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| Imagem IA Canva |
No mundo, estão catalogadas aproximadamente 370 mil espécies de plantas que produzem flores. O Brasil – segundo especialistas - com sua extraordinária biodiversidade, a maior do planeta, abriga uma riqueza imensa de 369 mil espécies vegetais. E, quando falamos de flores, é impossível não lembrar de Holambra, no interior de São Paulo, reconhecida como a Capital das Flores da América Latina.
São tantas flores, tantas cores, tantas formas e perfumes que seria impossível não reconhecer a grandeza e a generosidade do Criador!
Estamos vivendo a Primavera, estação que nos encanta com o florescimento da natureza, que renova paisagens e desperta sentimentos. Mas sabemos que ela não será eterna. Depois, teremos o Verão, o Outono e o Inverno, cada qual com suas características, seus desafios e suas particularidades. E, mesmo quando as folhas caírem, os dias ficarem mais frios e as paisagens perderem parte de suas cores, ainda haverá flores esperando o momento de florescer.
A natureza nos ensina que nenhuma estação dura para sempre. Há momentos de florescimento e momentos de recolhimento; tempos de abundância e tempos de escassez. Entretanto, a vida não perde seu propósito porque uma estação chegou ao fim.
É justamente essa lição que precisamos trazer para os nossos dias.
Vivemos um período, particularmente no Brasil, tumultuado, marcado por conflitos, intolerância, disputas pelo poder, interesses pessoais, discursos que dividem e atitudes que, em vez de construir pontes, levantam muros. Na política, muitas vezes, a vaidade ocupa o lugar do compromisso, o poder se sobrepõe ao serviço e as palavras, que deveriam aproximar, acabam alimentando ressentimentos e discórdias.
Diante desse cenário, surgem o desânimo, a indignação e até a descrença em relação ao ser humano. Mas não podemos permitir que essas atitudes nos façam esquecer a existência de tantos outros que continuam plantando o bem, cultivando a solidariedade, praticando a generosidade e trabalhando por um Brasil.
Ainda existem flores!
Existem pessoas que oferecem carinho sem esperar recompensa, mãos que se estendem para ajudar, corações que sabem perdoar, famílias que preservam seus valores e cidadãos que não negociam sua honestidade. Existem ainda os não corruptos, aqueles que, mesmo diante das dificuldades, preferem semear a paz, cultivar a esperança e acreditar que a bondade ainda tem lugar neste mundo.
É bom lembrar: essas flores não são obra exclusiva dos homens. Sua origem mais profunda está na generosidade do Grande Criador e Provedor, que nos presenteou com uma natureza extraordinária e nos concedeu a capacidade de admirar, cuidar, amar e fazer o bem.
A criação continua falando, mesmo quando os homens se calam diante das injustiças. Ou discursam pelo fim dos semelhantes. As flores continuam desabrochando, mesmo quando a intolerância parece prevalecer. O sol continua nascendo, mesmo depois das noites mais escuras.
Não podemos controlar todas as estações da vida, muito menos as atitudes dos outros, mas podemos escolher o que cultivar em nosso próprio jardim.
Que não nos faltem sementes de bondade, raízes de fé, flores de esperança e frutos de generosidade. Que saibamos cuidar melhor da natureza e, sobretudo, da natureza humana.
Afinal, a Primavera passa, as estações se sucedem, os tempos mudam e os homens também passam. Mas a beleza da criação permanece como testemunho da grandeza Daquele que tudo fez.
Portanto, não percamos a esperança. Ainda existem flores! E, enquanto houver fé, amor e disposição para semear o bem, sempre haverá motivos para acreditar em novos jardins, novas cores e novos amanheceres.
Olhemos para o Alto. É de lá que vem a verdadeira esperança!
Que o Grande Criador nos conceda sabedoria para atravessar as estações da vida, coragem para enfrentar os tempos difíceis e sensibilidade para reconhecer e preservar as flores que ainda existem entre nós.
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| * Linoel Dias é jornalista, assessor de imprensa e colunista do Coisas de Agora |


Um comentário:
Ainda bem que existem as flores e que no tempo certo elas renascem.
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