“São necessários 40 anos para construir uma reputação, mas os maus e invejosos destroem em apenas cinco minutos”. LD
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| Ilustração IA Gemini |
É curioso observar como, para muitos, destruir parece mais fácil do que construir. Construir exige tempo, paciência, disciplina e, sobretudo, amor. Já destruir, muitas vezes, requer apenas um instante de descuido, uma palavra impensada, uma atitude impetuosa. Leva-se uma vida inteira para edificar uma reputação sólida, mas bastam poucos minutos para vê-la ruir.
A sabedoria antiga nos ensina que o verdadeiro valor do ser humano não está no que ele derruba, mas no que ele levanta. Um sábio certa vez afirmou: “Aqueles que dialogam constroem pontes; os que se fecham erguem muros.” E quanta verdade há nisso! O diálogo aproxima, cura, reconstrói. Já o silêncio carregado de orgulho, ou a palavra carregada de dureza, afasta e fragmenta.
A ganância e a inveja, como bem sabemos, são forças silenciosas, porém devastadoras. Elas corroem o interior do homem, fazendo com que ele deixe de admirar para competir, de servir para dominar, de construir para destruir. Quem se deixa dominar por esses sentimentos perde a capacidade de celebrar o bem e passa a alimentar o mal — primeiro dentro de si, depois ao seu redor.
Líderes ricos com a miséria dos pobres
Cresceu, no Brasil e em todo o mundo, a ganância de líderes políticos em conjunto com líderes religiosos evangélicos que defendem a riqueza, onerando os pobres e miseráveis. Insensíveis e despidos de qualquer senso de ridículo, usam os púlpitos e as tribunas como plataforma política e religiosa, aumentando seus polpudos salários, desviando dinheiro para a compra de fazendas, aviões, carros de luxo e viagens internacionais, até para a “Terra Santa”. Além de não pregarem corretamente a Palavra, destroem a seara e a vida de muitos. Os corretos, infelizmente, a pretexto de uma ética inexistente, se calam diante do descalabro.
Esquecem o Livro Sagrado, que alerta com profunda clareza: “Não prejudiquem as viúvas nem os órfãos (os pobres). Com grande ira Eu vos matarei e suas mulheres ficarão viúvas e seus filhos, órfãos”- Êxodo 22:22 e 24.
Para os limpos de coração, em outra passagem, lembra “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9). Essas palavras não são apenas conselhos: são direções para uma vida plena e equilibrada.
Construir, portanto, é um ato espiritual. É escolher, todos os dias, semear o bem, mesmo quando o terreno parece árido. É erguer pontes onde muitos insistem em levantar barreiras. É responder com serenidade quando o impulso seria reagir com dureza. É, acima de tudo, compreender que cada ação nossa deixa marcas — seja de edificação ou de destruição.
Que possamos refletir: temos sido construtores ou destruidores? Nossas palavras levantam ou derrubam? Nossas atitudes aproximam ou afastam?
A vida nos oferece, diariamente, essa escolha. E ainda que o mundo, por vezes, pareça inclinado à destruição, sempre haverá espaço para quem decide construir. Porque construir é um ato de fé, de coragem e de amor — e, no fim, são essas obras que permanecem.
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| * Linoel Dias é jornalista, assessor de imprensa e colunista do Coisas de Agora |


Um comentário:
Grandes e duras verdades, Parabéns Linoel Dias, pela coragem de publicá-las, Deus te abençoe meu amigo. Abção.
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