quinta-feira, 9 de julho de 2026

SUBSEA7, REPSOL SINOPEC BRASIL, EXXONMOBIL BRASIL E PETROBRAS APRESENTAM PROTÓTIPO EM ESCALA REAL DE NOVA TECNOLOGIA OFFSHORE

Projeto Gimbal Joint Riser, financiado pela cláusula de P&DI da ANP, propõe a simplificação das configurações de risers eliminando sistemas de flutuação para projetos submarinos de exploração e produção de petróleo

Subsea7, Repsol Sinopec Brasil, ExxonMobil Brasil e Petrobras anunciam significativo avanço para a segunda fase de desenvolvimento do Projeto Gimbal Joint Riser (GJR). Financiada pela cláusula de obrigação de investimento em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&DI) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a tecnologia está na etapa de validação experimental em escala real com a apresentação do seu protótipo ao mercado.

O GJR introduz uma junta multiarticulada em risers (tubulações) rígidos para absorver os movimentos dinâmicos gerados pela plataforma nos projetos de exploração e produção de petróleo em alto mar. Na prática, a tecnologia permite utilizar as tubulações em formato de catenária livre (suspensa diretamente) em águas ultra profundas, eliminando a necessidade de grandes estruturas de flutuação, como as exigidas pelos modelos convencionais, conhecidos como “Steel Lazy Wave Risers” (SLWRs).

“O avanço do projeto Gimbal Joint Riser para a fase corrente de testes do protótipo em escala real valida nossa tese técnica de maneira objetiva. Os dados provam que simplificar a estrutura submarina elimina a necessidade de centenas de metros de tubulações adicionais, reduzindo os custos de instalação e a pegada de carbono, sempre tendo a segurança operacional como prioridade. O trabalho executado até aqui, lado a lado com a Repsol Sinopec Brasil, a ExxonMobil Brasil e a Petrobras, tem nos garantido a consistência de engenharia necessária para atingir a maturidade tecnológica que o mercado offshore exige”, afirma Yann Cottart, Vice-Presidente Sênior Brazil GPC West da Subsea7.

Estudos técnicos indicam que a solução tem potencial para gerar ganhos relevantes de eficiência operacional e redução de custos, em função da simplificação do sistema em catenária livre e da menor necessidade de materiais e equipamentos. Essa abordagem também favorece a sustentabilidade das operações, contribuindo para a redução das emissões associadas à fabricação, logística e instalação dos sistemas submarinos.

Além da potencial otimização de materiais e redução de CAPEX, a tecnologia GJR apresenta-se como uma solução alternativa também ao sistema de tubos flexíveis, em configuração lazy wave -- onde um dos principais desafios operacionais é a Corrosão sob Tensão (SCC). Mesmo possuindo um componente flexível, podendo ser este um tubo flexível ou compósito, o design da armadura externa opera absorvendo as cargas de tração, protegendo o componente flexível, eliminando um fator importante para a ocorrência do fenômeno SCC.

“O GJR evidencia o valor da colaboração entre parceiros de excelência para o avanço de soluções tecnológicas voltadas aos desafios da produção em águas ultra profundas. Ao mesmo tempo em que contribui para operações cada vez mais seguras e eficientes, a iniciativa projeta o Brasil como referência internacional no desenvolvimento de tecnologias offshore”, complementa José Salinero, Gerente Sr. de Pesquisa e Desenvolvimento da Repsol Sinopec Brasil.

Segunda fase e maturidade tecnológica

Para o avanço tecnológico rumo ao nível TRL6, conforme maturidade estabelecida pela ABNT (TRL-4, segundo as normas API 17N/17Q), o projeto já contabiliza mais de 15 mil horas de engenharia aplicadas, somente nesta fase, por uma equipe multidisciplinar de mais de 100 profissionais, considerando apenas a empresa executora, além dos envolvidos na cadeia de suprimentos do projeto. Nesta nova fase, o protótipo em escala real passa por testes de laboratório que simulam os limites de carregamento e as condições reais de um ambiente offshore extremo.

O desenvolvimento conta com a atuação direta de parceiros nacionais em suas etapas de validação e manufatura. O Laboratório de Tecnologia Oceânica (LabOceano - COPPE/UFRJ), no Rio de Janeiro, e a Simeros Technologies, no Rio Grande do Sul, conduzem as atividades de experimentação e testes, enquanto a Açoforja Indústria de Forjados S.A., em Minas Gerais, é a responsável pela fabricação das peças estruturais. Além destes, a Bureau Veritas acompanha o projeto desde a sua fase inicial garantindo a qualidade da tecnologia. O projeto conta, ainda, com a participação de outras empresas responsáveis pelo fornecimento de elementos que compõem o equipamento.

Subsea7

Líder global na entrega de projetos e serviços offshore para o setor de energia, a Subsea7 torna possível a transição energética offshore por meio da evolução contínua do petróleo e do gás com baixo teor de carbono, permitindo o crescimento de energias renováveis e emergentes.

Presente no Brasil há mais de 40 anos, a empresa conta hoje com mais de 2.500 colaboradores diretos distribuídos em bases operacionais em Ubu (ES), Rio das Ostras, Açu e Niterói (RJ), além de um escritório na cidade do Rio de Janeiro. As operações no Brasil estão divididas em duas áreas principais:

  • Subsea e convencional: Engenharia, Aquisição, Construção e Instalação (EPCI), em profundidades variadas e contratos de PLSVs;
  • Serviços durante a vida útil o campo: Inspeção, reparo e manutenção, gerenciamento de integridade e serviços de suporte.

Repsol Sinopec Brasil - Presente no Brasil desde 1997, a Repsol Sinopec é uma joint venture formada pela Repsol (60%) e pela Sinopec (40%). A empresa atua na exploração e produção de petróleo e gás no Brasil, produzindo energia, bem essencial para o desenvolvimento e o bem-estar da sociedade, de maneira responsável e segura. Com forte presença em ativos de classe mundial, sobretudo no pré-sal, a companhia também investe em pesquisa, desenvolvimento e inovação voltados à eficiência operacional, à descarbonização e à transição energética, contribuindo para o avanço de soluções tecnológicas que fortalecem a indústria de energia no país

ExxonMobil Brasil - A ExxonMobil foi a primeira empresa de óleo e gás a se estabelecer no Brasil, em 1912, e atualmente emprega cerca de 2 mil funcionários no país, nos escritórios de Exploração & Produção, no Rio de Janeiro; Químicos, em São Paulo; e em um Centro Global de Negócios, em Curitiba. A empresa tem participação em 13 blocos exploratórios e um campo em produção, Bacalhau, na Bacia de Santos. Uma das maiores empresas internacionais de capital aberto e detentora de um portfólio de recursos líder do setor, a ExxonMobil fornece energia e produtos essenciais à sociedade enquanto reduz emissões. As atividades da corporação são divididas em três principais linhas de negócios: Upstream, Product Solutions e Low Carbon Solutions 

PetrobrasFundada em 1953, a Petrobras é referência global em energia. Nascida da campanha "O Petróleo é Nosso", a companhia hoje opera uma sólida estrutura de ativo. Unindo desenvolvimento, inovação e novas tecnologias na exploração, produção (em águas ultraprofundas) e célere descarbonização, com forte presença internacional. A meta é liderar uma transição ecológica justa, ampliando biocombustíveis e alcançando a neutralidade de emissões até 2050

Subsea7
Weber Shandwick

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