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| Imagem IA Canva ©coisasdeagora |
Albert Einstein
Desde 16 de maio de 2009, é comemorado em todo o mundo, o Dia Internacional da Convivência em Paz. Oficializado somente, em 8 de dezembro de 2017 pela ONU – Organização das Nações Unidas, ele nos convida a refletir sobre algo essencial e, ao mesmo tempo, tão negligenciado: a capacidade de viver juntos, com respeito, diálogo e compreensão. É um ideal elevado, necessário, urgente — mas que, parece permanecer apenas no papel.
Ao longo dos anos, o mundo assistiu a guerras, conflitos, perdas irreparáveis e dores que atravessam gerações. Então surge a pergunta inevitável: por que ainda falhamos em algo tão básico quanto conviver em paz?
É só olharmos a política brasileira e mundial, que jamais se entendem. Quanto a valores básicos dos cidadãos, pior ainda. Só discursos, assinaturas de protocolos de intenções e mais nada real de palpável.
Talvez uma das respostas esteja na própria natureza humana quando desequilibrada — na ganância que cega, no egoísmo que isola, na pressa que impede de ouvir, no orgulho que dificulta perdoar. Quando cada pessoa passa a viver apenas para si, o outro deixa de ser próximo e constitui-se um obstáculo. E onde não há espaço para o outro, não há espaço para a paz.
Mas a paz verdadeira não nasce de decretos ou datas comemorativas. Ela começa silenciosamente, dentro de cada cabeça e coração. Começa quando escolhemos compreender antes de julgar, quando decidimos estender a mão em vez de apontar o dedo, quando preferimos construir pontes em vez de muros.
Conviver em paz não significa ausência de conflitos, mas a presença de sabedoria para resolvê-los. Não é pensar igual, mas respeitar as diferenças. Não é vencer o outro, mas crescer com ele.
Se o mundo parece distante dessa realidade, talvez seja porque esperamos que a mudança venha de fora. No entanto, toda transformação duradoura começa no interior de cada ser humano. Pequenos gestos — um perdão concedido, uma palavra gentil, um ato de empatia — têm um poder silencioso, mas profundo.
Que esse dia não seja apenas uma lembrança no calendário, mas um convite à prática diária. Que possamos ser instrumentos da paz onde estivermos: na família, no trabalho, nas ruas e nos encontros da vida.
Porque, no fim, a paz que desejamos para o mundo começa na forma como escolhemos viver com o próximo — e, sobretudo, na forma como aprendemos a viver conosco mesmos.
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| * Linoel Dias é jornalista e colunista do “Coisas de Agora” |


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