domingo, 26 de abril de 2026

AGRONEGÓCIO: GOVERNO ANUNCIA R$ 10 BILHÕES PARA MODERNIZAÇÃO DO CAMPO E AVANÇA NA RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS RURAIS

Além da nova modalidade de crédito para máquinas e equipamentos agrícolas, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou, na Agrishow, que o governo prepara programa para renegociação da dívida rural

Alckmin destacou que a nova linha de R$ 10 bilhões em crédito para modernização de máquinas e implementos agrícolas segue a trajetória de sucesso do MOVE Brasil para renovação da frota de caminhões, lançado em janeiro deste ano - Foto: Cadu Gomes/VPR

Na abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), neste domingo (26), o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou uma nova linha de R$ 10 bilhões em crédito do MOVE Brasil para modernização de máquinas e implementos agrícolas, além de antecipar que o governo prepara um programa de renegociação de dívidas rurais, para ampliar a capacidade de investimento e a competitividade do setor.

"São R$ 10 bilhões para financiar trator, implementos, colheitadeiras, toda a parte de máquinas agrícolas. Pela própria Finep diretamente ou pelos parceiros: cooperativas, bancos privados e o Banco do Brasil. Em três semanas, a gente vai ter R$ 10 bilhões com juros bem mais baixos para poder financiar a modernização e a troca de máquinas e equipamentos”, destacou Geraldo Alckmin.

A medida segue a trajetória de sucesso do MOVE Brasil para renovação da frota de caminhões, lançado em janeiro deste ano. “Nós tínhamos feito 10 bilhões de crédito, com juros mais baixos, para a venda de caminhões. E o sucesso foi tão grande que acabou em 60 dias, foi esgotado o crédito. Então estamos lançando um outro MOVE Brasil, MOVE Agricultura, voltado a tratores, implementos agrícolas, semeadeiras, plantadeiras, como aqui, colheitadeiras, enfim, toda a parte agrícola”, afirmou Alckmin.

O vice-presidente também anunciou que o governo vai avançar na renegociação das dívidas do setor, contemplando produtores inadimplentes e adimplentes . “O governo vai tratar dessa questão. Para quem está inadimplente e até para quem está adimplente, vai ter um empenho na renegociação das dívidas”, declarou.

Inovação

Durante o evento, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, ressaltou o compromisso com a tecnificação e mecanização do agronegócio. “Nós temos travado o grande desafio que é promover a mecanização e a tecnificação das propriedades agrícolas da Agricultura Familiar. E isso só tem sido possível porque a gente tem ao nosso lado um setor industrial que está ativo, olha o tempo inteiro para as necessidades dessa agricultura de pequena escala, que produz a variedade dos alimentos que chega às nossas mesas”, disse.

Acordo

Já o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, pontuou que o setor vai crescer ainda mais com a entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia. “No dia 1º de maio, nós vamos ter a alegria de ver entrar em vigência o acordo Mercosul-União Europeia, que vai beneficiar muitos dos produtos agropecuários. No meu estado [Pernambuco], por exemplo, a fruticultura está em festa. No caso das uvas, vamos deixar de pagar uma tarifa de 12% e vamos passar a ter tarifa zero. Esse é um esforço muito grande, que eu tenho certeza absoluta, que nos ajuda bastante a avançar construindo um agro cada vez mais forte”, afirmou.

Crédito

A nova modalidade do MOVE Brasil prevê a disponibilização de linha de financiamento de R$ 10 bilhões com recursos do superávit do FNDCT, gerenciada pela Finep, destinada à modernização do maquinário agrícola, com foco em conteúdo nacional, inovação e pesquisa e desenvolvimento (P&D). A nova linha estará disponível em 20 a 30 dias e será operada diretamente pela Finep e, também, pelas instituições financeiras a ela credenciadas.

Pela primeira vez, as cooperativas do setor agrícola terão acesso direto a crédito da Finep para financiar máquinas e equipamentos, implementos e agricultura digital. São exemplos: cultivadores motorizados, tratores, pulverizadores, colheitadeiras, adubadeiras, sementadeiras, entre outros. A captação de recursos do FNDCT permite à Finep oferecer condições mais vantajosas para o financiamento de projetos de inovação da cadeia agroindustrial nacional.

A nova linha amplia a estratégia do Governo do Brasil de impulsionar investimentos produtivos com crédito em condições mais acessíveis. Mais do que financiamento, o MOVE Brasil para máquinas e implementos agrícolas articula agro, indústria e inovação, promovendo ganhos de produtividade, redução de custos operacionais e fortalecimento da competitividade brasileira.

Estratégia integrada

O MOVE Brasil para máquinas e equipamentos agrícolas atua de forma complementar e estratégica junto a outras políticas de sucesso do Governo do Brasil. Enquanto a nova linha financia o investimento estrutural em maquinário, o Plano Safra 2025/2026, o maior da história do país, garante o capital necessário para a produção, com volumes recordes de R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 89 bilhões para a agricultura familiar. A combinação entre crédito para investimento e financiamento da produção fortalece a capacidade produtiva do campo brasileiro e amplia a escala de competitividade do setor.

Expansão histórica

O lançamento ocorre em um momento de forte expansão do agronegócio brasileiro.

Desde 2023, o Brasil abriu 600 novos mercados internacionais para produtos agropecuários, o maior avanço da história, ampliando destinos e reduzindo a vulnerabilidade a oscilações externas.

Em 2025, o agronegócio registrou US$ 169,2 bilhões em exportações, maior valor da série histórica, respondendo por 48,5% de tudo o que o Brasil exportou no ano. Em fevereiro de 2026, o setor alcançou US$ 12,05 bilhões, o melhor resultado já registrado para o mês.

Na produção, a safra nacional de grãos atingiu 346,1 milhões de toneladas em 2025, recorde histórico absoluto. Para o ciclo 2025/2026, a projeção é alcançar até 356,3 milhões de toneladas, segundo estimativas da Conab.

Governo Federal
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
FSB Comunicação

AGRISHOW: TIMBER LANÇA DRONE COM O MAIOR TANQUE DO BRASIL

Unidade de negócios do Grupo Timber evolui a partir de parceria estratégica com a Ceres Air e chega ao mercado com três modelos no portfólio

O Grupo Timber inicia uma nova fase de atuação no agronegócio e anuncia, durante a Agrishow 2026, o lançamento da Timber Agriculture With Ceres Air, unidade de negócios voltada a soluções para este setor. O movimento é impulsionado pelo início da parceria com a Ceres Air, empresa especializada em soluções voltadas à agricultura de precisão, e incorpora à operação uma nova geração de drones de alta capacidade, eficiência operacional e tecnologia avançada para o campo. Os modelos se destacam pela elevada capacidade de carga, maior volume de aplicação e recursos avançados de precisão, oferecendo ganhos expressivos de produtividade.

Drones AT150 e AT70 têm capacidade de aplicação de até 40 litros por minuto

“A Timber Agriculture permanece sustentada por uma base sólida e consolidada do Grupo. Com presença nacional, estrutura de pós-venda, equipe técnica especializada e capacidade de treinamento em campo, nosso objetivo é entregar ao produtor rural uma solução completa, que vai além do produto e abrange suporte, capacitação e acompanhamento operacional”, afirma Patrick Chiabotto, gerente comercial da Timber Agriculture.

O portfólio inicial contempla três modelos, com diferentes níveis de capacidade e aplicação, atendendo desde operações de menor porte até demandas de alta produtividade no campo. Entre os destaques está o drone com maior capacidade disponível no Brasil, com tanque líquido de até 150 litros, desenvolvido para operações de grande escala e alta produtividade, capaz de cobrir, em média, até 8 hectares por voo.

Trata-se do modelo topo de linha, AT150, que se destaca também pela elevada taxa de vazão e espalhamento, com capacidade de aplicação de até 40 litros por minuto. O equipamento permite reduzir o tempo de operação no campo, ampliando a produtividade por hectare e a eficiência no uso de recursos.

Na faixa intermediária, o AT70 equilibra capacidade e versatilidade. O modelo possui tanque de pulverização de 70 litros, capacidade de armazenamento de até 100 litros para sólidos e vazão de até 40 L/min. O modelo é indicado para diferentes culturas e fases da operação agrícola.

Já o AT25 compõe a base do portfólio, sendo uma solução mais leve, ágil e de operação simplificada. Com capacidade de 25 litros para líquidos e 30 litros para sólidos, o modelo atende operações menores ou complementares, garantindo eficiência e flexibilidade para o produtor.

Tecnologia embarcada para ampliar precisão e segurança

Os drones do portfólio da Timber Agriculture incorporam tecnologias voltadas ao aumento da precisão e eficiência no campo. Entre os destaques está o uso de sensoriamento remoto por LiDAR, que permite o mapeamento tridimensional do terreno, garantindo melhor adaptação ao relevo e maior eficiência na aplicação de insumos.

A operação é complementada por sensores e radares capazes de identificar obstáculos e interpretar o ambiente em tempo real, aumentando a estabilidade de voo e reduzindo riscos durante a aplicação, conciliando com os recursos modernos de IA. Esses recursos contribuem diretamente para maior segurança, consistência operacional e redução de falhas.

Outro diferencial está na arquitetura tecnológica dos equipamentos. Os drones da Timber With Ceres Air operam com infraestrutura de dados e armazenamento em nuvem baseada nos Estados Unidos, o que garante maior velocidade de comunicação, estabilidade de conexão e eficiência nas atualizações de software.

Essa arquitetura tecnológica, baseada em infraestrutura de dados e armazenamento em nuvem nos EUA, reduz riscos associados a falhas de atualização, um ponto crítico em operações agrícolas, e assegura maior confiabilidade durante o uso, além de contribuir para maior precisão de posicionamento e desempenho geral do sistema.

Estrutura de suporte e atendimento

A unidade de negócio Timber Agriculture complementa o mercado combinando tecnologia embarcada com uma estrutura completa de atendimento ao cliente. A empresa disponibiliza treinamento técnico em campo para operadores, suporte contínuo durante a operação, manutenção especializada e disponibilidade de peças com agilidade.

Com mais de 50 pontos de atendimento distribuídos pelo país, a companhia garante capilaridade nacional e proximidade com o produtor, assegurando resposta rápida e suporte eficiente em diferentes regiões agrícolas.

“O lançamento da Timber Agriculture With Ceres Air representa a evolução da atuação do Grupo Timber no setor agrícola, conectando nossa experiência em mecanização e mobilidade com as novas demandas por agricultura digital, eficiência operacional e produtividade”, afirma Chiabotto. “A iniciativa reforça nosso compromisso com inovação e posiciona o Grupo Timber como um player relevante na transformação tecnológica do agronegócio brasileiro”.

O Grupo Timber atua há mais de 20 anos como referência nacional em soluções para mecanização e mobilidade nos setores florestal, agrícola, construção, mineração, energia e movimentação de materiais. Reconhecido pela oferta de tecnologia de ponta e excelência em suporte técnico, o Grupo combina portfólio diversificado, atendimento especializado e ampla cobertura regional. Atualmente, o Grupo Timber representa players globais como Ponsse, Sany, Fuchs, Plantma, XAG, Falcon Forestry, Veriga, Risutec e, mais recentemente, a Riddara, ampliando sua atuação para o mercado de veículos elétricos. Com filiais estrategicamente distribuídas em cinco estados brasileiros, o grupo se destaca pela proximidade com o cliente, eficiência operacional e foco em inovação. Para mais informações, clique aqui e acesse o site

Rodoparaná - É uma empresa brasileira com mais de duas décadas de atuação, que reúne a Rodoparaná Implementos Rodoviários e o Grupo Timber, com presença consolidada em diferentes segmentos estratégicos da economia. Por meio da Rodoparaná Implementos Rodoviários, atua como único distribuidor autorizado da Randon no Estado do Paraná, oferecendo soluções completas em vendas, pós-vendas e manutenção de implementos rodoviários, com matriz em Curitiba e filiais em Cascavel, Marialva e Ponta Grossa, além de desempenhar papel relevante no desenvolvimento logístico e econômico do estado ao longo de sua trajetória. Já o Grupo Timber amplia a atuação do Grupo Rodoparaná em âmbito nacional, com foco em soluções para mecanização e mobilidade nos setores florestal, agrícola, construção, mineração, energia e movimentação de materiais, destacando-se pela oferta de tecnologia de ponta, excelência em suporte técnico e pela representação de marcas globais como Ponsse, Sany, Fuchs, Plantma, Farizon, XAG, Falcon Forestry, Veriga, Risutec e Riddara.. Para mais informações clique aqui e acesse o site

Textofinal de Comunicação Integrada

sábado, 25 de abril de 2026

GEBRÜDER WEISS ABRE CENTRO DE LOGÍSTICA E TI EM VORARLBERG

Investimento de cerca de 100 milhões de euros impulsiona as cadeias de suprimentos e a região

Com um simbólico "momento de alarme", o CEO da Gebrüder Weiss, Wolfram Senger-Weiss, o governador de Vorarlberg, Markus Wallner, e a prefeita de Wolfurt, Angelika Moosbrugger, inauguraram o novo Centro de Logística e TI de Vorarlberg nesta sexta-feira, 24 de abril. Trata-se de um dos projetos de construção mais importantes da história da empresa. 

e/d: Markus Wallner, governador de Vorarlberg; Wolfram Senger-Weiss, CEO da Gebrüder Weiss; e Angelika Moosbrugger, prefeita de Wolfurt; acionaram o "botão de alarme" que marcou a inauguração do novo Centro de Logística e TI de Vorarlberg.

Diante de cerca de 250 convidados dos setores empresarial e político, paletes especialmente projetados, contendo presentes, foram retirados do armazém totalmente automatizado – literalmente com o toque de um botão – e apresentados aos convidados no palco.

Em seu discurso de abertura, Senger-Weiss enfatizou a importância da nova localização, cujo propósito estratégico é proporcionar processos eficientes e crescimento a longo prazo. "O Centro de Logística e TI representa um passo fundamental para nossa organização. Estamos fazendo esse investimento plenamente conscientes do cenário econômico desafiador; estamos criando uma infraestrutura projetada para décadas", afirmou o CEO. "A estreita integração entre TI e logística nos permite aprimorar ainda mais os processos-chave, tornando as cadeias de suprimentos ainda mais transparentes e seguras para nossos clientes."

A expansão reforça simultaneamente a localização de Vorarlberg e seu status como um importante entroncamento para o fluxo internacional de mercadorias. Na cerimônia de inauguração, o Governador Wallner destacou as implicações do projeto para a região: "Este investimento é um claro compromisso com Vorarlberg como um polo empresarial. A logística de alta capacidade é vital para nossa economia voltada para a exportação e fortalece a competitividade de nossas indústrias no mercado global."

Localização integrada com otimização do espaço

O Centro de Logística e TI oferece uma área total de aproximadamente 31.000 metros quadrados e seu projeto segue rigorosamente um conceito holístico. As seções de logística, escritórios e tecnologia estão dispostas verticalmente, facilitando o uso eficiente dos escassos recursos de terreno disponíveis na região do Vale do Reno, na Áustria. Em termos de funcionalidade, ele se compara a uma área logística convencional consideravelmente maior, porém com uma área ocupada muito menor.

O novo Centro de Logística e TI Vorarlberg, formado pelo armazém, à esquerda; e o edifício de escritórios, à direita; está entre os maiores projetos de construção da história de Gebrüder Weiss

Além do armazém vertical automatizado com capacidade para 68.000 paletes, o centro também inclui um armazém manual e um edifício de escritórios de três andares para cerca de 400 funcionários. Este edifício abriga a unidade central de TI da Gebrüder Weiss, juntamente com funcionários da logística e de outros departamentos. O complexo, portanto, funciona como um campus integrado que estreita os laços entre suas diversas funções, acelerando a otimização dos processos.

Automação: a plataforma para processos de alto desempenho

Com seus 13 vãos, o armazém de 34 metros de altura forma o coração do complexo. Seu sistema intralogístico totalmente integrado controla o fluxo de mercadorias de forma independente. Até 160 paletes podem ser armazenados e até 200 paletes podem ser retirados por hora, tornando o centro uma das maiores instalações totalmente automatizadas da Europa.

Trinta e três veículos autônomos de transporte aceleram o armazenamento e recuperação de paletes no armazém de alta altura

Tecnologias autônomas de armazenamento e recuperação, veículos de transporte sem motorista e equipamentos de movimentação de materiais guiados digitalmente são alguns dos elementos presentes nesse ambiente. Mesmo antes do início da construção, todo o sistema foi simulado e otimizado utilizando um gêmeo digital. No entanto, as pessoas ainda desempenham papéis fundamentais: os funcionários monitoram e gerenciam os processos, intervindo quando necessário.

"A automação e os sistemas baseados em dados são componentes cruciais das cadeias de suprimentos, mantendo-as estáveis ​​e funcionando com eficiência mesmo em condições instáveis. Eles aumentam a velocidade e a transparência dos processos. Mas, no final, o ser humano ainda está no comando, verificando os processos e assumindo a responsabilidade", comenta Senger-Weiss.

Escolha estratégica da localização e métodos de construção sustentáveis

A principal vantagem da localização é a proximidade com o terminal de cargas de Wolfurt, o que permite a integração eficiente dos transportes rodoviário e ferroviário, contribuindo para a redução das emissões e do congestionamento do tráfego. Ao mesmo tempo, os clientes da Gebrüder Weiss beneficiam-se da localização que, por estar próxima das fronteiras com a Áustria, Suíça, Liechtenstein e Alemanha, constitui um ponto de convergência e interface para os principais fluxos de mercadorias europeus.

Sistemas fotovoltaicos foram instalados no armazém, à esquerda; e no prédio de escritórios, à direita

A sustentabilidade também foi levada em consideração tanto na construção quanto na operação do campus. Por exemplo, foi utilizado concreto com emissão reduzida de CO₂; sua produção libera cerca de 35% menos dióxido de carbono do que a de materiais tradicionais. O conceito energético é complementado por um sistema fotovoltaico que gera cerca de 1,5 megawatts de potência de pico, vegetação no telhado e infraestrutura inicial de recarga para veículos elétricos.

Um marco na história da empresa

Com um investimento total de aproximadamente 100 milhões de euros, o Centro de Logística e TI torna-se parte integrante da estratégia de longo prazo da Gebrüder Weiss para o local e o crescimento da empresa.

"Mas este projeto de construção representa mais do que uma nova etapa na evolução da nossa organização", afirma Senger-Weiss. "Aqui, estamos consolidando os fluxos de mercadorias de toda a indústria exportadora da região e fornecendo uma plataforma de lançamento para sua distribuição mundial. Ao integrar a capacidade logística com tecnologia de automação de ponta, proporcionaremos maior eficiência e transparência para nossos clientes, multiplicando, assim, a competitividade da região."

Os padrões logísticos e técnicos aplicados neste projeto servirão de modelo para futuras expansões do local. Um terminal logístico automatizado adicional está sendo planejado na unidade suíça em Pratteln, perto de Basileia, e será baseado nesse modelo.

Centro de Logística e TI de Vorarlberg

Localização: Zona Industrial Hohe Brücke, Wolfurt, Vorarlberg, Áustria
Investimento: Aproximadamente 100 milhões de euros
Período de construção: abril de 2024 – fevereiro de 2026

Espaço e capacidade

  • Área total: 30.800 m²
  • Área logística: 24.000 m²
  • Empregos: aproximadamente 400
  • Integra, pela primeira vez, as divisões de logística, TI e corporativas centrais em um único local.

Tecnologia e automação

  • Armazém vertical de grande altura: 34 metros de altura, capacidade para 68.000 paletes.
  • Sistemas intralogísticos automatizados em operação: 13 sistemas automáticos de armazenamento e recuperação, 33 veículos de transporte autônomos.
  • 8 estações de separação de pedidos com mesas elevatórias e abaixadoras e outros equipamentos de elevação.

Localização e ligações de transporte

  • Nas imediações do terminal de carga de Wolfurt, existe uma ligação combinada entre estrada e ferrovia.
  • Localizada perto da confluência de quatro países europeus, próxima das principais rotas de transporte da Europa Central.

Sustentabilidade

  • Concreto de baixo carbono (-35% de emissões)
  • O sistema fotovoltaico de 1,5 MWp supre grande parte das necessidades de eletricidade da própria empresa.
  • Projetos de plantio em telhados e de biodiversidade (ex.: apicultura)
  • Infraestrutura de carregamento para veículos elétricos
  • O tanque do sistema de irrigação também funciona como reservatório de calor.
  • Subsídios para transporte público, sem estacionamentos extensos.

>>> Fotos: Darko Todorovic | Gebrüder Weiss | Divulgação

A Gebrüder Weiss Holding AG, com sede em Lauterach, Áustria, é uma provedora global de serviços logísticos completos, com cerca de 8.600 funcionários em 180 localidades próprias. A empresa gerou receitas de 2,73 bilhões de euros em 2025. Seu portfólio abrange soluções de transporte e logística, serviços digitais e gestão da cadeia de suprimentos. A combinação de competências digitais e físicas permite que a Gebrüder Weiss responda com rapidez e flexibilidade às necessidades dos clientes. A organização familiar – com uma história que remonta a mais de meio milênio – implementou uma ampla gama de iniciativas ambientais, econômicas e sociais. Hoje, também é considerada pioneira em práticas comerciais sustentáveis. Clique aqui e visite o site 

Gebrüder Weiss

SOBRE COMEÇOS E AS PEQUENAS MANIAS. Por Marli Gonçalves*

Cada maluco com suas manias. Tenho as minhas, você deve ter outras que talvez até nem reconheça, não ao menos publicamente. Estão em nosso cotidiano, e de algumas não nos separamos nunca.

Já vi manias darem, sim, contudo, em separação até de casais. Por causa delas, as manias, arrumamos brigas, fechamos a cara, fazemos birra até que possamos ser atendidos, muitas vezes, maioria, bobagens, como ser o primeiro a entrar numa festa para ver todos chegando, ou nunca ser o primeiro, para poder causar ao chegar. Lado da cama. Lugar na mesa. Hora disto ou daquilo. Ciúmes das coisas mais bobas. Superstições incrustadas, do isso pode dar azar, ou crença no que acredita que trará sorte. Não deixar sapato virado, nem meias ao contrário. Manias às vezes viram hábitos, coisas de foro tão íntimo que imperceptíveis porque as tornamos naturais. E ai de quem quiser questioná-las. Que nem sejam apontadas, melhor. Um conselho que pode contribuir para a paz no mundo. Mania é mania, gosto é gosto. Cada um com os seus, liberdade para as borboletas, que inclusive acho que andam meio sumidas da natureza.

Há uns três anos encafifei com uma coxinha e aquele seu formato que nos obriga sempre a tomar a séria decisão de por onde começar, pela parte gordinha até a base, ou pela pontinha até chegar à área mais rechonchuda, recheada. Até escrevi sobre isso, perguntando a vocês, queridos leitores, por onde começavam a mordiscar. Começos, a ordem e a forma podem até ser manias. Como boa geminiana, ao menos neste caso da coxinha sou imparcial – ora mordo pela pontinha, ora pela parte de cima.

Pensando nesses começos todos refleti sobre a quantidade de decisões que diariamente tomamos. Do acordar ao fim do dia. Você acorda, levanta e já sai andando ou se estica todo antes de largar o quentinho da cama? No banheiro, olha a cara no espelho ou evita para não tomar choque de realidade? Escolhe a roupa de sair no dia anterior ou na hora? Começa por onde? Tem uma ordem que cumpre rigorosamente? Parte de baixo, parte de cima? Combina tudo ou escolhe uma peça e as outras circulam ao redor, como satélites? Prova um monte ou é uma daquelas pessoas decididas (e um pouco irritantes, ao meu ver) que estão sempre de alguma forma iguais, ou que mantêm os guarda-roupas impecáveis, cor com cor, coisa com coisa, tipo aquele inesquecível closet do filme “As Patricinhas de Beverly Hills” (1995)?

Escrever também é coisa que precisa sempre de começo, além da vontade. De alguma provocação. Imaginação. Crônicas dependem também da disposição de se expor pessoalmente, contando casos, visões, registros. Escolher tema é tarefa árdua. Ontem mesmo, no lançamento de “Casos e Causos, A trajetória de um Defensor”, livro do grande amigo e respeitado advogado criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, prefaciado pelo absoluto e genial outro amigo e escritor Ignácio de Loyola Brandão, não resisti em lhe perguntar como fazia, onde buscava sua inspiração para as crônicas perfeitas. A resposta, com aquele sorriso que lhe é peculiar, foi rápida: “Basta começar”.

Foi o que fiz. Taí.

* Marli GonçalvesJornalista, cronista, consultora de comunicação, 
editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano, 
Coleção Cotidiano, Editora Contexto. (Na Editora e na Amazon). 
Vive em São Paulo, Capital.  
marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

PACIÊNCIA: UMA VIRTUDE QUASE ESQUECIDA. Por Linoel Dias*

Imagem: IA Copilot Microsoft 365
“Quem cultiva a paciência no trânsito evita ser paciente no hospital”
 (Sabedoria Popular)

Vivemos em um mundo tão apressado e agitado que, à primeira vista, parece até insano falar sobre paciência. Praticamente, em todos os nichos de atuação da humanidade, de A a Z, tudo é urgente, imediato, instantâneo. Claro, quando há vontade política... As respostas precisam ser rápidas, os resultados devem ser visíveis agora, e o tempo — que deveria ser nosso aliado — tornou-se um adversário implacável. Nesse cenário, a paciência parece uma virtude esquecida, quase fora de moda.

Mas talvez seja justamente por isso que ela se torna ainda mais necessária.

A paciência não é passividade, nem fraqueza. Ao contrário, é uma das mais elevadas formas de autocontrole. É a capacidade de permanecer firme quando tudo ao redor pressiona por reação imediata. É saber esperar sem desespero, agir sem precipitação e confiar mesmo quando não se vê claramente o caminho.

Ser paciente é compreender que a vida tem ritmos próprios. Assim como a natureza não antecipa suas estações, também nós não podemos apressar certos processos sem comprometer seus frutos. Há sementes que precisam de tempo no silêncio da terra antes de germinar. Há aprendizados que só amadurecem com a experiência. Há respostas que chegam apenas quando estamos prontos para compreendê-las.

A impaciência, muitas vezes, nasce do desejo de controle absoluto — querer que tudo aconteça do nosso jeito e no nosso tempo. Porém, a paciência nos ensina a humildade de reconhecer que nem tudo está em nossas mãos. Ela nos convida a confiar: em Deus, no tempo, na vida.

Nos momentos de dificuldade, a paciência se revela como força silenciosa. É ela que nos sustenta quando as respostas não vêm, quando os caminhos parecem fechados, quando o coração se inquieta. É ela que impede decisões precipitadas, palavras impensadas e atitudes das quais poderíamos nos arrepender.

Espiritualmente, a paciência é um exercício de fé. É acreditar que, mesmo na demora, há propósito. Que, mesmo no silêncio, há cuidado. Que, mesmo na espera, algo está sendo preparado — dentro de nós e ao nosso redor.

Paulo, o apóstolo, é enfático: “Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação, perseverai em oração” – Romanos 12:12

Talvez o maior desafio não seja esperar, mas esperar com serenidade. Não apenas suportar o tempo, mas viver o tempo com confiança e paz. Porque quem aprende a ser paciente descobre que a pressa nem sempre leva mais longe — e que os melhores frutos da vida raramente são colhidos às pressas.

Cultivar a paciência é, portanto, cultivar a sabedoria. É aprender a respirar antes de reagir, a refletir antes de agir e a confiar antes de desistir.

No fim, a paciência não apenas transforma circunstâncias — ela transforma, sobretudo, o coração de quem aprende a praticá-la.

* Linoel Dias é jornalista e colunista do “Coisas de Agora”

sexta-feira, 24 de abril de 2026

DHL SUPPLY CHAIN EXPANDE SOLUÇÃO E INAUGURA CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO PARA E-COMMERCE EM CAJAMAR (SP) E BRASÍLIA (DF)

Os armazéns têm como foco clientes pequenos e médios em crescimento e fazem parte da expansão do DHL Fulfillment Network (DFN)

A operação de Cajamar (SP) tem área inicial de aproximadamente
5.000 m², com potencial de expansão para até 15.000 m²

A DHL Supply Chain, líder global em armazenagem e distribuição, inaugura dois novos centros de distribuição voltados a operações de e-commerce, localizados em Cajamar (SP) e Brasília (DF). Os armazéns multicliente integram a expansão do DHL Fulfillment Network (DFN), solução logística colaborativa que reúne serviços de armazenagem, separação de pedidos e distribuição para varejistas online.

O investimento ocorre em um momento de forte avanço do e-commerce no Brasil, com aumento do número de consumidores online e maior participação dos canais digitais nas vendas do varejo. Esse cenário tem levado pequenos e médios varejistas a buscar operadores logísticos capazes de garantir prazos competitivos, gestão eficiente de estoques e capacidade para acompanhar picos de demanda sem comprometer o fluxo de caixa.

A operação de Cajamar conta com área inicial de aproximadamente 5.000 m², com potencial de expansão para até 15.000 m². O DFN já estava presente em Barueri (SP), Extrema (MG) e Serra (ES) e passa a somar cinco operações no país com as novas unidades. Além disso, o CD de Cajamar está localizado ao lado dos centros de distribuição de grandes marketplaces e próximo à capital paulista, o que agiliza o abastecimento dessas plataformas e melhora o atendimento ao consumidor do Sudeste. Em Brasília, a estrutura amplia a cobertura na região Centro-Oeste e atende demandas fiscais e operacionais locais.

Com o DFN, a DHL oferece aos varejistas acesso a um padrão logístico equivalente ao das grandes empresas, com tecnologia de gestão de pedidos, integração com marketplaces e distribuição nacional. O modelo permite ainda que as marcas cresçam de forma segura, sem riscos operacionais e sem necessidade de investimentos próprios em infraestrutura, transformando custos fixos em variáveis e garantindo mais eficiência ao negócio.

“A ampliação do DHL Fulfillment Network para novas regiões fortalece nossa cobertura nacional e aumenta a capacidade de processamento e distribuição para o e-commerce.Com essa expansão, conseguimos aproximar os estoques dos principais mercados consumidores, reduzir prazos de entrega, oferecer mais eficiência aos pequenos e médios varejistas, mantendo o padrão operacional em todas as unidades e assegurando nível de serviço compatível com a expectativa do consumidor digital”, comenta José Mattos Alvarado, Diretor de Operações na DHL Supply Chain Brasil.

O DHL Fulfillment Network opera em formato transacional, no qual o cliente paga apenas pelos serviços utilizados. A proposta atende empresas em fase de expansão que precisam ganhar escala rapidamente, acelerar entregas e profissionalizar a operação logística. As novas unidades reforçam a capacidade da DHL de sustentar o crescimento do e-commerce brasileiro com processos padronizados, governança e cobertura nacional. Nessas regiões, a estratégia também inclui impulsionar a atração de clientes dos setores de tecnologia, beleza e nutrição/suplementos, áreas que vêm liderando o avanço do e-commerce e ganhando relevância nas operações logísticas.

DHL Supply Chain
 DFreire Comunicação e Negócios

EU DIRIGI O CARRO DELE. Por chicolelis*

Muitos de vocês vão identificar este meu amigo. E, também, lamentar que ele deixou poucos andarem no seu carro, atrás do volante. Daí, o meu título para essa coluna.

Para que se tenha uma ideia do tanto que o meu amigo ama o seu M5, um BMW 95, resultado do projeto E34 (denominação que as fábricas usam para seus projetos, como a GM, por exemplo, usou Blue Macaw – Arara Azul – para o Celta) ele não sai na chuva com sua máquina de 340 CV, amortecedores elétricos, câmbio manual de seis marchas, tração traseira, que fazia 0 a 100 em 5,7s, incríveis para a época do seu lançamento. Sua máxima, limitada eletronicamente, alcança 250 km/h.

São muitas as histórias sobre o ciúme que meu amigo tem do seu carro, comprado, Zero km, em 1996 quando chegou ao Brasil. E foi uma das últimas unidades fabricadas pela BMW na Alemanha.

Ele confessa que não anda com seu carro na chuva, não por molhar a lataria, mas pela sujeira que se acumula sob o carro. E aproveita para contar a história do dia em que deixou seu M5 protegido de uma chuva que não existiu.

- Já faz alguns anos – conta ele - eu estava fazendo um trabalho de treinamento e meu parceiro saiu antes do local, indo para São Paulo e eu fiquei alguns minutos mais. Então, ele manda um recado dizendo que chovia muito na metade do caminho.  Eu voltei para São Paulo em outro carro e deixei o meu lá. E era mentira. Deu o maior trabalho voltar lá no dia seguinte para trocar pelo meu.

M5 iguais aos do meu amigo, foram fabricadas 404 unidades, os famosos Six Speed Models, mas ele não sabe quantos exatamente vieram para o Brasil. O modelo M5 E34, começou a ser produzido em 1988, com motores 6 cilindros em linha 3.6. Sendo a do meu amigo a última versão, 3.8L, que prefere ficar no seu canto, sem mostrar-se, embora muita gente do meio saiba de quem estou falando, “né”?

A BMW também produziu uma versão, em 1992 a SW, até 1995. A tração traseira, que é o forte do carro, hoje por ser vendido com a possibilidade de ter tração total.

Como enganar a eletrônica na velocidade

Um acordo, na Europa, entre vários fabricantes, limitava, eletronicamente, a velocidade dos seus modelos em 250 km/h (os superesportivos nunca entraram nesse acordo, nem a Opel).

Meu amigo queria saber qual o limite real do seu carro e conseguiu de um engenheiro da BMW, na Alemanha, a dica para passar dessa limitação.

Uma coisa muito simples para conseguir: não mudar para a sexta marcha, indo ao limite das rotações na quinta. E o M5 dele alcançou 275 km/h, em uma pista fechada, já que o engenheiro alemão não queria ensinar o segredo, pois sabia que no Brasil a velocidade máquina nas estradas era de 120 km/h.

Por que essa história?

Acontece que, recentemente, conversando com esse meu amigo, lembrei o dia em que me deixou dirigir a sua “máquina”. Para minha grata surpresa, ele revelou que pode contar nos dedos, de uma só mão, as pessoas a quem ele permitiu este privilégio.

* chicolelis   -  Jornalista com passagens pelos jornais A Tribuna (Santos), O Globo e Diário do Comércio. Foi assessor de Imprensa da Ford, Goodyear e, durante 18 anos gerenciou o Departamento de Imprensa da General Motors do Brasil. Fale com o Chico: chicolelis@gmail.com.

DOMINGOS PEREIRA COUTINHO ASSUME A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA PORTUGUESA DE COMÉRCIO NO BRASIL

A maior Câmara Portuguesa do mundo renova a sua liderança com foco no aprofundamento das relações luso-brasileiras e na promoção do investimento bilateral

Domingos Pereira Coutinho

A Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil (CPCB), com sede em São Paulo, anuncia a posse de Domingos Pereira Coutinho como novo Presidente da instituição, sucedendo a Karene Vilela.

Karene Vilela deixa uma marca indelével na história da CPCB, tendo sido a primeira mulher a assumir a presidência em mais de um século de existência da Câmara. O seu mandato distinguiu-se pelo trabalho notável, dedicação incansável e profundo espírito de missão, contribuindo de forma significativa para o fortalecimento institucional da entidade.

Fundada em 1912, a CPCB é amplamente reconhecida como a maior Câmara Portuguesa no mundo, reunindo um expressivo universo de associados — incluindo grandes, médias e pequenas empresas, bem como profissionais de referência em diversos setores. Ao longo da sua história, consolidou-se como uma plataforma estratégica de conexão entre Portugal e o Brasil, promovendo negócios, atraindo investimentos e incentivando o diálogo entre os setores público e privado.

Uma nova liderança, um propósito renovado

O novo Presidente assume funções com o firme propósito de aprofundar ainda mais os laços históricos que unem Portugal e o Brasil, ampliando oportunidades de cooperação, investimento e intercâmbio empresarial.

A estratégia da nova Presidência assenta num “tripé” institucional, baseado numa relação próxima e colaborativa com a Embaixada de Portugal no Brasil, o Consulado de Portugal e a AICEP. Este alinhamento visa potenciar sinergias institucionais, reforçar a presença portuguesa no mercado brasileiro e gerar novas oportunidades para empresas e investidores de ambos os países.

A nova direção conta com a Vice-Presidência de Maria da Paz Tierno Lopes, sócia do Demarest Advogados e especialista em direito societário e fusões e aquisições, e de João Manuel Brito Martins, Presidente da EDP Brasil e CEO da EDP na América do Sul, reforçando uma equipe de elevada competência e forte ligação ao ecossistema empresarial luso-brasileiro.

“Assumo este compromisso com humildade e determinação — para ouvir, para agir e para fazer mais e melhor. Determinação para honrar a história da nossa Câmara e, sobretudo, para projetar o seu futuro”, afirmou o Dr. Domingos Coutinho durante a cerimónia de tomada de posse.

O novo Presidente

Domingos Espírito Santo Pereira Coutinho nasceu em Lisboa em 1973. Fixou residência no Brasil em 1997, tendo inicialmente desenvolvido atividade nos setores do agronegócio e financeiro.

Nos últimos 20 anos, dedicou-se ao mercado financeiro, com atuação nas áreas de Investment Banking, Corporate Finance e Private Banking. Ao longo da sua carreira, ocupou posições de Diretor Executivo no Grupo BES e fundou a GOW Capital Gestora de Recursos – Multi Family Office.

É formado em Engenharia pela Escola Agrícola de Santarém, em Portugal, dividindo atualmente o seu tempo entre São Paulo e Lisboa.

Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil
MF Press Global

CEO DA MILWAUKEE BRASIL LIDERA A REVOLUÇÃO ELÉTRICA E SUSTENTÁVEL NO MERCADO BRASILEIRO DE MINERAÇÃO

Paula Dani comanda a transição do mercado para ferramentas elétricas e a bateria, mais produtivas, conectadas e alinhadas à agenda de descarbonização mundial

Paula Cristina Dani, CEO da Milwaukee Brasil

Nos últimos cinco anos, a presença de mulheres em cargos de CEO dobrou, segundo levantamento da Bain & Company. O crescimento sinaliza uma mudança estrutural em curso nas empresas, impulsionada por maior pressão por diversidade, governança e resultados,  já que estudos associam liderança diversa a melhor desempenho corporativo.

Um exemplo dessa transformação é a atuação da CEO da Milwaukee Brasil, Paula Cristina Dani, à frente da operação da multinacional no país. Sob sua liderança, a marca norte-americana, reconhecida globalmente como referência em ferramentas de alta performance, consolidou sua presença no mercado brasileiro, ampliando portfólio, canais e posicionamento estratégico.

A Milwaukee é reconhecida pelo alto grau de inovação e tecnologia embarcada em seus produtos, atendendo diversos setores como os de mineração, construção civil, indústria, agronegócio, infraestrutura etc. No Brasil, um dos desafios de Paula tem sido, inclusive, promover a mudança de mentalidade do mercado, da ferramenta convencional para soluções elétricas e a bateria, mais eficientes, duráveis e sustentáveis. Além de elevar a produtividade, esses equipamentos contribuem para a descarbonização ao reduzir o uso de combustíveis fósseis, ao mesmo tempo em que incorporam conectividade.

Atualmente, ela está à frente de uma operação estruturada, com dezenas de lojas autorizadas distribuídas nas cinco regiões do país e cerca de 80 colaboradores diretos, liderando também o processo contínuo de expansão e consolidação da marca no Brasil.

História

Paula Dani construiu sua trajetória no ambiente familiar que atuava há 35 anos no ramo de distribuição de ferramentas, com base em Caxias do Sul. Ainda adolescente, ela já acompanhava de perto a rotina do negócio e começou a se envolver nas operações.

Mais tarde, buscou formação técnica para ampliar essa vivência prática: graduou-se em Comércio Exterior e concluiu um MBA em Gestão Industrial, unindo tradição familiar, visão estratégica e qualificação acadêmica na construção de sua liderança.

Há dez anos, então, assumiu o desafio de constituir a atual filial brasileira da Milwaukee. Criada e consolidada a empresa, veio a necessidade de expansão. Em 2025, já como CEO, ela liderou a implantação da nova unidade em Jundiaí, com 800 metros quadrados, transferindo para o interior paulista o eixo logístico responsável por atender todo o território nacional.

A inauguração oficial da unidade em Jundiaí ocorreu em fevereiro, com a presença de comitiva de executivos internacionais da Milwaukee. Vieram conhecer, de perto, o trabalho desenvolvido pela empresa comandada por Paula Dani. Uma empresa que, em suas palavras, preza pela união de seu time e pela preocupação em estar próxima aos clientes.

Um toque feminino aliado a um olhar estratégico apurado também marcou a criação de uma iniciativa que se tornou parte da cultura da operação: jantares semanais promovidos pela Milwaukee Brasil com seus clientes, encontros dos quais a própria CEO faz questão de participar.

“São sempre às quintas-feiras; às vezes às terças também”, destaca. Trata-se de um momento estruturado de escuta ativa e aproximação. Os clientes visitam a empresa, conhecem processos, apresentam expectativas, compartilham desafios e são orientados pela equipe técnica e comercial da Milwaukee.

O jantar, que encerra o encontro, funciona como um ambiente de conexão mais informal, fortalecendo vínculos e confiança. A iniciativa combina estratégia, hospitalidade e construção de relacionamento de longo prazo, elementos que ajudam a consolidar a marca não apenas como fornecedora de ferramentas, mas como parceira de negócio.

Equidade de gênero

Internamente, um dos compromissos conduzidos com atenção especial por Paula Dani é fazer com que a equidade de gênero não seja apenas um discurso institucional, mas parte concreta da identidade da Milwaukee Brasil. Sob sua liderança, o tema é tratado como pilar cultural e estratégico.

Estimular o desenvolvimento profissional de mulheres, ampliar oportunidades de crescimento e fortalecer sua presença em áreas técnicas e de liderança, tradicionalmente ocupadas majoritariamente por homens, está entre os desafios assumidos por Paula à frente da empresa. Mais do que abrir portas, a proposta é criar um ambiente em que elas tenham espaço para protagonismo, voz ativa e reconhecimento por desempenho.

Apesar dos desafios e da demanda de trabalho, Paula Dani conta que procura manter uma rotina que equilibra intensidade profissional e momentos de reconexão pessoal. Para ela, desempenho sustentável exige pausas estratégicas. Cuidar dos pets é uma das paixões. Também pratica musculação e beach tênis e gosta de cozinhar, segundo ela, são atividades que mudam o foco, reduzem o ruído mental e ajudam a manter a disciplina e a energia necessárias para liderar. “Estar sempre aprendendo algo diferente” é outro hábito que cultiva, coerente com quem é movida a desafios constantes.

Milwaukee do Brasil
Engenharia de Comunicação

quinta-feira, 23 de abril de 2026

BOSCH CONSOLIDA CRESCIMENTO NA AMÉRICA LATINA EM 2025, COM FATURAMENTO DE 11,6 BILHÕES DE REAIS E INVESTE EM NOVAS LINHAS DE PRODUÇÃO

Bosch planeja investir 1 bilhão de reais na América Latina em 2026, com destaque para novas linhas de produção

Com mais de 70 anos de história no Brasil, o Grupo Bosch emprega
 atualmente no país cerca de 11 mil colaboradores

A Bosch, líder global no fornecimento de tecnologias e serviços, fechou o ano fiscal de 2025 com vendas totais de 11,6 bilhões de reais na América Latina, incluindo as exportações e as vendas das empresas coligadas. Esse número representa um crescimento de 7,6% em relação ao ano anterior. Com mais de 11.000 colaboradores, o Brasil representou 80% do faturamento, o equivalente a 9,4 bilhões de reais no ano passado. Mais de 20% desse valor veio de exportações para outros países da América Latina, Europa e América do Norte.

“Mesmo em um cenário econômico desafiador, a Bosch América Latina demonstra uma performance notável, com uma taxa de crescimento média anual superior a 10%, nos últimos cinco anos. Estamos consolidando um ciclo de expansão extremamente sólido, com estratégia clara, disciplina e resiliência. Isso posiciona a América Latina como uma das regiões mais competitivas do Grupo Bosch globalmente, o que é motivo de muito orgulho para todos nós”, afirma Gastón Diaz Perez, CEO e presidente da Robert Bosch América Latina.

Competitividade gera investimento

Com um crescimento sólido e consolidado, em 2026, a Bosch planeja investir 1 bilhão de reais em digitalização, pesquisa, desenvolvimento e ampliação da capacidade produtiva na América Latina. No aporte estão incluídos investimentos em linhas de produção de motores elétricos para levantadores de vidro, localizadas na fábrica de Campinas/SP. Há previsão também de desenvolvimento de linhas para componentes e motores elétricos de propulsão, para veículos comerciais.

O investimento envolve ainda a nacionalização da produção de baterias para ferramentas elétricas, que representa um marco histórico na América Latina. Com isso, a região reduz a importação de baterias da Ásia, minimizando eventuais impactos logísticos e ampliando a disponibilidade de produtos para o mercado latino-americano. O foco inicial é nas baterias de 18V, que hoje já são integradas à maioria das linhas de ferramentas da Bosch.

“Quando somos competitivos, conquistamos a confiança da matriz para seguir investindo ainda mais no Brasil. A Bosch reforça seu compromisso e reconhece que estes esforços são estratégicos, otimizam a cadeia de suprimentos e garantem aos nossos clientes o acesso a itens de excelência, produzidos localmente. 2026 já mostra que temos bases sólidas, investimentos relevantes e um enorme potencial pela frente”, complementa Gastón.

Impulsionando soluções de mobilidade sustentável na América Latina

“Acreditamos em uma transição para a mobilidade sustentável alcançada por meio de múltiplas frentes, reduzindo a dependência de uma única tecnologia e permitindo uma adaptação gradual de mercados e da infraestrutura”, afirma Gastón. Neste contexto, a Bosch reconhece o Brasil como um país de destaque, tanto por ter uma matriz energética majoritariamente renovável, quanto por ser considerado referência internacional em biocombustíveis.

Gastón Diaz Perez, CEO e presidente da Robert Bosch América Latina

Como pioneira na criação da tecnologia Flex Fuel no Brasil, a Bosch reforça e assume seu protagonismo em soluções que favoreçam a jornada da sustentabilidade na mobilidade e apoia o mercado automobilístico, com serviços de engenharia e desenvolvimento para adaptar suas plataformas à tecnologia Flex Fuel, independentemente da motorização do veículo.

Um exemplo são os novos modelos de automóveis que já circulam no mercado brasileiro e utilizam soluções Bosch para motores híbridos-flex. Na fábrica de Campinas/SP, já estão sendo produzidos componentes eletrônicos fundamentais do sistema híbrido-flex, como a ECU (Electronic Engine Control Unit) e a VCU (Vehicle Control Unit).

A ECU é um computador embarcado responsável por gerenciar diferentes sistemas do veículo, monitorando dados de sensores, como temperatura e aceleração, e comanda atuadores, como injeção de combustível e ignição. Em veículos híbridos-flex, esta função é ampliada com a atuação da VCU: a unidade coordena a operação do motor a combustão (gasolina e/ou etanol), dos motores elétricos e do carregamento da bateria, definindo a melhor combinação de energia.

Inovação e o crescimento futuro do agronegócio

Um ano após estabelecer o Brasil como Centro Global de Competência da Bosch para o agronegócio, em 2026 a Bosch lança uma nova tecnologia para melhorar a performance do plantio com o Bosch IPS (Intelligent Planting Solution). Trata-se de uma nova geração, denominada Bosch IPS EVO, uma solução de agricultura inteligente que conecta operações de plantio e amplia a eficiência no campo.

Totalmente orientado por dados, o sistema Bosch IPS EVO permite a criação e o gerenciamento de mapas de plantio, além do monitoramento das máquinas em tempo real. Com conectividade máquina a máquina, até três plantadeiras podem operar de forma sincronizada na mesma área, evitando a sobreposição de sementes e simplificando as operações. O controle linha a linha, a compensação em curvas e a tecnologia de taxa variável asseguram deposição precisa e desempenho consistente em diferentes condições de plantio e tornam o Bosch IPS EVO a combinação ideal entre conectividade avançada e alto desempenho.

Novas possibilidades com a transformação digital

Após celebrar em 2025, os 65 anos da criação da Escola Técnica de Aprendizagem (ETS), em parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), a Bosch segue oferecendo formação técnica como diferencial competitivo nas carreiras de jovens de 16 a 19 anos.

Nesse sentido, as operações da Bosch no Brasil estão se adaptando às demandas da indústria do futuro e se consolidam globalmente entre os três países fornecedores de soluções digitais para o Grupo Bosch, junto de Índia e Polônia, gerando oportunidades reais para jovens nas áreas de digitalização, automação e programação. “A América Latina tem se posicionado como uma região importante para impulsionar a transformação digital da Bosch. Estamos nos tornando um hub de serviços digitais para o mundo e é onde esses jovens talentos encontram novas possibilidades de trabalho”, diz Gastón.

Com unidades em Campinas/SP, Curitiba/PR e Joinville/SC, a ETS já formou cerca de 4.000 jovens, e por meio da Academia de Talentos Digitais (DTA, na sigla em inglês), nos próximos anos outros 1.000 estudantes se formarão especificamente nos cursos de digitalização e automação.

Ainda no contexto de formação de jovens, a Bosch no Brasil realiza programas sociais, por meio do Instituto Robert Bosch (INRB), que em 2026 celebra 55 anos de atuação no país. Com o apoio de entidades parceiras, impacta anualmente mais de 4.700 alunos de escolas públicas, em áreas de vulnerabilidade social próximas às unidades da empresa, com o objetivo de contribuir diretamente para o desenvolvimento socioemocional e profissionalizante dos jovens. São diversos programas de formação e capacitação, que contam com a participação de mais de 600 colaboradores voluntários, proporcionando novas oportunidades para que os estudantes possam alcançar a autonomia social.

Grupo Bosch Mundial: perspectivas para 2026 e direcionamento estratégico

Diante de tensões geopolíticas e barreiras comerciais, o Grupo Bosch Mundial pretende aproveitar as perspectivas de crescimento em seus mercados globais, mobilizando todo o seu potencial de inovação em 2026. Os investimentos iniciais necessários em áreas de relevância estratégica para o futuro deverão permanecer no mesmo nível elevado dos anos anteriores. Somente em 2025, a Bosch destinou cerca de 12 bilhões de euros para investimentos em pesquisa e desenvolvimento e em bens de capital. Enquanto fornecedora de tecnologias e serviços, a Bosch projeta um crescimento nas vendas entre 2% e 5% e uma margem EBIT das operações entre 4% e 6% para 2026. “Como líder global em tecnologia, estamos comprometidos em moldar as tendências de automação, digitalização, eletrificação e inteligência artificial, pois isso também abre caminhos para o crescimento dos nossos negócios”, afirmou Stefan Hartung, presidente do Board Global da Bosch.

Apesar dos desafios consideráveis, globalmente, a Bosch alcançou uma receita de vendas de 91 bilhões de euros no ano de 2025, ligeiramente acima do ano anterior (2024: 90,3 bilhões de euros). Após o ajuste dos efeitos cambiais, isso representou um crescimento de 4,1%. A margem EBIT das operações em 2% ficou abaixo do resultado do ano anterior (2024: 3,5%). Ajustes estruturais e de pessoal, necessários para aumentar a viabilidade futura, tiveram um impacto significativo no resultado, com provisões de 2,7 bilhões de euros. “A Bosch é capaz de entregar o futuro, mesmo em condições adversas. 2026 será um ano de avanços”, disse Hartung. No que diz respeito à capacidade de inovação, com cerca de 6.300 patentes em 2025, a Bosch está entre as indústrias mais robustas do mundo e uma das que mais registram patentes na Europa. Hartung considera que a liderança em inovação como um fator-chave de sucesso para diversificar os negócios e implementar a Estratégia 2030 da empresa.

Bosch