sábado, 21 de julho de 2018

CASA DA MÃE JOANA.
Por Marli Gonçalves*

ANTES E DEPOIS: AS PESSOAS  "FAKENSTEIN"


A loucura da vaidade e avidez por mudanças para aparecer bem, de bonita ou de bonito, nas redes sociais, nas selfies e etceteras faz surgir uma nova sorte de criaturas, meio humanas, meio alguma coisa grotesca indefinível. A situação está tomando um rumo que faz com que muitos virem também mortos nas mãos de despreparados, ou, quando têm sorte e não ficam aleijados, apenas patéticos sendo enganados por promessas de milagres.

Antes era bem mais difícil fazer alguma transformação mais radical no corpo. Era preciso e indispensável procurar um bom cirurgião plástico e seu hábil bisturi, com custo em geral muito alto, e a clara necessidade de ficar em estaleiro por alguns dias. Não era coisa de você entrar por uma porta de um jeito e sair de outro como o que vêm sendo proposto ultimamente por todo tipo de malandros prontos a lucrar com a sandice alheia. Dr. Bumbum é grão de areia nesse zoológico sobrenatural.

A coisa vem num assustador crescendo: primeiro foram as lipoaspirações. Enfia um cano e puxa gordura daqui, dali. Pega dali, põe lá atrás. Muitas vítimas acabaram foi sem gordura nenhuma; literalmente, ossos. Enterrados, inclusive. Apareceram então as aplicações de botox e ácidos com nomes proparoxítonos. Rugas e expressões esticadas, paralisadas, bocas parecendo que acabaram de levar uma ferroada de vespa. Peles do rosto amarradas, meio que costuradas com fios de ouro – sempre tem algum elemento assim, nobre, sendo propagandeado - esticadas, atrás da orelha.

Agora até que anda um pouco mais suave e calmo, mas o comércio de próteses de silicone para os seios também causou um belo estrago na paisagem humana que habita a terra quando começaram a aparecer umas mulheres que dificilmente avistam seus próprios pés diante daquela dupla frontal anexada, de bolas que chegam a conter até 750 ml. Teve umas pondo mais de litro. A pessoa chega, mas o peito vem antes, abrindo portas. Coisas de moda. "Alguém" determina o padrão e lá vai o trenzinho seguindo. Os traseiros cresceram.

(E, vejam, tudo isso sem falar no criminoso avanço de venda de hormônios, anabolizantes e outras drogas para os que querem parecer saudáveis nas fotos feitas em academias. Daí saem aquelas mulheres com acentuadas vozes travestidas que eu ainda não sei o que virarão depois de alguns anos – talvez muxibas).

O problema não é, claro, o importante avanço da medicina e das pesquisas na área de cosmética, aperfeiçoamento do corpo humano, retardamento da velhice, busca de auto estima e valorização estética. Isso é direito. Que fique claro.

O problema é a mentira, a proliferação indiscriminada de aproveitadores profissionais, alguns nem um pouco profissionais ou qualificados, prometendo mágicas. Tem dentista aplicando botox, descascando dentes para enfiar uma tal lente de porcelana sem exatamente informar consequências e quanto tempo aquele efeito lindeza vai durar. Tem salões de cabeleireiros, ops, esteticistas ou outros títulos super rebuscados, prontos a injetar, furar, puxar, pintar, tatuar as caras das pessoas, inclusive com sobrancelhas de fazer inveja aos melhores diabos e monstros da história da humanidade. Coisas permanentes. Ficou bom? Que bom. Puxa, deu errado, não gostou? Que pena. Não tem volta. Nem em dinheiro, nem em satisfação.

Esses dias o caso do Dr. Bumbum (!!!) e sua mãe trouxe à tona na imprensa alguns depoimentos assustadores de outras vítimas, muitas que estavam caladas, algumas até sem convívio social e envergonhadas depois da barbeiragem pela qual pagaram bem caro. Meninas, gente jovem, que se submeteram a esse açougueiro. Quase todas (inclusive a que morreu) queriam ficar bonitas para as fotos nas redes sociais.

Repara que agora tudo quanto é criancinha, adolescentes ainda imberbes, postam fotos com batonzinho e fazendo boca de pato.

Vamos falar sobre bullying estético? Seria necessário o quanto antes ressaltar para a geral que muitas destas celebridades e subcelebridades que vemos todas serelepes nas fotos passaram por verdadeiras transformações, mas não "no real", sim no banho de loja, no dinheiro que entra na conta, no tratamento da imagem, em maquiagens ou photoshops? Que elas não são exatamente daquele jeito, quase impossível? Cinturas sem osso, peles translúcidas, barrigas negativas, dentes resplandecentes, cabelos de boneca.

Além das fake news, teremos de nos preocupar também com as fake pessoas, as fakensteins

SP, agosto vem aí.







* Marli Gonçalves, jornalistaAh, se houvesse um passe de mágica! Mas até Cinderelas têm limite. Meia noite. E olhe lá
Tenho um blog. Divertido e informante ao mesmo tempo, no marligo.wordpress.com. Estou no Facebook e no Twitter.
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Leia> O Brasil Sobre Rodas.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

AMERICAN AIRLINES E TSA TESTAM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA EM PONTO DE INSPEÇÃO DO AEROPORTO INTERNACIONAL JOHN F. KENNEDY.


INICIATIVAS DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO MOSTRARAM QUE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA É A MELHOR TECNOLOGIA DISPONÍVEL PARA AEROPORTOS DE TODO O MUNDO.

Em uma parceria com a American Airlines, o departamento de Transportation Security and Administration (TSA) está testando um novo escâner de tomografia computadorizada (TC) no ponto de inspeção do terminal 8 do aeroporto internacional John F. Kennedy (JFK), em Nova Iorque. O equipamento pode vir a permitir o transporte de líquidos, géis, aerossóis e notebooks nas bagagens de mão em todas as circunstâncias.

A tecnologia de última geração representa a evolução dos equipamentos de raio-X 2D usados atualmente na maioria dos pontos de inspeção em todo o mundo. A tecnologia tridimensional (3D) da TC oferece maior visibilidade à inspeção e permite a rotação completa da bagagem de mão para uma melhor observação do conteúdo em todos os ângulos. Ela permite ainda observar cada item em meio a muitos outros em busca de explosivos e outros objetos proibidos, além de melhorar a capacidade de detecção de ameaças, aumentando a efetividade dos procedimentos. O resultado é a maior eficácia dos procedimentos de segurança nos aeroportos.

A implantação dessa nova tecnologia nos aeroportos dos Estados Unidos e de todo o mundo é essencial para aprimorar os níveis de segurança da aviação global.



"O uso da TC melhora substancialmente a capacidade de detecção de ameaças pelo TSA nos pontos de inspeção", diz David Pekoske, administrador do departamento. "A parceria com a American Airlines permite agilizar o processo de implantação e observar melhorias imediatas na eficácia dos processos".

"A American busca sempre investir em novas tecnologias com o objetivo de elevar o nível de segurança da aviação global e da experiência do cliente", diz José Freig, Chief Security Officer da companhia aérea.  "Nossa parceria com a Analogic Corporation e o TSA vai continuar investindo em tecnologias de TC de última geração aos pontos de inspeção para transformar a prática".

A previsão do TSA é de que a nova tecnologia esteja em operação no JFK no final de julho. Ela também está sendo testada nos pontos de inspeção de segurança dos aeroportos de Phoenix e Boston.

American Airlines Group (NASDAQ: AAL) é a holding da American Airlines. Em conjunto com empresas parceiras regionais, operando como American Eagle, a American Airlines oferece uma média de, aproximadamente, 6.700 voos por dia para quase 350 destinos, em mais de 50 países. A American é membro fundador da aliança oneworld®, cujos membros e parceiros atendem a quase mil destinos com 14.250 voos diários para 150 países. Este ano, a American encabeçou a lista de melhores empresas em recuperação da revista Fortune e suas ações foram incluídas no S&P 500 index. Conecte-se com a American no Twitter @AmericanAir e no Facebook.com/AmericanAirlines.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

AS OPORTUNIDADES FISCAIS E TRIBUTÁRIAS NA INDÚSTRIA 4.0.
Por Jersony Souza*


Do chão de fábrica à área tributária, a nova indústria vai buscar na aplicação de novos processos, uma visão ainda mais estratégica para o mercado.

A chamada quarta revolução industrial, a indústria 4.0, já é realidade e surge para integrar e conectar as informações entre os processos físicos e computacionais das empresas.Nesse novo conceito, é possível copiar o "mundo real" no "mundo virtual" para simular as operações, trazendo mais previsibilidade, agilidade, eficiência, redução de custos e buscas de oportunidades.

Os principais elementos que compõe a indústria 4.0 são: digitalização, conectividade, robótica, Big Data, computação em nuvem, integração de sistemas, Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IOT), manufatura aditiva, realidade aumentada, simulações, sistemas em tempo real. Essas tecnologias são capazes de tornar os processos mais seguros e aumentar a qualidade dos produtos e serviços prestados.

O novo conceito não está inserido apenas no chão de fábrica. A nova indústria está em toda a empresa. Uma delas é a área tributária, onde está acontecendo uma mudança de rota, tornando-se mais estratégica e colaborativa com todos os negócios e operações.

Simular é o verbo. São as simulações de cálculos e análises qualitativas realizadas por toda a tecnologia da nova indústria que possibilitarão uma gestão tributária com maior nível de Compliance, buscando indicadores de oportunidades tributárias e modeladores de riscos, que vão ajudar a tomar a melhor decisão para a estratégia de negócios.

Essas simulações serão possíveis graças à um dos principais pilares da indústria 4.0, a Inteligência Artificial. Essa tecnologia chega à área tributária com a função de "acelerador", pois permite a interação mais rápida e segura entre o volume de informações.

Os SPEDs geraram uma massa de dados grande que vem de pontos diferentes, mas que se convergem. A nova tecnologia de Inteligência Artificial produzirá análises mais apuradas desses dados já concentrados, para que possam gerar as melhores abordagens para tomadas de decisões.

O Ex-Tarifário é um exemplo de contribuição da Inteligência Artificial na indústria automobilística e sua imensa cadeia. Complexo de interpretar, o mecanismo permite a redução de tributos na importação de bens, desde que não haja um similar feito localmente.

Todo o processo de identificação do item para pleitear o benefício exige um detalhamento técnico minucioso, garantindo que não haja similar nacional. Com a estruturação das bases para Inteligência Artificial, é possível sugerir benefícios como um Ex-Tarifário, por exemplo, ou ainda apontar modelos semelhantes que se aproximem do pleito. Uma tarefa humanamente impossível de concluir no mesmo tempo, qualidade e segurança.

Por essa tecnologia, vamos poder extrair as estratégias e, a partir delas, fazer uma leitura muito mais pragmática dos dados. A tecnologia vai produzir análises mais isentas e seguras. Imagine quantas oportunidades estão escondidas por toda a cadeia entre a montadoras e seus fornecedores?

O uso da tecnologia aponta duas vertentes: acelerar a extração de informações úteis para a tomada de decisão ou também para identificar riscos no dia-a-dia de forma certeira, com rotinas que realizam validações entre as obrigações e entre as operações da empresa, dos seus fornecedores e clientes.

Mais do que conectar a empresa, a Indústria 4.0 propõe um novo e atraente modelo de negócio, com aumento de produtividade, redução de custos em todas as áreas, otimização de recursos e aumento de qualidade sobre os produtos e serviços por meio da conectividade.

É uma nova organização da empresa, com mais controle das suas operações que vai gerar o aumento da competitividade e sustentabilidade dos negócios.










* Jersony Souza, diretor de Operações da Becomex, é formado em Ciências da Computação com especialização em Produção e Marketing. Na empresa é responsável pelo relacionamento e gestão das operações no segmento automotivo.



quarta-feira, 18 de julho de 2018

AIRBUS FOUNDATION TRAZ O PROJETO FLYING CHALLENGE PARA A AMÉRICA LATINA.

A Airbus Foundation lançou nesta terça-feira (17) o projeto Flying Challenge no Teatro Municipal Christiane Riêira, em Itajubá (MG), cidade sede da Helibras, subsidiária da Airbus



O Flying Challenge é uma iniciativa da Airbus Foundation que tem como objetivo desenvolver a confiança dos alunos e inspirá-los a explorar carreiras na indústria aeroespacial. O projeto já beneficiou mais de 4,6 mil crianças e adolescentes e foi implementado em cinco países. O Brasil é o primeiro da América Latina a lançar o programa educacional.

No Brasil, a Airbus Foundation selecionou a Escola Municipal Professora Isaura Pereira dos Santos em Itajubá para o lançamento do programa. A organização estudou as necessidades da instituição para definir os temas de tutoria, palestras comportamentais e aulas de reforço em matemática, bem como o apoio de psicólogos e fonoaudiólogos.

O projeto Flying Challenge, da Airbus Foundation, será realizado de agosto a dezembro, com participação de mais de 60 crianças entre nove e onze anos, além de 25 voluntários da Airbus. No fim do programa, os alunos com o melhor desempenho serão premiados ​​com uma viagem ao Rio de Janeiro (RJ) para uma sessão de treinamento no simulador do helicóptero H225M.

De acordo com o relatório do Banco Mundial "World Development Report" de 2018, 40% das crianças na América Latina e no Caribe não adquirem habilidades básicas em matemática e literatura durante o ensino fundamental.

"A Airbus Foundation quer melhorar a vida das crianças em nossas comunidades e inspirá-las a continuar sua educação, encontrar sua vocação profissional e realizar seus sonhos por meio da orientação dos nossos voluntários. O Flying Challenge tem sido um grande sucesso no Reino Unido, França, Alemanha, Espanha e Estados Unidos. Temos grandes expectativas para o Brasil", afirma Richard Marelli, Head of Country da Airbus no Brasil e presidente da Helibras.

Entre os parceiros deste projeto estão a Secretaria Municipal de Educação, a Polícia Militar, Defensoria Pública de Itajubá, bem como o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD) de Itajubá.

A Airbus Foundation - presidida por Tom Enders, CEO da Airbus - inclui a Airbus, a Airbus Helicopters e a Airbus Defence and Space como membros fundadores e colaboradores. É a parte da empresa que canaliza programas de filantropia corporativa, fornecendo recursos, serviços, habilidades, pessoal e conhecimento aeronáutico e espacial para impulsionar a inovação e enfrentar os problemas sociais. Especificamente, a fundação apoia a comunidade humanitária global, inspira e prepara os jovens para os desafios do futuro. Desde o seu lançamento em maio de 2008, a Airbus Foundation forneceu mais de 60 voos de ajuda para numerosos destinos ao redor do mundo.

A Helibras é a única fabricante brasileira de helicópteros, subsidiária da Airbus, líder mundial nos segmentos aeroespacial e de serviços relacionadas à defesa. Em seus 40 anos de atividades, a Helibras já entregou cerca de 800 helicópteros no país. É líder do mercado brasileiro com participação de 50% na frota de helicópteros a turbina e mantém instalações em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Atibaia e Brasília. Sua fábrica, que emprega mais de 500 profissionais, produz as aeronaves H125 – Esquilo e H225/H225M, além de executar modernizações de aeronaves. A empresa também customiza diversos modelos que atendem os segmentos civil e militar. Em 2017, a Helibras registrou faturamento total de R$ 519 milhões.

JeffreyGroup Brasil.

Leia> O Brasil Sobre Rodas.

LANCHA ESPORTIVA DE ALTA PERFORMANCE É LANÇADA AO MERCADO.

O estaleiro Fishing Raptor, conhecido no mercado nacional e internacional por suas lanchas de alta performance, voltadas para passeio e prática de esportes como pesca oceânica, aproveitou a sua participação durante o III Salão Náutico Marina Itajaí para apresentar ao público o modelo Fishing 250 WA. 


Com mais de 7 metros de comprimento a embarcação atende tanto aqueles que gostam de breves navegações como a quem prefere percorrer longas distâncias.

“O brasileiro já é muito receptivo aos barcos da Fishing e temos a convicção de que este novo modelo vai agradar tanto aos apaixonados pela pesca e outros esportes náuticos quanto público que busca um barco de alta performance para lazer. Nossos modelos são reconhecidos no mercado justamente pela qualidade e resistência construtiva, a segurança do casco e o alto desempenho para navegação em cruzeiros mais longos além do acabamento que garante conforto a bordo. A Fishing 250 WA  impressiona pelo aproveitamento de espaços se comparado com outros modelos da categoria. Além disso, o cliente pode customizar uma série de itens como motorização, pintura externa e acabamentos”, explica o diretor da Fishing Raptor Fernando Assinato.

Fishing 250 WA

Conforto a bordo sem abrir mão do desempenho e da esportividade. Essas são as principais características da Fishing 250 WA. A embarcação com mais de 7 metros de comprimento pode receber até 8 pessoas para passeios diurnos. Assim como modelos maiores, possui uma ampla e bem posicionada cabine que acomoda confortavelmente um casal para pernoite. Em seu interior também há uma mesa para refeições, pia e banheiro. Posto de comando com modernos equipamentos de navegação e cockpit amplo com vários compartimentos para os equipamentos de pesca e manipulação do peixe. Bem como todo o costado é preparado para circulação com estofamento de apoio para as pernas e banco de popa rebatível, o que facilita o conforto e segurança no momento da pesca.

A Fishing Raptor é o principal fabricante de lanchas de lazer e esportes náuticos do país. Possui em seu portfólio modelos de 21 a 42 pés. Cada embarcação atende ao mais rigoroso controle de qualidade para seguir as normas internacionais marítimas e de segurança.

Foto: Acioni Cassaniga.

terça-feira, 17 de julho de 2018

NOVA COMPANHIA AÉREA DOS ESTADOS UNIDOS ASSINA TERMO PARA COMPRA DE 60 AERONAVES A220-300.

O modelo A220-300 será equipado com motores GTF da Pratt & Whitney.

Uma nova startup de aviação dos Estados Unidos firmou um compromisso de compra de 60 aeronaves Airbus A220-300, que serão entregues a partir de 2021. O Memorando de Entendimento (MoE) foi anunciado nesta terça-feira, na feira de aviação Farnborough, na Inglaterra. A nova companhia aérea é financiada por um experiente grupo de investidores liderados  por David Neeleman, fundador da JetBlue, que também é investidor da TAP, de Portugal, e acionista majoritário da brasileira Azul.

"Depois de anos de consolidação da aviação comercial nos EUA, as condições para o surgimento de uma nova geração de companhias aéreas no país, mais focadas nos serviços e na satisfação dos passageiros, estão mais favoráveis", afirma David Neeleman, investidor majoritário da nova empresa. "O A220 vai nos permitir oferecer mais conforto em rotas menos movimentadas sem comprometer os custos, especialmente em voos mais longos. Com o início das entregas em 2021, teremos bastante tempo para montar uma equipe de gestores de nível internacional e desenvolver um modelo de negócios campeão".

"A opção da startup de aviação americana pelo A220 como plataforma de lançamento de um novo modelo de negócios é prova tanto do apelo que essa aeronave extraordinária tem para os passageiros, quanto de seus custos de operação mais econômicos", explica Eric Schulz, Diretor Comercial da Airbus. "Este compromisso de aquisição confirma o papel importante que o A220 ocupa hoje no portfólio de aviões de corredor único da Airbus", comenta Schulz.

Os modelos A220-100 e A220-300, que complementam a família de aeronaves A320, atendem ao segmento de aviões de 100 a 150 assentos e têm uma confortável cabine de fileiras de cinco lugares. Com uma aerodinâmica mais avançada, componentes de polímero de fibra de carbono reforçado, motores com alta taxa de diluição e sistema de controle computadorizado fly-by-wire, o A220 tem um consumo de combustível por assento 20% menor em comparação com aeronaves de gerações anteriores. Os modelos vão atender a uma demanda mundial por aviões de corredor único de menor porte, estimada em pelo menos sete mil unidades nos próximos 20 anos. A Airbus é responsável pela comercialização e manutenção das aeronaves A220, cuja fabricação ocorre no escopo do recém-firmado acordo de parceria entre Airbus, Bombardier e Investissement Québec.

JeffreyGroup Brasil.

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INDÚSTRIA PAULISTA FECHA 11,5 MIL POSTOS DE TRABALHO EM JUNHO, APONTA FIESP.

Foto: José Paulo Lacerda / Portal da Indústria.

A indústria paulista apresenta pelo segundo mês consecutivo fechamento de vagas em seu quadro de funcionários. Em junho, foram encerrados 11,5 mil postos de trabalho, queda de 0,53% frente a maio, na série sem ajuste sazonal. No fechamento do primeiro semestre, o saldo ainda segue positivo, com 17 mil vagas (+0,79%). Com o ajuste sazonal, o resultado para o mês também ficou negativo, (-0,27%). Os dados de Nível de Emprego do Estado de São Paulo foram divulgados nesta terça-feira (17/07) pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.

Apesar de os meses de junho, desde 2011, apresentarem saldo negativo, o presidente em exercício da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, lembra que esta queda é a pior do período recente. "Esse junho foi pior, em termos de empregabilidade para a indústria paulista, do que o mês de junho do ano passado. Algumas variáveis políticas e econômicas estão influenciando fortemente alguns setores importantes, como o alimentício, por exemplo, que sofreu uma forte perda de postos de trabalho", avalia Roriz.

Para reverter esse cenário negativo, Roriz observa que é preciso corrigir uma série de problemas que tiram a possibilidade de recuperação das empresas. "É preciso buscar alternativas de mercado como uma saída. Aproveitar esse câmbio para exportar mais. As empresas precisam buscar mais inovação. É importante saber que a situação é difícil e que a recuperação vai demorar. Com essa grande paralisação de maio e junho, decorrente da greve dos caminhoneiros, é preciso buscar alternativas para que as empresas possam operar com rentabilidade e voltar a gerar emprego. Além disso, as companhias precisam de mais ofertas e acesso às linhas de crédito para que recuperem seu capital de giro e voltem a investir", completa.

Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de junho, 4 ficaram positivos, 2, estáveis e 16, negativos.

Entre os positivos, os destaques ficaram por conta de bebidas, com geração de 331 postos de trabalho, seguido por produtos farmoquímicos e farmacêuticos (196) e impressão e reprodução de gravações (108).

No campo negativo ficaram, principalmente, produtos alimentícios (-2.910), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-2.377) e produtos de borracha e de material plástico (-1.160).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do CIESP. Por grande região, a variação no mês ficou negativa em -0,53% no Estado de São Paulo, -0,49% na Grande São Paulo e -0,57% no Interior paulista.

Entre as 36 diretorias regionais, houve variação nos resultados. Nas 3 que apontaram altas, destaque por conta de Santos (0,47%), influenciada por produtos de metal (5,05%) e produtos de minerais não metálicos (1,87%); Mogi das Cruzes (0,23%), por produtos têxteis (0,86%) e produtos de metal (0,67%) e Marília (0,12%), por produtos de borracha e plástico (3,72%) e máquinas e equipamentos (0,65%).

Já das 31 negativas, destaque para Jaú (-4,43%), por artefatos de couro e calçados (-12,92%) e produtos alimentícios (-0,90%); Matão (-2,96%), por máquinas e equipamentos (-4,36%) e confecção e artigos do vestuário (-5,57%); Santa Bárbara D'Oeste (-2,29%), influenciado por produtos têxteis (-2,87%) e produtos de metal (-10,11%).

Fiesp - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo 
Assessoria de Jornalismo Institucional

Ciesp - Centro das Indústrias do Estado de São Paulo
Assessoria de Imprensa

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segunda-feira, 16 de julho de 2018

NOVO MODELO INDUSTRIAL DA AIRBUS HELICOPTERS ESTÁ TOMANDO FORMA.


O primeiro H160 pré-série foi equipado com sua fuselagem traseira, a primeira grande montagem de componente que foi pré-montada em Albacete, na Espanha, de acordo com a estratégia implementada na Airbus Helicopters. A fuselagem principal da primeira aeronave pré-serie chegou nas instalações da empresa em Donauwörth, Alemanha, no início do ano. Um total de dez aeronaves pré-serie estão planejadas e serão montadas progressivamente, permitindo que a empresa ajuste seu processo industrial. Com isso o processo ganha em maturidade e os prazos de montagem diminuem, garantindo neste modo um ciclo de 40 dias no tempo de produção.

Foto: Eric RAZ.


O DIA EM QUE O CRAQUE JORNALISTA VIROU O MAIOR CRAQUE FUTEBOLISTA.
Por Chico Lelis*



Edson Arantes do Nascimento. Poucos são aqueles que não sabem quem está por trás desse nome, certo? Odair Pimentel. Muito poucos, mas poucos mesmo, sabem o que esse nome representa, certo? Pois em um determinado dia, em 1966, na África, eles se tornaram um único ser: PELÉ. Pois vou contar como isto aconteceu.

Corria o ano de 1966, Pelé já era ídolo mundial, adorado na Vila Belmiro onde fazia gols memoráveis, ao lado de Coutinho, Pepe, Dorval, Mengálvio, Zito e Edu, entre outros, só pra mencionar atacantes e meio campistas.

Por seu lado, Odair Pimentel era repórter esportivo, um dos mais conceituados do setor, que então escrevia para o Diário de São Paulo.  E, como tal, “cobria” o Santos F.C., o maior time do mundo em sua época.

Naquele ano, o Santos fez sua primeira excursão à África, e Odair viajou com a “Seleção” e outros jornalistas brasileiros. Ao pousar no aeroporto, o avião foi cercado pela população que não deixava espaço para ver o chão. A polícia local, para evitar que invadissem o aparelho, usava enorme cassetetes, como se fossem tacos de golfe.

Todos queriam ver o ídolo PELÉ. Gritos, choros, delírio total. Ao ver aquilo, o maior jogador de todos os tempos tremeu. E a cena era realmente assustadora. Ele então sugeriu que Coutinho fosse o primeiro a sair, com a camisa 10.  O centroavante, claro, se negou. Mengalvio, também não aceitou ser sósia do Rei, assim como nenhum outro negro do time. Daí, alguém olhou pro Odair Pimentel e falou, Odair, põe a camisa do Pelé e vai lá.

Sem entender direito o que estava acontecendo, Odair se sentiu honrado com aquela escolha e colocou a camisa número 10 sem titubear.

- "Chico, quando a porta foi aberta e vi aquele povo todo querendo entrar na marra no avião e a polícia batendo neles como se fossem bolas de golfe, com aqueles cassetetes enormes, me arrependi, mas já era tarde. Desci as escadas do avião pensando que ia ser engolido pela massa. Entrei num carro branco, conversível, e segui vendo aquele mar de gente gritando PELÉ, PELÉ. E não havia espaço aberto, todos queriam chegar no carro. Foi amedrontador, mas emocionante ao mesmo tempo”.

Obs: estes dois últimos parágrafos são literais, fatos a mim contados pelo próprio ODAIR PIMENTEL, com  quem tive a honra de trabalhar na Sucursal de O Globo, em São Paulo, no início dos anos 80, na deliciosa redação, no Conjunto Zarvos, na Consolação x São Luís, um das mais badaladas esquinas de São Paulo, naqueles tempos. Há uma versão de que terroristas da época haviam ameaçado matar PELÉ, e que Odair foi no lugar dele para preservar o amigo. Mas a versão que narro aqui me foi contada, ao vivo, pelo próprio “clone” do Rei.

Obs II: Em 1969, o Santos voltou à África e, para que o jogo transcorresse normalmente, interrompeu-se uma guerra no Congo (*) 

(*) Em 1969, a equipe paulista foi até a África para a promoção da sua equipe. A viagem incluía uma passagem na República Democrática do Congo (na época o país era conhecido apenas como Congo ou Congo belga). Porém o país passava por um momento difícil com a chamada Crise do Congo que perdurou por toda a década de 60. Na época, os militares tentavam se manter no poder, após um golpe de estado acontecido em 1968. Para chegar até o local da partida programada, a cidade de Brazzaville, o Santos precisava atravessar a capital do país, Kinshasa. Porém não havia grande condição para que essa passagem acontecesse de forma tranquila. Foi necessário um grande apelo popular para que isso fosse possível. A partir do momento do cessar-fogo temporário, os exércitos das duas partes envolvidas no conflito escoltaram os santistas até o hotel e depois até o estádio onde seria realizada a partida.






* chicolelis - chicolelis@gmail.com  Jornalista com passagens pelos jornais A Tribuna (Santos), O Globo e Diário do Comércio. Foi assessor de Imprensa na FordGoodyear e, durante 18 anos gerenciou o Departamento de Imprensa da General Motors do Brasil. Assina a coluna “Além do Carro”, na revista Carro, onde mostra ações do setor automotivo nos campos Social e Ambiental.


domingo, 15 de julho de 2018

CASA DA MÃE JOANA.
Por Marli Gonçalves*

NOSSA DERRUBADA TORRE DE BABEL


Tá louco. Você fala uma coisa e o povo entende outra. Escreve sobre uma coisa e o povo entende outra. Parece que a cada dia a comunicação entre os seres se torna mais difícil e os deuses agora devem estar é tampando os ouvidos para não se afetarem por tanta besteira vinda de um certo país da América do Sul.

Conta a Bíblia, no Gênesis, que a uma determinada altura dos acontecimentos os homens quiseram subir até bem perto do céu para demonstrar sua tecnologia e capacidade de instalar-se perto de Deus. Imagine, eles lá no bem bom dando ordens e nós aqui embaixo só levando pedradas. Também queriam ficar conhecidos, ganhar poder. Teriam então se disposto a construir uma gigantesca e colossal cidade em uma torre de barro, pontuda, semelhante a uma lança, desafiadora, que chegasse até lá em cima. Tarefa a que deram início em conjunto porque inicialmente ali todos se entendiam, falavam a mesma língua. Não era igual obra ou reforma de hoje em dia que você pede para fazer uma coisa e te entregam outra.

Teria então o Senhor, irritado com a arrogância e soberba dos construtores, decidido mostrar quem é que que mandava ali (ou aqui nisso tudo). Não gostou nada do que viu, embora tenha até se espantado com a capacidade humana, até a achado bonitinha, mas quis parar logo com tudo aquilo, prevendo que dali sairia uma espécie de poderosa empreiteira que poderia mandar em tudo.

Não deu outra. De uma só canetada acabou com a brincadeira. Desceu, confundiu a língua de todos, e os dispersou sobre a Terra. A maior confusão.

Nesse pisão – maior barata voa da história - pode ter escorregado e empurrado aqui para esse continente umas turmas muito estranhas. A brasileira, entre elas. Assim, não há Cristo que faça com que nos entendamos século após século, década após década, dia após dia, principalmente quando perto de períodos eleitorais ou quando se trata de jogos e times de futebol e escolas de samba, entre outros competitivos assuntos.

Aqui tenta ganhar quem grita mais alto. Se bate no peito quando fala em outro idioma, mesmo que seja esquecido o próprio, natural. Somos criativos até para mudar o sentido das palavras, ou para impostá-las, fazendo firulas que as tornam formas de poder e domínio, vide contratos de seguradoras, bancos, leis, tratados e teses que não se entende nada desde seu próprio título, muito menos ao que se referem e para o que podem servir.

Aqui se fala e não se cumpre o que se fala. A palavra dada não tem valor. Palavras lançadas como flechas apenas pairam no ar, como se fossem, hora dessas cair bem em cima das nossas cabeças. Esqueçam o que se falou. esqueçam o que se escreveu. Esqueçam o que foi prometido. Mentiras são como praga de gafanhotos, devastadoras.

O problema é que está chegando a hora de tentarmos nos entender. De ser dada informação e uma educação suficiente para que a população consiga raciocinar, discernir, compreender sozinha o que é que está sendo dito, o que significa e aonde levará. Hora de usarmos uma linguagem clara e comum. Agora, sim, tipo a daquele locutor de tevê que durante o jogo fica o tempo inteiro dizendo exatamente o que está acontecendo, como se não fôssemos capazes nem de enxergar e precisássemos de sua santa ajuda para entender o que se passa ali naquela partida.

 Agora, sim, entraremos em outro campo, precisaremos saber tudo sobre os jogadores, o seu passado e o que pretendem de futuro com suas jogadas e estratégias, quais bandeiras levantarão, se as jogadas serão individuais ou coletivas, como se movimentarão no cenário global. E, principalmente, quais serão os seus salários. E os nossos.

Que tudo isso seja dito em linguagem bem clara, olhos nos olhos. Inclusive utilizando sinais - bem simples, para todos poderem entender, e com as mãos poderem apertar as melhores opções nas teclas. Confirmar.

Babel, faltando pouco mais de dois meses, 2018.





* Marli Gonçalves, jornalista – Como a música de Caetano, (...) "A língua é minha Pátria / eu não tenho Pátria: tenho mátria / Eu quero frátria"..."(...)"Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões / Gosto de ser e de estar E quero me dedicar a criar confusões de prosódia / E uma profusão de paródias / Que encurtem dores / E furtem cores como camaleões"(...)Tenho um blog. Divertido e informante ao mesmo tempo, no marligo.wordpress.com. Estou no Facebook e no Twitter. Visite o "Chumbo Gordo": www.chumbogordo.com.br. e-mails: marli@brickmann.com.br e marligo@uol.com.br.



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