terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

O TESTE DE FOGO DA RECEITA FEDERAL

O caso envolvendo o Banco Master deixou de ser apenas uma história sobre mercado financeiro. Tornou-se um episódio que toca o coração do Estado: o uso — ou o suposto abuso — de informações sigilosas.

Quando entram na equação autoridades com foro privilegiado e decisões do Supremo Tribunal Federal, o ambiente deixa de ser técnico e passa a ser político. E é justamente aí que mora o risco maior: a percepção pública.

A Receita Federal do Brasil sempre foi vista como um dos órgãos mais técnicos e estruturados da máquina pública. Seus sistemas são auditáveis. Cada acesso deixa rastro. Cada consulta é registrada. Não é um território sem controle.

Se servidores acessaram dados sem justificativa funcional, isso é grave. É crime. É passível de demissão. Mas é, até prova em contrário, um problema individual — não necessariamente institucional.

O que realmente colocaria a Receita em xeque não é o erro isolado. É a hipótese de direcionamento político, uso seletivo da máquina ou blindagem corporativa. Isso, sim, destruiria a confiança construída ao longo de décadas.

O mercado observa em silêncio. Empresas, contadores e investidores precisam de previsibilidade. Precisam acreditar que a fiscalização tributária não é instrumento de disputa de poder. A estabilidade econômica depende dessa neutralidade.

A crise atual é menos sobre o Banco Master e mais sobre credibilidade institucional. O banco pode enfrentar seus próprios problemas regulatórios. Autoridades podem se defender no devido processo legal. Mas a Receita precisa demonstrar algo maior: independência técnica.

Instituições fortes não são as que nunca erram. São as que expõem o erro, corrigem e punem — sem hesitação.

Se houver transparência, responsabilização e reforço de controles, a confiança pode sair até fortalecida. Se houver silêncio, corporativismo ou disputa política travestida de investigação, o dano será profundo.

No fim das contas, o caso é um teste. Não para um banco. Não para um ministro. Mas para a maturidade institucional do país.

E testes institucionais não admitem meia resposta.

Ricardo Hernandes
Coisas de Agora

FELIPE OLIVEIRA É O NOVO DIRETOR DE PRODUTOS DO Z.RO BANK PARA A AMÉRICA LATINA

Executivo assume a missão de estruturar a área e escalar expansão internacional

Felipe Oliveira

O Z.ro Bank, techfin especializada em soluções financeiras para grandes empresas, anuncia a chegada de Felipe Oliveira como diretor de Produtos para a América Latina. O executivo assume a missão de conectar estratégia de negócios e tecnologia, transformando soluções já existentes em produtos escaláveis para sustentar a expansão internacional da companhia, presente no Chile, Argentina e Peru. Com passagens por Worldpay e Paysafe, Oliveira liderou projetos de expansão de gateways para 15 países da América Latina e o lançamento de licenças próprias de adquirência no Brasil e na Argentina.

Com foco em jornada do cliente, simplicidade na integração e atuação multimoeda, Oliveira liderará a evolução do portfólio do Z.ro Bank para atender empresas que operam em múltiplos mercados a partir de uma única plataforma. “Nossa expansão internacional exige uma plataforma madura, capaz de escalar com consistência e atender clientes em diferentes mercados sem perder eficiência. Felipe vem fortalecer esse ponto, liderando a área e construindo produtos com visão de negócio, preparados para crescer junto com a estratégia da companhia”, explica Rafael Lavezzo, CEO do Z.ro International.

Nos últimos dois anos, a techfin processou mais de R$ 45 bilhões em transações e chegou a responder por mais de 5% de todos os Pix de pessoas para empresas no Brasil. Autorizada pelo Banco Central, a instituição se consolidou como um dos principais especialistas em Pix e em operações de alto volume, ao mesmo tempo em que avança na preparação da plataforma para a atuação internacional. Pix por biometria e Pix recorrente são funcionalidades locais com potencial estratégico de crescimento em 2026.

Segundo Oliveira, Produto vai além de construir funcionalidade. “É preciso entender quem vai usar, por quê, quando e qual impacto aquilo gera no negócio. Tecnologia e produto não podem andar separados da estratégia. Quando o time sabe para quem está construindo e qual problema está resolvendo, a execução muda de patamar. O papel da área de produtos é justamente ser esse elo entre tecnologia, negócio e cliente, garantindo que a plataforma cresça com propósito e gere valor real”, avalia o novo diretor.

Esse papel se torna central à medida que o Z.ro Bank avança em sua estratégia de expansão para a América Latina, permitindo que o dinheiro circule do continente para qualquer lugar do mundo preservando custos, consistência na experiência e agilidade. “O propósito é permitir que um cliente no Chile, por exemplo, opere para empresas chinesas ou outros mercados, dentro das regras de cada país. A área de produtos é a responsável por adaptar nossa plataforma a diferentes realidades regulatórias, moedas e perfis de clientes, mantendo uma base tecnológica única”, completa Lavezzo.

Felipe Oliveira reúne mais de 20 anos de experiência em tecnologia com atuação direta em estruturação de produtos, expansão internacional e go-to-market. Além de Worldpay e Paysafe, também atuou na Redecard. Liderou projetos de expansão de gateways para 15 países da América Latina e o lançamento de licenças próprias de adquirência no Brasil e na Argentina. No Z.ro Bank, essa experiência contribui para acelerar a maturação do portfólio e o progresso da plataforma no mercado internacional.

Z.ro Bank é uma fintech nascida no Porto Digital do Recife e acelerada pela Endeavor, Itaú e BID. Atua como instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central e, nos últimos dois anos, processou mais de R$ 45 bilhões em transações. É reconhecida pelo mercado como especialista em Pix e, durante alguns meses de 2023, processou mais de 5% de todos os Pix de pessoas para empresas no Brasil. Também foi reconhecida e premiada pela revista Exame como a terceira empresa que mais cresceu em Receita Líquida no país em 2024. É o primeiro Banco “developer first”, com todas as APIs abertas, para que grandes empresas possam plugar e moldar as interfaces do seu jeito, customizando fluxos, painéis e relatórios, para melhorar a eficiência de sua gestão financeira

Z.ro Bank
Ryto Public Affairs

EMPRESAS DE NATAL PERDEM EFICIÊNCIA AO CONCENTRAR DECISÕES NO DONO

Dependência excessiva do fundador limita crescimento e amplia sobrecarga nas PMEs da capital potiguar

Levantamentos do Sebrae indicam que grande parte das pequenas e médias empresas brasileiras ainda concentra decisões estratégicas e operacionais na figura do dono, modelo que compromete a produtividade e limita o crescimento. Em Natal, onde predominam PMEs de comércio e serviços, essa dependência tem gerado gargalos internos, atrasos na execução e dificuldade de escalar operações de forma sustentável.

Hygor Lima, especialista em gestão de processos e fundador da Potencialize Resultados avalia que a centralização excessiva deixou de ser apenas um traço cultural e passou a representar um risco direto à eficiência do negócio. Ele afirma que, quando todas as decisões passam pelo empresário, a empresa perde ritmo e previsibilidade. “O dono acaba se tornando o principal gargalo da operação. Sem ele, nada anda. Com ele, tudo depende do tempo e da energia de uma única pessoa”, diz.

No dia a dia, esse modelo se manifesta em rotinas pouco documentadas, delegação informal e ausência de indicadores claros de desempenho. O resultado é a sobrecarga do empreendedor, que acumula funções estratégicas e operacionais, e equipes com baixa autonomia para tomar decisões. “Muitos empresários acreditam que centralizar é sinônimo de controle, quando, na prática, estão apenas concentrando risco”, observa.

Esse padrão ajuda a explicar por que tantas empresas enfrentam dificuldades para crescer ou manter resultados consistentes ao longo do tempo.

Dados do IBGE e do Sebrae mostram que uma parcela significativa das empresas brasileiras encerra as atividades antes de completar cinco anos, cenário mais frequente em negócios que dependem excessivamente do fundador para funcionar. Para o consultor, a falta de estrutura é um elemento decisivo. “Empresas que dependem do dono para tudo não são escaláveis. Elas funcionam enquanto o empresário aguenta, não enquanto o mercado exige”, afirma.

A mudança começa pela organização interna. Estruturar processos, definir responsabilidades e criar rotinas claras permite que a empresa funcione mesmo sem a presença constante do fundador. “Delegar não é abandonar o controle, é substituir o controle informal por um modelo profissional, baseado em padrões e dados”, explica.

Esse debate tem ganhado espaço em encontros presenciais de empresários em Natal, que vêm se consolidando como ambientes para discutir delegação estruturada, autonomia das equipes e profissionalização da gestão. “O contato direto entre empresários ajuda a quebrar a crença de que só o dono sabe fazer certo. Quando eles veem outras empresas funcionando com autonomia, a resistência diminui”, avalia.

O especialista apresenta cinco formas de como sair da dependência do dono

Antes de avançar para soluções mais complexas, é preciso ajustar a base da gestão. A seguir, cinco pontos que costumam orientar empresas no processo de transição para um modelo menos centralizador.

1- Mapear e documentar processos: O primeiro passo é transformar o conhecimento que está na cabeça do dono em rotinas claras e acessíveis para o time. “Processo documentado não depende de memória nem de improviso”, afirma.

2- Definir papéis e limites de decisão: Delegar exige clareza sobre responsabilidades. Cada função precisa saber até onde pode decidir e quando escalar um problema, reduzindo retrabalho e conflitos internos.

3- Criar indicadores simples de acompanhamento: Sem métricas, o empresário tende a interferir em tudo. Indicadores básicos permitem acompanhar resultados sem a necessidade de microgestão diária.

4- Treinar a equipe para ganhar autonomia: Autonomia não surge de forma espontânea. “É preciso preparar o time para assumir responsabilidades, errar menos e corrigir mais rápido”, destaca.

5- Buscar apoio externo especializado: Contratar consultorias ou mentorias ajuda a identificar pontos cegos da operação. “O empresário está dentro do problema. Alguém de fora enxerga o sistema”, conclui.

Na avaliação do especialista, empresas que enfrentam esse processo ganham fôlego para crescer e reduzem a dependência emocional e operacional do fundador. “Quando a empresa deixa de girar em torno do dono e passa a girar em torno de processos, muda a produtividade, o clima interno e a capacidade de expansão”, aponta.

À medida que as PMEs de Natal buscam competir em mercados mais amplos e exigentes, abandonar o modelo do empresário sobrecarregado deixa de ser uma escolha e passa a ser uma condição para sobreviver e crescer de forma sustentável.

Hygor Lima

Hygor Lima é especialista em gestão de processos para o setor contábil e fundador da Potencialize Resultados, consultoria referência nacional na padronização de rotinas e aumento da produtividade em escritórios de contabilidade. Com mais de 13 anos de experiência na área, já apoiou centenas de empresas na estruturação de fluxos operacionais, redução de retrabalho e capacitação de equipes. 

É o idealizador do Método DITA, sigla que significa Documentar, Implementar, Treinar e Aperfeiçoar, modelo utilizado por mais de 400 escritórios no país como base para organização interna e gestão com foco em autonomia e escala. A metodologia prevê estruturação de processos, definição de indicadores e acompanhamento sistemático dos resultados. 

Além da atuação técnica, Hygor também é sócio do Energy Club, grupo que reúne nomes como Joel Jota, Jhonny Martins e Caio Carneiro. Tem presença constante como palestrante em eventos de negócios, onde aborda transformação organizacional, delegação estruturada e profissionalização de escritórios contábeis. Clique aqui e visite o site Potencialize Resultados

Potencialize Resultados
Lara Comunicação

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

ALEXANDRE MURAKAMI É O NOVO DIRETOR EXECUTIVO DE SOLUÇÕES E CIBERSEGURANÇA DA TRIPLA

Com ampla experiência em segurança da informação, o executivo chega para conectar estratégia, tecnologia e geração de valor para empresas em ambientes complexos

Alexandre Murakami

A Tripla, empresa brasileira referência em soluções de tecnologia, cibersegurança e compliance, anuncia a chegada de Alexandre Murakami como Diretor de Soluções e Cibersegurança. O movimento reforça o posicionamento estratégico da companhia em um momento de consolidação e expansão de sua atuação junto a grandes clientes e parceiros do ecossistema tecnológico.

Com mais de duas décadas de atuação em cibersegurança e tecnologia da informação, Murakami assume a liderança das unidades de Infraestrutura, SmartOPs, Cibersegurança e GRC, com o propósito de orquestrar a evolução do portfólio de soluções próprias da Tripla, como Trisky, Cyberwatch e Autoritas além de fortalecer parcerias estratégicas ampliando a atuação da companhia em ambientes corporativos de alta complexidade e criticidade.

A chegada de Murakami consolida a atuação da Tripla em projetos estratégicos junto a grandes organizações, reforçando sua presença em ambientes corporativos de alta complexidade. Bacharel em Ciência da Computação pela Unesp, com pós-graduação em Administração de Empresas e Educação, o executivo combina sólida formação técnica e visão de negócio. Ao longo de mais de duas décadas de atuação, construiu uma trajetória consistente em cibersegurança, com passagens por empresas de grande porte como Promon*IP, Telefônica e Logicalis, experiência que o credenciou a participar de discussões estratégicas relevantes e a desenvolver um relacionamento profundo com os principais atores do setor.

Ao longo de sua carreira, Murakami também esteve envolvido em projetos de grande impacto nacional, como a informatização das eleições brasileiras de 1996 e 1998, atuando nos testes das urnas eletrônicas que se tornaram referência mundial em segurança e confiabilidade do sistema eleitoral.

Na Tripla, o executivo chega com a missão de transformar essa bagagem em crescimento sustentável e geração de valor para o mercado. “Sempre tive grande interesse pela área de segurança da informação e vejo este cargo como um novo desafio para contribuir com um portfólio sólido, alinhado às reais necessidades do mercado”, afirma Murakami.

Para Hugo Bar, sócio fundador da Tripla, a chegada do executivo representa um passo natural na evolução da companhia. “A trajetória do Murakami em cibersegurança e sua visão estratégica ampliam nossa capacidade de ajudar empresas a tomarem decisões mais seguras, estruturadas e alinhadas aos seus objetivos de negócio. Sua atuação será fundamental para fortalecer uma oferta que gera valor real para organizações que operam em ambientes cada vez mais complexos”, destaca.

Tripla - Fundada em 2015, a Tripla é uma empresa brasileira que oferece soluções completas em tecnologia, segurança da informação e compliance para empresas que buscam inovação e proteção. Com sedes em Belo Horizonte/MG e São Paulo/SP, já conquistou a confiança de mais de 500 clientes em todo o país. O portifólio da empresa se organiza em três pilares estratégicos — disponibilidade, proteção e conformidade — que representam as necessidades fundamentais de qualquer organização em tecnologia. Com esse modelo, entregamos soluções que acompanham toda a jornada tecnológica e regulatória dos seus clientes: desde a sustentação da operação, passando pela segurança de dados, equipamentos e sistemas, até a adequação regulatória e a adoção de boas práticas de governança corporativa

Tripla
ConteúdoInk Comunicação

ABAV NACIONAL REÚNE LIDERANÇAS DO TURISMO EM BRASÍLIA

Encontro destacou potencial do sistema ABAV para geração de negócios, alinhamento institucional e ampliação da interlocução com o governo.

* Linoel Dias

A Associação Brasileira de Agências de Viagens — ABAV Nacional — reuniu, nos dias 10 e 11 de fevereiro, em Brasília, todos os dirigentes das ABAVs estaduais e a diretoria nacional em um encontro voltado ao alinhamento institucional da entidade, ao fortalecimento do agenciamento de viagens e à ampliação das oportunidades para as agências associadas.

Encontro dos presidentes das ABAVs estaduais e diretoria nacional. Foto: Divulgação ABAV

Mais do que uma agenda institucional, o encontro foi uma oportunidade para apresentar às regionais o potencial do sistema ABAV na geração de negócios, na abertura de novos mercados e na construção de iniciativas coletivas capazes de fortalecer a atuação das agências e a articulação do agenciamento no país. A integração entre a Nacional e as ABAVs estaduais foi um dos focos da programação, com discussões voltadas à atuação coordenada, compartilhamento de experiências e maior unicidade institucional.

A presidente da ABAV Nacional, Ana Carolina Medeiros, destacou que a atuação integrada fortalece todo o setor. “Quando trabalhamos de forma articulada, conseguimos ampliar oportunidades para os associados, gerar novos negócios e fortalecer o posicionamento das agências como protagonistas na cadeia do turismo”, afirmou.

A agenda também reforçou a interlocução institucional promovida pela ABAV Nacional com o governo federal. A participação do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, foi articulada pela entidade com o objetivo de aproximar os dirigentes estaduais das pautas prioritárias do setor e ampliar o diálogo direto com o poder público. Durante sua participação, o ministro destacou que“As agências têm papel fundamental na conexão entre destinos, serviços e viajantes e são parte importante dos resultados positivos que o turismo vem apresentando”.

Um dos temas tratados no encontro foi a responsabilidade solidária nas relações de consumo no turismo, pauta considerada estratégica para o agenciamento e acompanhada pela ABAV Nacional junto ao Ministério do Turismo. Anderson Wilson Sampaio Santos, chefe da Assessoria Especial de Assuntos Técnicos do ministério, apresentou atualizações sobre os trâmites relacionados ao tema e permaneceu à disposição dos dirigentes para esclarecimentos ao longo da programação. “O diálogo com o setor é fundamental para avançarmos em soluções equilibradas que garantam segurança jurídica e proteção ao consumidor”, explicou.

O encontro contou ainda com a participação de Bruno Reis, diretor de Marketing Internacional, Negócios e Sustentabilidade da Embratur, que apresentou ao trade as diretrizes do Plano Brasis — Plano Internacional de Marketing Turístico 2025--2027 — voltado ao fortalecimento da presença do Brasil no exterior e à ampliação das oportunidades de negócios para o setor. Segundo ele, a estratégia inclui ações de promoção internacional, inteligência de mercado e aproximação com parceiros globais.

Entre os destaques da agenda esteve também a apresentação, em primeira mão às regionais, de novidades previstas para a ABAV Expo 2026. Uma delas é a implementação do agendamento estruturado entre agentes de viagens associados e buyers internacionais, iniciativa inédita voltada a ampliar a geração de negócios e a inserção das agências associadas no mercado internacional.

A próxima edição do Encontro de Presidentes das ABAVs Estaduais e Diretoria Nacional está prevista para ocorrer entre 25 e 28 de abril, no Espírito Santo.

* Linoel Dias, colunista de Turismo do Coisas de Agora, é jornalista há 50 anos com passagens pela Folha de S. Paulo, Assessoria de Imprensa da Volkswagen, Assessoria Brickmann & Associados; e Produtora 7Iris. Para pautas e sugestões:  linoel.dias.dias@gmail.com

OS SUPERSALÁRIOS NO BRASIL DOS PRIVILÉGIOS: A DESCONEXÃO PREOCUPANTE ENTRE REPRESENTANTES E REPRESENTADOS. Por Paulo Serra*

Foto: Arquivo ICL

A volta dos trabalhos no Congresso Nacional deveria ser marcada por debates estruturantes, responsabilidade fiscal e compromisso com o País real - aquele vivido diariamente por milhões de brasileiros e de brasileiras. No entanto, o que se viu foi exatamente o oposto: a aprovação de reajustes salariais absurdos para servidores do próprio Parlamento e a criação de uma escala de trabalho mais curta e flexível do que a enfrentada, não de hoje, pelo trabalhador comum. Um gesto que escancara uma desconexão preocupante entre representantes e representados.

É óbvio que valorizar o servidor público é fundamental. Um Estado eficiente, profissional e comprometido com políticas públicas de qualidade depende de funcionários bem formados, motivados e justamente remunerados. O debate sobre mérito e desempenho na carreira pública é legítimo e necessário. Mas uma coisa é fortalecer o serviço público; outra, bem diferente, é criar uma elite do funcionalismo, divorciada e blindada da realidade econômica e social de nossa nação.

Quando o Congresso aprova aumentos salariais e condições especiais para si mesmo, enquanto grande parte da população enfrenta jornadas extensas, remunerações comprimidas e, muitas vezes, injustas, informalidade e insegurança econômica, o sinal enviado à sociedade é devastador. Cria-se um fosso entre o Brasil oficial e o Brasil do dia a dia. Um País onde poucos têm privilégios garantidos por lei, enquanto outros tantos lutam cotidianamente para fechar as contas no fim do mês patrocina a desigualdade - e, ainda, para isso, lança mão de dinheiro público, angariado por meio do contribuinte, com o pagamento de um sem-número de impostos.

O problema se agrava ainda mais quando se observa o contexto fiscal. O Brasil enfrenta desafios evidentes para equilibrar suas contas públicas, controlar gastos e retomar o crescimento sustentável. Neste cenário, a manutenção e a ampliação de supersalários e de benefícios corporativos não é apenas inoportuna - é irresponsável. Ajuste fiscal não pode ser discurso para alguns e exceção para outros - ou vale para todos, ou perde completamente a legitimidade.

Além disso, o exemplo importa, e muito. Deputados federais e senadores da República não são apenas legisladores; são referências simbólicas. Quando escolhem o caminho do privilégio, enfraquecem a autoridade moral necessária para cobrar sacrifícios, reformas ou responsabilidade de estados, de municípios, de empresários e de trabalhadores.

A criação de uma escala mais curta e flexível do que a do cidadão comum aprofunda tal distorção. Não se trata de negar avanços nas relações de trabalho ou em modelos mais modernos de gestão. Mas por que tais benefícios não começam pelo conjunto da sociedade? Por que não discutir jornadas mais humanizadas para todos, e não apenas para os que já estão no topo da pirâmide estatal?

Ao optar pelo aumento excessivo de salários e pela flexibilização exclusiva de suas próprias estruturas, o Congresso Nacional perde a chance de liderar sendo referência. E, mais uma vez, afasta-se do País que diz legitimamente representar. É preciso mais gestão e menos privilégios. É preciso mais Brasil real e menos Brasil oficial.

* Paulo Serra é especialista em Gestão Governamental e em Políticas Públicas, pela Escola Paulista de Direito; e em Financiamento de Infraestrutura, Regulação e Gestão de Parcerias Público-Privadas (PPPs), pela Universidade de Harvard (Estados Unidos); cursou Economia, na Universidade de São Paulo (USP); é graduado em Direito, pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo-SP; professor universitário no curso de Direito, também é 1º vice-presidente da Executiva Nacional do PSDB e presidente do Diretório Estadual do PSDB de São Paulo; foi prefeito de Santo André-SP, de 2017 a 2024.

SABESP E VIVO INICIAM O MAIOR PROJETO DE HIDRÔMETROS INTELIGENTES DO MUNDO, REFORÇANDO O USO CONSCIENTE DA ÁGUA EM PERÍODO DE ESTIAGEM

Novos medidores ampliam o acompanhamento do consumo, ajudam a identificar vazamentos e fortalecem a gestão dos recursos hídricos em cenário de chuvas abaixo da média

A Sabesp, em parceria com a Vivo, iniciou o projeto para a substituição de 4,4 milhões de hidrômetros por modelos inteligentes nas cidades de São Paulo e São José dos Campos. Em um contexto marcado por chuvas abaixo da média, estiagem prolongada e níveis reduzidos nos mananciais, os novos hidrômetros utilizam tecnologia de ponta para transmitir os dados de consumo de forma ágil e segura, permitindo que os clientes acompanhem o uso da água de hora em hora, diretamente pelo aplicativo da Sabesp.

A iniciativa faz parte da renovação gradual dos medidores de água, com a substituição de equipamentos antigos por modelos mais modernos e tecnológicos, e integra a estratégia da Companhia para enfrentar problemas históricos de infraestrutura e avançar com soluções definitivas, promovendo uma gestão cada vez mais criteriosa e eficiente da água. A modernização dos hidrômetros contribui para a redução de perdas e permite que os clientes tenham um acompanhamento mais preciso do consumo.

A substituição dos hidrômetros por aparelhos novos não gera qualquer custo ao consumidor. Caso o cliente observe alteração no valor da conta após a troca do medidor, a Sabesp orienta que entre em contato por meio de seus canais de atendimento. Sempre que necessário, equipes técnicas realizam vistorias nos imóveis para verificar eventuais ocorrências que possam impactar a medição, garantindo a correta aferição do consumo.

Os clientes poderão acompanhar diariamente o consumo de água pelo aplicativo da Sabesp, com dados detalhados hora a hora do volume utilizado no dia anterior. A iniciativa fortalece o controle sobre o uso do recurso, facilita a identificação rápida de desperdícios e estimula práticas mais eficientes, especialmente no atual contexto de escassez hídrica. Os novos equipamentos também dispõem de sistema de alarme antifurto, que é acionado automaticamente em caso de tentativa de violação do medidor.

“A troca dos hidrômetros por modelos inteligentes representa um avanço estrutural na forma como a Sabesp gerencia a água e se relaciona com seus clientes. Em um cenário de estiagens prolongadas, a tecnologia nos permite atuar de forma mais precisa, reduzir perdas e oferecer ao consumidor transparência total sobre o consumo. É um passo decisivo para uma gestão mais eficiente, sustentável e alinhada aos desafios climáticos do presente e do futuro”, afirma Denis Maia, diretor-executivo de Clientes e Tecnologia da Sabesp.

A iniciativa é realizada em parceria com a Vivo e marca uma nova etapa de inovação no saneamento, consolidando-se como o maior projeto de Internet das Coisas (IoT) do mundo voltado à medição de água.

“A parceria com a Sabesp representa um novo patamar para a digitalização do saneamento no Brasil. Ao instalar e conectar milhões de hidrômetros inteligentes à nossa rede e integrar tecnologias como IA, IoT e sistemas de gestão, a Vivo viabiliza uma operação mais eficiente, sustentável e orientada por dados, contribuindo para a modernização da infraestrutura urbana, para a melhoria dos serviços essenciais e para a aplicação da tecnologia a favor das pessoas”, afirma Débora Bortolasi, vice-presidente B2B da Vivo.

Entre os benefícios diretos para o cliente estão:

• Acompanhamento preciso do consumo, com informações atualizadas de hora em hora pelo aplicativo da Sabesp;

• Detecção ágil de possíveis vazamentos internos, evitando desperdícios e aumentos inesperados na conta. Os moradores poderão identificar rapidamente um vazamento dentro do imóvel e corrigi-lo, sem precisar aguardar a chegada da fatura;

• Alertas de consumo elevado, com notificações por WhatsApp, aplicativo ou e-mail quando o uso estiver fora do padrão habitual, promovendo o uso consciente;

• Eliminação da necessidade de entrada do leiturista no imóvel;

• Redução de erros de leitura manual ou de faturamento pela média em casos de dificuldade de acesso ao hidrômetro;

• Possibilidade de autoatendimento digital, permitindo ao cliente gerar sua própria fatura, acompanhar o consumo e solicitar serviços pelo aplicativo;

• Combate a furtos, com emissão de alerta imediato em caso de deslocamento do equipamento.

Tecnologia para combater perdas

O projeto permitirá ainda à Sabesp implantar áreas de macromedição, criando um mapa inteligente da distribuição de água. Com a instalação de grandes medidores conectados ao longo do sistema, será possível acompanhar todo o consumo — desde a saída das Estações de Tratamento de Água (ETAs) até a chegada às redes que abastecem cada região.

Essa integração facilita a identificação de vazamentos não visíveis e permite uma atuação mais rápida das equipes para correção das falhas, aumentando a eficiência operacional e reduzindo desperdícios. A iniciativa reforça o compromisso da Sabesp com a gestão responsável dos recursos hídricos, especialmente em períodos de estiagem que impactam os níveis dos reservatórios responsáveis pelo abastecimento de água à população.

Com investimento estimado em R$ 3,8 bilhões, o projeto coloca a Sabesp na vanguarda mundial da gestão inteligente dos recursos hídricos, combinando inovação tecnológica e sustentabilidade. A expectativa é que São José dos Campos se torne, até 2026, a primeira cidade brasileira com 100% dos imóveis com medição digital, enquanto a capital paulista se consolidará, até 2029, como a maior metrópole do mundo com sistema de telemedição de água.

Como vai funcionar a troca

Os usuários receberão avisos personalizados sobre a troca do seu medidor diretamente em suas faturas de consumo, detalhando o período de execução dos serviços na região em que reside. A Companhia também promoverá campanhas direcionadas em suas redes sociais oficiais e enviará notificações via WhatsApp para os números cadastrados no sistema. Os profissionais responsáveis pela troca poderão ser facilmente identificados pelo uniforme padronizado com o logotipo da empresa contratada, a mensagem “a serviço da Sabesp” e a logomarca da Sabesp, presentes em camisas, jaquetas e bonés. A identificação é reforçada pelo uso obrigatório de crachá visível e, em atividades com motocicleta, por coletes e jaquetas refletivas.

Em caso de dúvidas, o cliente pode entrar em contato com a empresa pelos canais de atendimento:

            •           0800 055 0195 (ligação gratuita)

            •           WhatsApp: (11) 3388-8000

            •           Agência Virtual: www.sabesp.com.br

A Sabesp também disponibiliza um site informativo com dicas sobre ocorrências internas mais comuns que impactam na alta de consumo e como identificar vazamentos nas residências.

A Sabesp - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo - é responsável pelo fornecimento de água e pela coleta e tratamento de esgoto em 377 municípios paulistas e atende 28 milhões de habitantes. É uma das maiores empresas de saneamento ambiental do mundo e a maior do Brasil. A Companhia vai avançar cinco décadas em cinco anos, ampliando o acesso à água potável e ao saneamento básico para milhões de pessoas. Seu compromisso é antecipar em quatro anos as metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento, com isso, planeja proporcionar dignidade, saúde e desenvolvimento sustentável para milhões de brasileiros enquanto preserva os recursos naturais para as futuras gerações

A Vivo é a marca comercial da Telefônica Brasil, empresa líder em telecomunicações no País, com mais de 116,6 milhões de acessos (3T25) e tem como propósito “Digitalizar para Aproximar”. A Vivo é um hub digital, facilitando o acesso de seus clientes a serviços em diferentes áreas, como entretenimento, esportes, segurança digital, finanças, saúde e educação. Atua na prestação de serviços de telecomunicações fixa e móvel em todo o território nacional e conta com um portfólio de produtos completo e convergente para clientes B2C e B2B. No segmento móvel, a Vivo tem 102,9 milhões de acessos e responde pela maior participação de mercado do segmento (38,2%). Guiada pela constante inovação e a alta qualidade dos seus serviços, a Vivo está no centro de uma transformação Digital, que amplia a autonomia, a personalização e as escolhas em tempo real dos seus clientes, colocando-os no comando de sua vida digital, com segurança e confiabilidade. A Telefônica Brasil faz parte do Grupo Telefónica, um dos maiores conglomerados de comunicação do mundo. Ciente de sua responsabilidade de retribuir à sociedade a confiança que recebe na utilização dos seus serviços, a empresa conta com a Fundação Telefônica Vivo. Há mais de 25 anos no Brasil, a Fundação Telefônica Vivo é um dos principais pilares de responsabilidade social no conceito ESG da Vivo. Com foco em educação na escola pública, contribui com o desenvolvimento e inclusão digital de estudantes e educadores por meio de projetos que estimulam novas oportunidades de ensino e aprendizagem

Sabesp
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domingo, 15 de fevereiro de 2026

EDGE INICIA OPERAÇÃO INOVADORA DE FORNECIMENTO DE GÁS NATURAL FORA DA MALHA DE GASODUTOS COM A LD CELULOSE

Primeira operação marca o início da entrega estruturada de gás natural a regiões sem acesso a gasodutos, ampliando competitividade industrial e acelerando a descarbonização

A Edge conta com carretas criogênicas próprias, equipadas com tanque de duplo isolamento, capazes de manter o GNL em estado líquido a aproximadamente -162 °C, garantindo eficiência e segurança no transporte rodoviário por longas distâncias.

A Edge iniciou sua operação de fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) para indústrias localizadas fora da malha de gasodutos. A iniciativa marca o começo da oferta estruturada de gás natural para o mercado off-grid, abrindo uma nova rota de desenvolvimento industrial e de descarbonização no país.

O primeiro contrato de longo prazo desse modelo foi firmado com a LD Celulose, joint venture entre a austríaca Lenzing e a brasileira Dexco. Localizada no Triângulo Mineiro, a planta receberá 100 mil m³/dia de gás natural equivalente para suprir sua demanda energética no processo produtivo. A operação logística conecta o Terminal de Regaseificação de GNL de São Paulo (TRSP), ativo estratégico da Edge localizado na Baixada Santista, ao interior de Minas Gerais.

“Este é um modelo pioneiro que leva gás natural liquefeito por transporte rodoviário a partir de um terminal de GNL conectado ao mercado global, garantindo segurança de suprimento, escala e flexibilidade para acompanhar o crescimento da demanda industrial e do transporte pesado”, afirma Demétrio Magalhães, CEO da Edge. “Com essa operação, aceleramos a maturidade da infraestrutura de gás no Brasil e ampliamos o acesso a uma energia mais competitiva e sustentável, chegando a regiões onde o gás natural nunca esteve disponível.”

A Edge conta com carretas criogênicas próprias, equipadas com tanque de duplo isolamento, capazes de manter o GNL em estado líquido a aproximadamente -162 °C, garantindo eficiência e segurança no transporte rodoviário por longas distâncias. Na planta da LD Celulose, em Indianápolis (MG), foi instalada uma Unidade Autônoma de Regaseificação (UAR), conectada à rede interna do cliente, assegurando fornecimento contínuo de gás natural.

Já em sua primeira fase, a operação da Baixada Santista tem capacidade para entregar de imediato até 400 mil m³/dia, levando uma solução competitiva de GNL.

Para a LD Celulose, este acordo é estratégico e consolida ainda mais o pilar de sustentabilidade da empresa. De acordo com o CEO da companhia, Silvio Costa, a parceria reforça o compromisso da empresa com uma matriz energética com redução de carbono. “Somos uma empresa responsável e conectada às necessidades do mundo moderno, atenta a processos em que o uso sustentável dos insumos é aplicado com rigor. Esta parceria segue este princípio e o contrato firmado suprirá nossa demanda energética no forno de cal, reforçando os investimentos da LD em uma matriz energética mais econômica e limpa, que se soma às demais iniciativas relacionadas à sustentabilidade.”

Os benefícios do GNL se estendem para além da demanda industrial e revelam um amplo potencial também como alternativa de combustível para o transporte pesado, uma das maiores oportunidades de crescimento do setor, posicionando o GNL como alternativa competitiva ao diesel para frotas de longa distância.

Um estudo comparativo de avaliação de ciclo de vida do poço à roda, realizado pela ACV Brasil e verificado por terceira parte independente (KPMG), indica que o gás natural apresenta emissões 25% menores que o diesel, além de reduzir de forma expressiva a emissão de material particulado, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade do ar em grandes centros urbanos.

Com a entrada em operação do modelo off-grid, a Edge inaugura uma nova etapa no desenvolvimento do mercado de gás no Brasil, conectando oferta global, infraestrutura existente e demanda industrial reprimida. A companhia projeta expansão gradual da solução, ampliando o acesso ao gás natural em regiões estratégicas e contribuindo para uma matriz energética mais competitiva, segura e de menor intensidade de carbono.

A Edge é uma empresa do Grupo Cosan criada para desenvolver o mercado de gás no Brasil, tornando a indústria e o transporte mais competitivos e sustentáveis por meio de soluções de suprimento seguras, flexíveis e eficientes. Seu modelo de operação combina ativos estratégicos de infraestrutura, logística de GNL, biometano e comercialização de gás. A companhia opera o Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), terminal de GNL localizado em Santos, mantém contratos de longo prazo de aquisição de biometano com a São Martinho e a Orizon (Itapevi-SP) e desenvolve operações de GNL off-grid para atendimento a consumidores fora da malha de gasodutos e a maior planta de biometano do Brasil, que produzirá gás renovável a partir de aterro sanitário, ampliando a oferta de soluções energéticas de menor pegada de carbono para o mercado

A LD Celulose S.A. é uma joint venture entre a austríaca Lenzing e a brasileira Dexco, e uma das maiores fábricas de celulose solúvel do mundo. Localizada no Triângulo Mineiro, fica entre os municípios de Indianópolis e Araguari. Possui capacidade de produção de 500 mil toneladas de celulose solúvel por ano, além de 203 MW de energia limpa. As fibras especiais de celulose produzidas na LD são utilizadas na indústria têxtil, gerando tecidos com inovação, sustentabilidade e alta tecnologia

Edge
Loures Consultoria

LD Celulose
G.A. Comunicação

sábado, 14 de fevereiro de 2026

PORTO DE SANTOS CRESCE EM VOLUME DE CARGAS E EXPÕE LIMITES ESTRUTURAIS NO SISTEMA ANCHIETA-IMIGRANTES

Região Sudeste lidera movimentação portuária nacional com 635,3 milhões de toneladas e avanço de 6,01% em 2025, mas gargalos continuam impactando o transporte e logística

A movimentação de 635,3 milhões de toneladas de cargas entre janeiro e novembro do último ano confirma o protagonismo dos portos da Região Sudeste na infraestrutura logística nacional. Trata-se de um crescimento de 6,01% em relação ao mesmo período de 2024, desempenho que contribuiu de forma decisiva para os resultados positivos da balança comercial brasileira, que atingiu o recorde de 348 bilhões de dólares em exportações entre 2023 e 2025. Dentro desse cenário, o Porto de Santos encerrou 2025 com o melhor resultado de sua história, alcançando a marca de 186,4 milhões de toneladas movimentadas, um crescimento de 3,6% sobre o recorde anterior, estabelecido em 2024.

O desempenho vem sendo acompanhado de perto pela Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), que destaca a relevância dos resultados para a infraestrutura logística paulista, especialmente na região de Santos, onde está localizado o maior porto da América Latina. Para a entidade, o avanço consolidou ainda mais a posição estratégica da Baixada Santista no comércio exterior brasileiro.

“São números importantes, robustos, e que trazem orgulho para nós aqui da Baixada Santista. O Porto de Santos mais uma vez demonstra sua força e capacidade operacional. Mas quem vive o dia a dia da operação sabe que cada tonelada movimentada exige um esforço logístico enorme”, reflete Roseneide Fassina, vice-presidente regional da FETCESP e presidente do SINDISAN – Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista.

O crescimento do volume, segundo a dirigente, também evidencia fragilidades estruturais que ainda não foram plenamente resolvidas. Os gargalos logísticos e as limitações nos acessos ao Porto de Santos continuam sendo pontos críticos. O principal deles está no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), responsável por controlar o fluxo de veículos entre o planalto e a Baixada Santista.

“Temos picos de circulação que impactam diretamente a mobilidade da região. Em determinados momentos do dia, chegam a passar mais de 600 caminhões por hora pelo sistema. Isso não significa que todos estejam indo para o porto, mas a pressão sobre a infraestrutura é real e constante”, afirma Fassina. “Caminhões que chegam antes do horário agendado acabam aguardando, o que gera filas, aumenta custos e traz reflexos para toda a cadeia.”

Na prática, o transporte rodoviário de cargas (TRC) é o principal responsável por levar e retirar mercadorias do Porto de Santos, especialmente no comércio exterior, onde as exportações são determinantes para os resultados do complexo portuário. Qualquer interrupção ou lentidão no fluxo impacta diretamente os prazos de embarque, a produtividade dos terminais e os custos operacionais.

A Federação também destaca que o desafio não se limita aos acessos viários. A capacidade estática dos pátios, a organização do agendamento e a infraestrutura de apoio precisam acompanhar o crescimento dos volumes. Sem ampliação estrutural, o aumento da movimentação tende a intensificar a pressão sobre o sistema.

Nesse contexto, a intermodalidade é apontada como um caminho estratégico. De acordo com a presidente regional da entidade: “Se tivéssemos maior integração ferroviária com o transporte rodoviário de cargas, reduziríamos parte dessa pressão sobre os acessos e aumentaríamos a eficiência do sistema como um todo. A integração multimodal traz benefícios econômicos e ambientais”.

Além da integração entre modais, a modernização tecnológica e a agenda de sustentabilidade também entram no debate. Diante desse cenário, uma das principais pautas defendidas pela entidade é a ampliação da área do Porto de Santos. “Hoje temos um complexo de 7,8 milhões de metros quadrados, mas, com a inclusão das áreas perimetrais na poligonal do porto, esse espaço poderia chegar a 20,4 milhões de metros quadrados. Essa ampliação é fundamental para garantir capacidade futura e evitar que o crescimento se transforme em gargalo”, finaliza Fassina.

FETCESPA Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de São Paulo foi fundada em 1989 com a finalidade de representar o Transporte Rodoviário de Cargas no Estado de São Paulo junto às autoridades em todos os níveis das administrações pública e privada federal e estadual. Por isso, atua como órgão técnico e consultivo no estudo de soluções de questões ligadas ao transporte. A Federação mantém comissões de trabalho formadas por empresários e assessorias jurídica e técnica especializadas. Os grupos participam de discussões sobre infraestrutura dos transportes, privatização das rodovias, terminais de cargas, tributos nas empresas de transportes, política trabalhista, acidentes no trabalho, roubo e desvio de cargas, multimodalidade, poluição veicular, legislação de trânsito e transporte de produtos químicos (perigosos), entre outros temas

A Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de São Paulo
Grupo Mostra de Ideias

HOJE E O FUTURO. Por Linoel Dias*

“O futuro dependerá daquilo que fizermos no presente”, Mahatma Ghandi

Foto: Sebastião Salgado

Vivemos dias de guerras, inquietação e insegurança em todo o mundo. As pessoas parecem mergulhadas numa dicotomia estressante, ansiosas pelo amanhã, mas incapazes de saborear o agora. Planejam o futuro com mapas e projeções, mas deixam escapar o único tempo que realmente possuem — o presente. Correm tanto atrás do que virá que se esquecem de viver o que já chegou.

É verdade que o futuro, para muitos, dependerá daquilo que fizerem hoje. A semente plantada agora será a colheita de amanhã. No entanto, há uma diferença profunda entre preparar o futuro e ser prisioneiro dele. O primeiro é sabedoria; o segundo é ansiedade.

O grande Criador proclama: “Não vos inquieteis pelo dia de amanhã, porque o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” Não se trata de um convite à irresponsabilidade, mas à confiança. A proposta é viver cada dia com fé, fazendo o melhor possível no presente e entregando o que não controlamos em Suas mãos.

As pessoas felizes aprenderam essa harmonia interior: 
– Olham para o passado com gratidão, pois sabem que cada experiência trouxe aprendizado.
– Vivem o presente com alegria, porque reconhecem nele uma preciosa dádiva. 
– E encaram o futuro com esperança, porque confiam na providência divina.

A felicidade não está em controlar o tempo, mas em confiar no Autor do tempo.

No campo político, por exemplo, é comum vermos, infelizmente, líderes que, ao serem eleitos, já projetam o próximo mandato. Pensam mais no futuro eleitoral e se esquecem das necessidades urgentes do presente. Essa desconexão gera frustração e descrédito. Quando o hoje é negligenciado, o amanhã perde consistência. Não existe futuro sólido construído sobre um presente abandonado.

Filosoficamente, o tempo é um fluxo contínuo. O passado já não pode ser alterado; o futuro ainda não existe; apenas o presente é real. O filósofo conhecido como Santo Agostinho já refletia que o passado vive na memória, o futuro na expectativa, mas o presente é o tempo da ação. É nele que decidimos, amamos, perdoamos, construímos.

Então, como compatibilizar presente e futuro sem tristeza e amargura?

Primeiro, compreendendo que o presente é o terreno onde plantamos. Não devemos viver paralisados pelo medo do amanhã, mas também não devemos desperdiçar o hoje com negligência. O equilíbrio nasce quando fazemos o nosso melhor agora, com consciência, fé e responsabilidade.

Segundo, cultivando gratidão. A gratidão nos liberta da amargura, porque nos faz perceber que já temos muito pelo que agradecer. Quem agradece, vive mais leve.

Terceiro, exercitando a confiança. A fé não elimina os desafios, mas tira o peso da solidão. Quando entregamos o futuro ao Criador da História, deixamos de carregar um fardo que nunca foi nosso.

Hoje é o único tempo onde o amor pode ser demonstrado, onde o perdão pode ser concedido, onde a mudança pode começar. O futuro é consequência.

Se vivermos o presente com propósito, o futuro não será motivo de medo, mas de esperança.

Que possamos aprender a viver o hoje com intensidade, planejar o amanhã com sabedoria e confiar que, acima de tudo, há um propósito maior conduzindo nossos passos.

* Linoel Dias é jornalista e colunista do “Coisas de Agora”

“QUERIA SER UMA MOSQUINHA” ... Por Marli Gonçalves*

Tem horas que adoraria ser uma mosquinha para poder ver e ouvir o que exatamente rola, acontece – ou aconteceu, e de onde só saiu algum resumo muito resumidinho - em algumas salas e reuniões, certos lugares. Descobriria muita coisa, creio que até bem divertida, com toda a minha curiosidade e, claro, experiência onde buscar os fatos.

Aproveitando o clima de Carnaval, de fantasias e devaneios, voltou uma vontade constante que, como pessoa curiosa que sou, sempre, e que gosta de saber como as coisas ocorreram no original, de virar uma mosquinha infiltrada. Olha a fantasia. Não uma mosquinha qualquer, mas uma bem bonitinha, bem apessoada, equipada até com uma luzinha led no bumbum, que aproveitaria para ler documentos, como um vagalume. Não sei se sabem, mas no geral odeio insetos, tenho alergia a picadas e alguns a mim parece que surgem só para nos infernizar, listando aí os cupins no verão e a invasão de formiguinhas domésticas. Só outro dia descobri que essas danadas mais comuns foram nomeadas, talvez mesmo em tempos carnavalescos, sabia? Formiga-Fantasma (aquela quase transparente, só a cabecinha preta, minúscula, perturba, coça e você não acha). Formiga-louca (anda em círculos), Formiga-faraó (será que elas sambam ao som de Ivete Sangalo?). Formiga-carpinteira. Formiga-argentina! (essa não tem humildade). Formiga-caseira-malcheirosa (bem, essa não foi nomeada, foi xingada). Enfim, pode ver que tem alguma dessas aí, perto de você, te olhando. Ou sacaneando.

Acho que muitos insetos, tipo Aedes e baratas, servem só para infernizar nossa vida, embora até entenda que muitos têm funções, digamos “sociais”. Considero especiais bem poucos, como os vagalumes, as joaninhas, as abelhas, os louva-a-Deus, entre eles.  Mas, no meu caso, como mosquinha, que são mais comuns e passam batido, estaria melhor disfarçada e poderia voar até para entrar em gavetas e armários do Poder e que a cada dia parecem guardar mais segredos.

Vê se não concorda: consegue imaginar exatamente o clima de como foi de verdade a reunião dos ministros no Supremo Tribunal Federal, STF, que resolveu, digamos, pedir “gentil e delicadamente”, como estão fazendo supor, ao Ministro Dias Toffoli que se afastasse do cargo de relator no caso do Banco Master, e que a cada dia ferve mais, e com ele na panela?

E lá na Papudinha? Digam sinceramente se não têm curiosidade de saber o que o ex-presidente faz o dia inteiro. Claro, isso quando não está recebendo alguma visita para conspirar. Não sei se lá ainda recebe todas as refeições de fora, temo que com medo de ser envenenado. Ler, que é bom para diminuir a pena, acho difícil. Também fiquei pensando se soltou algum rojãozinho especial ao saber que foi o seu ministro terrivelmente evangélico André Mendonça o sorteado para substituir Dias Toffoli. Esse ano eleitoral realmente vai ser um estouro, os conluios a mil. Como mosquinha poderia saber bem mais para contar a vocês, de tramoias, acordos, conversas, traições, conluios, preços.

Mas mosquinhas também voam pelo mundo, e minha curiosidade se estenderia a pousar no ombro do Trump e do Putin, zumbindo em suas orelhas de vez em quando, esperando até quando todos vamos assistir seus assombros. Imaginam eles na intimidade?

Brincadeiras à parte, é Carnaval. Quando menina pensava só em me fantasiar de havaiana, que sempre achei bonitinho balançar a sainha de palha. Tanto que coleciono aquelas bonecas de havaianinhas que dançam com a luz solar. Mas fazer o quê? A gente cresce, vira jornalista, e tenta de todas as formas descobrir as coisas, na fonte, informar, contar o que acontece e o que pode causar.

Nada melhor mesmo do que ser uma mosquinha. E voar das raquetadas se descoberta.

* Marli GonçalvesJornalista, cronista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano, Coleção Cotidiano, Editora Contexto. (Na Editora e na Amazon). Vive em São Paulo, Capital.  marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br. Foto: @dukskobbi.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

AIR CANADA COMPRA AIRBUS 350-1000 E EXPANDE ATUAÇÃO

Airbus A350-1000 amplia a capacidade de voos de longo alcance e eleva o padrão de conforto a bordo

Air Canada expande seu programa de modernização de frota com a incorporação do Airbus A350-1000, aeronave de corredor duplo de última geração. A companhia confirmou a encomenda de oito unidades, além de direitos de compra para outras oito aeronaves do mesmo modelo. As entregas estão previstas para começar no segundo semestre de 2030.

Equipado com motores Rolls-Royce XWB97 e fabricado com materiais mais leves. Segundo estimativas da Airbus, o Airbus A350-1000 pode reduzir em até 25% o consumo de combustível em relação à geração anterior de aeronaves. O modelo possui alcance potencial aproximado de 9.000 milhas náuticas.

A cabine de corredor duplo é anunciada pela fabricante como a mais silenciosa disponível atualmente. A aeronave foi projetada para operar com pressurização equivalente a 6.000 pés de altitude, reduzindo o impacto no organismo, minimizando o jet lag e proporcionando uma experiência de viagem mais confortável. O A350-1000 contará o novo padrão de cabine da Air Canada, que será introduzido ainda este ano em outros equipamentos.

Esta aquisição soma-se às 14 aeronaves Boeing 787-10 Dreamliner previstas para entrar em operação no decorrer de 2026. Nos próximos meses, a Air Canada também receberá a primeira das 30 aeronaves Airbus A321XLR encomendadas.

A companhia segue ainda com as entregas do Airbus A220, montado no Canadá, restando 23 aeronaves de um pedido firme de 65 unidades. Além disso, cinco aeronaves Boeing 737 MAX adicionais, arrendadas, devem entrar em operação em 2026.

Todos esses modelos serão incorporados com o novo padrão de cabine de próxima geração da Air Canada, incluindo melhorias em conectividade e sistemas de entretenimento a bordo.

“A aquisição do Airbus A350-1000 reforça a posição da Air Canada como uma das principais companhias aéreas globais na próxima década. Essa aeronave de última geração adiciona uma nova dimensão às nossas operações de longo curso, com alcance impressionante, maior capacidade de carga e eficiência operacional comprovada, ampliando as possibilidades de conectividade para nossos clientes”, afirma Mark Galardo, Vice-Presidente Executivo, Chief Commercial Officer e Presidente da Air Canada Cargo. “Essas aeronaves complementam nossa frota atual, proporcionando flexibilidade para sustentar uma malha aérea crescente, resiliente e diversificada. O Airbus A350-1000 terá papel central na nova era da Air Canada, conectando nossos clientes, nossos hubs e o Canadá ao mundo.”

Segundo John Di Bert, Vice-Presidente Executivo e Chief Financial Officer da Air Canada, a aquisição representa um investimento estratégico de longo prazo. “Essas aeronaves proporcionarão maior eficiência de custos, confiabilidade operacional aprimorada e competitividade em nossa rede global. Seus materiais mais leves e motores avançados garantem redução significativa no consumo de combustível em comparação às aeronaves da geração anterior, contribuindo para nossos objetivos financeiros e ambientais”, destaca. O executivo acrescenta que o pedido está alinhado à estratégia de alocação de capital da companhia, que busca manter investimentos em capital iguais ou inferiores a 12% das receitas.

A Air Canada é a maior companhia aérea do Canadá e a transportadora de bandeira do país. É membro fundador da Star Alliance, a mais abrangente aliança global de companhias aéreas. Com voos regulares para mais de 180 aeroportos no Canadá, nos Estados Unidos e em destinos internacionais, a companhia atende os seis continentes e conta com a classificação Quatro Estrelas da Skytrax.

Air Canada

Recentemente, a Air Canada anunciou a maior expansão de sua malha aérea para a América Latina, com a introdução de quatro novos destinos, 13 rotas inéditas e um aumento de 16% na capacidade, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Única companhia aérea a operar voos diretos entre o Brasil e o Canadá, a empresa trouxe novidades para o mercado brasileiro: além das rotas já operadas entre São Paulo e as cidades de Toronto e Montreal, a Air Canada lançou um voo direto entre o Rio de Janeiro e Toronto.

O Aeroplan, principal programa de fidelidade de viagens do Canadá, permite que seus membros acumulem e resgatem pontos na maior rede global de companhias aéreas parceiras. Já a Air Canada Vacations oferece mais opções de viagem do que qualquer outro operador turístico canadense. A divisão de cargas, Air Canada Cargo, fornece transporte aéreo de mercadorias e conectividade para centenas de destinos nos seis continentes, utilizando tanto aeronaves de passageiros quanto cargueiros dedicados.

A Air Canada mantém um firme compromisso com a sustentabilidade, com a meta de zerar suas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050. Para mais informações, consulte o relatório climático da companhia, elaborado conforme as recomendações da TCFD. As ações da Air Canada são negociadas publicamente na TSX (Canadá) e na OTCQX (Estados Unidos).

Air Canada
VBRA

THIAGO MARQUES É O NOVO HEAD DE MARKETING E PRODUTO DA MG MOTOR BRASIL

Executivo tem como objetivo consolidar o posicionamento da MG Motor no mercado brasileiro e reforçar os diferenciais de inovação, esportividade e legado britânico da marca aos brasileiros

Thiago Marques

A MG Motor Brasil anuncia a chegada de Thiago Marques como seu novo Head de Marketing e Produto. Com uma trajetória de sucesso, mais de 18 anos de experiência na indústria automotiva e em grandes corporações, Marques assume o desafio de consolidar a marca no mercado brasileiro e intensificar a conexão da MG com o público nacional.

A chegada do executivo ocorre em um momento chave e de expansão para a companhia. A MG Motor não apenas busca ampliar sua presença no Brasil, mas também inicia no fim desse ano a montagem no país, um marco que reforça seu compromisso de longo prazo e sua visão de um crescimento sustentável no mercado brasileiro. Tornar a marca ainda mais conhecida e próxima do público, conquistando a confiança dos brasileiros, é um dos objetivos centrais de sua gestão.

"A MG tem um potencial imenso e se diferencia por seu legado britânico de paixão, design, DNA esportivo e ousadia, impulsionada pela força global e inovação da SAIC Motor. Meu objetivo é traduzir isso em uma conexão profunda com o público brasileiro, mostrando que a MG Motor é sinônimo de tecnologia, esportividade, confiança e uma experiência automotiva diferenciada, especialmente na era da mobilidade elétrica. Estamos aqui para construir uma história duradoura com o consumidor brasileiro", declara Thiago.

O executivo possui um sólido histórico em marketing, produto e branding, com atuação consistente no fortalecimento de marcas e na construção de estratégias integradas de comunicação e negócio. Ao longo de sua carreira, ocupou posições estratégicas em renomadas empresas como Hyundai Motor Brasil, Jaguar Land Rover, Renault, Caoa Chery, PSA Peugeot Citroën e Omoda & Jaecoo, além de ter iniciado sua jornada na Embraer.

Sua vasta expertise abrange gestão de campanhas de marketing, relações públicas, eventos, marketing de produtos, operações de vendas, gestão de rede de concessionárias e planejamento estratégico, incluindo estratégia de preços. Um de seus principais focos é, junto às equipes, construir e desenvolver campanhas e marcas que gerem valor significativo para a companhia e que ressoem positivamente no mercado.

O executivo é graduado em Marketing pela Universidade Paulista, possui Especialização em Business Management pela University of Sydney (Austrália) e MBA em Gestão de Marketing pela Faculdade Pitágoras, o que complementa sua experiência prática com uma robusta formação acadêmica.

A MG Motor é uma marca britânica com mais de um século de tradição. Combinando design moderno, engenharia avançada, tecnologia de ponta e inovação, a MG Motor oferece veículos que se destacam no mercado global. A MG faz parte do grupo SAIC Motor, um dos maiores conglomerados automotivos do mundo e responsável pelas vendas de 4,507 milhões de unidades globalmente em 2025. Clique aqui, acesse o site e saiba mais

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