quarta-feira, 29 de abril de 2026

SETOR PRIVADO CRIA REDE INÉDITA PARA IMPULSIONAR CONSERVAÇÃO EM RESERVAS AMBIENTAIS BRASILEIRAS

Movimento reúne 12 empresas e organizações que mantêm áreas de conservação no país. Objetivo é fortalecer as políticas de proteção ambiental, trocar experiências e promover pesquisas

©coisasdeagora 

Vale, Suzano, BASF e Votorantim são alguns dos nomes de peso na base da recém-lançada Rede Brasileira de Reservas Privadas (RBRP). Inédita, a iniciativa reúne 12 empresas brasileiras de diferentes setores, responsáveis pela conservação de áreas naturais no país.

Com presença em diferentes biomas brasileiros, a Rede reúne reservas protegidas na Mata Atlântica, no Cerrado, no Pampa, no Pantanal e na Amazônia. Entre os exemplos estão o Legado das Águas (SP), com 31 mil hectares, a Reserva Natural Vale (ES), de 23 mil hectares, e o Parque das Neblinas (SP), com 7 mil hectares, que protegem biodiversidade e mananciais na Mata Atlântica; a Reserva Caruara (RJ), abrigo do maior fragmento de restinga em área privada do país; e as áreas preservadas da Anglo American na Serra do Espinhaço (MG), com cerca de 27 mil hectares, incluindo campos rupestres. 

No Pampa, a CMPC Brasil mantém duas RPPNs que somam 2,6 mil hectares, contribuindo para a conservação desse bioma único no sul do país. No Pantanal, a Caiman, Pantanal (MS) integra turismo ecológico, conservação e geração de conhecimento e é referência mundial na proteção da onça pintada e da arara azul, enquanto, na Amazônia, a Fundação Cristalino (MT) atua no fortalecimento da proteção florestal, da pesquisa e da educação ambiental.

União pela biodiversidade

Segundo o regimento da RBRP, reservas privadas de proteção da natureza são áreas sob posse ou domínio privado geridas de forma regular e efetiva para garantir a conservação da biodiversidade a longo prazo, bem como os serviços ecossistêmicos e valores culturais associados. Assim, além da troca de experiências entre os membros e do fortalecimento das políticas ambientais, a RBRP tem o objetivo de desenvolver estudos científicos, promover capacitações e se tornar uma apoiadora de projetos de conservação, contribuindo para o cumprimento das metas globais de biodiversidade estabelecidas no Marco de Kunming-Montreal.

Com governança colaborativa, a iniciativa contará com membros fundadores, membros efetivos e observadores, o que permite a participação tanto de instituições que já possuem reservas formalizadas quanto de organizações aspirantes ou apoiadoras. Após dois anos de organização e definição sobre o modelo de atuação, a RBRP foi oficializada com a assinatura do regimento em cerimônia realizada na Reserva Caruara, mantida pelo Porto do Açu, no segundo semestre de 2025.

Assinam o regimento da Rede Brasileira de Reservas Privadas: Vale, Anglo American Minério de Ferro Brasil S/A, Caiman Pantanal, Fundação Cristalino, Fundação Eco+/BASF, Instituto Ambiental Vale, Instituto Ecofuturo, Instituto Marcos Daniel, Reserva Ambiental Fazenda Caruara S/A, Reservas Votorantim Ltda e Suzano. Além delas, a CMPC Brasil integra a rede como membro efetivo.

A Rede Brasileira de Reservas Privadas terá uma governança colaborativa, composta por uma Plenária, a Secretaria Executiva, Comitês Temáticos e um Conselho Consultivo, assegurando representatividade e participação ampla de todos os membros. O caráter colaborativo e apartidário reforça o compromisso da RBRP com a integridade, a transparência e a efetividade na gestão das áreas naturais protegidas, ampliando o protagonismo do setor privado na agenda ambiental brasileira.

A Rede Brasileira de Reservas Privadas reúne empresas e organizações que mantêm áreas de conservação da biodiversidade com o objetivo de promover o fortalecimento de políticas públicas de proteção ambiental, troca de experiências e estudos científicos.

Rede Brasileira de Reservas Privadas
BASF
Weber Shandwick

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