terça-feira, 20 de novembro de 2018

ASSISTENTE DE TRIPULAÇÃO CIMON* COMPLETA COM SUCESSO A SUA PRIMEIRA MISSÃO NO ESPAÇO.



Conversa com Alexander Gerst a bordo da ISS entra para a história aeroespacial


O assistente de astronauta, CIMON* (Crew Interactive Mobile CompanioN, ou Acompanhante de Tripulação Móvel Interativo, em português), desenvolvido e construído pela Airbus a pedido do Centro Aeroespacial Alemão (DLR), passou em seu primeiro teste no espaço com excelentes resultados. Ele trabalhou com o astronauta alemão da Agência Espacial Europeia (ESA), Alexander Gerst, no módulo Columbus da Estação Espacial Internacional (ISS) por aproximadamente 90 minutos.

Gerst vive e trabalha na ISS desde 8 de junho de 2018. Sua atual missão, que terá duração de seis meses, inclui conduzir uma série de testes com o CIMON. A esfera de plástico do tamanho de uma bola de exercícios, que pesa 5kg, foi criada usando uma impressora 3D e é o primeiro assistente de astronauta com base em inteligência artificial – uma tecnologia experimental que estuda a interação entre humanos e máquinas no espaço.

Às 11h40 (horário da Europa Central) do dia 15 de novembro de 2018, a equipe da missão alemã-suíça do CIMON sediada no centro de controle de solo BIOTESC da Universidade de Lucerna, na Suíça, aguardava ansiosamente pelos resultados da missão. Depois de dois anos e meio de intensa preparação e incontáveis horas de treinamento, tudo estava tão silencioso que seria possível ouvir um alfinente caindo, tamanha concentração e ansiedade da equipe envolvida. Após um upload de software à ISS e uma atualização de software para o próprio CIMON, um teste de áudio e um teste de câmera de navegação, Alexander Gerst finalmente ficou cara a cara com seu novo colega de quarto artificial, ativando o equipamento pela primeira vez. 

O primeiro "encontro" entre o astronauta alemão da ESA e o assistente de tripulação robótico de voo livre, o primeiro do mundo, durou 90 minutos.

A navegação autônoma do CIMON foi testada, uma vez que o assistente realiza uma série de voltas e movimentos em todas as direções. Ele foi capaz de procurar pelo rosto de Gerst para fazer o primeiro contato "facial". Como uma demonstração de suas capacidades como assistente, o CIMON exibiu instruções para um experimento científico escolar sobre cristalização e um vídeo de um cubo mágico em seu "rosto" (uma tela no centro da esfera), além de tocar uma música. Em seguida, o assistente testou seus sensores ultrasônicos (que têm uma função semalhante a de sensores de estacionamento de carro), tirou uma foto e fez um vídeo de Gerst usando suas câmeras integradas. Por fim, Gerst devolveu seu assistente de tripulação a seu devido lugar no módulo Columbus.

"O CIMON representa a realização da visão da Airbus. É um grande passo para voos espaciais tripulados, conquistado por meio da cooperação com nossos parceiros. Com o CIMON estabelecemos uma fundação para sistemas de assistência social que são desenvolvidos para condições extremas", disse Till Eisenberg, Gerente do Projeto CIMON na Airbus.

"É um sentimento incrível e fantástico poder observar o CIMON vendo, escutando, entendendo e falando. Esse uso inicial no espaço entrou para a história aeroespacial e marca o início do que esperamos ser o começo de um longo uso na ISS", afirmou Dr. Christian Karrash, Gerente do Projeto CIMON na Agência Espacial DLR. "Tenho fascínio por interações com inteligência artificial. O sistema CIMON é único e foi desenvolvido especificamente para uso na Estação Espacial Internacional (ISS). Estamos entrando em um território desconhecido e ampliando as fronteiras da expertise tecnológica na Alemanha".

O CIMON usa o Wi-Fi da ISS para transmitir dados e usa conexões de satélite com estações terrestres para estabelecer contato pela internet com a IBM Cloud. Matthias Biniok, líder de projetos da IBM, explicou o processo que ocorreu no "cérebro" do CIMON. "Se o CIMON recebe uma pergunta ou alguém fala com ele, a Inteligência Artificial Watson primeiro transforma o sinal de áudio em texto, que é compreendido, ou interpertado, pela IA. A IBM Watson não apenas entende o conteúdo em contexto, mas também consegue entender o motivo por trás da fala. O resultado é uma resposta customizada, que é convertida em fala e enviada de volta à ISS, permitinfo um diálogo falado natural e dinâmico".

"A conexão de dados com a Terra é estabelecida via satélite com a NASA/ESA e com o centro de controle Columbus da DLR em Oberpfaffenhofen, na Alemanha. A partir disso, o sinal é transmitido para nós, a estação de solo do CIMON no BIOTESC, em Lucerna, o Centro de Operações e Suporte ao Usuário suísso, que é conectado à IBM Cloud em Frankfurt pela internet. O tempo necessário para que o sinal seja transmitido via satélite é 0.4 segundos para a ida e 0.4 segundos para volta. Uma série de firewalls a túneis VPN asseguram a segurança de dados", disse Bernd Rattenbacher, líder da equipe no centro de controle de solo na Universidade de Lucerna.

O CIMON também tem um repertório científico: seus conselheiros são a Dra. Judith-Irina Buchheim e o Professor Alexander Choukèr, do Departamento de Anestesiologia do Hospital da Universidade Ludwig-Maximilian, em Munique. "Um parceiro e assistente, o CIMON pode dar apoio a astronautas com seus experimentos trabalhosos e também com trabalhos de manutenção e reparo, assim reduzindo a exposição ao estresse", disse Buchheim. 

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

AIR EUROPA ANUNCIA EXPANSÃO DA FROTA DE AVIÕES DREAMLINER.


A Air Europa, divisão aérea do grupo Globalia que, desde fevereiro passado, deu início à renovação da frota de aeronaves operadas pela companhia em rotas de longa distância, anuncia mais três novos aviões Boeing 787-9 a serem incorporados aos 24 já previstos pela aérea. As novas aeronaves passarão a operar gradualmente entre 2019 e 2021 nas rotas Miami, nos Estados Unidos; Bogotá, na Colômbia; Santo Domingo, na República Dominicana; Lima, no Peru; Tel Aviv, em Israel; São Paulo, no Brasil e Buenos Aires, na Argentina.

Entre os meses de abril e dezembro de 2019, cinco novos Boeing 787-9 serão incorporados à frota da Air Europa que, atualmente, opera com 10 aviões modelo Dreamliner. As outras 12 aeronaves chegarão à companhia em 2020 e 2021.

“A expansão de nossa frota com o modelo Dreamliner reforça a proposta da Air Europa de proporcionar, cada vez mais, aos nossos passageiros, a experiência completa de um serviço diferenciado a bordo. A operação do Dreamliner no Brasil, teve início em março deste ano e seguimos com bons índices de ocupação. É uma resposta bastante positiva em relação ao aprimoramento e investimento de experiência de voos que temos feito na Air Europa”, comenta Gonzalo Romero.

O Boeing 787-8 foi o primeiro incorporado à frota da aérea em 2016, e, desde então transportou cerca de 2,5 milhões de passageiros na frota Dreamliner, que oferece, além de um espaço interno muito confortável, 60% menos ruído do que aviões do mesmo porte e emite até 20% menos poluentes no meio ambiente.

Fundada em 1986, a Air Europa Linhas Aéreas é membro da aliança global Skyteam e a única aérea espanhola privada com mais de 25 anos de experiência em voos regulares. A companhia integra a rede Globalia, 3º maior grupo de turismo da Europa e 1º da Espanha. Sua frota de 50 aeronaves voa diretamente para 48 destinos – 15 nas Américas, 13 na Europa/Norte da África e 20 na Espanha. Há 15 anos no Brasil, atualmente opera doze voos semanais diretos para Madri, partindo de três cidades brasileiras. Sete a partir de Guarulhos (SP), diários, três de Salvador (BA), às terças, quintas e sábados e dois de Recife (PE), às terças e sextas-feiras. Recentemente, a Air Europa adicionou a cidade de São Paulo à sua rede de destinos Dreamliner, passando a operar seu voo diário com um Boeing 787-8, uma das aeronaves mais modernas da atualidade

Air Europa Brasil

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

CASA DA MÃE JOANA.
Por Marli Gonçalves*

A ERA DO BATE-BOCA


Creio que, a partir de janeiro, com a posse do novo Governo, a Era do Bate-boca se torne realidade histórica. Já vem num formidável crescendo, pega pra capar, durante o processo eleitoral. Tudo acaba em bate-boca, por mais que se evite. Na vida, na política, no futebol, nos amores. Mas no maior dessa semana deu orgulho a altivez (e até certa paciência) com a qual a juíza Gabriela Hardt enfrentou o ex-presidente Lula.

Com quem você pensa que está falando? Lembra do tempo em que tínhamos de abaixar a cabeça diante de poderosos? Acabou. E não volta mais, não há de voltar. Pois eu lembro bem e faço de tudo para esquecer, hoje batendo é palmas para esse novo momento de não levar desaforo e desrespeito para casa, especialmente as mulheres, que de igual para igual vêm participando em todos os debates. O Lula revoltado que apareceu essa semana dando depoimento no caso do Sítio de Atibaia pareceu claramente achar que a juíza Gabriela Hardt, que substituiu Sergio Moro, baixaria a cabeça diante de sua ex-autoridade. Acho até que ela foi paciente demais.

É o evidente velho hábito – desculpem aí, hein, esquerda, direita, centro! – de achar que mulher é menos, mais facilmente amedrontável. Vimos um Lula destemperado (ok, isso não é tão anormal assim) ao lado de seu pálido advogado silente, enfrentando a Justiça como se ela não fosse para todos, e ali personificada por "aquela mocinha", como tenho certeza de que ele pensou antes de estar ali cara a cara com ela. Sobrou até para o promotor, várias vezes chamado de você, e para quem ousou até insinuar o que é que ele e ela deviam estar perguntando. E aproveitando para desmerecer com evidente ódio e insinuações o ex-juiz Sergio Moro, que o colocou ali naquele banco. A juíza brincou de Stop; de Wanderléa ao contrário: senhor ex-presidente, pare, agora!

O doloroso processo político que o país vem enfrentando, o momento eleitoral que parece interminável, a sensação de poder das redes sociais e a intransigência colocaram o bate-boca na ordem do dia. Mas há o bom bate-boca, o que poderá nos defender dos desatinos e ignorâncias. Vamos e devemos bater muita boca ainda, principalmente se decisões do novo governo (dos novos governos, se contarmos outros seres reacionários que dirigirão os Estados e alguns de seus parlamentares lambisgoias) nos afrontarem – e algumas já estão vindo recheadas de desaforos.

A discussão burra que eles chamam de "Escola sem partido", que sabe-se lá Deus de onde apareceu essa besteira que só atrapalha o foco e a verdadeira busca por uma Educação eficiente; as tentativas de encabrestar os indivíduos e seus corpos numa moral religiosa excludente; as tentativas de criminalizar atos civis e individuais de uma liberdade pela qual tanto lutamos; e, entre outros tantos atos que já podemos prever, o de buscar jogar a sociedade contra a imprensa, a guardiã, trocando-a por falas únicas em caracteres de Twitter, copiando outros topetes do poder mundial.

Motivo para bate-boca não vai faltar. Inclusive de outros países com o nosso, se o diplomata escolhido para Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, resolver levar seus patéticos pensamentos de cabeceira para a política externa. Serão bate-bocas memoráveis.

Por conta disso vamos bater cabelo e bater barba contra os bate-orelhas; bater chinela e os pés pelos nossos direitos. Zunir e chamar atenção até resolver, como as pequenas abelhas bate-chapéu. Que bater panelas virou démodé e bater coxas é coisa íntima.

Não nos intimidarão como fazem os bate-bolas que saem nas ruas à época de Carnaval, personificando o bicho-papão. Quem fará barulho, porque não somos palhaços, seremos nós. Afinal, já estamos acostumados.

Embora claramente prefiramos um bom e velho bate-papo para resolver as diferenças.

Brasil, à espera da posse de 2019.




* Marli Gonçalves, jornalista - Tudo para não entrar se não for preciso..., mas mamãe sempre ensinou a não trazer desaforos para casa e que ninguém é melhor do que ninguém. Também sempre respeitei a hierarquia, desde que ela não tente a submissão pela força. Tenho um blog. Divertido e informante ao mesmo tempo, no marligo.wordpress.com. Estou no Facebook e no Twitter. Visite o "Chumbo Gordo": www.chumbogordo.com.br.  e-mails: marli@brickmann.com.br e marligo@uol.com.br.


Já assistiram ao #ADEHOJE, #ADODIA? Vou adorar ver você por lá. Beijos.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

VOLTALIA VENDE 64 MW DE ENERGIA NO MERCADO LIVRE PARA A BRF.

Acordo com a BRF é o primeiro contrato de longo prazo da Voltalia para venda de energia para empresas privadas no mercado livre. A capacidade instalada do projeto Ventos da Serra do Mel 2 passa de 64 MW para 128 MW. Com este novo contrato, a Voltalia supera 4 bilhões de euros em receitas futuras, garantidas por contratos de vendas de longo prazo.

A Voltalia (Euronext Paris, ISIN code: FR0011995588), empresa internacional de energia renovável, selou contrato de venda de 64 MW de energia no mercado livre com a BRF, uma das maiores empresas de agronegócios do mundo. O novo contrato irá propiciar à Voltalia aumentar a capacidade instalada de seu Complexo Eólico Ventos da Serra do Mel 2 (VSM 2) de 64 MW para 128 MW. Com isso, o total acumulado de receitas futuras da Voltalia sob contratos de vendas garantidas de longo prazo ultrapassa € 4 bilhões.

 “Este novo contrato é outra prova das muitas oportunidades disponíveis em um mercado onde a energia renovável é, de longe, a fonte mais barata de eletricidade. Ele, não só reduzirá o custo de energia da BRF durante 10 anos, como também beneficiará a Voltalia, já que nosso preço de venda é mais de 50% maior do que a tarifa do contrato de 20 anos existente, garantido para o projeto VSM 2 em agosto. Graças à nossa experiência acumulada no mercado livre, podemos oferecer oportunidades atraentes para clientes privados em toda a Europa, África e América Latina. Com este contrato, a Voltalia ultrapassou um marco importante, com mais de € 4 bilhões em receitas futuras acumuladas, garantidas por contratos de vendas de longo prazo: um nível excepcional para um portfólio de 1 GW.”, comenta Sébastien Clerc, CEO da Voltalia.

Primeiro contrato de longo prazo para venda de energia para empresas privadas no mercado livre.

Com foco estratégico em mercados não-subsidiados, a Voltalia vem, desde 2014, fechando diversos contratos de médio e curto prazos para venda de energia no mercado livre. O objetivo do grupo é vender energia a um preço alto entre o comissionamento acelerado e o início do contrato de venda de energia a longo prazo. Esses contratos privados capturaram o valor criado pela capacidade técnica da Voltalia de acelerar a construção de usinas elétricas.

Com base no histórico sucesso que o grupo tem obtido no mercado livre, a Voltalia fechou com a BRF seu primeiro de longo prazo para venda de energia para uma empresa privada, operando por 10 anos a partir de 2021. Assim que o contrato terminar, a Voltalia venderá sua produção através de novos contratos de venda de energia para empresas privadas de curto ou longo prazo.

Parceria de longo prazo com a BRF

Com operações em mais de 140 países, a BRF é uma empresa global de alimentos com sede no Brasil e listada nas bolsas de valores de São Paulo e Nova York. Terceiro maior player no setor avícola global, a BRF consolidou sua liderança global a partir de produção própria, estrutura logística e capacidade de serviço na Europa/ Eurásia, América Latina, Brasil, África e Oriente Médio/ Norte da África. Hoje, a BRF opera mais de 50 fábricas, mais de 40 centros de distribuição e 34 mil fornecedores em todo o mundo, com mais de 100 mil funcionários.

Ampliação do Complexo Eólico Ventos da Serra do Mel 2 (VSM 2)

O contrato assinado com a BRF permite à Voltalia ampliar o tamanho de seu Complexo Eólico Ventos da Serra do Mel 2 (VSM 2) de 64 MW para 128 MW, aumentando para 1.040 MW a capacidade instalada do grupo em operação até o final de 2020.

Assim como a maioria dos projetos conduzidos pela Voltalia no Brasil, a construção dos 64 MW adicionais será acelerada e as turbinas deverão ser progressivamente comissionadas no decorrer de 2020. A eletricidade produzida será vendida no mercado livre até o início do contrato da BRF, em janeiro de 2021.

O projeto Ventos da Serra do Mel 2 integra o cluster de Serra Branca, da Voltalia, que possui potencial de quase 2 GW e se caracteriza por ser um dos maiores sites de energia renovável do mundo. O potencial deste cluster continuará a ser desenvolvido pela Voltalia, com a possibilidade de cada novo projeto pertencer à própria Voltalia ou ser vendido a investidores de terceiros.

“Os últimos três leilões no Brasil mostraram como a energia eólica pode ser ainda mais competitiva em comparação às outras fontes de energia. Isso se deve, principalmente, às excepcionais condições de vento existentes em algumas regiões do país, juntamente com a cadeia de fornecimento local que hoje está mais madura, além do acesso ao que há de mais moderno em aerogeradores. Esse nível de preços da energia, naturalmente, atrai os grandes consumidores, que podem se tornar mais competitivos no seu próprio mercado. As empresas estão descobrindo que a energia renovável é uma das melhores maneiras de reduzir suas emissões de carbono e tirar vantagem dos preços. Acordos como este demonstram que as empresas estão cientes de sua responsabilidade ambiental em resposta às expectativas de investidores, clientes, funcionários e comunidades em que atuam. Esse PPA privado trará não apenas sustentabilidade para o suprimento de energia da BRF, mas também previsibilidade e confiabilidade no longo prazo, além de agregar mais valor ao projeto Ventos da Serra do Mel 2 sob vários aspectos. Temos um portfólio de mais de 2 GW em projetos e continuaremos agarrando oportunidades em leilões e no mercado livre.”, diz Robert Klein, CEO da Voltalia Brasil.

Voltalia no Brasil

 A Voltalia é uma empresa com um excelente histórico. A equipe local, estabelecida em 2006, desenvolveu um portfólio de projetos de grande porte de propriedade da Voltalia, incluindo:

• 433 MW atualmente em operação, localizados no cluster da Serra Branca (eólica), em São Miguel do Gostoso (eólica) e no Oiapoque (híbrida - térmica/solar);

• 298 MW, com contratos de venda de energia já garantidos, a serem construídos nos próximos anos no cluster Serra Branca (eólica) e Oiapoque (hidrelétrica para complementar a instalação híbrida);

• 2,7 GW de projetos em desenvolvimento, localizados principalmente nos estados do Rio Grande do Norte e Bahia (solar e eólica).

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

RACHEL MAIA ASSUME O CARGO DE CEO DA LACOSTE BRASIL.


A Lacoste Brasil anuncia Rachel Maia como sua mais nova CEO – Chief Executive Officer. Formada em Ciências Contábeis, pós-graduada na USP em Finanças e com cursos de especialização em Vancouver-Canadá e Harvard-EUA, Rachel iniciou sua carreira na Seven Eleven como Controller durante sete anos, depois atuou na Novartis Pharmacy por 4 anos e na Tiffany & Co, onde foi responsável pela chegada ao Brasil e ficou por 5 anos no cargo de CFO e 2 anos como CEO.

Em seu último cargo à frente da Pandora Brasil, Rachel Maia era membro do Conselho Executivo Pandora Américas e também fez parte do “Conselho Geral” do Consulado Dinamarquês e Câmera Dinamarquesa. Também foi membro de conselhos como: comitê de presidentes na Câmara Americana de Comércio, Young Presidents Organization, Instituto para Desenvolvimento do Varejo, Grupo Mulheres do Brasil e Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República.

Também dedica seu tempo ao trabalho assistencial: já trabalhou por 8 anos como voluntária de famílias carentes da periferia para Sociedade dos Vicentinos, em São Paulo e se dedicou por 23 anos aos jovens de comunidades carentes. É Fundadora do Projeto CAPACITA-ME que leva Educação & Empregabilidade a pessoas na linha de vulnerabilidade social.

domingo, 11 de novembro de 2018

SATÉLITE METOP-C É LANÇADO COM SUCESSO.


Satélite meteorológico construído pela Airbus se une à frota em órbita polar do EUMETSAT 


O MetOp-C está em órbita: um lançador Soyuz decolou com sucesso do espaçoporto de Kourou (Guiana Francesa), carregando o satélite meteorológico de quatro toneladas. Construído pela Airbus, o MetOp-C é o último satélite da primeira geração da série EUMETSAT Polar System (EPS) de três satélites em órbita polar. O MetOp-C se junta a seus predecessores MetOp-A e –B em uma órbita de 817 quilômetros. Ambos superaram por uma grande margem seus tempos designados de funcionamento. O programa MetOp causou um grande e positivo impacto na melhora da precisão de previsões do tempo, passando de 12 horas para 10 dias de antecedência.

Os satélites MetOp foram desenvolvidos pela Airbus para a Agência Espacial Europeia (ESA) e para a EUMETSAT, a Organização Europeia para a Exploração de Satélites Meteorológicos (European Organisation for the Exploitation of Meteorological Satellites), e são parte de uma cooperação entre a Europa e os Estados Unidos.

"Inicialmente o plano era para que cada satélite substituísse o seu predecessor. No entanto, a excelente performance dos dois primeiros satélites MetOp permitiu uma operação em conjunto do MetOp-A e – B com uma contribuição significativa para a redução da previsão de erros na entrada em operação. Esperamos que essa tendência se mantenha com a terceira aeronave agora em órbita", disse Nicolas Chamussy, Diretor de Sistemas Espaciais da Airbus.

Cada satélite MetOp carrega um total de 12 instrumentos (10 para o MetOp-C), tornando o sistema extremamente versátil. Dois dos instrumentos foram construídos pela Airbus: O Sondador de Umidade por Micro-ondas (Microwave Humidity Sounder - MHS) e o Difusômetro Avançado (Advanced Scatterometer – ASCAT). O MHS mede o vapor d'água próximo da superfície da Terra. Além de operar na aeronave MetOp, dois outros sondadores de humidade por micro-ondas estão operando em satélites US NOAA, disponibilizando dados compatíveis de uma órbita diferente para melhorar modelos meteorológicos.

O outro instrumento construído pela Airbus, o "Difusômetro Avançado" (ASCAT) é um instrumento de radar ativo que mede a velocidade e a direção do vento sobre mar aberto. Ele também fornece dados para cobertura de gelo e neve, assim como humidade da superfície. O ASCAT faz a varredura de dois corredores amplos de 500 quilômetros e pode, portanto, oferecer praticamente uma cobertura global dentro de 24 horas.

O MetOp monitora também a camada de ozônio na estratosfera, assim como retransmite medidas meteorológicas coletadas por barcos, boias e estações de pesquisa. Os MetOp-A e –B também possuem um receptor para retransmitir sinais enviados por pessoas em situação de emergência.

Além dos já esperados benefícios para a previsão do tempo, o MetOp-C dará continuidade à série de dados meteorológicos que teve início com o MetOp-A, uma coleta de dados de longo prazo crucial para o monitoramento do clima. Em desenvolvimento na Airbus, a aeronave MetOp-SG (segunda geração) oferecerá continuidade e aumento da captura de dados meteorológicos com resolução espectral e espacial melhorada em comparação com as medidas atualmente disponibilizadas pela primeira geração de satélites MetOp. Um alcance completo de observações será realizado usando 10 instrumentos diferentes, cobrindo faixas de espectro ultravioletas, visíveis, infravermelhas e micro-ondas.

De 2021 em diante, o MetOp-SG irá aumentar ainda mais os benefícios de uma previsão do tempo precisa com base em tecnologias europeias de ponta, continuando a contribuir para benefícios socioeconômicos que valem bilhões de euros ao ano para cidadãos europeus. 

CASA DA MÃE JOANA.
Por Marli Gonçalves*

OS FILHOS DO CAPITÃO


Os três filhos do Capitão. Eles não são três; são quatro os meninos. Mas o quarto, Jair Renan, ainda não preocupa e não aparece muito - é imberbe, 20 anos, e de qualquer forma vamos vê-los crescer, ele e a sua irmã mais novinha, às nossas vistas, nos próximos quatro anos. Os três que estão na política já dão trabalho e o que falar. Flávio, Carlos e Eduardo me fazem lembrar de certas reinações, as dos Sobrinhos do Capitão, uma HQ histórica do século passado. Lembra?

Os dois molequinhos (na história dos Sobrinhos, sim, eram dois, Hans e Fritz, gêmeos), levadíssimos, infernizavam a vida do Capitão, que não era propriamente tio, era aquela coisa de tio, tia, que a gente chama qualquer um mais velho que nós. Atazanavam na verdade tudo e todos os que estavam à sua volta, e apanhavam, apanhavam muito. Pouco adiantava.

Aqui no nosso caso real que também certamente vai render história, os três irmãos parecem combinar entre si é mais como aterrorizar a vida da outra banda, a que não votou no pai deles, não necessariamente por ser petista, ressalte-se, por favor. Foram quase 2/3 da população, 61,8% dos aptos a votar que, ou sumiram, ou anularam, branquearam ou estrelaram seus votos. É muita gente.

Flávio, 37 anos, Eduardo, 34 anos, e Carlos, 35 anos, são filhos de Rogéria, a primeira ex-mulher do presidente eleito. Pensam o que? Michelle, a nossa jovem futura primeira dama, é a terceira esposa do Capitão. Olha só - também poderia haver outra série: "As esposas do Capitão".

Voltando aos três que não são mosqueteiros, mas estão se saindo excelentes marqueteiros, inclusive de si próprios, veja que Flávio e Eduardo tiveram votação recorde, respectivamente para senador pelo Rio de Janeiro e deputado federal por São Paulo. Carlos já é vereador no Rio de Janeiro. Assim ocupam todas as Casas com a mais nova marca da política nacional. Um carimbo. Radicais e empinados.

E opinam sobre tudo. Quando não vêm com suas opiniões fresquinhas que disparam principalmente pelo Twitter, a rede onde acharam seus reinados de poucos caracteres, toda hora aparecem vídeos de suas opiniões e feitos que deve ter gente cavoucando até a marca e a cor das cuecas deles todos.

Já pitacaram sobre fechar o Congresso, aquecimento global, Direitos Humanos, Educação, áreas sobre as quais destilam desinformação e preconceitos, assim como sobre a História recente do Brasil que devem ter aprendido em livros com páginas arrancadas, só pode ser.

Adoram arrumar uma briga. Suas falas e aparições estão criando é ainda mais muitos outros problemas para o pai, que até parece estar tentando montar um governo razoável enquanto lida com uma equipe boquirrota, começando a já gostar de ser fonte "confiável" dos jornalistas cativados que ganham declarações logo desmentidas. É rápido, gente: os caras estão gostando do poder, de Brasília, dos segredos dos caminhos e corredores, de soltar balões de ensaio com nomes que se valorizam imediatamente após aparecerem em lista de indicados. Notícias chegarão sopradas pelos ventos.

Os garotos de Bolsonaro, não. Esses não são novatos. Já vivem isso tudo praticamente desde que nasceram, já que o pai tem quase 30 vividos na política. Só houve uma mudança importante, do baixo clero ao mais alto cargo da República.

Isso sobe pra cabeça. Tomara que o pai deles cuide disso também. Nem precisa dar palmadas; só puxão de orelhas. Para não virarem Os Três Patetas.

 Brasil, 2018, reality, reality.






* Marli Gonçalves, jornalistaNão vai faltar assunto ao meu programinha #adehoje, #adodia. Ah, sabia que o cartunista Angeli criou a tira "Os Skrotinhos" para homenagear "Os sobrinhos do Capitão"? Quem se habilita a desenhar "Os filhos do presidente"? Tenho um blog. Divertido e informante ao mesmo tempo, no marligo.wordpress.com. Estou no Facebook e no Twitter. Visite o "Chumbo Gordo": www.chumbogordo.com.br.  e-mails: marli@brickmann.com.br e marligo@uol.com.br.


Já assistiram ao #ADEHOJE, #ADODIA? Vou adorar ver você por lá. Beijos.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

AIRBUS ENTREGA O PRIMEIRO MÓDULO DE SERVIÇO EUROPEU PARA A ESPAÇONAVE ORION DA NASA.

A Airbus entregou nesta segunda-feira (5) o primeiro Módulo de Serviço Europeu (European Service Module – ESM) para a aeronave Orion da NASA. O módulo foi construído nas instalações da empresa em Bremen, na Alemanha. Uma aeronave de carga tipo Antonov levou o ESM até o Centro Espacial Kennedy da NASA na Flórida, EUA. Este é o resultado de quatro anos de desenvolvimento e construção que representa uma das conquistas mais importantes do projeto. A ESA escolheu a Airbus como fornecedora principal para o desenvolvimento e produção do primeiro ESM em novembro de 2014.

O ESM é um dos principais elementos da Orion, uma espaçonave de última geração que transportará astronautas além da órbita baixa da Terra pela primeira vez desde que o programa Apollo foi encerrado na década de 1970. O módulo é responsável por propulsão, força e controle térmico, além de garantir água e oxigênio aos astronautas em missões futuras. 

O ESM será instalado embaixo do módulo da tripulação. 

"A entrega do primeiro Módulo de Serviço Europeu para a espaçonave Orion da NASA é um momento extremamente importante e a missão revolucionária da NASA de exploração do espaço sideral continua a ganhar força. Muito em breve, o módulo da tripulação e o módulo de serviço serão unidos pela primeira vez no Centro Espacial Kennedy, permitindo que se dê início à acoplagem dos módulos e a bateria de testes", diz Oliver Juckenhöfel, Diretor de Serviços em Órbita e Exploração da Airbus. "Nosso trabalho no projeto Orion consolidou nossos relacionamentos excepcionais, eficazes e próximos com nossos clientes ESA e NASA, bem como com nosso parceiro industrial Lockheed Martin Space. Estamos empenhados em reforçar ainda mais a confiança que a ESA e a NASA já depositaram em nosso conhecimento e experiência no que diz respeito ao desenvolvimento e construção do primeiro ESM. Já começamos a trabalhar na montagem do segundo módulo de serviço em nossas salas estéreis". 

O lançamento da espaçonave Orion com o novo foguete Sistema de Lançamento Espacial da NASA acontecerá dentro da Missão de Exploração 1 e está marcado para 2020. Essa missão não-tripulada levará a espaçonave para mais de 64 mil quilômetros além da Lua, com o intuito de demonstrar sua capacidade. 

A primeira missão tripulada, a Missão de Exploração 2, está marcada para 2022.

O desenho da espaçonave Orion permite que os astronautas sejam transportados por distâncias mais longas do que jamais antes atingidas. A espaçonave transportará quatro astronautas ao espaço, garantindo suporte à vida para a tripulação durante o voo e permitindo um retorno seguro à atmosfera terrestre a uma velocidade de reentrada extremamente alta. A NASA utilizará a missão além da Lua para desenvolver sua capacidade de levar humanos até Marte, dando início assim a uma nova era de voos tripulados.

Mais de 20 mil peças e componentes foram instalados no ESM, desde equipamentos elétricos até motores, painéis solares, tanques de combustível e materiais de suporte à vida, bem como vários quilômetros de cabos e tubulações.

O ESM é um cilindro com cerca de quatro metros de altura e diâmetro. Similar ao European Automated Transfer Vehicle (ATV – 2008-2015), construído também pela Airbus, o ESM possui um arranjo de painéis solares único com quatro asas (com 19 metros de envergadura quando montadas) que gera energia suficiente para duas casas. As 8,6 toneladas de combustível carregadas a bordo do módulo de serviço são suficientes para fazer funcionar o motor principal e 32 propulsores pequenos.

No momento do lançamento, o ESM pesará pouco mais de 13 toneladas. Além da sua função como principal sistema de propulsão da espaçonave Orion, o ESM será responsável por manobras orbitais e controle posicional. O módulo também garante à tripulação os elementos essenciais para suporte à vida, como água e oxigênio, além de regular o controle térmico do módulo da tripulação quando estiver acoplado a ele. Por fim, o módulo de serviço não é pressurizado, podendo ser utilizado para carregar cargas adicionais.

Durante o desenvolvimento e construção do ESM, a Airbus fez uso de sua extensa experiência como fornecedora primária do ATV da ESA, que foi responsável por entregas frequentes de materiais para teste, peças, alimentos, ar, água e combustível para a tripulação a bordo da Estação Espacial Internacional.

JeffreyGroup Brasil.

Leia> O Brasil Sobre Rodas.

sábado, 3 de novembro de 2018

SANTA CATARINA SEDIA NOVA FÁBRICA DE EMBARCAÇÕES DE LAZER E ESPORTES NÁUTICOS.

Planta fabril foi concluída na região da Grande Florianópolis em uma área de 5,4 mil m² para atender a produção nacional e internacional da Armatti Yachts e da Fishing Raptor.


O estaleiro tem o maior portfólio de barcos no Sul do Brasil, com cerca de 20 modelos de embarcações de ambas as marcas de 21 a 48 pés.

Novembro, 2018 – Concluídas as instalações da nova unidade produtiva das embarcações da marca premium Armatti Yachts e dos barcos para lazer e esportes náuticos Fishing Raptor em São José, na região da Grande Florianópolis, em Santa Catarina. A planta fabril foi estruturada para receber a produção dos 20 modelos de embarcações das duas marcas, já consagradas no mercado, que atualmente variam de 21 a 48 pés (6 a 15 metros de comprimento). Inicialmente, a previsão é produzir cerca de 50 barcos por ano, que atenderá o mercado nacional e internacional.

A fábrica está instalada em um espaço de 5,4 mil m² dividido em 3 grandes galpões, separando as principais áreas de construção das embarcações (laminação; pintura/rebarba e acabamento, e montagem final). A estrutura também conta com as áreas administrativas, engenharia e controle de produção, além do depósito de almoxarifado com estoque de peças de reposição, componentes de fabricação e estoque climatizado para os compósitos. 

Para integrar a equipe do novo estaleiro e gerar evoluções constantes às duas marcas, a diretoria reuniu profissionais de renome no mercado com vasta experiência no setor, incluindo designers náuticos, engenheiros e técnicos especializados, além de investir em rede de fornecedores nacionais e internacionais capacitados para manter o alto padrão de qualidade das marcas. Isso compreende desde a moderna tecnologia utilizada no processo de desenvolvimento de novos produtos até os compósitos, materiais e equipamentos utilizados na fabricação das embarcações.

Desde a aquisição da marca Fishing Raptor e o lançamento das lanchas da Armatti Yachts ao mercado brasileiro, já são mais de 50 unidades das marcas vendidas e entregues para clientes de diversos estados como Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Brasília, Goiás, Paraíba, Pernambuco e Pará, além de outros países da América Latina como é o caso do Paraguai.

Além disso, a previsão do estaleiro é apresentar 2 novos modelos para o mercado náutico no primeiro semestre de 2019.

“A Fishing Raptor já é uma marca bastante conhecida e consagrada no mundo pela alta resistência do casco e flutuabilidade permanente, ou seja, a embarcação é insubmergível. Características do processo construtivo e combinação de materiais de última geração que atendem a todas as rigorosas normas internacionais da CE, para navegar longas distâncias, acima de 70 milhas. A Armatti Yachts se tornou sucesso no mercado náutico pelo seu design exclusivo e esportivo, sofisticação nos acabamentos, excelente aproveitamento de espaços e navegabilidade.  Com a grande e crescente aceitação desses modelos, nosso objetivo, ao instalar a nova fábrica, é surpreender ano a ano nossos clientes com novidades acompanhando as últimas tendências do mercado náutico nacional e internacional, sempre focados em máxima qualidade. Queremos reforçar a nossa presença no país como um dos principais construtores brasileiros de embarcações de alto padrão”, diz o diretor das marcas, o engenheiro Fernando Assinato.

Segundo Assinato, depois de estudos criteriosos sobre o local de instalação da nova planta fabril, Santa Catarina foi o estado escolhido pelo seu desenvolvimento como polo náutico brasileiro. Estrutura de marinas, logística, rede de fornecedores, potencial de mão de obra, além de incentivos estaduais e municipais foram fatores que contribuíram na decisão.

MORO, NA MARRA, MOROU?
Por Marli Gonçalves*

Morou? (entendeu, compreendeu, manjou, sacou, apreendeu, atinou, captou, percebeu?) Já fui logo correr atrás de uma gíria bem de época para poder combinar com o climão geral. É uma brasa, mora! Ele já deu entrevista dizendo com todas as letras que jamais seria político, mas voltar atrás no que já se disse, e esquecer o que se escreveu ou prometeu, é praxe por aqui, e ele não será mesmo nem o primeiro nem o último. Como se moverá Sergio Moro nesse tabuleiro?

Não aguentei o ar de suspense em torno da decisão do juiz Sergio Moro de aceitar ser o xerife do novo Governo Bolsonaro, ops, aceitar ser o Super Ministro da Justiça + Segurança Pública + Funai + CADE + PF + uma penca de órgãos. É de um amigo a melhor definição sobre o fascínio e atração do poder: a limusine na porta. Essa limusine veio caprichada, com o tanque de combustível tão cheio que pode chegar até a próxima eleição, daqui a quatro anos. Se não for abalroada, porque também pelo que assistimos não faltarão inimigos, que esse povo é mesmo uma brasa, mora!

Primeiras sugestões: tirem os espelhos das salas. Comprem paletós para os egos. Aumentem as soleiras das portas. Não bebam nada que oferecerem. Não aceitem bombons de estranhos. Rezem. Depois penso outras formas de sobrevivência no habitat Bolsonariano.

Mas tudo vai depender de tudo, morou? Primeiro de não ocorrer nenhum pega interno, por exemplo, com o astronauta Marcos Pontes, que deve estar se mordendo todo. Indicado Ministro da Ciência e Tecnologia, despencou do noticiário assim que o Moro apenas informou que iria se encontrar com Bolsonaro para conversar e decidir. E logo já chegou ao Rio de Janeiro com uma nota oficial prontinha no bolso do paletó. Prevenido, esse juiz.

Imaginem a ciumeira geral e aquele certo temor. Afinal, ninguém sabe ao certo a dimensão de tudo o que o paladino juiz sabe, ouviu, leu, guarda na toga, esconde atrás do sorriso enigmático.

De um lado cartada de mestre de Bolsonaro - “mito” atrai “mito” para perto de seu controle - não consigo deixar de pensar, porém, que também ele arrumou uma boa sarna para se coçar, abriu a porta de casa ao único e maior rival que poderia ter nesse momento. O povo brasileiro resolveu acreditar que existe e sair atrás de seres novos para arrumar os trilhos.

Ao mesmo tempo, também muito espertamente, com Moro, Bolsonaro alivia as próprias costas, divide as responsabilidades.

Heróis, paladinos, donos da verdade no Céu e na Terra, concentração de poderes, emissão contínua de motes religiosos, juntando gente certinha, aparadinha, tradicional. O momento que se espalha pelo país é masculino, branco, cara lavada, usa cashmere jogado nos ombros, passa gel no cabelo, adora uma camisa branca engomada, um terno cinza mal cortado. Não tem brinquinho, barba, nem tatuagem, rabo-de-cavalo e tiara, então nem pensar. A República agora é “Barra da Tijuca”, classe média, zóio azul, vai em outro hospital, e até o time para o qual torce não tem só preto e branco.

É aguardar no que vai dar, e logo, o que vai mudar até na moda e costumes que espalharão. Não será uma revolução nem um golpe. Dois meses até a posse e ainda muita água pra rolar debaixo das teias que Bolsonaro planeja montar e que já atraem as moscas azuis.

Está tudo tão rápido que até resolvi fazer e convido você a participar: um programinha - faço gravações quase diárias #ADEHOJE, #ADODIA, em vídeos curtos e naturais de conversa ou mesmo desabafo sobre as incertezas do momento e o nosso inabalável otimismo e vontade de que as coisas deem certo, mesmo quando ficamos com os dois pés atrás. Nas redes sociais, Facebook, Instagram, no YouTube, no site e no blog. Me acha, vai!

Brasil, Final de 2018, na organização para andar.








* Marli Gonçalves, jornalistaA gente precisa ficar conversando o tempo inteiro, para ninguém dormir no pontoTenho um blog. Divertido e informante ao mesmo tempo, no marligo.wordpress.com. Estou no Facebook e no Twitter. Visite o "Chumbo Gordo": www.chumbogordo.com.br.  e-mails: marli@brickmann.com.br e marligo@uol.com.br.