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| Imagem IA Gemini |
Aprendi desde pequeno, com meus pais, uma lição simples: todo ser humano tem direitos e deveres. Direito de ser respeitado, de viver com dignidade, de buscar a felicidade e de expressar suas ideias; mas também o dever de respeitar o próximo, cumprir suas responsabilidades e contribuir para o bem comum.
Alguém disse, com muita sabedoria, que “a liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro”. Talvez seja justamente aí que esteja um dos grandes desafios do nosso tempo: aprendemos a exigir direitos, mas, muitas vezes, esquecemos que cada direito traz consigo uma responsabilidade.
Com o correr do tempo, parece que esses valores foram, aos poucos, sendo falseados, relativizados e, em alguns casos, invertidos. Há quem queira todos os direitos, mas nenhum dever; toda liberdade, mas nenhuma responsabilidade; toda cobrança dos outros, mas nenhuma cobrança de si mesmo. E uma sociedade que se acostuma apenas a exigir começa, pouco a pouco, a perder o sentido de cidadania. E cidadania é um dever que nunca termina.
Na política, essa distorção torna-se ainda mais perigosa. Governar não deveria significar criar privilégios, alimentar divisões ou transformar direitos em instrumentos de poder. A verdadeira política deve existir para servir ao cidadão, promover justiça, proteger os mais vulneráveis e construir o bem comum.
Mas também nós, cidadãos, temos deveres. Temos o dever de votar com consciência, respeitar as leis, pagar nossos compromissos, cuidar da cidade, preservar a verdade, combater a corrupção e não aceitar como normal aquilo que é moralmente errado. Não podemos reclamar da sociedade que ajudamos a construir por meio da omissão.
A Palavra nos ensina: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles” (Mateus 7:12).
É a essência de uma convivência equilibrada: antes de perguntar “quais são os meus direitos?”, talvez devêssemos perguntar também: “quais são os meus deveres?”
Direitos sem deveres podem transformar-se em egoísmo. Deveres sem direitos podem transformar-se em opressão. Uma sociedade justa precisa dos dois: liberdade com responsabilidade, autoridade com limites, direitos com deveres e poder com serviço.
Não podemos perder os bons valores que recebemos de nossos pais e daqueles que nos ensinaram que caráter vale mais do que vantagem, que honestidade vale mais do que esperteza e que fazer o bem continua sendo uma escolha, mesmo quando o mundo parece escolher o caminho contrário.
Uma nação não se transforma apenas pelas leis que escreve, mas pelos valores que seus cidadãos praticam. Vale ressaltar: Direitos nos protegem, mas os Deveres nos dignificam. E o respeito entre ambos nos torna verdadeiramente livres.
A paz e a felicidade que desejamos para o mundo começam com a semente que cada um de nós decide plantar.
Que Deus cuide de nós, proteja nossos caminhos e nos ensine a semear aquilo que queremos colher.
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| * Linoel Dias é jornalista, assessor de imprensa e colunista do Coisas de Agora |
















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