segunda-feira, 28 de julho de 2014

ACELERADAS.
por Edison Ragassi*

GP Hungria- Ainda bem que a lógica falha!

Surpreendentemente, Daniel Ricciardo vence o GP húngaro, apesar da pole de Rosberg. Depois de largar dos boxes, Lewis Hamilton chegou em terceiro e Massa não bateu.



Na coluna passada falei que as equipes teriam muito trabalho para vencer a Merecedes-GP, pois eles eram favoritos para marcar a pole e na pista húngara sair na frente é meia vitória. Ainda bem que a lógica não prevaleceu e pudemos assistir uma das melhores corridas da temporada.

O treino classificatório foi conturbado, porque a chuva apareceu e foi embora. Para colocar mais tempero, o inglês abusado (aliás, o chamo assim desde que estreou na categoria) Lewis Hamilton (Mercedes-GP), viu suas chances de marcar a pole virar fumaça logo no inicio do Q1quando o motor de seu carro pegou fogo por causa de vazamento de combustível.

Mesmo assim, continuou dando a lógica, pois a pole foi marcada pelo outro carro do time prateado, o líder da competição Nico Rosberg. Sebastian Vettel (RBR), Valtteri Bottas (Williams), Daniel Ricciardo (RBR), Fernando Alonso (Ferrari) vieram logo atrás. 


Como não foi um menino cuidadoso, Felipe Massa (Williams) foi castigado pela equipe. Não tinha chassi novo, precisou contentar-se com uma versão antiga, que deixava a carro mais lento e marcou só a sexta colocação.


Na largada, outra vez a lógica, Rosberg disparou na frente, Massa perdeu duas posições porque estava muito cuidadoso, afinal, foram duas corridas seguidas que o brasileiro abandonou por causa de acidentes. E aí na oitava volta, o GP da Hungria mostrou que não seria comum. Marcus Ericsson (Caterham) perdeu o ponto de freada e bateu. E isso provocou a entrada do safety car.

Vários pilotos aproveitaram para fazer a troca de pneus, e entre eles não estava Rosberg, pois já havia passado pela entrada dos boxes. Quando o carro de segurança estava para sair da pista, outro acidente, desta vez com Romain Grosjean (Lotus). Ele deu as caras mais uma vez, na volta 23, quando o mexicano Sergio Pérez (Force India) bateu forte.

Estas intervenções fizeram com que Rosberg ficasse travado, enquanto que Hamilton, após largar dos boxes veio ultrapassando vários adversários, até brigar pelas primeiras posições. O inglesinho abusado com pneus médios para ir até o final estava na frente de Nico que usava compostos macios. A equipe deu a ordem para não segurar o alemão, pois ele faria mais uma parada. Hamilton nem deu atenção e foi feliz.


Nas últimas voltas, ele brigava com Alonso pela liderança da corrida e sofreu forte pressão de Ricciardo e não resistiu. O australiano tinha o melhor carro naquele momento e conseguiu ultrapassar também o espanhol que levava sua Ferrari no braço, pois os pneus já haviam acabado fazia tempo. E assim mais uma vez na temporada Ricciardo chegou em primeiro quebrando a hegemonia dos carros da Mercedes.

Apesar de chegar na 7ª posição, Sebastian Vettel (RBR) foi o protagonista de uma rodada espetacular. O alemão usou toda sua habilidade para não bater a lateral no muro e saiu ileso para marcar pontos no final.

E o nosso Felipe Massa correu com a cabeça. Pressionado por ter um bom carro na mão, mas mesmo assim, levar uma verdadeira surra do companheiro Bottas, não abusou. Aproveitou a estratégia traçada pelo time e conseguiu chegar na quinta colocação, enquanto o finlandês foi oitavo. O carro do brasileiro era pior, mas manteve um bom ritmo, inclusive segurou bravamente os ataques de Kimi Räikkönen (Ferrari).

Marcaram pontos no GP da Hungria


1- Daniel Ricciardo
2- Fernando Alonso
3- Lewis Hamilton
4- Nico Rosberg
5- Felipe Massa
6- Kimi Räikkönen
7- Sebastian Vettel
8- Valtteri Botas
9- Jean-Éric Vergne
10-  Jenson Button

A F-1 dá uma pausa até 24 de agosto, quando acontece o GP da Bélgica em Spa-Francorchamps, uma das pistas mais apreciadas pelos pilotos. Até lá todos estão em férias, as fabricas inclusive são fechadas. Normalmente este tempo livre é usado pelos pilotos para diversão.  Eu se fosse o Felipe Massa usaria para avaliar tudo o que aconteceu até aqui. Estudar todos os adversários, entender melhor o carro que está usando e principalmente avaliar os pontos fortes e fracos do companheiro Valtteri Botas. E assim voltar para a sequencia da temporada muito mais preparado.

Rapidinhas


Maldita borracha
Felipe Massa tem problemas com os pneus, desde a época da Ferrari. E na corrida da Hungria não foi diferente. "Para mim, o problema durante a corrida foi usar o pneu duro. O carro era mais lento com o pneu médio. Com o pneu mole, quando começou a secar, eu comecei a pegar ritmo. A gente sofreu demais com o pneu médio e isso prejudicou demais nossa corrida", falou o brasileiro logo que saiu do carro.

Desobediência
Durante a corrida, Lewis Hamilton foi avisado para deixar Nico Rosberg passar, pois o alemão ainda precisava fazer mais uma troca e ele não. Lewis nem deu bola. “Eu fiquei extremamente chocado quando a equipe me falou para ir para o lado. Ele não estava próximo o suficiente para ultrapassar, eu não iria desacelerar e assim perder terreno para Fernando Alonso e Daniel Ricciardo, então foi um pouco estranho”, comentou o vice-líder do campeonato.

A paciência acabou
Sebastian Vettel ganhou 4 títulos seguidos com a RBR e o carro era considerado de outro planeta. Este ano a equipe sofre com os motores e Daniel Ricciardo já conquistou duas vitórias. Na Hungria Vettel só conseguiu o 7º lugar e desabafou. “A equipe me orientou para selecionar um mapa de gerenciamento da unidade motriz que me fez perder muita potência. Alonso e Eric Vergne (STR) me passaram, ai perdi a conexão com o grupo da frente e passei a disputar outra corrida".











Edison Ragassi - ragassi@gmail.com - jornalista e radialista, é o editor de Veículos das publicações Balcão Automotivo e Reparação Automotiva e escreve o Blog Auto Agora. Acompanhe: autoagora.blogspot.com.

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