sexta-feira, 24 de abril de 2026

DHL SUPPLY CHAIN EXPANDE SOLUÇÃO E INAUGURA CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO PARA E-COMMERCE EM CAJAMAR (SP) E BRASÍLIA (DF)

Os armazéns têm como foco clientes pequenos e médios em crescimento e fazem parte da expansão do DHL Fulfillment Network (DFN)

A operação de Cajamar (SP) tem área inicial de aproximadamente
5.000 m², com potencial de expansão para até 15.000 m²

A DHL Supply Chain, líder global em armazenagem e distribuição, inaugura dois novos centros de distribuição voltados a operações de e-commerce, localizados em Cajamar (SP) e Brasília (DF). Os armazéns multicliente integram a expansão do DHL Fulfillment Network (DFN), solução logística colaborativa que reúne serviços de armazenagem, separação de pedidos e distribuição para varejistas online.

O investimento ocorre em um momento de forte avanço do e-commerce no Brasil, com aumento do número de consumidores online e maior participação dos canais digitais nas vendas do varejo. Esse cenário tem levado pequenos e médios varejistas a buscar operadores logísticos capazes de garantir prazos competitivos, gestão eficiente de estoques e capacidade para acompanhar picos de demanda sem comprometer o fluxo de caixa.

A operação de Cajamar conta com área inicial de aproximadamente 5.000 m², com potencial de expansão para até 15.000 m². O DFN já estava presente em Barueri (SP), Extrema (MG) e Serra (ES) e passa a somar cinco operações no país com as novas unidades. Além disso, o CD de Cajamar está localizado ao lado dos centros de distribuição de grandes marketplaces e próximo à capital paulista, o que agiliza o abastecimento dessas plataformas e melhora o atendimento ao consumidor do Sudeste. Em Brasília, a estrutura amplia a cobertura na região Centro-Oeste e atende demandas fiscais e operacionais locais.

Com o DFN, a DHL oferece aos varejistas acesso a um padrão logístico equivalente ao das grandes empresas, com tecnologia de gestão de pedidos, integração com marketplaces e distribuição nacional. O modelo permite ainda que as marcas cresçam de forma segura, sem riscos operacionais e sem necessidade de investimentos próprios em infraestrutura, transformando custos fixos em variáveis e garantindo mais eficiência ao negócio.

“A ampliação do DHL Fulfillment Network para novas regiões fortalece nossa cobertura nacional e aumenta a capacidade de processamento e distribuição para o e-commerce.Com essa expansão, conseguimos aproximar os estoques dos principais mercados consumidores, reduzir prazos de entrega, oferecer mais eficiência aos pequenos e médios varejistas, mantendo o padrão operacional em todas as unidades e assegurando nível de serviço compatível com a expectativa do consumidor digital”, comenta José Mattos Alvarado, Diretor de Operações na DHL Supply Chain Brasil.

O DHL Fulfillment Network opera em formato transacional, no qual o cliente paga apenas pelos serviços utilizados. A proposta atende empresas em fase de expansão que precisam ganhar escala rapidamente, acelerar entregas e profissionalizar a operação logística. As novas unidades reforçam a capacidade da DHL de sustentar o crescimento do e-commerce brasileiro com processos padronizados, governança e cobertura nacional. Nessas regiões, a estratégia também inclui impulsionar a atração de clientes dos setores de tecnologia, beleza e nutrição/suplementos, áreas que vêm liderando o avanço do e-commerce e ganhando relevância nas operações logísticas.

DHL Supply Chain
 DFreire Comunicação e Negócios

EU DIRIGI O CARRO DELE. Por chicolelis*

Muitos de vocês vão identificar este meu amigo. E, também, lamentar que ele deixou poucos andarem no seu carro, atrás do volante. Daí, o meu título para essa coluna.

Para que se tenha uma ideia do tanto que o meu amigo ama o seu M5, um BMW 95, resultado do projeto E34 (denominação que as fábricas usam para seus projetos, como a GM, por exemplo, usou Blue Macaw – Arara Azul – para o Celta) ele não sai na chuva com sua máquina de 340 CV, amortecedores elétricos, câmbio manual de seis marchas, tração traseira, que fazia 0 a 100 em 5,7s, incríveis para a época do seu lançamento. Sua máxima, limitada eletronicamente, alcança 250 km/h.

São muitas as histórias sobre o ciúme que meu amigo tem do seu carro, comprado, Zero km, em 1996 quando chegou ao Brasil. E foi uma das últimas unidades fabricadas pela BMW na Alemanha.

Ele confessa que não anda com seu carro na chuva, não por molhar a lataria, mas pela sujeira que se acumula sob o carro. E aproveita para contar a história do dia em que deixou seu M5 protegido de uma chuva que não existiu.

- Já faz alguns anos – conta ele - eu estava fazendo um trabalho de treinamento e meu parceiro saiu antes do local, indo para São Paulo e eu fiquei alguns minutos mais. Então, ele manda um recado dizendo que chovia muito na metade do caminho.  Eu voltei para São Paulo em outro carro e deixei o meu lá. E era mentira. Deu o maior trabalho voltar lá no dia seguinte para trocar pelo meu.

M5 iguais aos do meu amigo, foram fabricadas 404 unidades, os famosos Six Speed Models, mas ele não sabe quantos exatamente vieram para o Brasil. O modelo M5 E34, começou a ser produzido em 1988, com motores 6 cilindros em linha 3.6. Sendo a do meu amigo a última versão, 3.8L, que prefere ficar no seu canto, sem mostrar-se, embora muita gente do meio saiba de quem estou falando, “né”?

A BMW também produziu uma versão, em 1992 a SW, até 1995. A tração traseira, que é o forte do carro, hoje por ser vendido com a possibilidade de ter tração total.

Como enganar a eletrônica na velocidade

Um acordo, na Europa, entre vários fabricantes, limitava, eletronicamente, a velocidade dos seus modelos em 250 km/h (os superesportivos nunca entraram nesse acordo, nem a Opel).

Meu amigo queria saber qual o limite real do seu carro e conseguiu de um engenheiro da BMW, na Alemanha, a dica para passar dessa limitação.

Uma coisa muito simples para conseguir: não mudar para a sexta marcha, indo ao limite das rotações na quinta. E o M5 dele alcançou 275 km/h, em uma pista fechada, já que o engenheiro alemão não queria ensinar o segredo, pois sabia que no Brasil a velocidade máquina nas estradas era de 120 km/h.

Por que essa história?

Acontece que, recentemente, conversando com esse meu amigo, lembrei o dia em que me deixou dirigir a sua “máquina”. Para minha grata surpresa, ele revelou que pode contar nos dedos, de uma só mão, as pessoas a quem ele permitiu este privilégio.

* chicolelis   -  Jornalista com passagens pelos jornais A Tribuna (Santos), O Globo e Diário do Comércio. Foi assessor de Imprensa da Ford, Goodyear e, durante 18 anos gerenciou o Departamento de Imprensa da General Motors do Brasil. Fale com o Chico: chicolelis@gmail.com.

DOMINGOS PEREIRA COUTINHO ASSUME A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA PORTUGUESA DE COMÉRCIO NO BRASIL

A maior Câmara Portuguesa do mundo renova a sua liderança com foco no aprofundamento das relações luso-brasileiras e na promoção do investimento bilateral

Domingos Pereira Coutinho

A Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil (CPCB), com sede em São Paulo, anuncia a posse de Domingos Pereira Coutinho como novo Presidente da instituição, sucedendo a Karene Vilela.

Karene Vilela deixa uma marca indelével na história da CPCB, tendo sido a primeira mulher a assumir a presidência em mais de um século de existência da Câmara. O seu mandato distinguiu-se pelo trabalho notável, dedicação incansável e profundo espírito de missão, contribuindo de forma significativa para o fortalecimento institucional da entidade.

Fundada em 1912, a CPCB é amplamente reconhecida como a maior Câmara Portuguesa no mundo, reunindo um expressivo universo de associados — incluindo grandes, médias e pequenas empresas, bem como profissionais de referência em diversos setores. Ao longo da sua história, consolidou-se como uma plataforma estratégica de conexão entre Portugal e o Brasil, promovendo negócios, atraindo investimentos e incentivando o diálogo entre os setores público e privado.

Uma nova liderança, um propósito renovado

O novo Presidente assume funções com o firme propósito de aprofundar ainda mais os laços históricos que unem Portugal e o Brasil, ampliando oportunidades de cooperação, investimento e intercâmbio empresarial.

A estratégia da nova Presidência assenta num “tripé” institucional, baseado numa relação próxima e colaborativa com a Embaixada de Portugal no Brasil, o Consulado de Portugal e a AICEP. Este alinhamento visa potenciar sinergias institucionais, reforçar a presença portuguesa no mercado brasileiro e gerar novas oportunidades para empresas e investidores de ambos os países.

A nova direção conta com a Vice-Presidência de Maria da Paz Tierno Lopes, sócia do Demarest Advogados e especialista em direito societário e fusões e aquisições, e de João Manuel Brito Martins, Presidente da EDP Brasil e CEO da EDP na América do Sul, reforçando uma equipe de elevada competência e forte ligação ao ecossistema empresarial luso-brasileiro.

“Assumo este compromisso com humildade e determinação — para ouvir, para agir e para fazer mais e melhor. Determinação para honrar a história da nossa Câmara e, sobretudo, para projetar o seu futuro”, afirmou o Dr. Domingos Coutinho durante a cerimónia de tomada de posse.

O novo Presidente

Domingos Espírito Santo Pereira Coutinho nasceu em Lisboa em 1973. Fixou residência no Brasil em 1997, tendo inicialmente desenvolvido atividade nos setores do agronegócio e financeiro.

Nos últimos 20 anos, dedicou-se ao mercado financeiro, com atuação nas áreas de Investment Banking, Corporate Finance e Private Banking. Ao longo da sua carreira, ocupou posições de Diretor Executivo no Grupo BES e fundou a GOW Capital Gestora de Recursos – Multi Family Office.

É formado em Engenharia pela Escola Agrícola de Santarém, em Portugal, dividindo atualmente o seu tempo entre São Paulo e Lisboa.

Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil
MF Press Global

CEO DA MILWAUKEE BRASIL LIDERA A REVOLUÇÃO ELÉTRICA E SUSTENTÁVEL NO MERCADO BRASILEIRO DE MINERAÇÃO

Paula Dani comanda a transição do mercado para ferramentas elétricas e a bateria, mais produtivas, conectadas e alinhadas à agenda de descarbonização mundial

Paula Cristina Dani, CEO da Milwaukee Brasil

Nos últimos cinco anos, a presença de mulheres em cargos de CEO dobrou, segundo levantamento da Bain & Company. O crescimento sinaliza uma mudança estrutural em curso nas empresas, impulsionada por maior pressão por diversidade, governança e resultados,  já que estudos associam liderança diversa a melhor desempenho corporativo.

Um exemplo dessa transformação é a atuação da CEO da Milwaukee Brasil, Paula Cristina Dani, à frente da operação da multinacional no país. Sob sua liderança, a marca norte-americana, reconhecida globalmente como referência em ferramentas de alta performance, consolidou sua presença no mercado brasileiro, ampliando portfólio, canais e posicionamento estratégico.

A Milwaukee é reconhecida pelo alto grau de inovação e tecnologia embarcada em seus produtos, atendendo diversos setores como os de mineração, construção civil, indústria, agronegócio, infraestrutura etc. No Brasil, um dos desafios de Paula tem sido, inclusive, promover a mudança de mentalidade do mercado, da ferramenta convencional para soluções elétricas e a bateria, mais eficientes, duráveis e sustentáveis. Além de elevar a produtividade, esses equipamentos contribuem para a descarbonização ao reduzir o uso de combustíveis fósseis, ao mesmo tempo em que incorporam conectividade.

Atualmente, ela está à frente de uma operação estruturada, com dezenas de lojas autorizadas distribuídas nas cinco regiões do país e cerca de 80 colaboradores diretos, liderando também o processo contínuo de expansão e consolidação da marca no Brasil.

História

Paula Dani construiu sua trajetória no ambiente familiar que atuava há 35 anos no ramo de distribuição de ferramentas, com base em Caxias do Sul. Ainda adolescente, ela já acompanhava de perto a rotina do negócio e começou a se envolver nas operações.

Mais tarde, buscou formação técnica para ampliar essa vivência prática: graduou-se em Comércio Exterior e concluiu um MBA em Gestão Industrial, unindo tradição familiar, visão estratégica e qualificação acadêmica na construção de sua liderança.

Há dez anos, então, assumiu o desafio de constituir a atual filial brasileira da Milwaukee. Criada e consolidada a empresa, veio a necessidade de expansão. Em 2025, já como CEO, ela liderou a implantação da nova unidade em Jundiaí, com 800 metros quadrados, transferindo para o interior paulista o eixo logístico responsável por atender todo o território nacional.

A inauguração oficial da unidade em Jundiaí ocorreu em fevereiro, com a presença de comitiva de executivos internacionais da Milwaukee. Vieram conhecer, de perto, o trabalho desenvolvido pela empresa comandada por Paula Dani. Uma empresa que, em suas palavras, preza pela união de seu time e pela preocupação em estar próxima aos clientes.

Um toque feminino aliado a um olhar estratégico apurado também marcou a criação de uma iniciativa que se tornou parte da cultura da operação: jantares semanais promovidos pela Milwaukee Brasil com seus clientes, encontros dos quais a própria CEO faz questão de participar.

“São sempre às quintas-feiras; às vezes às terças também”, destaca. Trata-se de um momento estruturado de escuta ativa e aproximação. Os clientes visitam a empresa, conhecem processos, apresentam expectativas, compartilham desafios e são orientados pela equipe técnica e comercial da Milwaukee.

O jantar, que encerra o encontro, funciona como um ambiente de conexão mais informal, fortalecendo vínculos e confiança. A iniciativa combina estratégia, hospitalidade e construção de relacionamento de longo prazo, elementos que ajudam a consolidar a marca não apenas como fornecedora de ferramentas, mas como parceira de negócio.

Equidade de gênero

Internamente, um dos compromissos conduzidos com atenção especial por Paula Dani é fazer com que a equidade de gênero não seja apenas um discurso institucional, mas parte concreta da identidade da Milwaukee Brasil. Sob sua liderança, o tema é tratado como pilar cultural e estratégico.

Estimular o desenvolvimento profissional de mulheres, ampliar oportunidades de crescimento e fortalecer sua presença em áreas técnicas e de liderança, tradicionalmente ocupadas majoritariamente por homens, está entre os desafios assumidos por Paula à frente da empresa. Mais do que abrir portas, a proposta é criar um ambiente em que elas tenham espaço para protagonismo, voz ativa e reconhecimento por desempenho.

Apesar dos desafios e da demanda de trabalho, Paula Dani conta que procura manter uma rotina que equilibra intensidade profissional e momentos de reconexão pessoal. Para ela, desempenho sustentável exige pausas estratégicas. Cuidar dos pets é uma das paixões. Também pratica musculação e beach tênis e gosta de cozinhar, segundo ela, são atividades que mudam o foco, reduzem o ruído mental e ajudam a manter a disciplina e a energia necessárias para liderar. “Estar sempre aprendendo algo diferente” é outro hábito que cultiva, coerente com quem é movida a desafios constantes.

Milwaukee do Brasil
Engenharia de Comunicação

quinta-feira, 23 de abril de 2026

BOSCH CONSOLIDA CRESCIMENTO NA AMÉRICA LATINA EM 2025, COM FATURAMENTO DE 11,6 BILHÕES DE REAIS E INVESTE EM NOVAS LINHAS DE PRODUÇÃO

Bosch planeja investir 1 bilhão de reais na América Latina em 2026, com destaque para novas linhas de produção

Com mais de 70 anos de história no Brasil, o Grupo Bosch emprega
 atualmente no país cerca de 11 mil colaboradores

A Bosch, líder global no fornecimento de tecnologias e serviços, fechou o ano fiscal de 2025 com vendas totais de 11,6 bilhões de reais na América Latina, incluindo as exportações e as vendas das empresas coligadas. Esse número representa um crescimento de 7,6% em relação ao ano anterior. Com mais de 11.000 colaboradores, o Brasil representou 80% do faturamento, o equivalente a 9,4 bilhões de reais no ano passado. Mais de 20% desse valor veio de exportações para outros países da América Latina, Europa e América do Norte.

“Mesmo em um cenário econômico desafiador, a Bosch América Latina demonstra uma performance notável, com uma taxa de crescimento média anual superior a 10%, nos últimos cinco anos. Estamos consolidando um ciclo de expansão extremamente sólido, com estratégia clara, disciplina e resiliência. Isso posiciona a América Latina como uma das regiões mais competitivas do Grupo Bosch globalmente, o que é motivo de muito orgulho para todos nós”, afirma Gastón Diaz Perez, CEO e presidente da Robert Bosch América Latina.

Competitividade gera investimento

Com um crescimento sólido e consolidado, em 2026, a Bosch planeja investir 1 bilhão de reais em digitalização, pesquisa, desenvolvimento e ampliação da capacidade produtiva na América Latina. No aporte estão incluídos investimentos em linhas de produção de motores elétricos para levantadores de vidro, localizadas na fábrica de Campinas/SP. Há previsão também de desenvolvimento de linhas para componentes e motores elétricos de propulsão, para veículos comerciais.

O investimento envolve ainda a nacionalização da produção de baterias para ferramentas elétricas, que representa um marco histórico na América Latina. Com isso, a região reduz a importação de baterias da Ásia, minimizando eventuais impactos logísticos e ampliando a disponibilidade de produtos para o mercado latino-americano. O foco inicial é nas baterias de 18V, que hoje já são integradas à maioria das linhas de ferramentas da Bosch.

“Quando somos competitivos, conquistamos a confiança da matriz para seguir investindo ainda mais no Brasil. A Bosch reforça seu compromisso e reconhece que estes esforços são estratégicos, otimizam a cadeia de suprimentos e garantem aos nossos clientes o acesso a itens de excelência, produzidos localmente. 2026 já mostra que temos bases sólidas, investimentos relevantes e um enorme potencial pela frente”, complementa Gastón.

Impulsionando soluções de mobilidade sustentável na América Latina

“Acreditamos em uma transição para a mobilidade sustentável alcançada por meio de múltiplas frentes, reduzindo a dependência de uma única tecnologia e permitindo uma adaptação gradual de mercados e da infraestrutura”, afirma Gastón. Neste contexto, a Bosch reconhece o Brasil como um país de destaque, tanto por ter uma matriz energética majoritariamente renovável, quanto por ser considerado referência internacional em biocombustíveis.

Gastón Diaz Perez, CEO e presidente da Robert Bosch América Latina

Como pioneira na criação da tecnologia Flex Fuel no Brasil, a Bosch reforça e assume seu protagonismo em soluções que favoreçam a jornada da sustentabilidade na mobilidade e apoia o mercado automobilístico, com serviços de engenharia e desenvolvimento para adaptar suas plataformas à tecnologia Flex Fuel, independentemente da motorização do veículo.

Um exemplo são os novos modelos de automóveis que já circulam no mercado brasileiro e utilizam soluções Bosch para motores híbridos-flex. Na fábrica de Campinas/SP, já estão sendo produzidos componentes eletrônicos fundamentais do sistema híbrido-flex, como a ECU (Electronic Engine Control Unit) e a VCU (Vehicle Control Unit).

A ECU é um computador embarcado responsável por gerenciar diferentes sistemas do veículo, monitorando dados de sensores, como temperatura e aceleração, e comanda atuadores, como injeção de combustível e ignição. Em veículos híbridos-flex, esta função é ampliada com a atuação da VCU: a unidade coordena a operação do motor a combustão (gasolina e/ou etanol), dos motores elétricos e do carregamento da bateria, definindo a melhor combinação de energia.

Inovação e o crescimento futuro do agronegócio

Um ano após estabelecer o Brasil como Centro Global de Competência da Bosch para o agronegócio, em 2026 a Bosch lança uma nova tecnologia para melhorar a performance do plantio com o Bosch IPS (Intelligent Planting Solution). Trata-se de uma nova geração, denominada Bosch IPS EVO, uma solução de agricultura inteligente que conecta operações de plantio e amplia a eficiência no campo.

Totalmente orientado por dados, o sistema Bosch IPS EVO permite a criação e o gerenciamento de mapas de plantio, além do monitoramento das máquinas em tempo real. Com conectividade máquina a máquina, até três plantadeiras podem operar de forma sincronizada na mesma área, evitando a sobreposição de sementes e simplificando as operações. O controle linha a linha, a compensação em curvas e a tecnologia de taxa variável asseguram deposição precisa e desempenho consistente em diferentes condições de plantio e tornam o Bosch IPS EVO a combinação ideal entre conectividade avançada e alto desempenho.

Novas possibilidades com a transformação digital

Após celebrar em 2025, os 65 anos da criação da Escola Técnica de Aprendizagem (ETS), em parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), a Bosch segue oferecendo formação técnica como diferencial competitivo nas carreiras de jovens de 16 a 19 anos.

Nesse sentido, as operações da Bosch no Brasil estão se adaptando às demandas da indústria do futuro e se consolidam globalmente entre os três países fornecedores de soluções digitais para o Grupo Bosch, junto de Índia e Polônia, gerando oportunidades reais para jovens nas áreas de digitalização, automação e programação. “A América Latina tem se posicionado como uma região importante para impulsionar a transformação digital da Bosch. Estamos nos tornando um hub de serviços digitais para o mundo e é onde esses jovens talentos encontram novas possibilidades de trabalho”, diz Gastón.

Com unidades em Campinas/SP, Curitiba/PR e Joinville/SC, a ETS já formou cerca de 4.000 jovens, e por meio da Academia de Talentos Digitais (DTA, na sigla em inglês), nos próximos anos outros 1.000 estudantes se formarão especificamente nos cursos de digitalização e automação.

Ainda no contexto de formação de jovens, a Bosch no Brasil realiza programas sociais, por meio do Instituto Robert Bosch (INRB), que em 2026 celebra 55 anos de atuação no país. Com o apoio de entidades parceiras, impacta anualmente mais de 4.700 alunos de escolas públicas, em áreas de vulnerabilidade social próximas às unidades da empresa, com o objetivo de contribuir diretamente para o desenvolvimento socioemocional e profissionalizante dos jovens. São diversos programas de formação e capacitação, que contam com a participação de mais de 600 colaboradores voluntários, proporcionando novas oportunidades para que os estudantes possam alcançar a autonomia social.

Grupo Bosch Mundial: perspectivas para 2026 e direcionamento estratégico

Diante de tensões geopolíticas e barreiras comerciais, o Grupo Bosch Mundial pretende aproveitar as perspectivas de crescimento em seus mercados globais, mobilizando todo o seu potencial de inovação em 2026. Os investimentos iniciais necessários em áreas de relevância estratégica para o futuro deverão permanecer no mesmo nível elevado dos anos anteriores. Somente em 2025, a Bosch destinou cerca de 12 bilhões de euros para investimentos em pesquisa e desenvolvimento e em bens de capital. Enquanto fornecedora de tecnologias e serviços, a Bosch projeta um crescimento nas vendas entre 2% e 5% e uma margem EBIT das operações entre 4% e 6% para 2026. “Como líder global em tecnologia, estamos comprometidos em moldar as tendências de automação, digitalização, eletrificação e inteligência artificial, pois isso também abre caminhos para o crescimento dos nossos negócios”, afirmou Stefan Hartung, presidente do Board Global da Bosch.

Apesar dos desafios consideráveis, globalmente, a Bosch alcançou uma receita de vendas de 91 bilhões de euros no ano de 2025, ligeiramente acima do ano anterior (2024: 90,3 bilhões de euros). Após o ajuste dos efeitos cambiais, isso representou um crescimento de 4,1%. A margem EBIT das operações em 2% ficou abaixo do resultado do ano anterior (2024: 3,5%). Ajustes estruturais e de pessoal, necessários para aumentar a viabilidade futura, tiveram um impacto significativo no resultado, com provisões de 2,7 bilhões de euros. “A Bosch é capaz de entregar o futuro, mesmo em condições adversas. 2026 será um ano de avanços”, disse Hartung. No que diz respeito à capacidade de inovação, com cerca de 6.300 patentes em 2025, a Bosch está entre as indústrias mais robustas do mundo e uma das que mais registram patentes na Europa. Hartung considera que a liderança em inovação como um fator-chave de sucesso para diversificar os negócios e implementar a Estratégia 2030 da empresa.

Bosch

BRACELL SUPERA 100 MULHERES NA LIDERANÇA EM UNIDADES DE CELULOSE, APONTA RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2025

Participação feminina nas operações chega a 27,7% (113 líderes) e se aproxima da meta de 30% até 2030

Jéssica Resende, coordenadora de fábrica da Bracell,
na unidade de Lençóis Paulista (SP)
 

A  Bracell, uma das líderes globais na produção de celulose solúvel e especial, encerrou 2025 com 27,7% de mulheres em cargos de liderança nas unidades de celulose consolidando avanços relevantes em sua estratégia de diversidade e inclusão.

O indicador corresponde a 113 mulheres em posições de liderança nas unidades de celulose, evidenciando a evolução consistente da agenda de equidade de gênero, em um setor com maior percentual de homens em relação a mulheres em todas as posições, incluindo liderança.

A promoção da igualdade de oportunidades para as mulheres é uma das metas prioritárias do Compromisso Bracell 2030, que estabelece o objetivo de alcançar 30% de mulheres em cargos de liderança até 2030, reforçando o foco estratégico da companhia na transformação estrutural do negócio.

Esse avanço se reflete também em trajetórias concretas dentro da companhia. Um dos exemplos é o de Jéssica Resende, coordenadora de fábrica da Bracell na unidade de Lençóis Paulista (SP). Ela iniciou sua carreira na indústria aos 18 anos, no setor de manutenção elétrica e instrumentação, tradicionalmente dominado por homens.

Ao longo de sua trajetória, passou por diferentes funções técnicas e de planejamento até ingressar na empresa em 2016. Após uma jornada de crescimento contínuo, que incluiu participação em programas de desenvolvimento e especialização técnica, assumiu em 2025 a posição de coordenadora de fábrica.

“Toda vez que conto a minha história e consigo inspirar outras mulheres, isso ganha um significado ainda maior. A liderança, para mim, está muito ligada à capacidade de influenciar pessoas e abrir caminhos para que outras também avancem. Vejo na Bracell um ambiente que vem evoluindo de forma consistente, com mais espaço, respeito e oportunidades reais para que mulheres possam crescer e se desenvolver”, afirma Jéssica.

Desenvolvimento de lideranças mulheres

Ao longo do ano, a Bracell intensificou iniciativas voltadas ao desenvolvimento de lideranças mulheres. A estratégia de treinamento e desenvolvimento da companhia engloba programas para todos os níveis de gestão, como o programa Cultivando Potenciais, de desenvolvimento para não-líderes, com 50% de vagas destinadas a mulheres. A iniciativa conta com uma trilha específica desenvolvida com foco em promover a equidade de gênero.

Outro exemplo de liderança é o de Narana Trolin, gerente-sênior de operações industriais da Bracell na unidade de Camaçari (BA), com quase 15 anos de atuação na empresa. Engenheira química, Narana construiu uma carreira internacional antes de ingressar na companhia, acumulando experiência em projetos industriais na Europa. Na Bracell, liderou diferentes áreas da operação até alcançar sua posição atual, com atuação estratégica na gestão industrial.

Narana Trolin, gerente-sênior de operações industriais da Bracell
 na unidade de Camaçari (BA)

“A presença feminina transforma não apenas a representatividade, mas a qualidade das decisões e das relações dentro das equipes. Ambientes mais diversos são mais criativos, equilibrados e eficientes. Na Bracell, vejo esse movimento acontecendo de forma concreta, com incentivo ao desenvolvimento, abertura para crescimento e uma presença feminina cada vez mais forte na liderança. Cada mulher que ocupa uma posição de liderança ajuda a abrir caminho para outras. Dar visibilidade a essas trajetórias é fundamental para acelerar essa transformação no setor industrial”, destaca a executiva.

Equidade de gênero como compromisso estratégico

A agenda é complementada por iniciativas institucionais voltadas à promoção de um ambiente de trabalho mais inclusivo e seguro, com ações contínuas de treinamento e desenvolvimento, letramentos em diversidade e inclusão, além de iniciativas de combate ao assédio integradas ao Programa de Integridade da organização.

“A promoção da equidade de gênero é um compromisso estratégico da Bracell e parte essencial da nossa agenda de desenvolvimento sustentável. O avanço da presença de mulheres em posições de liderança, inclusive nas operações industriais, reflete um trabalho consistente de formação, inclusão e valorização de talentos, alinhado à nossa visão de longo prazo”, afirma Márcio Nappo, vice-presidente de Sustentabilidade da Bracell.

Inserida em uma estratégia mais ampla de impacto social, a promoção da igualdade de oportunidades para mulheres é uma das metas centrais do pilar Empoderando Vidas do Bracell 2030, que busca capacitar pessoas e comunidades por meio de iniciativas transformadoras. A abordagem inclui ainda ações voltadas ao empreendedorismo feminino, à geração de renda e à educação, ampliando o alcance da agenda de equidade para além das operações internas.

>>> Clique aqui, acesse e conheça mais no Relatório de Sustentabilidade 2025

A Bracell é uma das líderes globais na produção de celulose solúvel e especial, com expertise no cultivo sustentável de eucalipto. Presente no Brasil desde 2003, integra o grupo Royal Golden Eagle (RGE), com sede em Singapura. A companhia conta com mais de 11 mil colaboradores e duas unidades industriais no país - em Camaçari (BA) e Lençóis Paulista (SP) — além de escritório administrativo em Singapura e estruturas comerciais na Ásia, Europa e Estados Unidos. Para mais informações, clique aqui

Bracell
Edelman

TATIANA ERRICO É A NOVA HEAD COMERCIAL DA SUNPRIME EMPREENDIMENTOS

Executiva chega para liderar expansão comercial e consolidar presença da incorporadora no mercado de alto padrão

Tatiana Errico. Foto: Divulgação

A Sunprime Empreendimentos anuncia a chegada de Tatiana Errico como nova Head Comercial. Com sede em Itapema (SC), a empresa reforça sua estratégia de posicionamento no mercado imobiliário de alto padrão com a contratação de uma executiva que soma 22 anos de experiência no setor e R$ 2 bilhões em vendas ao longo da carreira.

Antes de ingressar no mercado imobiliário, Tatiana teve uma trajetória singular: foi atleta profissional de basquete desde os 13 anos, passando por seleções de base e acumulando experiências internacionais. Depois, se formou em Direito e atuou na área imobiliária e tributária, até migrar definitivamente para o mercado de incorporação.

Com passagens por grandes imobiliárias do país, a executiva construiu sua carreira com foco em gestão de equipes e atuação em projetos de alto padrão, acumulando experiência em empreendimentos com assinaturas reconhecidas. Segundo Tatiana, a conexão com a Sunprime veio pela sinergia de valores. “É uma empresa diferenciada no quesito assinaturas e arquitetura. Você não vende mais do mesmo, você vende o diferente para ter resultados diferentes”, afirma.

Ao longo da carreira, a profissional consolidou um estilo de liderança baseado em valores como disciplina, persistência e foco em pessoas, pilares que também convergem com a cultura da Sunprime. “Eu me considero uma líder que serve. Só estou bem quando meu time está bem. Foi assim que construí minha trajetória e alcancei resultados expressivos no mercado.”

Com ampla experiência em São Paulo, Tatiana também traz uma leitura estratégica sobre as transformações do setor. Segundo ela, o cenário paulistano, embora dinâmico e altamente competitivo, já atingiu níveis elevados de valorização, o que abre espaço para novas oportunidades em regiões em expansão. A executiva destaca que mercados como o litoral catarinense se apresentam como alternativas atrativas tanto para investidores quanto para consumidores finais, especialmente pelo potencial de crescimento e pela qualidade de vida associada.

“O mercado imobiliário é cíclico, mas é nos momentos desafiadores que surgem as oportunidades. Hoje não dá mais para fazer mais do mesmo, é preciso pensar diferente para alcançar o cliente”, avalia. Ela ressalta ainda que o processo de decisão do comprador está mais criterioso, exigindo uma abordagem mais consultiva e informativa por parte das equipes comerciais.

A executiva também destaca a crescente valorização do wellness nos empreendimentos. Para ela, o bem-estar deixou de ser um diferencial e passou a ser uma demanda central do consumidor. “O maior bem que temos é o tempo. Ter um ambiente que proporcione qualidade de vida e saúde faz toda a diferença na decisão de compra. Wellness hoje é o novo luxo, porque viver bem se tornou a maior conquista”, afirma.

Nesse contexto, os empreendimentos da Sunprime se destacam pelo alto valor agregado. Projetos como o Sion, com frente mar e arquitetura contemporânea, e outros empreendimentos do portfólio, combinam localização estratégica, design atemporal e experiências voltadas ao bem-estar. Com a chegada da nova Head Comercial, a Sunprime reforça seu compromisso com a excelência, consolidando sua presença em um dos mercados mais promissores do país.

A Sunprime Empreendimentos é uma incorporadora e construtora de alto padrão com sede em Itapema, Santa Catarina, dedicada a transformar o skyline urbano do litoral catarinense com originalidade estética e excelência. Fundada em 2012 pelo empresário Eduardo Pastor, a empresa se diferencia pela sua filosofia de wellness real estate, que busca impactar positivamente a vida das pessoas por meio de projetos que priorizam o bem-estar e a qualidade de vida, integrando espaços de luxo, arquitetura de vanguarda e design funcional. Com a missão de "construir não apenas por construir", a Sunprime desenvolve empreendimentos em parceria com relevantes e renomados escritórios de arquitetura. Atualmente, com obras em andamento como Plural, Era e Futura, a Sunprime consolidou sua posição no mercado imobiliário com um Valor Geral de Vendas (VGV) que ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão

Sunprime Empreendimentos
Growth Global

ASCENSÃO DA ENERGIA SOLAR NO CORAÇÃO DO AGRONEGÓCIO

Com soluções de alta performance para o campo, a EcoPower Eficiência Energética reafirma seu protagonismo na maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, unindo sustentabilidade e redução de custos operacionais

Foto: Divulgação EcoPower Eficiência Energética

Sob o sol intenso que caracteriza o interior paulista, a Agrishow 2026 consolida-se, mais uma vez, como a principal vitrine tecnológica do agronegócio na América Latina. Entre máquinas colossais e drones de última geração, um tema domina as discussões nos pavilhões de Ribeirão Preto: a autonomia energética. Nesse cenário de busca por redução de custos operacionais, a EcoPower Eficiência Energética reafirma sua liderança setorial ao apresentar soluções que integram sustentabilidade e alta rentabilidade para o produtor rural.

Atualmente, o agronegócio brasileiro enfrenta o desafio de equilibrar o aumento da produtividade com a escalada nos custos de produção. De acordo com Anderson Oliveira, Eng. Elétrico e CEO da EcoPower Eficiência Energética, o gasto com energia elétrica representa uma das fatias mais significativas nas planilhas de custos fixos, especialmente em setores como irrigação e armazenamento. Dessa forma, a migração para a energia solar fotovoltaica deixa de ser uma tendência de vanguarda para se tornar uma estratégia de sobrevivência econômica.

A EcoPower, sediada em Barretos (SP), projeta-se como a principal referência nacional nesse movimento. Com mais de 85 mil projetos homologados até o início de 2026, a companhia não apenas instala painéis; ela desenvolve sistemas complexos de gestão energética. Consequentemente, a empresa projeta um faturamento de R$ 1 bilhão para este ano, impulsionada pela crescente demanda por autossuficiência no campo.

Inovação e o "Fator Humano" na Agrishow

A participação da EcoPower na Agrishow 2026 destaca-se pelo equilíbrio entre tecnologia e relacionamento. Embora a digitalização avance a passos largos, o Grupo defende que a eficiência máxima depende de suporte especializado e proximidade com o produtor. Nesse sentido, Anderson, enfatiza que o objetivo da marca na feira é "sentir as dores do dia a dia" do agricultor para oferecer respostas precisas.

“A empresa apresenta soluções integradas que vão além da geração básica. O portfólio exposto inclui sistemas de armazenamento em baterias de última geração e gestão inteligente de consumo. Além disso, a integração de mobilidade elétrica — com frotas de motos elétricas para uso em propriedades rurais. Demonstra a visão holística da marca sobre o que define uma fazenda moderna e sustentável", aponta Anderson.

Anderson Oliveira, CEO da EcoPower

A liderança da EcoPower no segmento de energia solar fundamenta-se em números robustos. No primeiro semestre de 2025, a empresa já havia registrado a homologação de mais de 11 mil projetos, totalizando cerca de 91,1 MWp de potência instalada apenas naquele período. Portanto, esses dados corroboram a confiança depositada por consumidores residenciais, industriais e, sobretudo, rurais.

O reconhecimento vem também da WEG, multinacional brasileira e parceira estratégica, que reconheceu a EcoPower como seu maior parceiro comercial no segmento de energia solar no Brasil. Esse selo de qualidade garante ao produtor rural a segurança de investir em equipamentos que possuem suporte técnico e garantia de longo prazo.

Sustentabilidade como Ativo Financeiro

A transição energética promovida por líderes como a EcoPower gera impactos que transcendem a economia financeira. Estimativas do setor indicam que a energia solar deve representar 33% da matriz energética brasileira até 2030. Ademais, a redução nas emissões de CO₂ contribui para que o agronegócio brasileiro se alinhe às metas globais de descarbonização, valorizando o produto nacional no mercado externo.

Em suma, a união entre a infraestrutura da Agrishow e a expertise tecnológica da EcoPower aponta para um futuro em que a energia limpa é o combustível da competitividade. “Ao dominar a logística complexa e oferecer linhas de crédito facilitadas, a EcoPower remove as barreiras de entrada para o pequeno e médio produtor, democratizando o acesso à eficiência energética em todo o território nacional”, aponta Anderson.

EcoPower Eficiência Energética

CONEXÃO ENTRE BRASIL E MÉXICO É DESTAQUE NO CONNECTION TERROIRS DO BRASIL

* Linoel Dias

O Connection Terroirs do Brasil, um dos principais eventos voltados à valorização de produtos de origem no país, promove em sua edição de 2026 uma conexão inédita entre Brasil e México. O destaque é a participação da executiva mexicana Araceli Ramos Rosaldo, com mais de 25 anos de trajetória na José Cuervo - a mais antiga produtora de tequila do mundo. 

Araceli construiu uma carreira consolidada à frente de estratégias globais de promoção, relações públicas e valorização da cultura mexicana e atualmente, ocupa o cargo de Diretora de Promoção e Relações Públicas da companhia.

Araceli Ramos Rosaldo

No Connection Terroirs do Brasil, Araceli representará o México, trazendo ao público brasileiro a história e a relevância da tequila como patrimônio cultural, além de compartilhar cases de sucesso que conectam território, marca e experiência. Sua palestra terá como tema “Sustentabilidade e Agregação de Valores”.

Para a CEO do evento Marta Rossi “a tequila é muito mais do que uma bebida: é um patrimônio cultural do México, carregado de história, tradição e identidade. Trazer essa representatividade para o Connection é uma forma de ampliar horizontes e promover uma conexão genuína entre Brasil e México

Connection Terroirs do Brasil

Realizado em Gramado (RS), o Connection Terroirs do Brasil é considerado a principal vitrine nacional de produtos de origem, reunindo produtores, especialistas, marcas e instituições que valorizam identidade, território e autenticidade.

A programação contempla palestras, painéis, experiências sensoriais, feira de produtos com indicação geográfica, agricultura familiar, degustação guiada de cafés e vinhos e atividades que evidenciam a diversidade brasileira. 

Neste ano, o evento – que será realizado entre 10 e 13 de junho, no centro de Gramado - amplia sua projeção internacional ao estabelecer uma conexão especial com o México, destacando a tequila como um dos protagonistas dessa troca cultural. 

A temática é “Feito com alma a muitas mãos”,e a realização é da empresa Rossi e Zorzanello com correalização do Sebrae.

Além da participação de Araceli Ramos Rosaldo, o espaço contará com a presença do professor e pesquisador francês Jean-Louis Le Guerroué, além de mais 12 outros especialistas.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (54) 99140-2393 ou pelo site (connectionexperience.com.br)

* Linoel Dias, colunista de Turismo do Coisas de Agora, é jornalista há 50 anos com passagens pela Folha de S. Paulo, Assessoria de Imprensa da Volkswagen, Assessoria Brickmann & Associados; e Produtora 7Iris. Para pautas e sugestões:  linoel.dias.dias@gmail.com


quarta-feira, 22 de abril de 2026

ENERGIA: BRASIL PODE CHEGAR A 10 GW EM ARMAZENAMENTO ATÉ 2035

Durante Storage Leaders ABSOLAR, autoridades e agentes do setor elétrico destacam papel das baterias na redução de custos, segurança energética e expansão renovável

Foto: bydenergia.com

As projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), no Plano Decenal de Energia (PDE 2035), indicam que o Brasil pode incorporar cerca de 7 gigawatts (GW) em armazenamento de energia e outros 3 GW em mecanismos de resposta da demanda. Juntos, esses recursos serão fundamentais para atender às necessidades de potência do Sistema Interligado Nacional (SIN), mas sua viabilização depende de um marco legal estável e de avanços regulatórios.

Apresentada por Thais Teixeira, consultora técnica da EPE, esta projeção foi um dos temas tratados por especialistas, autoridades e agentes do setor elétrico durante o Storage Leaders, evento promovido pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) na última semana, com as presenças de lideranças empresariais, consultores e representantes de entidades de classe e de órgãos de governo.

Um dos principais pontos de atenção levantados no evento foi a urgência na contratação de flexibilidade. Projeções indicam que a carga líquida mínima do Sistema Interligado Nacional (SIN) em 2029 pode ser inferior à observada em 2024, ao mesmo tempo em que a rampa de carga tende a crescer de forma significativa, exigindo novos recursos para garantir o equilíbrio entre oferta e demanda ao longo do dia, um dos principais desafios operacionais da transição energética.

Estudos apresentados por Jovanio Santos, diretor de estratégia da Deloittem apontam que as necessidades de flexibilidade de curto prazo podem crescer entre duas e dez vezes até 2035, refletindo uma mudança estrutural na operação dos sistemas elétricos modernos. Nesse contexto, tecnologias como baterias, resposta da demanda e usinas hidrelétricas reversíveis ganham protagonismo, enquanto fontes despacháveis passam a exercer papel cada vez mais voltado à garantia de capacidade.

O armazenamento, nesse cenário, também surge como alternativa competitiva às térmicas fósseis, segundo análises apresentadas pela Marília Rabassa, head de consultoria da CELA (Clean Energy Latin America). De acordo com o estudo, o uso de baterias pode reduzir em até 48% os custos totais de capacidade e em até 66% as emissões de carbono, além de contribuir para maior eficiência operacional.

Na ocasião, Ricardo Simabuku, diretor de Gestão de Mercado da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), trouxe análises sobre a volatilidade do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), que já apresenta variações expressivas ao longo do dia — em um caso analisado, entre R$ 61/MWh e R$ 712/MWh — e que pode ser mitigada com o uso de armazenamento, reduzindo custos térmicos e perdas de energia renovável.

Já na visão de Talita Porto, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), “o armazenamento deve ser tratado como um ativo de flexibilidade, capaz de reorganizar o uso da energia no tempo e no espaço, aliviar congestionamentos, estabilizar a rede e ampliar a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN)”. Casos práticos apresentados por agentes do setor mostraram que o despacho de baterias já foi determinante para evitar cortes de carga e garantir estabilidade em regiões críticas.

Durante o debate, Renato Ribeiro, da transmissora ISA Energia, trouxe exemplos práticos do uso do sistema de baterias implantado na subestação de Registro (SP), onde o despacho de BESS foi essencial para evitar cortes manuais de carga e proporcionar estabilidade de tensão em regiões críticas, como o Litoral Sul de São Paulo durante a temporada de verão.

Casos práticos apresentados pela Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica de Menor Porte (ABRADEMP) também evidenciaram os benefícios das baterias: em um projeto piloto em uma distribuidora no Paraná, a implantação de um sistema BESS de 10 MW / 20 MWh demonstrou ganhos relevantes, como melhoria nos indicadores de continuidade do fornecimento, redução de sobrecargas e colapsos de tensão, maior resiliência a eventos climáticos extremos e integração mais segura da geração solar distribuída.

Segundo a entidade, o armazenamento permitiu evitar ou postergar investimentos significativos em infraestrutura de rede, com implantação mais rápida e maior flexibilidade operacional, incluindo resposta em menos de um segundo e capacidade de operação dinâmica por software.

No cenário internacional, a expansão das baterias avança rapidamente. Segundo a BloombergNEF (BNEF), a capacidade global saltou de cerca de 1 GW em 2013 para mais de 85 GW em 2023, com forte concentração em China, Estados Unidos e Europa, indicando uma mudança estrutural na forma como os sistemas elétricos estão sendo planejados.

Esse crescimento, segundo a BNEF, é impulsionado pela queda significativa nos custos das baterias. O preço dos sistemas caiu de cerca de US$ 170–180 por kWh para aproximadamente US$ 108 nos últimos anos, tornando a tecnologia cada vez mais competitiva e viável economicamente.

Em muitos mercados, mais de dois terços dos novos sistemas de baterias já estão sendo conectados diretamente às redes de transmissão e distribuição no mundo, ampliando seu papel como solução para planejamento da infraestrutura, adiamento de investimentos em rede e prestação de serviços ancilares. Entre esses serviços, destacam-se regulação de frequência, controle de tensão, reserva de capacidade, black start e integração de fontes renováveis, evidenciando o caráter multifuncional do armazenamento.

Apesar do avanço tecnológico e do potencial de mercado, os especialistas alertaram para desafios relevantes no ambiente regulatório brasileiro. Para a presidente eleita do Conselho de Administração da ABSOLAR, Bárbara Rubim, o armazenamento é estratégico para o futuro do setor elétrico brasileiro. “Neste sentido, o País precisa superar desafios importantes, especialmente a ausência de um marco regulatório consolidado. Esse tema, discutido desde 2023, ainda carece de regulamentação formal que reconheça e valorize todas as funções do armazenamento no setor elétrico”, pontua.

“A ausência de regras específicas, a dificuldade de remuneração adequada pelos múltiplos serviços prestados e limitações na estrutura de mercado ainda são barreiras importantes ao desenvolvimento do setor. Nesse sentido, o aprimoramento de um mercado de serviços ancilares, com produtos bem definidos e sinais de preço adequados, é fundamental para viabilizar modelos de negócio sustentáveis”, acrescenta Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR.

Há ainda expectativa positiva em relação ao Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP - Armazenamento) de 2026, que pode contratar cerca de 2 GW em baterias, embora a ABSOLAR defenda ajustes estruturais, como a ampliação do prazo de contratos e a eliminação de distorções regulatórias.

“Outras medidas como a inclusão do armazenamento no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI) e a possibilidade de emissão de debêntures incentivadas são fundamentais para destravar investimentos e consolidar o Brasil como protagonista na nova onda tecnológica do setor elétrico global”, conclui Sérgio Jacobsen, vice-presidente eleito de Armazenamento da ABSOLAR.

Para ampliar o debate e aproximar o tema dos profissionais que atuam na ponta do setor, a ABSOLAR realizará, no próximo dia 21 de maio, em São Paulo, o evento Armazenamento para Integradores. A iniciativa reunirá especialistas, empresas e integradores para discutir oportunidades de mercado, aplicações práticas, modelos de negócio e os principais desafios técnicos e regulatórios relacionados ao uso de baterias no Brasil, reforçando o papel estratégico do armazenamento na expansão da geração distribuída e na modernização do sistema elétrico nacional.

ABSOLARFundada em 2013, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) é a entidade do Brasil que reúne todos os elos da cadeia de valor da fonte solar fotovoltaica e demais tecnologias limpas, incluindo armazenamento de energia elétrica e hidrogênio verde. Com associados nacionais e internacionais, de todos os portes, a entidade é fonte de informação e articulação em prol da transição energética sustentável do Brasil

ABSOLAR
TOTUM Comunicação

UPL BRASIL ANUNCIA GIULIANO SCALABRIN COMO DIRETOR NACIONAL DE VENDAS

Agrônomo está na companhia há 14 anos e liderará a execução da estratégia comercial da empresa

Giuliano Argenta Scalabrin

A UPL, fornecedora global de soluções agrícolas sustentáveis, anuncia a nomeação do engenheiro agrônomo Giuliano Argenta Scalabrin para o cargo de diretor nacional de vendas. O profissional está na empresa há 14 anos e durante sua trajetória participou de momentos importantes como a criação da Natural Plant Protection (NPP) – unidade de negócios que reúne biossoluções, da qual foi diretor no Brasil – e também da ORÍGEO, joint venture da UPL com a Bunge que atua na venda direta a produtores do MATOPIBA, Pará, Mato Grosso e Rondônia.

Até assumir a área nacional de vendas, Scalabrin liderava a unidade de negócios responsável por cana e pastagem, bem como pelos territórios do Sudeste e Nordeste brasileiros, para todas as culturas. Em sua trajetória na UPL, o profissional passou por diversas áreas de vendas e marketing, incluindo atuação também no Cerrado, incluindo os estados de Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Piauí e Tocantins. Formado em 1995 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ele tem pós-graduação em marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e em gestão executiva de negócios pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC).

Giuliano Scalabrin afirma: “Estou honrado com este desafio e motivado a contribuir ainda mais com a estratégia da UPL. A eficácia na execução de vendas passa pela escuta ativa de clientes e parceiros no campo. É a partir desse contato próximo que fortalecemos relações e compreendemos as demandas e desafios do agricultor. Eu e minha equipe estamos dedicados a construir relações ainda mais sólidas para oferecer as melhores soluções para a proteção dos cultivos”.

Cristiano Figueiredo, CEO da UPL Brasil, destaca: “A nomeação do Giuliano reforça nosso compromisso com a valorização de talentos internos e reconhece uma trajetória construída com consistência e resultados dentro da UPL. A trajetória dele na companhia é marcada pelo conhecimento do campo, capacidade de criar conexões e liderança em diferentes frentes do negócio. Isso proporciona a consistência e a visão necessárias para avançarmos em nossas metas e ampliar a entrega de valor ao produtor rural brasileiro”.

A UPL Ltd. (NSE: UPL & BSE: 512070, LSE: UPLL) é uma fornecedora global de produtos e soluções agrícolas sustentáveis, com receita anual superior a US$ 5,2 bilhões. Somos uma empresa com propósito. Por meio do OpenAg®, a UPL está focada em acelerar o progresso do sistema alimentar. Estamos construindo uma rede que está reimaginando a sustentabilidade, redefinindo a maneira como uma indústria inteira pensa e trabalha – aberta a novas ideias, inovação e novas respostas enquanto nos esforçamos para cumprir nossa missão de tornar cada produto alimentício mais sustentável. Como uma das maiores empresas de soluções agrícolas do mundo, nosso robusto portfólio consiste em soluções biológicas e tradicionais de proteção de cultivos com mais de 15.000 registros. Estamos presentes em mais de 140 países, representados por mais de 12.000 colaboradores em todo o mundo. Para obter mais informações sobre nosso portfólio integrado de soluções em toda a cadeia de valor alimentar – incluindo sementes, pós-colheita, bem como serviços físicos e digitais –, visite o site e siga-nos no Linkedin, no Instagram e no Facebook

UPL
Texto Comunicação Corporativa

ETANOL DE SOJA EM ESCALA INDUSTRIAL REFORÇA O PROTAGONISMO BRASILEIRO EM BIOCOMBUSTÍVEIS AVANÇADOS

Com a primeira planta industrial do mundo, a CJ Selecta consolida sua liderança e reforça o papel pioneiro na transição energética, ao avançar no processo de certificação do RenovaBio

Plantação de soja. Foto: Divulgação

A CJ Selecta, produtora brasileira de Concentrado Proteico de Soja (SPC), óleo de soja, lecitina, etanol de soja e fertilizantes organominerais, reforça seu papel pioneiro na transição energética ao avançar no processo de certificação do RenovaBio com a primeira planta de etanol de soja em escala industrial do mundo. O projeto, iniciado em 2018, une inovação tecnológica, eficiência produtiva e redução comprovada de emissões de gases de efeito estufa, posicionando a companhia como referência global em soluções alinhadas à agenda ESG.

O desenvolvimento do etanol de soja surgiu a partir da necessidade de agregar valor ao melaço de soja, um coproduto que apresentava baixa rentabilidade e forte sazonalidade de demanda. “Desde o início, o projeto nasceu com uma visão estratégica de sustentabilidade, buscando fechar nossa cadeia produtiva e reduzir a pegada de carbono dos nossos produtos, já que o etanol é um insumo essencial para a produção do SPC, nosso principal produto”, explica a CEO da CJ Selecta, Alessandro Reis.

O pioneirismo representou um dos maiores desafios do projeto, uma vez que não existiam referências de produção de etanol de soja em escala industrial. Para superar essa barreira, a empresa estabeleceu parceria com um fornecedor estratégico especializado em fermentação alcoólica e conduziu extensos estudos laboratoriais e em escala piloto. Esses testes permitiram identificar leveduras capazes de converter os principais oligossacarídeos da soja — rafinose e estaquiose — em etanol com rendimento tecnicamente viável. “Foi um processo longo, baseado em ciência e validação técnica, que nos deu segurança para avançar com um modelo produtivo inédito no mundo”, destaca Alessandro.

Com a definição do balanço de massa, a CJ Selecta estimou uma capacidade teórica de produção de até 10 milhões de litros de etanol hidratado por ano. Desse total, cerca de 3 milhões de litros são consumidos internamente no processo de produção de SPC, enquanto aproximadamente 7 milhões de litros têm potencial de comercialização para postos de combustíveis das regiões de Araguari e Uberlândia. As obras da planta tiveram início em 2020 e, após dez meses de instalação e mais três meses dedicados à aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção começou em março de 2021, marcando um momento histórico para o setor.

O avanço mais recente do projeto está diretamente ligado ao RenovaBio, a Política Nacional de Biocombustíveis, que reconhece e remunera a redução de emissões por meio dos Créditos de Descarbonização (CBios). Em 2023, a CJ Selecta solicitou oficialmente o ingresso no programa. Por se tratar de uma rota tecnológica inédita, a ANP iniciou um processo de validação envolvendo outros órgãos federais, como a Embrapa. “Esse trabalho conjunto é fundamental para assegurar que a rota do etanol de soja seja corretamente reconhecida pelo seu real potencial de descarbonização”, afirma o profissional.

Os resultados da RenovaCalc, ferramenta oficial do programa, já validaram o desempenho ambiental do etanol de soja da CJ Selecta, que apresenta emissões 47,05% menores que as da gasolina — 46,28 gCO₂eq/MJ contra 87,40 gCO₂eq/MJ. Com esses números, a empresa estima uma redução anual entre 7 mil e 8 mil toneladas de CO₂ equivalente, o que poderá gerar o mesmo volume de CBios por ano. “Estamos na fase final do processo de certificação e aguardamos a atualização regulatória que inclui oficialmente a rota da soja. A expectativa é iniciar a geração e comercialização dos CBios até meados de 2026”, projeta Alessandro.

Para a CJ Selecta, o projeto representa mais do que um novo produto, mas de um marco estratégico. “Ser a primeira planta de etanol de soja em escala industrial do mundo reforça nosso compromisso com inovação responsável e consolida o grupo como uma referência global em soluções industriais alinhadas aos princípios ESG”, ressalta o CEO.

Próximos passos

Atenta ao futuro da iniciativa, a companhia realizou o estudo da pegada de carbono da soja e, desde 2021, vem colaborando com a Embrapa e a ANP na construção de uma nova rota de biocombustível. A expectativa é que essa nova rota seja incluída no cálculo do RenovaBio o mais breve possível.

“A mensuração da pegada de carbono da soja e a colaboração com instituições de referência refletem o compromisso da CJ Selecta com o avanço científico e com o desenvolvimento de soluções sustentáveis para a matriz energética brasileira. A inclusão dessa nova rota no RenovaBio representará um passo relevante para o reconhecimento dos ganhos ambientais e para o fortalecimento dos biocombustíveis como vetor da transição energética”, comemora Alessandro.

Devido a importância das iniciativas, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais – ABIOVE, manifestou apoio à companhia e destacou o avanço para a agregação de valor e a diversificação da cadeia da soja no Brasil. Para a entidade, a planta reforça o papel estratégico da soja no desenvolvimento de biocombustíveis sustentáveis e contribui para o fortalecimento da indústria nacional.

 “A iniciativa se insere em um contexto de crescimento do setor, com elevada produção e processamento, e evidencia um modelo industrial eficiente, alinhado à sustentabilidade, ao ampliar a participação da soja na matriz energética e consolidar o protagonismo do Brasil na oferta de produtos com maior valor agregado”, frisa o diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da associação, Daniel Furlan Amaral.

CJ Selecta Desde 1984 a CJ Selecta, companhia que faz parte da CJ Bio Division do grupo coreano CJ, atua com pioneirismo na fabricação de produtos derivados de soja para diversos segmentos. Com sede em Uberlândia (MG) e unidade industrial em Araguari (MG) e várias filiais espalhadas pelo Brasil, a companhia é hoje umas das maiores exportadoras de Concentrado de Proteico de Soja (SPC, na sigla em inglês soy protein concentrate), com fontes de soja transgênica e não-transgênica. Em 2019 a CJ Selecta iniciou a produção de fertilizantes especiais e soluções para nutrição de plantas, com foco em produtividade e sustentabilidade, integrando tecnologia e conhecimento técnico para oferecer soluções que ajudam produtores a alcançar alta performance de forma ambientalmente responsável

CJ Selecta
Attuale Comunicação