segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

ENGIE INVESTE EM INOVAÇÃO PARA AUMENTAR EFICIÊNCIA DE AEROGERADORES

Duas iniciativas focam na identificação de desalinhamentos em turbinas, utilizando recursos como inteligência artificial e sensores de laser

A ENGIE Brasil está desenvolvendo duas iniciativas inovadoras para aumentar a eficiência e a vida útil de seus parques eólicos. Os projetos, realizados em parceria com universidades brasileiras, usam tecnologias avançadas para identificar desalinhamentos em turbinas, problemas que podem prejudicar a produção de energia e acelerar o desgaste dos equipamentos. Os investimentos, considerando as duas iniciativas, chegam a R$ 2,8 milhões. A área de performance da ENGIE, que atua em parceria com as usinas no monitoramento constante dos dados de máquina das usinas renováveis identificando correções necessárias e oportunidades de ganhos, será a responsável por gerenciar os projetos.

O primeiro projeto, em colaboração com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e duração prevista em seis meses, foca no desalinhamento que ocorre quando a turbina do aerogerador não está perfeitamente orientada em relação à direção do vento. Utilizando sensores do modelo LiDAR (Light Detection and Ranging), um dispositivo que usa feixes de laser para medir distâncias com alta precisão, criando um mapa 3D de um ambiente, a ENGIE está testando um algoritmo próprio que detecta automaticamente turbinas desalinhadas e recomenda correções pontuais. A iniciativa está sendo aplicada em caráter experimental no Conjunto Eólico Campo Largo, na Bahia.

Já o segundo projeto, desenvolvido com a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) e com duração de 14 meses, trata do desalinhamento de pitch — o ângulo de inclinação das pás dos aerogeradores. Quando esse ângulo está fora do ideal, a turbina perde eficiência e sofre maior desgaste mecânico. O projeto com a ENGIE tem como objetivo comparar diferentes algoritmos para detecção desses desalinhamentos de maneira automática e remota, investindo em sensoriamento para abranger toda a frota da companhia e comparar diferentes metodologias de inspeção em campo.

Ambos os projetos têm como objetivo tornar o monitoramento das turbinas mais inteligente, preciso e econômico. “Ao combinar dados operacionais com algoritmos avançados, a ENGIE busca antecipar falhas, reduzir custos de manutenção e aumentar a produção de energia renovável. Essas iniciativas mostram como a inovação pode ser aplicada diretamente no campo, com resultados concretos”, afirma o gerente de Gestão da Performance e Inovação da ENGIE, Mário Wilson Cusatis.

Com mais de 10 mil aerogeradores em operação no país, a replicação dessas soluções pode representar um salto de eficiência para todo o setor eólico nacional. Além dos ganhos econômicos, os projetos contribuem para a sustentabilidade da matriz energética brasileira, ao evitar desperdícios e prolongar a vida útil dos equipamentos.

A ENGIE é um importante player na transição energética e tem como propósito acelerar a transição para uma economia neutra em carbono. Com 98.000 colaboradores em 30 países, o Grupo abrange toda a cadeia de valor da energia, da produção à infraestrutura e vendas. A ENGIE combina atividades complementares: produção de eletricidade renovável e gás verde, ativos de flexibilidade (principalmente baterias), redes de transmissão e distribuição de gás e eletricidade, infraestruturas locais de energia (redes de aquecimento e resfriamento) e fornecimento de energia para domicílios, autoridades locais e empresas. A cada ano, a ENGIE investe mais de 10 bilhões de euros para impulsionar a transição energética e alcançar sua meta net-zero em carbono até 2045. Faturamento em 2024: 73,8 bilhões de euros. No Brasil, a ENGIE, uma das líderes em energia 100% renovável do país, atua em geração, comercialização e transmissão de energia elétrica, transporte de gás e soluções energéticas. A empresa possui cerca de 12 GW de capacidade instalada própria, provenientes de fontes renováveis e com baixas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), como usinas hidrelétricas, eólicas, solares e a biomassa

ENGIE Brasil
InPress Porter Novelli

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