéria (nada como culpar o mensageiro quando a mensagem é ruim) e ainda citou o diretor de Redação, Evaldo Novelini, e o editor-chefe do jornal, Wilson Moço.

Resolvendo a questão


Este colunista sugere que o prefeito se dedique a cuidar melhor da cidade.

 Mais perseguição


O ataque à imprensa não se limita ao prefeito de São Bernardo: o famoso grupo JBS, de Joesley Batista, pressiona o ótimo repórter Cláudio Tognolli, que escreveu três livros sobre a empresa: “Nome aos bois”, “Traidores da Pátria” e “A CPI do BNDES” – no qual, além da JBS, ou JF, é citado também um grupo nacional que enquanto dava lucro era privado, e foi virando estatal à medida que os lucros caíam, até que, ao fechar, tinha o BNDES como sócio principal. O delegado Ronaldo Augusto Comar Marão Sayeg, da Divisão Antissequestro da Polícia Civil de São Paulo, pediu a prisão preventiva de Tognolli. O juiz Xisto Albarelli Rangel Neto rejeitou o pedido.

 Bolsonaro atende os trans


Um acordo entre a Advocacia Geral da União, a Secretaria do Trabalho e Previdência do Ministério da Economia e a Defensoria Pública da União vai permitir que travestis e transexuais incluam seu nome social na Carteira de Trabalho. O acordo foi celebrado em Roraima, mas valerá para todo o país, já que a Carteira de Trabalho digital é um sistema único, nacional. A partir de agora, a Secretaria do Trabalho e Previdência tem seis meses para tomar todas as providências necessárias para implementar a alteração.

Carlos Brickmann é Escritor, Jornalista e Consultor, diretor da Brickmann & Associados Comunicação
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Leia> O Brasil Sobre Rodas

domingo, 9 de agosto de 2020

CHUMBO GORDO.
Por Carlos Brickmann*

DE VOLTA À LIDERANÇA


Com pandemia e tudo, Bolsonaro parou de cair nas pesquisas, recuperou intenções de voto e hoje, de acordo com pesquisa Poder 360, seria o primeiro colocado no primeiro turno. No segundo, empataria com Sérgio Moro.

Pesquisa é retrato do dia. Dois anos antes das eleições, não significa nada. Mas, para os adversários, é melhor não subestimar Bolsonaro: tem um núcleo fiel de eleitores, que por ele sentem saudades até de Weintraub, manteve sua popularidade mesmo depois de declarações que indicavam pouco caso pelas vítimas da Covid, sustenta-se até com novos recordes de desmatamento e de queimadas na Amazônia, que já provocam reações de clientes internacionais.

Ainda é cedo, mas qual, de seus possíveis adversários, vem-se tornando uma alternativa viável? O governador do Rio, candidato declarado, tem de lutar para evitar o impeachment. O governador João Doria tem boa avaliação, deve sair candidato, comanda o PSDB, partido bem estruturado em todo o país, mas isso ainda não se refletiu em índices nacionais. Sempre se considerou que um governador de São Paulo é candidato forte, pelo cargo que ocupa, mas Geraldo Alckmin em duas ocasiões desmoralizou essa tese. E o PT – bem, esperava-se que Lula, ao sair da prisão, liderasse seu partido numa campanha nacional de oposição, apresentando-se como perseguido político, vítima de um sistema que deturpou a Justiça para afastá-lo do poder. Esperava-se. Mas o novo Lula parece muito diferente do Lula de sempre.

Quem sobra?

Lula se recolheu, raramente fala, parece ter perdido o gás. Continua a liderar políticos como Gleisi Hoffmann, Fernando Haddad, Washington Quaquá. Mas sua fraqueza atual já foi percebida por aliados que até agora eram incondicionais: já apoiam Manuela d’Ávila em Porto Alegre, pensam em lançar um candidato a presidente saído do PCdoB, eventualmente podem flertar até com Ciro Gomes. Nada impede que o realismo político predomine e haja quem possa esquecer o passado e aliar-se a Sérgio Moro. Mas Moro, que acumulou amplo capital político, nem escolheu um partido. E será que, daqui a dois anos, não terá sido esquecido por muitos que hoje o apoiam?

Sozinho na raia

Em dois anos muita coisa pode mudar. Haverá os descontentes com o alto desemprego, haverá quem lembre as mortes da pandemia, haverá até mesmo empresários hoje simpáticos a Bolsonaro que correrão riscos pela compulsão do presidente em brigar com a China, por ideologia, e com a União Europeia, por demonstrar pouco caso com o desmatamento e os incêndios da Amazônia e com os problemas indígenas. Mas haverá também quem goste dos R$ 600,00 mensais, que de alguma forma se eternizarão na Renda Brasil. Lembre-se: o Nordeste por muito tempo foi reduto do PFL/DEM. A Bolsa Família levou o eleitorado a votar sistematicamente no PT. Em resumo, se a oposição quiser chegar ao poder, tem de montar sua estratégia, em vez de só confiar em novos erros de Bolsonaro. Ele erra, sim, e muito. Mas está na frente.

As rachadinhas

Há incômodos no caminho de Bolsonaro – investigações sobre seu filho Flávio, pressão sobre divulgadores de notícias falsas, cerco ao Gabinete do Ódio. Há o Queiroz, com os depósitos na conta da mulher do presidente. Mas Lula, com todo o caso Mensalão/Petrolão, seria um candidato forte se não tivesse sido condenado e impedido de disputar pela Lei da Ficha Limpa.

Todos quietos

Lembra do ministro Osmar Terra Plana, dizendo que a Covid iria matar menos gente que as gripes de inverno? E do general Luiz Eduardo Ramos, o coordenador político do Governo, dizendo que o trânsito também mata muita gente e não provoca pânico? Com cem mil mortos no Brasil, silenciaram. Pena que o preço por esse bem-vindo silêncio tenha sido tão alto. Bolsonaro não se calou: “A gente lamenta todas as mortes. Mas vamos tocar a vida”.

Pois é

Todos os dias, aqui no Brasil, morre nove vezes o número de vítimas da explosão de Beirute, que abalou o mundo. E nosso Governo não se abala.

Procurando briga

Bolsonaro briga com a China por ideologia, com os europeus porque condenam suas teses sobre Amazônia e meio ambiente, com vizinhos porque não gosta de seus dirigentes. O ministro Paulo Guedes vai mais longe: foi puxar briga com os principais aliados de Bolsonaro, os EUA.

Motivo: empresários questionaram a política ambiental do Brasil. O Imposto Ipiranga acusou os americanos por desmatar suas florestas, pela escravidão, pelas guerras civis, pela morte de índios. É verdade: também dizimaram rebanhos de bisões, muitas vezes só para praticar tiro ao alvo. Claro que conhecemos um outro país que desmatou muito, teve escravidão, enfrentou guerras civis, matou índios. Paulo Guedes, que já disse que leu três vezes as obras de Keynes em inglês, talvez não se preocupe tanto com História em português.

Carlos Brickmann é Escritor, Jornalista e Consultor, diretor da Brickmann & Associados Comunicação
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Leia> O Brasil Sobre Rodas

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

RENAULT DO BRASIL PUBLICA RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2019


A Renault do Brasil, por meio do Instituto Renault, acaba de publicar o relatório de sustentabilidade referente ao ano de 2019, contendo informações sobre as ações e os resultados da montadora nos âmbitos ambiental, social e de negócio. É possível visualizar ou baixar o relatório completo pelo site do Instituto Renault, no endereço: 
http://institutorenault.com.br/relatorio_sustentabilidade/index. O período de apuração da publicação foi de 01/01/2019 até 31/12/2019.

“Desde 2011, o Instituto Renault vem publicando anualmente o Relatório de Sustentabilidade da Renault do Brasil de acordo com as normas da Global Reporting Initiative - GRI, refletindo a busca por tornar sempre cada vez mais transparente o relacionamento e o diálogo com as os parceiros: fornecedores, colaboradores, concessionários, Governo, organizações civis e sociedade em geral”, comenta Caique Ferreira, vice-presidente do Instituto Renault, diretor de comunicação da Renault para a região Américas e diretor de comunicação da Renault do Brasil.

Em 2019, a Renault do Brasil conquistou reconhecimentos importantes, sendo premiada com o título de Melhor Empresa no setor Autoindústria, na premiação “Melhores & Maiores” da revista Exame e figurando entre as Melhores Empresas para se Trabalhar, no Guia Exame Você S.A.. Também recebeu o prêmio de montadora com o melhor atendimento ao cliente do segundo o Ranking Exame IBRC 2019.

O Meio Ambiente


Pelo terceiro ano consecutivo a montadora mantém o título de aterro zero, por reutilizar ou reciclar 100% dos resíduos gerados pela fábrica. Acompanhando o posicionamento do Grupo Renault, a equipe de Resíduos da Renault do Brasil adota um processo de gestão de resíduos industriais baseado nos princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos e dos conceitos de Economia Circular, alinhado com a essência do desenvolvimento sustentável.

Os principais resultados dessa prática no aspecto ambiental contemplam

- Eliminação do envio para aterro industrial de cerca de 500 toneladas de resíduos por ano, passando ao coprocessamento e reciclagem.
- Implantação do projeto Economia Circular, que passou a reinserir anualmente no processo produtivo cerca de 70.000 toneladas de resíduos provenientes dos processos industriais.
- Reutilização de cerca de 125.000 embalagens por ano, evitando a aquisição de novas unidades Além do desempenho ambiental, a gestão de resíduos representou em 2019 uma economia de mais de 45 milhões de reais para a empresa.

Redução de resíduos
Com a adoção das novas práticas, a Renault conseguiu promover uma redução de 6,55% na geração de resíduos por unidade produzida no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR).

Redução no consumo de água por veículo
A preservação dos recursos hídricos é essencial tanto para garantir a durabilidade do suprimento como para reduzir os impactos sobre os ecossistemas. Ciente do papel da indústria nesse cenário, a Renault do Brasil monitora e reporta anualmente à matriz os indicadores de consumo e descarte de água, assegurando o uso responsável do recurso e a inclusão desses indicadores na análise do ciclo de vida dos produtos.

A performance de cada fábrica contribuiu para um bom desempenho geral do Complexo Ayrton Senna, que registrou o índice de redução de 6% no consumo de água por unidade fabricada, mesmo índice de redução obtido no consumo total.
Com a implantação de uma nova linha de montagem de motores, a CMO recebeu importantes investimentos na modernização de equipamentos, resultando em processos produtivos mais eficientes, com menos vazamentos e menor consumo de água, que se traduziram no índice de 10% de redução no consumo de água por motor fabricado.

Já na CVP, a instalação do sistema de reutilização da água das duchas de estanqueidade da linha de montagem foi o principal fator na redução do consumo por veículo em 6%.

O alto índice apresentado pela CIA corresponde ao alcance da cadência normal de produção, no entanto, o consumo da unidade é irrelevante no desempenho geral do CAS.

Matéria-prima reciclada
O engajamento do Grupo Renault na utilização de materiais reciclados é reconhecido internacionalmente graças à metodologia de análise de criticidade de matérias-primas desenvolvida pela empresa, uma referência na Europa. No Brasil, integrado ao RTA (Renault Tecnologia Américas), o Líder Técnico Local assegura a aplicação das determinações do Grupo Renault em matéria de eco concepção, eco design e reciclagem, a exemplo da norma interna que determina para todos os veículos um percentual mínimo de 95% de materiais reaproveitáveis e 85% recicláveis, com a finalidade de incluir, desde a concepção, a preocupação com o ciclo de vida do produto.

Segurança: Um valor para o Grupo Renault


Priorizando a segurança de seus colaboradores, em 2019 a Renault promoveu diversas ações e campanhas reforçando a necessidade de cuidar se si e de seus colegas de trabalho. 100% dos colaboradores das áreas de produção, incluindo prestadores de serviço e terceiros, receberam treinamento no Dojo da segurança. Acompanhado diretamente pela Direção de Fabricação, o gerenciamento dos riscos relacionados ao tema foi pauta de ações de comunicação, treinamento e engajamento das equipes de produção, consolidando a aplicação dos 10 Mandamentos da Segurança na prevenção de acidentes.

O comprometimento da alta gestão, aliado a uma equipe dedicada de técnicos especializados em segurança do trabalho e o investimento constante no mapeamento de riscos e na sistematização do comportamento de segurança, posiciona as três plantas da Renault do Brasil entre as 10 unidades fabris do Grupo Renault com os menores índices de acidentes de trabalho. Em 2019, o número total de acidentes foi reduzido em 2,5% comparativamente ao ano anterior.

Em 2019, o Grupo Renault também assinou com o IndustriALL Union Group um novo acordo mundial intitulado “Construindo o mundo do trabalho em conjunto no Grupo Renault”, que destaca sua ambição de conciliar bem-estar no trabalho e desempenho coletivo. Este acordo inovador confirma o compromisso da empresa de respeitar os direitos sociais fundamentais e inclui a convenção adotada em 2019 pela OIT para combater violência e assédio no local de trabalho.

O acordo teve desdobramento por região, notadamente no Brasil, onde as tratativas locais pautaram-se na garantia de melhoria contínua da qualidade de vida no trabalho. A partir do Programa Bem-estar Renault, a Renault do Brasil estabeleceu um memorando de entendimento com os parceiros sociais para formalizar o compromisso conjunto de desenvolver práticas nos cinco eixos do acordo e assim, enriquecer a qualidade do diálogo social local.

Líder em Veículos Elétricos


A Renault concluiu o ano de 2019 como líder do mercado de veículos 100% elétricos no Brasil, tendo comercializado mais de 100 unidades no último ano. Ao todo, mais de 300 veículos 100% elétricos Renault circulam pelo Brasil, comercializados a clientes finais ou presentes em projetos de mobilidade e na frota de empresas e instituições pioneiras como: Itaipu, FedEx, MRV Engenharia, Companhia Paulista de Luz e Força (CPFL), Grupo TPC, Beep Beep, Graphus, entre outras.

Programa Geração Futuro


O Relatório de Sustentabilidade 2019 também apresenta indicadores sociais. No capítulo 11 – Desenvolvimento da comunidade do entorno, o destaque é a criação do programa “Geração Futuro”, iniciativa educacional de qualificação e capacitação de jovens da comunidade da Borda do Campo, em São José dos Pinhais, com o objetivo de ampliar suas perspectivas de acesso ao mercado de trabalho e transformar o futuro dos indivíduos e da comunidade.

O programa é uma resposta do Instituto Renault aos aspectos de vulnerabilidade apontados pelo Mapa Social da Borda do Campo, realizado em 2019, e integra o compromisso da Renault do Brasil com o desenvolvimento econômico e social da região onde está situada. A formação vai beneficiar 120 jovens até o final de 2020. Dos 40 jovens matriculados na turma de 2019, 39 concluíram a formação, dos quais 18 foram contratados, sendo 13 pela Renault como efetivos, estagiários ou aprendizes e 5 por outras empresas.

O Instituto Renault


Fundado em 2010, o Instituto Renault já impactou mais de 740 mil pessoas, atuando em dois eixos: Inclusão e Mobilidade Sustentável.

No eixo Inclusão, o Instituto Renault apoia a Associação Borda Viva, para promoção do desenvolvimento social, da segurança alimentar para crianças e do empoderamento feminino por meio do empreendedorismo e da geração de renda.  O Instituto também promove o Renault Experience, projeto que tem como objetivo estimular o empreendedorismo e a inovação entre universitários de todo o país na busca por soluções que facilitem o dia a dia da sociedade. Desde 2018, além da categoria Soluções de Mobilidade, foram criadas duas novas:  Negócios Sociais e Desafio Twizy.

No eixo Mobilidade Sustentável, destaque para o Programa “O Trânsito e Eu”, de educação para segurança no trânsito, presente de forma permanente em oito municípios do país: Curitiba, São José dos Pinhais, Maringá e Arapongas, no Paraná; Pelotas (RS); além das cidades paulistas de São Bernardo do Campo, Santa Bárbara d’Oeste e São Paulo, capital. O programa também desenvolve ações itinerantes em parques, shoppings e eventos. Cerca de 230 mil crianças já foram impactadas pela iniciativa. No mesmo eixo, a Renault já comercializou cerca de 300 veículos 100% elétricos no Brasil a empresas que possuem projetos relacionados à mobilidade zero emissão.


Visualize ou baixe o relatório completo de sustentabilidade pelo site do Instituto Renault. 
Acesse: http://institutorenault.com.br/relatorio_sustentabilidade/index.

Renault do Brasil

Leia> O Brasil Sobre Rodas

CASA DA MÃE JOANA.
Por Marli Gonçalves*

CARTA ÀS 77.649.568 ELEITORAS BRASILEIRAS

Mais precisamente às 77 milhões, 649 mil, 569 eleitoras, contando comigo, que estou e estarei bastante atenta às questões relacionadas às mulheres e a outras que poderemos influenciar muito com o nosso voto, agora em 2020, e em todas as eleições para as quais as brasileiras forem chamadas a opinar; e somos maioria. O voto é uma arma, pacífica. Precisamos usá-la. Por nós, mulheres, pelas nossas famílias, por todos os brasileiros, por um futuro mais digno.

Prezadas,

Vejam que estamos em 2020 e ainda não somos respeitadas e nem representadas na medida em que somos a maioria da população brasileira. Nem nos cargos legislativos, nem em outros, incluindo Executivo, Judiciário e, ainda, nem na sociedade, nem dentro de empresas, ou no comando, nem no respeito. A população brasileira é composta por 48,2% de homens e 51,8% de mulheres. (Dados IBGE/ PNAD Contínua/2019). Em termos eleitorais, somos 52,49% do total; os homens, 47,48% do total. (TSE/2020). Podemos ser a decisão, pela melhoria para todos.

Acredita? Por aqui, por exemplo, as mulheres compõem apenas 10,5% do conjunto de deputados federais. E de um total de 192 países, o Brasil ocupa a 152ª posição no ranking de representatividade feminina na Câmara dos Deputados, ficando até atrás de países como o Senegal, Etiópia e Equador.

A eleição deste ano, para prefeitos e vereadores, é aquela que está mais perto de nós, de nossa ação. É a que cuida de nossa região, onde vivemos e onde passamos nossas vidas, onde está a nossa casa, as mesmas casas onde um número absurdo de mulheres continuam sendo assassinadas por seus companheiros e ex-companheiros, e onde a proteção policial e as promessas de proteção ou garantias não têm passado em geral de apenas promessas. Você está vendo isso, não? Sentindo na própria pele, talvez?

São Paulo, por exemplo, registrou 87 mortes por feminicídio apenas no primeiro semestre de 2020. O maior número de casos desde a criação, em 2015, da lei que especifica o crime – é o homicídio praticado contra a mulher em decorrência única e exclusiva do fato da vítima ser mulher (misoginia e menosprezo pela condição feminina ou discriminação de gênero, fatos que também podem envolver violência sexual), ou em decorrência de violência doméstica. No Brasil todo dados preliminares mostram aumento de mais de 22% nesse crime, em relação ao ano passado, que já era absurdo, e apenas contando os primeiros meses do ano. Uma situação ainda claramente mais agravada pela pandemia, quarentena e necessidade de isolamento social, crise econômica, etc.

Esta é apenas uma questão, mais específica. Temos todo um país a resolver, atrasado com relação a tudo, Educação, Saúde, Saneamento, aprimoramento da cidadania. Não é só uma questão de cotas – temos 30% de cotas nas candidaturas, mas sempre manipuladas, usadas para obtenção do Fundo Partidário, com nomes que muitas vezes, usadas como laranjas, nem as próprias mulheres sabem que as colocaram para votação nas chapas partidárias. Anime-se inclusive a se candidatar, vamos!

Meu apelo é para a consciência; não é reserva de mercado, nem obrigação de votar apenas em mulheres, mas que o façam, participem, votem, e em pessoas sérias, que estejam comprometidas verdadeiramente com a sociedade em geral, sejam de que gênero ou raça forem, idade ou classe social. Será esse comportamento que levará à melhoria das condições, não só na política. Nos fazer ouvidas.

De qualquer forma são as mulheres que sempre têm a maior noção do que todos enfrentamos, fatos tão agravados este ano e que terão ainda ampla repercussão pelos próximos tempos: desemprego, falta de assistência, necessidades especiais e de direito reprodutivo, segurança – as mulheres são sempre as primeiras vítimas. E é cada vez maior o número de nós chefes de família, como principais responsáveis pelo sustento.

Chega de nos contentarmos com migalhas, segundo plano, pequenas conquistas que chegam de forma tão lenta, e que nos são devidas há décadas.

Peço encarecidamente que se informem, não acreditem em notícias falsas, pensem com suas próprias cabeças, sejam independentes, respeitem-se entre si, estendam a mão a outras mulheres ampliando nossa ação, explicando como se dá a igualdade de direitos, e quais são esses direitos, que as mulheres, merecidamente, tem até em maior número por conta de sua fisiologia. Estenda a mão e atenda os gritos de socorro ao seu redor.

Vamos parar de achar normal o que não é – e nesse momento nada está normal; estamos vivendo num país perigosamente flertando com o retrocesso em vários campos, e onde até nossas acanhadas conquistas estão em risco, desmerecidas diariamente que vêm sendo.

Chamo você para o nosso encontro mais importante este ano: domingo, 15 de novembro, primeiro turno; e domingo, 29 de novembro, segundo turno, onde houver. Se arrume toda, chama a família, aproveite para arejar as ideias. Pensa bem em quem vai acreditar. Ah, e use máscara, que até lá ainda estaremos em perigo.

Todas nós contamos especialmente com todas nós.

Marli Gonçalves. 
Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano - Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. À venda nas livrarias e online, pela Editora e pela Amazon.
Me encontre, me siga, juntos somos mais.
marligo@uol.com.br
marli@brickmann.com.br


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