segunda-feira, 13 de abril de 2026

IGUATEMI CAMPINAS RECEBE EXPOSIÇÃO “RUN AND PIC”, DE DANIELA CINTRA, NO ESPAÇO CULTURAL

Mostra une fotografia, arquitetura e movimento a partir de registros feitos durante corridas ao redor do mundo

© Daniela Cintra

O Iguatemi Campinas recebe, de 15 de abril a 31 de maio, no Espaço Cultural, a exposição “RUN AND PIC”, da artista visual Daniela Cintra. A mostra apresenta ao público uma série que conecta arte, cidade e movimento por meio de um olhar sensível e contemporâneo.

Arquiteta, corredora e artista visual, Daniela Cintra possui mais de 20 anos de trajetória profissional e desenvolve, em “RUN AND PIC”, uma linguagem autoral que transforma a corrida em gesto criativo. Durante seus percursos por cidades ao redor do mundo, a artista registra, com o celular em mãos, imagens que capturam instantes únicos da arquitetura e da vida urbana.

Cada fotografia nasce no ritmo da passada, combinando o olhar atento, o tempo do corpo e a dinâmica das cidades. A corrida, nesse contexto, deixa de ser apenas deslocamento e passa a ser também uma forma sensível de observar, sentir e registrar o espaço urbano.

Daniela Cintra

As imagens revelam perspectivas inesperadas, em que movimento, luz e arquitetura se encontram, criando narrativas visuais que exploram a relação entre corpo e cidade de maneira contemporânea e imersiva.

Para Lívia Moufarrej Abdalla, gerente de marketing do Iguatemi Campinas, a exposição reforça a vocação do empreendimento como espaço de cultura e experiências. “O Espaço Cultural do Iguatemi Campinas tem como proposta aproximar o público de diferentes expressões artísticas, e a Daniela traz um olhar muito original ao unir arte, arquitetura e movimento. É uma exposição que convida à contemplação e também à reflexão sobre a forma como vivemos e percebemos os lugares”, afirma.

A mostra é gratuita e aberta ao público e pode ser visitada durante todo o horário de funcionamento do shopping, de segunda a sábado das 10h às 22h e aos domingos e feriados, das 12h às 20h.

Serviço
Exposição “RUN AND PIC” | Daniela Cintra
De 15 de abril a 31 de maio
Espaço Cultural – Iguatemi Campinas
Entrada gratuita

Iguatemi CampinasO Shopping Center Iguatemi Campinas foi o primeiro shopping do Brasil construído fora das grandes capitais e tornou-se o melhor complexo de uso misto do interior de São Paulo. Segundo shopping da Iguatemi Empresa de Shopping Centers e maior complexo da rede, são 380 operações com diversas opções de moda – marcas nacionais e internacionais –, gastronomia, casa/decoração, tecnologia, cultura e lazer. Com um ambiente agradável e pensado nos mínimos detalhes, o empreendimento proporciona conforto e conveniência para seus clientes em um único lugar e apresenta diferenciais como o mais moderno teatro da cidade, dois complexos de cinema – incluindo um prime –, além da única torre de estacionamento coberto entre os shoppings da região, com sistema de sinalização de vagas. Para mais informações, clique aqui e acesse o site

Iguatemi Campinas
FSB Comunicação
Macchina Comunicação Empresarial

NISSAN ANUNCIA MARCO BIANCOLINI COMO O NOVO VICE-PRESIDENTE DE MANUFATURA E OPERAÇÕES DA NISSAN DO BRASIL

Executivo, que ocupava o cargo de diretor sênior de Engenharia e Processos de Manufatura, é o primeiro brasileiro a liderar toda a operação de Manufatura da empresa no país

Alinhado à estratégia de reforçar a excelência operacional, acelerar a transformação e posicionar a marca para um crescimento de longo prazo, a Nissan anuncia Marco Biancolini como novo vice-presidente de Manufatura e Operações da Nissan do Brasil. Biancolini é o primeiro brasileiro a ocupar essa posição desde a inauguração do Complexo Industrial da Nissan em Resende, no estado do Rio de Janeiro, em 2014.

Anteriormente, o executivo era o diretor sênior de Engenharia e Processos de Manufatura também da operação brasileira da Nissan. Biancolini é engenheiro mecânico formado pela Faculdade de Engenharia de Joinville, com pós-graduação em Gerenciamento da Qualidade e Produtividade pela Faculdade de Administração e Economia de Curitiba, e certificação de Gerenciamento de Projetos pelo Instituto de Gerenciamento de Projetos dos Estados Unidos (PMP/PMI).

Biancolini tem mais de 30 anos de experiência no setor automotivo e sólido conhecimento em manufatura, cadeia de suprimentos, qualidade, engenharia de processos, e lançamentos de novos produtos. Durante sua trajetória, o executivo liderou equipes multifuncionais e multiculturais e acumulou experiências profissionais internacionais em países como Japão, China, França e México.

Marco Biancolini sucede a Toshihisa Hasegawa, que retornará ao Japão, onde ocupará novas funções na Nissan.

Nissan do Brasil

domingo, 12 de abril de 2026

CAMPINAS RECEBE ESPECIALISTAS PARA DEBATER O PAPEL DOS PARQUES NAS CIDADES CONTEMPORÂNEAS

Terceira edição do seminário Arq.Futuro acontece nesta terça-feira (14) no Teatro Oficina do Estudante Iguatemi e aborda como áreas verdes vêm se consolidando como infraestrutura estratégica nas novas centralidades urbanas

Registro da segunda edição do seminário Arq.Futuro, em 2025 . Foto: Divulgação

A terceira edição do seminário Arq.Futuro – Novas Centralidades Urbanas reúne especialistas do Brasil e do exterior no Teatro Oficina do Estudante Iguatemi, nesta terça-feira, dia 14 de abril, para discutir como parques e áreas verdes vêm se consolidando como elementos estratégicos no desenvolvimento urbano. Em um contexto em que as cidades buscam soluções para melhorar a qualidade de vida, enfrentar desafios climáticos e promover novas formas de convivência, os parques vêm ganhando protagonismo como parte essencial da infraestrutura. A programação gratuita e aberta ao público traz ao país, pela primeira vez, especialistas diretamente envolvidos na concepção e gestão de alguns dos projetos mais influentes do mundo contemporâneo.

Entre os convidados internacionais estão Alan van Capelle, diretor executivo da Friends of the High Line, e Kira Strong, diretora sênior da High Line Network, ligados diretamente ao High Line, em Nova York — um dos exemplos mais emblemáticos de requalificação urbana das últimas décadas. Eles irão compartilhar a experiência do parque linear que transformou uma antiga linha férrea elevada em um dos espaços públicos mais visitados do mundo, impulsionando o desenvolvimento econômico e redefinindo a dinâmica de seu entorno.

Alan van Capelle e Kira Strong        

Destaque também para o arquiteto paisagista Neil Porter, do escritório britânico GP+B, reconhecido por projetos que integram natureza, espaço público e infraestrutura em diferentes cidades ao redor do mundo. Entre seus trabalhos mais emblemáticos estão o Diana, Princess of Wales Memorial Fountain, no Hyde Park, em Londres, o Parque Central de Valência e o OnE, parque ao redor da Torre Eiffel, que conectará diversos pontos turísticos de Paris, além de obras de grande escala que articulam mobilidade, espaço público e infraestrutura verde em metrópoles como Milão, Moscou e Singapura.

Neil Porter

Segundo Tomas Alvim, cofundador da plataforma Arq.Futuro e organizador do evento, o tema ganha relevância diante dos desafios atuais. “Os parques deixaram de ser apenas espaços de lazer e passaram a integrar a infraestrutura urbana. Em um cenário de crescimento populacional, pressão ambiental e desigualdade territorial, tornam-se instrumentos fundamentais de planejamento e desenvolvimento das cidades”, afirma.

Dividida em três mesas de discussão, a programação percorre diferentes dimensões do assunto. Ao longo do dia, o evento reúne nomes como a arquiteta e paisagista do Parque Figueira, Isabel Duprat, o diretor da Urbia Parques, Samuel Lloyd, o diretor executivo da Fundación Mi Parque, Juan Ignacio Díaz, além de lideranças e iniciativas ligadas ao ativismo ambiental e à transformação urbana, como Helio da Silva, Rafael Ribeiro e Francisco Cunha. Representantes do poder público, da iniciativa privada e do terceiro setor também participam dos debates, ampliando as perspectivas sobre o tema.

As duas primeiras edições do seminário, realizadas em 2024 e 2025 no mesmo local, reuniram, juntas, mais de 2 mil participantes e consolidaram o evento como um espaço relevante de debate sobre o futuro das cidades. Desde sua estreia, o encontro contou com nomes internacionais como Joshua Prince-Ramus e Alejandro Echeverri, além do urbanista Carlos Moreno, criador do conceito da “cidade de 15 minutos”, e de especialistas brasileiros e estrangeiros que apresentaram experiências concretas de transformação urbana.

A realização do evento em Campinas reforça a importância do debate fora dos grandes centros tradicionais, aproximando experiências internacionais de realidades brasileiras e ampliando a discussão sobre o papel das cidades médias na construção de modelos mais sustentáveis e inclusivos.

O seminário Arq.Futuro – Novas Centralidades tem patrocínio máster da Iguatemi S.A. e do bairro Casa Figueira, e apoio do Iguatemi Campinas e STB. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas de forma on-line, pelo link, até o preenchimento das vagas.

Programação

Período da manhã
8h às 9h: Credenciamento

Abertura

  • 09h15 Tomas Alvim – Arq.Futuro
  • 09h20 Carlos Jereissati – Iguatemi S.A.
  • 9h25 Renato Nahas – FEAC
  • 9h30 Dário Saadi – Prefeitura de Campinas

Mesa 1 — Gestão, Governança e Convivência

  • 10h – 10h40 Alan van Capelle – Parque High Line
  • 10h40 – 10h50 Carlos Jereissati – Parque do Povo
  • 10h50 – 11h00 Isabel Duprat – Parque Figueira
  • 11h15 – 12h15 Debate
  • Mediação: Tomas Alvim e Sabrina Fontenele

À tarde

Mesa 2 — Paisagem, Arquitetura e Infraestrutura em Parques Públicos

  • 13h30 – 14h10 Neil Porter – Fonte Memorial de Diana, Hyde Park
  • 14h10 – 14h20 Carolina Baracat – Secretaria de Urbanismo de Campinas
  • 14h20 – 14h30 Samuel Lloyd – Parque Ibirapuera e Parque Villa-Lobos
  • 14h30 – 14h40 Juan Ignacio Díaz – Fundación Mi Parque
  • 14h45 – 15h45 Debate
  • Mediação: José Police Neto e Maria Rita Amoroso

Mesa 3 — Educação, Ativismo Ambiental e Transformação Urbana

  • 16h – 16h10 Helio da Silva – plantador de árvores
  • 16h10 – 16h20 Rafael Ribeiro – ONG formigas-de-embaúba
  • 16h20 – 16h30 Francisco Cunha – Jardim do Baobá
  • 16h30 – 16h40 Kira Strong – Parque High Line
  • 17h – 18h Debate
  • Mediação: Eliana Silva e Lina Pimentel

Serviço

Seminário Arq.Futuro – Novas Centralidades Urbanas
Tema: Parques Urbanos
14 de abril de 2026, das 8h às 18h
Teatro Oficina do Estudante Iguatemi
3º piso do Shopping Center Iguatemi Campinas
Av. Iguatemi, 777 – acesso pelo P5 do Deck Parking

Como participar: Inscrições gratuitas já podem ser realizadas, por este link, até o preenchimento das vagas.

Arq. Futuro - Criado em 2011, o Arq.Futuro é uma plataforma brasileira para discutir o futuro das cidades. Ao longo dos últimos anos, foram convidados pensadores proeminentes nos campos de Design, Arquitetura, Urbanismo, Economia, Saúde pública, entre outros setores, para trocar ideias sobre os caminhos coletivos em direção a espaços urbanos mais equitativos, inclusivos, ecológicos, inovadores e belos. Uma parceria firmada em 2019 com o Insper resultou no Laboratório Arq.Futuro de Cidades. Estruturado em núcleos temáticos, o Laboratório tem na interdisciplinaridade e na inovação a orientação para o ensino e a pesquisa sobre os desafios do desenvolvimento urbano, com a missão de contribuir para o impacto real na vida de sua população

Seminário Arq.Futuro
Assessoria de Imprensa
Macchina Comunicação Empresarial
Rosana Spinelli
rosana@macchinaweb.com.br
Antônio Fraga
fraga@macchinaweb.com.br

sábado, 11 de abril de 2026

VIVENDO NO MUNDO DA LUA. Por Linoel Dias*

“De nada serve ao homem conquistar a lua se acaba por perder a terra”
François Mauriac - Escritor francês – Prêmio Nobel de Literatura 1952

Foto: ©NASA 

Quando o ser humano ergue os olhos ao céu, não vê apenas estrelas: vê possibilidades. Desde os tempos antigos até as grandes conquistas tecnológicas, como as missões espaciais — lembrando a histórica Apollo 11, na década de 70 — a humanidade sempre carregou dentro de si o desejo de ir além. Recentemente, com iniciativas como a Artemis II, mais uma vez ousamos tocar o desconhecido e retornar com a certeza de que somos capazes de alcançar o que antes parecia impossível.

E, no entanto, ao voltarmos nossos olhos para a Terra, o contraste é inevitável. Aqui, onde a vida floresce em toda sua diversidade, também encontramos guerras, dor, divisões e destruição. Surge então a pergunta silenciosa: seria melhor viver “lá em cima”, distante das imperfeições humanas, dos políticos corruptos que enterram o país, dos  carecas do INSS e outros?

Mas viver no “mundo da Lua” não é, necessariamente, abandonar a Terra. Talvez seja, antes, um convite à reflexão. A Lua, serena, não nos oferece abrigo nem solução para nossos conflitos — ela apenas reflete a luz que recebe. E nisso reside uma profunda lição: não precisamos fugir do mundo para transformá-lo; precisamos aprender a refletir mais luz do que sombra.

O ser humano nunca se cansa de sonhar — e isso é uma dádiva. Sonhar nos move, nos eleva, nos tira da inércia. Mas os sonhos, para serem verdadeiramente grandiosos, precisam estar alinhados a propósitos nobres. Não basta conquistar o espaço exterior se ainda não aprendemos a pacificar o espaço interior.

De que vale chegar à Lua, se ainda não conseguimos chegar ao coração do próximo com compreensão? De que vale explorar novos mundos, se negligenciamos o cuidado com o nosso próprio? De que vale gastar bilhões de dólares em programas espaciais, se não socorremos povos e nações morrendo de fome?

Talvez o verdadeiro desafio não seja viver fora da Terra, mas viver melhor nela. Construir em vez de destruir. Unir em vez de dividir. Amar em vez de ferir.

Que continuemos olhando para o alto — mas sem perder de vista o chão que pisamos. Que nossas conquistas sejam instrumentos de paz, e não de orgulho. E que, ao invés de escaparmos para um “mundo da Lua”, sejamos capazes de transformar este mundo em um lugar mais digno, mais justo e mais humano. Porque, na verdade, a maior viagem não é aquela que nos leva ao espaço, mas a que nos conduz à evolução do espírito.

* Linoel Dias é jornalista e colunista do “Coisas de Agora”

TEMPOS DIFERENTES. APENAS TEMPOS DIFERENTES! Por chicolelis*

Foto: IA Canva

Quando comecei minha vida atrás de uma Remington (ou teria sido uma Olivetti?), em A Tribuna (Santos, SP) em 1969, tínhamos laudas de papel de 20 linhas, com 70 toques, espaço 2, em cada uma delas. Anos depois, na Sucursal de O Globo, já em São Paulo, SP, as laudas permaneciam presentes em nosso dia a dia, com um elemento novo, usávamos papel carbono (quem ainda lembra dele?) para fazer duas cópias.

Elas eram guardadas na Sucursal e uma, a original, seguia para o Rio de Janeiro, diariamente, levadas em um voo da TAM, pelo Oswaldo (não lembro sobrenome), junto com o material de propaganda.  Essa frequência assídua valeu a ele a visita, em sua casa, do comandante Rolim, presidente da empresa de aviação, para presenteá-lo por sua fidelidade. Mas ressalto aqui que, o material gerado pelos quase 30 profissionais que atuavam na sucursal, era enviado por telex para a sede do jornal, no Rio de Janeiro.

Hoje, minha Olivetti portátil, presente do meu amigo Nereu Leme, quando de minha saída da GM (onde era Gerente de Imprensa), está guardada na prateleira com alguns livros que releio, mas nunca mais a usei. Mas não me desfaço dela. Faz parte da minha vida.

E por que toda essa introdução, falando de um passado?

Porque hoje estou aqui, diante de uma máquina que me permite correções, sem ter que bater xxxxxxx, sobre o erro, ou recomeçar tudo.

E, além disso, também lembrar dos tempos em que nós, jornalistas da área automobilística, tínhamos uma grande proximidade com os dirigentes da indústria, em uma mútua confiança.

Um exemplo disso era a reunião de diretoria da ANFAVEA, às quintas-feiras. Terminada, o então presidente Newton Chiaparini convidava alguns jornalistas para um “open bar” onde tudo se falava abertamente, sem censura, com a certeza de que nós, da Imprensa, não publicaríamos nada do que fosse falado ali, por mais importante que fosse.

Cabia a cada um de nós o respeito ao acordo de sigilo. E nunca nada do que foi ouvido ali, foi publicado. E saibam que foram coisas muito importantes. Nada que prejudicasse alguém, fábricas ou entidades. Mais assuntos relacionados a novos investimentos ou produtos.

O presidente do Sindipeças à época (falo dos anos 80), Pedro Eberhardt (da Arteb), reunia dois ou três jornalistas do setor no Restaurante Vikings (Hotel Maksoud Plaza onde Frank Sinatra fez quatro shows em 1981) para conversas sobre o setor, a economia. Tudo em “off”, claro.

Carlos Fanucchi, seu antecessor, era também, um empresário (Freios Varga) com ótimo relacionamento de confiança mútua com a imprensa do setor.

Lembro de Wolgang Sauer (presidente da VW entre 1973 e 1989) e seus charutos cubanos. Sempre atencioso com os jornalistas, conhecia a maioria pelo nome e nunca deixava uma pergunta sem resposta, mesmo que fosse: “sobre esse assunto não posso falar”.

Assim também agia Joseph Sanches (presidente da GM em 1980), corintiano que colocava uma camiseta do seu time por baixo da camisa e circulava pela fábrica nas segundas-feiras, em que o time havia vencido no domingo, recebendo aplausos e vaias das torcidas adversárias, com um largo sorriso.

Era gentil e atencioso com os jornalistas, sempre disposto a atender a Imprensa, assim como Joseph O’Neill, presidente da Ford nos anos 70, quando lá estava, como responsável pela Imprensa o querido José Carlos Secco, o “Seccão”, que ajudou o seu presidente a ser um dos mais admirados do setor.

Por falar em admiração, não posso deixar de lembrar de André Beer, que não foi presidente da GM oficialmente, mas o foi por influência junto a todos os presidentes com quem atuou. Foi presidente da ANFAVEA e criou um encontro/almoço mensal para divulgar os números de produção do setor.

Outro presidente, este da Ford, com boas relações com a Imprensa foi Roberto (Bob) Gerrity, que era capaz de chamar jornalistas para conhecer segredos de fábrica, antes do seu lançamento, confiando no silêncio do profissional.

Muitos outros presidentes mantiveram relações extremamente cordiais com a Imprensa, tanto a especializada quando a de Economia. E suas atuações e comportamento sempre admirados, até mesmo desfilando na Sapucaí, como Mark Hogan, que tocou tamborim na bateria da Portela, ou como seu antecessor, Richard (Ric) Wagoner, que teve dois filhos nascidos no Brasil, País que ele sempre declarou amar.

Mais recentes neste mundo automobilístico, é possível destacar o ex-presidente da Fiat, Cledorvino Belini, sempre grato a quem colaborava com ele. É colecionador de lápis (alguém ainda usa esse objeto de escrita?) e tinha um carinho especial para com a imprensa automotiva, que atendia com fidalguia. E chegava a ligar para alguns deles para perguntar: sabe o que está acontecendo? Era para informar.

Mas os tempos mudaram

Hoje, segundo os colegas que atuam no setor, esta proximidade não existe mais. Dificilmente um presidente de montadora chega a aproximar-se como em tempos passados dos jornalistas. Os tempos mudaram, não há mais tempo para longas conversas, ou encontros após lançamentos para falar dos planos da fábrica/montadora para o futuro.

Foram-se os tempos da Olivetti, da Remington, das laudas e do carbono. Hoje vivemos tempos do computador, do tablete, do celular que faz foto magnificas.

Tempos diferentes. Apenas tempos diferentes!

* chicolelis   -  Jornalista com passagens pelos jornais A Tribuna (Santos), O Globo e Diário do Comércio. Foi assessor de Imprensa da Ford, Goodyear e, durante 18 anos gerenciou o Departamento de Imprensa da General Motors do Brasil. Fale com o Chico: chicolelis@gmail.com.

NO MUNDO DA LUA, E AQUI NA TERRA. Por Marli Gonçalves*

Lindo ver as imagens da Lua bem de pertinho feitas pelos astronautas da Artemis, a bolinha em cinza, em cores, no escuro, no claro. E a Terra, outra bolinha, mas nos mesmos dias pegando fogo em seus atritos políticos, religiosos, de poder. Tudo na mesma semana, ironia.

Não é de hoje que andamos vivendo é literalmente no tal Mundo da Lua. Distraídos, meio alheios ao tanto que acontece ao nosso redor, sem prestar atenção ao que aparece tão claro à nossa frente, inclusive aos perigos que avançam, como foguetes. Que começam, como dizemos, lá em cima, em quem está no topo da cadeia de comandos, muitas vezes, eleitos.

Como suportar silente tanta violência, tantas guerras, ameaças? O perigo claro de saber de um homem a cada dia mais desequilibrado e perigoso dirigindo a maior potência do planeta, ameaçando acabar com uma civilização, como disse com todas as letras, e praticamente nada acontecer de objetivo, a não ser umas declarações bem chinfrins e fraquinhas aqui e ali. Ficamos todos esperando com o coração aos pulos o relógio bater nove da noite, hora limite imposta, vendo o sobe e desce dos mercados, acompanhando como se fosse ficção o que se desenrolava. Aí aparece o anúncio de uma trégua tão frágil que não precisou nem de duas semanas para derreter; em algumas horas já era dúvida, tão mal combinada entre todos. Assustador, porque a escala está avançando – não só no Oriente Médio, mas nas esquinas do nosso continente. Assim seguimos para o próximo capítulo, próxima temporada, ameaça, devaneio, manchete. Claro, com muita gente ganhando dinheiro com tudo isso.

A natureza fica tentando mandar sinais de todos os tipos, e até São Paulo assistiu a beleza de um arco-íris duplo no amanhecer desses dias tensos, uma rara visão e formação nessa atabalhoada metrópole. Aqui onde a polícia mata, despreparada e assustada, por qualquer movimento em falso, como uma mão bater em um retrovisor de uma viatura. A mesma que protege o coronel feminicida destruidor de vidas, e pagando a ele caros soldos por entre as frágeis grades de cadeia especial.

Mas os tabefes vêm de todo os lados. Já está sabendo do documentário Netflix com a entrevista de uma risonha Suzane von Richthofen? Sim, aquela lá que planejou a morte dos pais a pauladas. Tá na boa: ganhou, dizem, meio milhão de reais, para dar entrevista, mostrar o filho. O atual marido ganhou para dar entrevista; quem mais falar ganhou também. Fora levar – digamos, cuidar do espólio – outros cinco milhões deixados por um tio falecido recentemente. Virou mesmo um ícone do crime, dessa nova modalidade de influencers que matam, roubam, seduzem, exploram, mentem, etc, etc, que essa lista é longa. A glamourização do mal.

Talvez tudo isso explique, enquanto continuamos passivamente no Mundo da Lua, porque tudo só piora. E, pelo visto, ainda planejam literalmente que em breve ocupemos esse tal mundo. Olha a gravidade. Precisaremos pôr os pés no chão antes disso.

* Marli GonçalvesJornalista, cronista, consultora de comunicação, 
editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano, 
Coleção Cotidiano, Editora Contexto. (Na Editora e na Amazon). 
Vive em São Paulo, Capital.  
marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

MARIA EMÍLIA FERNANDES ALVES É A NOVA GERENTE DE MARKETING DA NOVO MUNDO

Com plano de novas lojas, varejista fortalece o marketing como pilar estratégico

Maria Emília Fernandes Alves

Em meio a um novo ciclo de retomada e crescimento, marcado pela chegada da loja de número 100, a varejista Novo Mundo, um dos principais players do Centro-Oeste e com quase 70 anos de história, anuncia a contratação de Maria Emília Fernandes Alves como nova Gerente de marketing. O movimento acompanha a estratégia da empresa de fortalecer sua atuação no mercado e consolidar o marketing como área-chave para sustentar a expansão.

Com cerca de 20 anos de experiência, a executiva assume a missão de estruturar uma operação mais integrada ao negócio, com foco em desempenho, conexão com vendas e geração de resultados. “Em minha trajetória profissional passei pela Novo Mundo e, volto agora, em um momento estratégico, com o desafio de reforçar o posicionamento da marca e apoiar o crescimento da rede, que vem ampliando sua presença em diferentes estados”, afirma Maria Emília Fernandes Alves.

A contratação reforça o momento de transformação da varejista, que combina crescimento territorial, investimentos nas lojas físicas e fortalecimento das estratégias de comunicação para ampliar sua competitividade no mercado.

Novo MundoCom quase 70 anos de história, a Novo Mundo é uma das principais redes varejistas do Centro-Norte do país. Fundada em 1956, em Goiânia (GO), a empresa se destaca pelo mix de produtos, condições facilitadas de pagamento e proximidade com o consumidor

Novo Mundo
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sexta-feira, 10 de abril de 2026

BENNO FRANZ KIALKA RECEBE O TÍTULO DE CIDADÃO HONORÁRIO DE ITAJUBÁ (MG)

Benno Kialka, ao centro, novo Cidadão Honorário de Itajubá 

Desde 1960, a Câmara Municipal de Itajubá, MG, promove anualmente a concessão do título de Cidadão Honorário a pessoas não originárias da cidade, que se destacaram por suas atividades em prol da comunidade itajubense.

Itajubá é uma aprazível cidade de cem mil habitantes, localizada em meio às vertentes e vales da Serra da Mantiqueira, nacionalmente conhecida principalmente por abrigar a única fábrica de helicópteros no Brasil, a Helibras.

Na noite desta quinta-feira, 9 de abril, tal cerimônia foi novamente realizada e entre os homenageados, está o novo Cidadão Honorário de Itajubá, Benno Franz Kialka. Benno é originário da Alemanha, veio ao Brasil aos 12 anos de idade, aqui se formou em Administração de Empresas, na FGV-SP. Construiu uma carreira internacional de 35 anos em renomadas empresas como a General Motors do Brasil, Mannesmann e Embraer, o que o levou a morar oito anos fora do País.

Vereador Sílvio César Vieira, presidente da Câmara Municipal de Itajubá,
entregou o  título de Cidadão Honorário para Benno Kialka

Após a sua aposentadoria da vida corporativa, em 2004, ao longo de dez anos empreendeu como sócio fundador de empresa de tradução e interpretação linguística. Em 2012, formou-se Psicanalista e, um ano mais tarde, mudou-se para Itajubá. 

Tornou-se um profissional bem conhecido na cidade, mormente pela participação frequente em diversos programas de rádio, em que comentava realidades inerentes à saúde mental. 

Em 2023, tornou-se membro efetivo da Academia Itajubense de Letras e integra o Conselho Diretor dessa instituição. Mensalmente contribui com textos temáticos relativos à Psicanálise na revista digital da Academia, que tem milhares de leitores dentro e fora do país. 

É autor do livro “33 Crônicas de um Psicanalista”, publicado pela Editora Viseu e disponível no comércio eletrônico através da Amazon. Atende a seus pacientes presencial ou remotamente, inclusive a pessoas residentes no exterior.

Em reconhecimento ao atendimento terapêutico de mais de 300 pessoas, em 13 anos de atividade na área da saúde mental, inclusive de assistência psicoterapêutica voluntária em clínica de tratamento de dependentes químicos, a Câmara de Vereadores de Itajubá lhe conferiu o título de Cidadão Honorário.

Coisas de Agora

GEOPOLÍTICA DO AFETO - UMA NOVA ORDEM MUNDIAL? Por Mark Cardoso*

Lá se foram décadas e décadas de um mundo curvado à cultura dos EUA. E isso não é coincidência ou consagração. Isso foi uma estratégia bem pensada e executada: o Soft Power.

Imagem: IA Canva ©coisasdeagora

Para tentar dominar o mundo e consolidar-se como potência global, não basta estabelecer sua moeda como a mais forte e equipar seu exército a ponto de torná-lo o maior poderio bélico do planeta. É preciso, também, ver em Hollywood uma espécie de Pentágono que, de outra maneira, insere seus tentáculos nas sociedades do mundo ao exportar seu idioma como necessidade, estilo de vida como caminho, jeito de ser como distintivo social até que o mundo passe a achar que, para ser feliz, precisa ser como você.

Em outras palavras, diferente do poder militar, o soft power é essa capacidade que tem uma nação de influenciar os outros pela atração e persuasão, usando de sua cultura, ideologia e valores como uma “moeda diplomática", por assim dizer. Durante muito tempo, o "American Way of Life" foi consumido como o único padrão de sucesso e, portanto, almejado e desejado como um ideal de vida.

Até que o Brasil chegou.

E parece estar hackeando esse sistema pelas vias digitais.

Ao que muito indica, estamos testemunhando algo como uma inversão de fluxo. A antiga "síndrome de vira-lata", que nos empurra a acreditar que o que vem de fora é invariavelmente melhor, vem sendo substituída por um orgulho estético que atrai olhares globais por meio da música, do estilo, da história e da ancestralidade. O dito “viralatismo" tem sido, agora, percebido como algo até meio cafona, dizem…

O Brasil não está apenas na moda – afinal, ‘Brazil Core’ é papo antigo, já. Coisa de 2022; o Brasil está se tornando referência. A tendência foi apenas o sintoma superficial, uma casca estética. O que vemos agora é o país sendo posto como fundamento, como referência de um novo modo de habitar o tempo.

E se o Rio e Salvador são a atual porta de entrada dos gringos, o samba acaba sendo a mensagem primeira de brasilidade. E samba não como retrato de nossa história; samba como “tecnologia ancestral”, como dizia-se por becos e vielas e, hoje, também se diz por calçadões, avenidas e telas de telefone mundo afora. É um projeto de existência que agora disputa símbolos em escala global.

Enquanto alguns ainda buscam validação no Norte Global, o Brasil vence uma guerra cultural no sapatinho, mas nem tão silenciosamente: temos provocado desejo de Brasil por meio do som da nossa fala, das estrofes de nossas músicas, da opulência e da simplicidade estética que carregamos com o jeitinho brasileiro de existir. De 2025 pra cá, o que se observa é não apenas um interesse dos olhares do mundo como quem observa, da plateia, um espetáculo… mas uma vontade real de imersão, de fazer parte, de viver como a gente vive.

“Com licença”?!. Nana, nina, não… nossa música e nosso corpo dançam, hoje, com autopermissão. Ao que tudo indica, estamos vendo é o fim de um desejo de cópia e replicação que dá lugar a uma afirmação de identidade viva que resistiu. E que agora floresce.

Um Brasil que parou de olhar para o lado para se comparar;

Um mundo que olha para o Brasil com sede: parece querer aprender a sentir.

ÍMÃ GLOBAL

Essa mudança de percepção não é subjetiva. Ela se traduz em números e fenômenos comportamentais; muitos deles, digitais:

 - Fábrica de memes vs Hollywood: se eles têm o cinema e a produção audiovisual de TV, nós temos a profusão de memes na velocidade da luz. Há anos, a internet brinca que, por lá, não é muito esperto ‘mexer’ com os brasileiros. A academia do Oscar ficou impactada com a invasão brasileira em suas postagens referentes à Fernanda Torres, no ano passado; o tsunami “Plz come to Brazil” que, vez por outra, toma de assalto a caixa de comentários de celebridades e artistas; Renata Sorrah, “the Math Lady” da internet, é nossa!

Se os EUA ainda detêm o monopólio da imagem, é do Brasil o monopólio da atenção. Não é à toa, portanto, que influenciadores digitais gringos têm produzido conteúdos pontuais mirando no Brasil e nos brasileiros enquanto audiência.

 - O "Gringo Bracilêro" como fenômeno social: você abre o TikTok ou a aba explorer do Instagram e eles estão por toda parte. Francês, estadunidense, sueco, italiano, sul-africano, chinês... casos e mais casos de estrangeiros que trocaram seus países de origem pelo Brasil, dominaram a língua e, hoje, produzem conteúdo nas redes sociais celebrando as nossas "jabuticabas" e se maravilhando com as nossas peculiaridades: seja na comida, seja nos nossos diminutivos para tudo, seja na forma de nos relacionarmos com o outro.

 - Turismo em alta: batemos recordes sucessivos na entrada de estrangeiros que buscam o Brasil não apenas como um cartão-postal, mas como uma experiência de vida. Entre 2023 e 2024, o país registrou marcos históricos. De acordo com o Ministério do Turismo e a Embratur, recebemos cerca de 6 milhões de turistas estrangeiros – 62% mais que no período anterior. Eles deixaram mais de R$ 34 bilhões na economia, superando até mesmo o patamar pré-pandemia e o recorde anterior: a Copa do Mundo no Brasil.

 - A filosofia do samba: o samba deixou de ser apenas ritmo para ser reconhecido não só por profundidade intelectual como por escola de vida. No movimento mais recente desses desdobramentos culturais do Brasil atual pelo mundo, a gente tem se deparado com perfis de influenciadores estrangeiros que ‘viralizam’ ao traduzir letras complexas, descobrindo que o Brasil "sabe das coisas" e que o samba é, na verdade, uma crônica da alma humana, seja ela brasileira ou não. “Tá Escrito", do Grupo Revelação, que o diga…

 - Intercâmbio musical: artistas como o cantor francês Arthur Albaz que escolhe gravar clássicos da Bossa Nova e do Samba, em português, fazendo pontes líricas com o seu francês, apontam que a nossa língua e melodia são, de novo, um frisson em termos de objet du désir global.

Mark Cardoso é Head de Marca & Comunicação no Marketing do Grupo Superlógica. Jornalista e publicitário, com mestrado em Marketing/Branding (Desenvolvimento de Marca) pela Universidade de Brasília (UnB), já acumula mais de 20 anos de experiência com passagens por veículos, agências, marcas e empresas. Com um livro publicado, o também psicanalista acredita na pergunta como início do movimento e, talvez por isso, já tenha vivido em cinco cidades diferentes.

Grupo Superlógica
Nova PR

VALE ANUNCIA 1° NAVIO TRANSOCEÂNICO DO MUNDO MOVIDO A ETANOL

Uso pioneiro de etanol em embarcações a serviço da mineradora pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa no transporte marítimo em cerca de 90% 

Primeiro navio deve começar a operar a serviço da Vale a partir de 2029.
Foto: Anderson Bibico | Divulgação Vale

A Vale e a Shandong Shipping Corporation concluíram um acordo de afretamento para novos navios Guaibamax movidos a etanol, que serão entregues a partir de 2029. O acordo é um marco sem precedentes para o transporte global de minério de ferro: é a primeira vez na indústria marítima que o etanol será adotado como combustível principal em uma embarcação transoceânica. Com potencial para reduzir as emissões de carbono em cerca de 90% em comparação com o uso de óleo combustível pesado, comumente utilizado na navegação, a iniciativa reforça o compromisso da Vale de reduzir suas emissões de carbono na cadeia de valor e promover a descarbonização no setor marítimo, em linha com as discussões em andamento na Organização Marítima Internacional (IMO).

O acordo entre Vale e Shandong inclui contratos de 25 anos para a construção de 2 navios, com opção para mais embarcações. A adoção destes Guaibamax de segunda geração, que são embarcações com 340 metros de comprimento e capacidade de 325 mil toneladas, faz parte de uma estratégia multicombustível da mineradora brasileira. Além de etanol, estas embarcações poderão utilizar metanol e óleo pesado, incluindo ainda um design que prevê a possibilidade de conversão para o uso de gás natural liquefeito (GNL) ou de amônia.

"Os esforços pioneiros da Vale para a descarbonização no transporte marítimo são orientados para uma estratégia que combina flexibilidade e eficiência. A utilização do etanol como combustível nos navios que transportam o nosso minério, aliada à adoção de velas rotativas para aproveitamento da energia eólica, permitem que a Vale esteja em uma posição única para a transição energética no transporte marítimo global nas próximas décadas, ao mesmo tempo em que impulsionam iniciativas semelhantes no setor", diz Rodrigo Bermelho, Diretor de Navegação da Vale.

Considerando o ciclo completo do combustível do poço ao hélice (well-to-wake), o etanol pode representar uma redução de aproximadamente 90% (no caso de etanol de segunda geração) nas emissões de carbono em comparação com o óleo pesado. Além do transporte marítimo, a adoção do etanol na logística da Vale inclui testes em caminhões nas operações e em locomotivas da Ferrovia Vitória a Minas (EFVM).

Redução das emissões

Os novos navios movidos a etanol serão semelhantes a outros 10 navios bicombustíveis (metanol e óleo pesado) que serão entregues pela Shandong para a Vale a partir de 2027. A segunda geração do Guaibamax será equipada com cinco velas rotativas – que utilizam energia eólica para reduzir o consumo de combustível –, motores mais eficientes, dispositivos hidrodinâmicos, gerador de eixo, inversores de frequência e pintura de silicone, entre outras melhorias na eficiência energética. O conjunto de tecnologias aplicadas reduzirá em cerca de 15% as emissões de GEE[*] em comparação com a geração atual de Guaibamax.

Essas tecnologias e combustíveis alternativos estão sendo testados no âmbito do programa Ecoshipping, uma iniciativa de pesquisa e desenvolvimento criada pela Vale para apoiar o desafio de descarbonização da indústria marítima e aumentar a eficiência da frota a serviço da mineradora. A frota a serviço da Vale inclui navios Valemax de primeira geração desde 2011, Valemax de segunda geração desde 2018 e, desde 2019, a primeira geração de Guaibamax. Essas embarcações já estão entre as mais eficientes do mundo e podem reduzir as emissões equivalentes de CO2 em até 41% em comparação com uma embarcação padrão capesize.

Desde 2020, a Vale investiu cerca de R$ 7,4 bilhões (US$ 1,4 bi) para reduzir suas emissões de Escopo 1, 2 e 3. A empresa comprometeu-se a reduzir 15% as emissões do Escopo 3 até 2035, relacionadas à cadeia de valor, que inclui a maior parte das emissões do transporte marítimo, dependendo do tipo de contrato.

[*] Redução estimada de emissões com base em informações preliminares do projeto e considerando a abordagem tanque-hélice.

VALE

quinta-feira, 9 de abril de 2026

FUTURE MOBILITY ANUNCIA RICARDO CURY COMO SHOW MANAGER

A Future Mobility, plataforma de negócios dedicada ao ecossistema de mobilidade e inovação que integra a Eletrolar Show All Connected, anuncia a chegada de Ricardo Cury como Show Manager da edição 2026 

Ricardo Cury

O executivo passa a atuar no desenvolvimento de parcerias com empresas e montadoras e na estruturação das experiências do evento, com destaque para o circuito de test drive que será realizado no Sambódromo do Anhembi.

Com mais de duas décadas de atuação profissional, Cury construiu sua carreira desenvolvendo estratégias de marketing, inovação e crescimento para empresas de diferentes perfis, incluindo grandes companhias, consultorias, startups e plataformas digitais. Ao longo desse período, liderou iniciativas voltadas ao fortalecimento de marcas, ao desenvolvimento de novos negócios e à implementação de soluções baseadas em tecnologia e dados.

Nesta edição da Future Mobility, o executivo terá papel central na coordenação do circuito de test drive, uma das atrações do evento. Entre suas responsabilidades estão o planejamento da experiência, o relacionamento com montadoras e empresas de tecnologia e a integração das atividades técnicas e comerciais relacionadas ao circuito. Além disso, Cury contribuirá na definição dos veículos e tecnologias participantes e na estruturação das experiências do circuito de test drive, que incluirão demonstrações técnicas e ativações para o público.

A paixão pelo automobilismo também acompanha a trajetória do executivo que iniciou sua experiência nas pistas pelo kart e participou de diversas competições, conquistando o título de campeão paulista de Fórmula Vee em 2019.

“A chegada de Cury fortalece nossa estratégia de evolução da Future Mobility. Sua experiência será importante para ampliar a proposta do evento como uma plataforma de conexão, experiência e conhecimento para o ecossistema de mobilidade”, afirma Carlos Clur, CEO do Grupo Eletrolar All Connected.

Promovida pelo Grupo Eletrolar All Connected, a Future Mobility evolui a partir da Eletrocar Show e reúne empresas da indústria automotiva, tecnologia, energia, infraestrutura e logística, além de investidores, representantes do setor público e imprensa especializada. A programação inclui exposição de soluções, experiências práticas e conteúdos voltados ao desenvolvimento do setor de mobilidade.

Serviço
Future Mobility 2026
De 22 a 25 de junho de 2026
Distrito Anhembi & Sambódromo
Av. Olavo Fontoura, 1209 – Santana – São Paulo – SP
Clique aqui e viste o site Future Mobility 2026

Future Mobility 2026
Textofinal de Comunicação Integrada

CITRIX LATAM NOMEIA RICARDO LOUREIRO PARA LIDERAR OPERAÇÃO NO BRASIL

Movimento reforça aposta no país em meio ao avanço da nova plataforma da Citrix para entrega segura de aplicações para ambientes corporativos

Ricardo Loureiro

A Citrix Latam, referência em soluções para acesso seguro a aplicações e ambientes de trabalho digital, anunciou Ricardo Loureiro como novo diretor no Brasil. O executivo assume a operação com a missão de acelerar o crescimento da companhia, ampliar a atuação com clientes e parceiros e consolidar o posicionamento da empresa como plataforma de entrega de aplicações corporativas.

Com experiência no setor de tecnologia, Ricardo Loureiro atuou diretamente na estratégia de expansão de negócios, desenvolvimento do programa de canais e projetos ligados à modernização de infraestrutura e transformação digital em grandes organizações.

“Chego com o objetivo de dar continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido e, ao mesmo tempo, acelerar a evolução da Citrix Latam no Brasil, fortalecendo a proximidade com clientes e parceiros e ampliando o impacto das nossas soluções”, afirma o executivo.

A movimentação ocorre em um momento de maior demanda por soluções que combinem produtividade, segurança e experiência do usuário, impulsionada pela necessidade reduções de custo, dado o ambiente de aumento de preços de hardware e das soluções de proteção aos dispositivos.

Ricardo Loureiro assume a posição ocupada por Luciana Pinheiro, que deixa o cargo após sete anos na liderança das operações no país, e contribuir para o fortalecimento da companhia na região. “Tenho confiança de que o Ricardo dará continuidade a essa trajetória, com uma liderança alinhada aos desafios do mercado brasileiro e contínuo foco no ecossistema da Citrix”, diz Luciana.

O Brasil é considerado território estratégico para a Citrix na América Latina, e a chegada do executivo reforça a aposta da companhia na expansão local com foco em otimização do ecossistema de canais e maturidade digital do setor corporativo.

Na Citrix desde 2022, Ricardo Loureiro ocupou o cargo de Diretor de Vendas e Canais. Antes disso, construiu sua carreira em posições de liderança em multinacionais como Microsoft, Motorola e Whirlpool. O executivo é formado em Engenharia Elétrica pela Unicamp, possui mestrado em Engenharia pela Unicamp e MBA em Administração pela Fundação Dom Cabral.

Citrix LatamCom 36 anos de mercado, a Citrix oferece uma plataforma completa para acesso seguro a aplicativos e dados, com forte presença na América Latina e Caribe. Ao integrar tecnologia, parcerias estratégicas e inovação contínua, a empresa apoia organizações na construção de ambientes de trabalho mais protegidos e eficientes. Clique aqui e visite o site Citrix Latam

Citrix Latam
Capital Informação

CORTECO REFORÇA PRESENÇA ESTRATÉGICA NO MERCADO SUL-AMERICANO DURANTE A AUTOMECHANIKA ARGENTINA 2026

Executivos da empresa visitam o evento para estreitar parcerias e mapear tendências para o mercado de reposição

e/d: Eryka Yared, gerente de Vendas Exportação e Customer Service; Diego Nuñez, gerente de Vendas para Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai; Marcela Bassi, coordenadora de Customer Service;  e Estela Pacheco, gerente de Trade Marketing.

A Corteco, marca do Grupo Freudenberg e uma das principais fornecedoras de itens automotivos para o mercado de reposição, marca presença na Automechanika Buenos Aires 2026. O evento, consolidado como a principal exposição internacional de serviços do setor automotivo na América do Sul, vai até 11 de abril, no centro de exposições La Rural, em Buenos Aires, Argentina.

Com a participação de mais de 650 expositores de 30 países, a feira serve como um termômetro para as inovações que deverão ditar o futuro do setor automotivo. Representando a Corteco América do Sul, os executivos Estela Pacheco, gerente de Trade Marketing; Eryka Yared, gerente de Vendas Exportação e Customer Service; Diego Nuñez, gerente de Vendas para Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai; e Marcela Bassi, coordenadora de Customer Service; focam em uma agenda de visitas e relacionamento com clientes e parceiros durante todos os dias da feira.

“A Automechanika Buenos Aires reúne tendências importantes para o aftermarket automotivo, e participar como visitantes nos permite observar o mercado com amplitude. O contato com os clientes e os parceiros nos ajudam a antecipar necessidades e a manter a Corteco alinhada às transformações do setor”, comenta Estela.

A presença dos executivos da Corteco na Automechanika Buenos Aires também reforça o compromisso da empresa em incrementar o portfólio com soluções de alta tecnologia e qualidade alemã, fator crucial para manter a competitividade da marca no Brasil e nos países vizinhos.

Para obter mais informações sobre a empresa e seus produtos, basta acessar o site (www.corteco.com.br), fazer contato pelo Whatsapp por meio do número (11) 95033-8809, ou pelos perfis nas redes sociais: Facebook e Instagram (@cortecobrasil).

A Corteco é um dos principais fornecedores de componentes para o Aftermarket Automotivo, possui fábricas e centros de distribuição em mais de 15 países diferentes e fornece mais de 26.000 produtos com qualidade OEM. Oficinas independentes confiam nas peças de reposição Corteco e, portanto, se beneficiam da qualidade original da Freudenberg. Para mais informações, clique aqui

Grupo Freudenberg - A Freudenberg é um grupo de tecnologia global que fortalece seus clientes e a sociedade de forma duradoura por meio de inovações orientadas para o futuro. Junto com os seus parceiros, clientes e institutos de pesquisa, o Grupo Freudenberg desenvolve tecnologias de ponta e excelentes produtos e serviços para mais de 40 mercados e para milhares de aplicações: selos de vedação, componentes de controle de vibração, não tecidos técnicos, filtros, tecnologias e produtos de limpeza, produtos químicos especiais, produtos médicos, baterias e células de combustível. Forte inovação, intensa orientação ao cliente, diversidade e espírito de equipe são os pilares do Grupo. A empresa com mais de 175 anos, vivencia fortemente seus valores: compromisso com a excelência, confiabilidade, proatividade e ação responsável. Em 2024, o Grupo Freudenberg empregou aproximadamente 52.100 pessoas em quase 60 países em todo o mundo e gerou vendas de aproximadamente € 11.9 bilhões. Clique aqui e visite o site

Corteco
Essência Comunicação
Cíntia Bechiolli
imprensa@essenciacomunicacao.com.br

SCANIA ANUNCIA ERONILDO BARROS COMO NOVO DIRETOR-GERAL DAS OPERAÇÕES COMERCIAIS BRASIL

Executivo, há 28 anos na empresa, volta ao Brasil para substituir Simone Montagna, a partir de primeiro de maio de 2026, e liderar o maior mercado global da fabricante

Eronildo Barros Santos

A Scania informa a mudança na direção geral das Operações Comerciais no Brasil com a chegada de Eronildo Barros Santos, que estava no comando da Scania Peru, desde maio de 2022, e sucede a Simone Montagna no dia 1.º de maio. O executivo italiano, que esteve à frente da operação comercial brasileira desde março de 2023, deixa a companhia após 25 anos de contribuições em diferentes mercados e áreas da Scania, para seguir novos projetos pessoais.

Com uma trajetória consolidada na empresa, Barros traz uma combinação de experiência internacional e profundo conhecimento do mercado brasileiro. “Volto para liderar a gestão do maior mercado da Scania no mundo. Após quatro anos à frente da operação comercial no Peru, depois de coordenar também as concessionárias cativas da Scania no Brasil, de ter sido diretor de Vendas e contribuído com a operação comercial nacional por tanto tempo”, afirma Eronildo Barros, novo diretor-geral da Scania Operações Comerciais Brasil. 

“Assumo essa posição com grande senso de responsabilidade e motivação. O Brasil é um mercado estratégico para a Scania e extremamente dinâmico. Minha prioridade será fortalecer ainda mais a proximidade com os nossos clientes, continuar a impulsionar a transição para soluções de transporte mais sustentáveis e evoluir continuamente nossa oferta de valor. Seguirei comprometido com os objetivos da Scania de os clientes estarem sempre em primeiro lugar, no centro das decisões e no apoio irrestrito a eles, de avançar na liderança da descarbonização do transporte e ampliar nossa competitividade por meio de soluções completas com o menor custo total de operação. Além de continuar a evolução da nossa competente rede de concessionárias”, destaca Barros.

Eronildo Santos, 53 anos, é brasileiro, casado, tem duas filhas e nasceu em São Bernardo do Campo (SP). Formou-se em Administração de Empresas pela UMESP – Universidade Metodista de São Paulo, tem pós-graduação em Marketing, também pela UMESP, e MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), de São Paulo. Complementou sua formação com programas internacionais nos Estados Unidos, Suécia, Holanda e Argentina.

Sua carreira na Scania começou em 1998, quando ingressou na função de gerente de negócios na área de Vendas de Caminhões 

  • Em setembro de 2001, assumiu a gerência geral de Vendas da Casa Scania Codema, concessionária no Estado de São Paulo. 
  • Em abril de 2006, teve a primeira experiência internacional aceitando o desafio de comandar Vendas e Marketing da Scania México. 
  • Em 2007, regressou ao Brasil para assumir a gerência do Programa SuperZerado, de caminhões seminovos. 
  • No ano de 2008, assumiu a gerência executiva de Vendas de caminhões da Scania no Brasil na qual permaneceu até setembro de 2011. 
  • Entre outubro de 2011 a dezembro de 2014, Eronildo Santos foi diretor de Vendas de Veículos responsável pelas equipes de caminhões e ônibus. 
  • No período de 2015 a abril de 2018 liderou como diretor o time de Desenvolvimento de Negócios. 
  • Seu último cargo no Brasil, de 2018 a abril de 2022, foi de diretor-geral das casas cativas da Scania, formadas pelas concessionárias Codema (SP), Cavese (SC) e Suvesa (RS), de onde partiu para comandar a operação comercial peruana.

Operações Comerciais Brasil
Scania Latin America