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| Fiat Uno Turbo com injeção eletrônica. Foto: Divulgação Fiat |
Na história da indústria automobilística existem alguns modelos que nunca saíram das “prateleiras” das fábricas. Vou citar alguns deles, começando pelos modelos da Fiat, como a picape Tempra, o Brava 5 cilindros e o Uno Turbo com ar-condicionado. O primeiro foi um protótipo, que tem até fotos na internet, mas que nunca passou desse estágio.
O Uno Turbo com ar-condicionado foi apenas um estudo, bem sucedido, desenvolvido em apenas um mês pelo gerente da Engenharia da Fia, Fred Marinelli, considerado no meio como um dos grandes preparadores de carros de competição. O Brava 5 cilindros não passou de um protótipo, muito embora três unidades tenham sido montadas.
E, como três foram montados? A história do Brava é curiosa. Durante uma de suas visitas à fábrica, em Betim, MG, o jornalista Boris Feldman perguntou ao pessoal da Fiat, por que não montavam o Brava com mecânica do Marea, que tinha um motor mais forte, já que ambos utilizavam a mesma plataforma?
- Não me responderam nada, conta Boris. Um ano depois me chamaram e apresentaram o "meu carro", um Brava 5 cilindros. E eu o comprei e ele me deu muito prazer em dirigir. Usei-o uns quatro ou cinco anos e hoje acho que está em Brasília. Com “ciúmes”, o Roberto Nasser (meu amigo de saudosa memória) pediu um para ele também. E ainda montaram um terceiro, para a frota da empresa, que foi destruído em um teste.
Corsa 1.0 Turbo? Celta 1.8?
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| Chevrolet Corsa 1.0 que ganharia um motor turbo. Foto: Divulgação GM |
Pois é, na GM também aconteceram alguns segredos, como o do Corsa 1.0 Turbo. Todos os testes de avaliação e durabilidade, quando os veículos viajam pelo Brasil enfrentando todo tipo de estradas e condições climáticas, foram realizados. Ele estava aprovado, pronto para chegar ao concessionário mas, ninguém soube explicar ao pessoal da Engenharia a razão do modelo não entrar na linha de produção.
Mais um pequeno da GM que teria modificação significativa: o Celta, totalmente desenvolvido no Brasil e fabricado em Gravataí, RS, receberia motor 1.8, com a assinatura de Emerson Fittipaldi, que já havia recebido uma homenagem no Monza EF. Estava tudo pronto com o carro, mas por razões até hoje desconhecidas pelo pessoal da Engenharia, não foi “ao ar”.
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| Picape Chevrolet Siverado. Foto: Gerson Borini. |
Outro modelo da GM que foi testado e aprovado, mas também nunca chegou ao consumidor: a picape Silverado com 4 portas. Na versão original, ela foi para o mercado com duas portas. A Silverado da foto é uma cabine dupla fabricada da Argentina, com cabine importada dos EUA.
E o Vectra V6?
Ninguém entendeu a razão da GM não ter colocado no mercado o Vectra V6, que era um sucesso de vendas, desde seu lançamento com motor 4 cilindros, em 1996. A fábrica chegou a levar um grupo de jornalistas em uma viagem à França, com um passeio ao Vale do Loir, para uma pré-apresentação do novo carro.
Posteriormente, ele foi o Pace Car da F Indy, em Jacarepaguá, autódromo infelizmente destruído, no Rio de Janeiro, RJ.
Existem muitos outros casos como esses, espalhados pelas marcas brasileiras. Tivemos até histórias clássicas e atuais, como da Indústria Brasileira de Automóveis Presidente que lançaria o Democrata, cujo protótipo percorria ruas das grandes cidades sobre a carroceria de um caminhão.
O outro caso é muito atual, do empresário Flávio Figueiredo Assis, que pretende lançar o Lecar 459, que ele chama de “Tesla Brasileiro”. Especialistas do setor duvidam da viabilidade do projeto.




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