Novidades Alfa
No processo de relançar a
marca com apresentação pontual e de per si de produtos, ampliando leque de versões,
preços e clientes, Alfa Romeo aproveitou recém findo Salão de Paris para exibir
novas versões. Estão abaixo do Giulia Quadrifoglio e seu poderoso motor V6,
2,9 litros e 510 cv de potência.
Novos brotos na centenária
árvore são das famílias Veloce e
Super. Nomes felizes, décadas de identificação de
produtos-ícones como a esportiva Giulietta, o ágil sedã Giulia 1600, agora aplicados
às versões de menores preço, performance e status. Imagem ajudará fazer
números de venda.
Motorizações previstas:
novo L4 2,0 – evolução do árdego 1,75 do Alfa 4C – turbo, 16 válvulas, injeção
direta e saudáveis 280 cv. Parâmetro de tecnologia, produz 400 Nm de torque –
como o fez o Dodge Dart com motor 5,2 litros. E novo engenho diesel, 2,2, 210
cv e 470 Nm em torque. É diesel e se destina aos admiradores do Sr. Rudolf
Diesel. Ambos inteiramente em alumínio, transmissão automática de 8 marchas,
tração permanente nas 4 rodas dita Q4.
Apresentação sutil, em se tratando
de França, levou Giulia pintada em releitura do Azul Francês, a cor do país
para as corridas.
Preserva nome Quadrifoglio para sinalizar o topo.
Abertura do leque por preços cria novos degraus, entretanto mantém a filosofia
para marcar o renascimento da marca: em todas as suas versões quer ter
rendimento superior às referências miradas, alemães Mercedes C, BMW 3 e Audi 3.
ES fará esportivos
Nova fábrica de veículos leves, criada
em São Bernardo do Campo, SP, a D2DMotors registrou razão social, logo, e assinou
compromissos com o Governo do Espírito Santo e a Prefeitura de Jaguaré. Promete
construir unidade industrial próximo ano, e a partir de 2019 produzir na
pequena cidade ao norte do Estado – 160 km da capital Vitória.
Diz Eduardo Eberhardt, líder do
projeto, é realização do sonho de produzir veículo destinado ao lazer, com o que há de mais novo em
tecnologia, aliado ao estado da arte em design, com acabamento primoroso, valor
extremamente competitivo, aliado ao mais importante, o desenvolvimento 100%
nacional.
Informações discrepam entre projeto
industrial para dois veículos, um conversível e um utilitário esportivo, e o
informe oficial de investimentos, definidos em R$ 22 milhões em três fases para
implantar a unidade e atingir a produção de 300 unidades/mensais em capacidade
máxima.
Valor parece insuficiente para
desenvolver produtos – afinal a empresa comprará de fornecedor externo base
mecânica, a partir de motor e transmissão e deve adequá-las aos prometidos
veículos -, implantar edifícios industriais, equipá-los para produção – e construir
veículos.
Parte das dúvidas deve ser esclarecida
durante o Salão do Automóvel – novembro 10 a 20 -, onde Ebercon/D2D dizem
estarão presentes, possivelmente com protótipos e dados.
Empresa é de participações, tendo
nascido como desdobramento da atividade principal, a fabricação de auto peças
pela familiar Arteb, e atua nos segmentos imobiliário, alimentos, bebidas,
beleza, e agora automotivo.
Para o Espírito Santo, ocasião do Salão
do Automóvel será memorável: conseguirá, após várias promessas, incluindo
marcas como Lada e SsangYang, apresentar produtos automotivos de produção
local, como os ônibus Volare montados pela Marcopolo em São Mateus, e os
projetos da D2DMotors.
No Salão Fiat irá
aos extremos
Novidades
da montadora mineira fixar-se-ão nos extremos de sua linha de produtos, o Mobi
e o Toro. Para ambos, versões com novas motorizações.
No
menor aplicará o motor 1,0 com três cilindros, 6 válvulas, 72-77 cv e 110 Nm de
torque, recém apresentado como equipamento do Uno. Nova versão será distinta
tecnologicamente, de maior preço, acima das hoje existentes, movidas pela
última geração dos motores Fire, mantidos nos demais Mobi.
Caso
e posição idênticos no Toro, inovando com motor 2,4 da família Tigershark.
Configuração em alumínio, desenvolvimento comum com Hyundai, a ainda exclusiva
invenção Fiat, o cabeçote Multi Air, conjunto produzindo 190 cv e 240 Nm de
torque. Fruto de pesquisa junto a clientes, demandando por esportividade, porém
sem atração por motor diesel, não haverá versão de trabalho, mas apenas em
performance, para ocupar nova posição de mercado. Nova versão estará entre
as hoje existentes 1,8 Otto e 2,0 Diesel. Transmissões mecânica de seis
velocidades e automática, com nove.
Chery já vende QQ nacional
Primeira
chinesa com produção no país Chery iniciou vender seu segundo produto nacional,
o pequeno QQ. Reúne apelos como a ótima relação entre conteúdo e preços – com
ar condicionado, direção hidráulica e vidros laterais dianteiros com acionamento
elétrico custa R$ 29.990; rodas leves e outros confortos, R$ 31.990. Outros
apelos, nota AA no índice de economia oficial. Seu motor 1,0 de três cilindros,
12 válvulas pela austríaca Acteco não brilha em performance: produz 69 cv, mas
baixo peso auxilia o rendimento. Outro argumento de vendas é integrar a relação
Car Group, do Cesvi Brasil, dos
carros com menor custo para reparos, aliviando o bolso do consumidor e
reduzindo custo de seguro.
Estilo
atualizado, integrando frontal e grupo óptico com o habitáculo, alguns excessos
como as maçanetas das portas traseiras, e problema típico dos hatches pequenos – como acabar o
produto.
Transmissão
mecânica cinco velocidades, suspensão frontal McPherson, traseira por eixo rígido.
Fábrica
não apresentou o produto, apenas comunicou.
Roda-a-Roda
Ocasião –
Para agilizar participação no recém aberto mercado do Irã, PSA formou joint
venture com a SAIPA, para importar, distribuir e produzir Citroëns
adequados ao país.
Bússola –
Porsche fechou números dos três primeiros trimestres. Cresceu 3%: 178.314
veículos, liderados por 718 Boxster e Macan. Maior mercado não é Europa ou EUA,
mas China.
Fim – BMW
suspenderá a produção do Mini Paceman ao final do ano. Atraente e simpática
como quase todos os carrinhos da marca, versão nunca se encontrou – ou ao
mercado.
Pra frente -
Ford adiou para 2018 opção de transmissão automática no Troller. Frustrou
revendedores, há tempos cobrando a versão. Razão oficial: conter investimentos.
Negócio -
Comerciantes veem como tiro no pé não atender projetada e significativa massa
de clientes. Promessa feita em 2013 garantia a opção em dois anos. Passados
três, postergada para 2018. Troller hoje vende 1/3 da capacidade industrial
instalada, e o pequeno quantitativo limita concessionários.
Mais – Após
apresentar SUV Compass com motorização diesel e tração total, Jeep lança versão
com motor 4 cilindros, ciclo Otto, 2,0, 16 válvulas e dois variadores para as
válvulas. Produz 159-166 cv, 19,9 – 20,5 m.kgf de torque.
Tudo –
Exclusivamente em transmissão automática de 6 velocidades, suspensão Mc Pherson
nas 4 rodas, confortos, refinamentos internos, boa performance. Tudo para ser o
mais vendido da marca, superando o Renegade.
E? – Preços x
conteúdo bem distribuídos. Versão de lançamento, Opening Edition, a
R$ 109.490. Inicial Sport, simplificada, R$ 99.990; Longitude,
primeira a contar as aletas para mudar marchas no volante; e Limited,
a R$ 124.990.
![]() |
| Compass também com motor 2.0. |
Tapa –
Nissan apresentou o novo March em Paris, mas não deu esperanças de atualizar o
modelo local. Aqui, sem novidades insistirá na política de criar versões e edições
especiais. Para o Salão do Automóvel, a Midnight Edition, marcada
por detalhes em preto contra o vermelho da carroceria, para choques mais
agressivo.
Frota – Localiza,
maior rede de aluguel de carros na América Latina, incluiu Jeeps Renegade em
sua frota. Empresa abre leque de opções, incorporando Chevrolet Cobalt, Nissan
Versa, Volvo S60 e BMW 320i GT.
Novos tempos – Projeto
VAMO, em Fortaleza para compartilhamento de carros elétricos, ganhou mais duas
estações. Disponibiliza 8 carros elétricos chineses, de aluguel. Quer chegar a
20 na próxima etapa.
Fácil –
Negócio simples, interessado se cadastra e marca data, hora, estação para
recebimento. Tarifa inicial de R$ 20 para primeiros 30 minutos. Após, de R$
0,80 a R$ 0,40/minuto dependendo da extensão da locação.
Negócio –
Dana de autopeças aproveitou a conjuntura, baixa liquidez, e a situação de seu
fornecedor SIFCO, em recuperação judicial, e fez oferta pela empresa. Juiz e
credores satisfeitos, Dana assume e ampliará capacidade de oferecer sofisticados
produtos forjados.
Paridade –
Deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) em seu projeto PLC 170/2015, pega carona na
regulamentação dos carros antigos para levar alguns conceitos aos antigos
modificados, os hot rods.
Supressão –
Antigos totalmente originais, reconhecidos no Código de Trânsito Brasileiro
como De Coleção, dispensam uso de equipamentos tornados
obrigatórios após sua produção. Parlamentar quer rotular os Antigos
Modificados como os com mais de 30 anos de produção excluindo-os da
obrigatoriedade de uso de encosto de cabeça, air bags, controle de
emissões poluentes e de ruídos.
Dubiedade –
Pelo texto, em pouco tempo, tais alterações atingirão veículos recentes,
permitindo retirar equipamentos originais de segurança. E se o conceito
dos Hot Rods é aumentar performance, itens de segurança devem
ser implementados – e não abduzidos.
Argentinices –
Argentina tem três colecionadores poderosos, do tipo maior fortuna do país,
concorrer na Mille Migla Storica, expor no encontro de Pebble
Beach. Nível superior ao do nosso antigomobilismo.
Racha -
Última Autoclasica, há dias, em Buenos Aires, mostrou um cisma:
Goyo Pérez-Compenq, que se ausentara por discordar de não premiação, voltou
premiado. E os outros faltaram.
Jeitinho –
Coincidência ou não, Daniel Sielecki, o mais internacional dos colecionadores
argentinos, mesmo ausente levou um mimo: prêmio pela FIVA, a Federação
internacional. Autoclasica foi o único evento sul americano a
constar da lista da Unesco no ano da preservação histórica, e para comissão,
seu Ferrari 195 Inter, s/n 181 EC, não restaurado, merecia a distinção.
Mercedes E, o sedã mais
inteligente
Classe E Mercedes é referência
mundial, cunhada durante 10 gerações. Entre os Classe C e o topo Classe S, é o
sedã mais vendido da marca, visto como o mais rentável da linha. Melhorá-lo é
sempre desafio para equilibrar qualidade e conteúdo, sem arriscar a liderança.
Mercedes bem cumpriu a missão com novo modelo, iniciando ser vendido no mercado brasileiro sob a denominação de E 250. Há em três versões, em mecânica comum, novo motor 2,0 litros, quatro cilindros, injeção direta com 8 pulsos e 200 bar de pressão, gerando 211 cv de potência e 350 Nm de torque a apenas 1.200 rpm – ou seja, grande disponibilidade de força a partir da marcha lenta. Para melhor aproveitar a característica de andar em baixas rotações, nova transmissão 9G Tronic, com nove velocidades e menor tempo de mudança. Dinamicamente 6,9 s para ir a 100 km/h e corte de velocidade a 250 km/h.
Nova carroceria, maior 43 mm, ampliado 65 mm em entre eixos, intensa aplicação de alumínio e aço ultra-ultra resistente, reduziu 65 kg relativamente à geração anterior, e Mercedes fez trabalho de mestre em aerodinâmica, trazendo a resistência a Cd 0,22. Linhas mantém identificação de agilidade, com amplo capô e a solução por ela criada de fazer o teto fluir mantendo aparência de cupê.
Grande ganho foi no conteúdo, implementando prazer na condução. A tecnologia Intelligent Drive o torna o degrau próximo da autonomia com novidadosa capacidade de acompanhar o fluxo de trânsito entre 60 e 200 km/h, freando autonomamente quando necessário. Outros ganhos tecnológicos estão no sensor de mudança de faixa e nos faróis Multibeam LED, cada um com 84 lâmpadas LED, aumentando capacidade de iluminação sem ofuscar motoristas em sentido contrário, de funcionamento digital.
Três versões: Exclusive Launch Edition,R$ 325.900; Exclusive R$ 319.900; eAvantgarde, R$ 309.900.
Mercedes bem cumpriu a missão com novo modelo, iniciando ser vendido no mercado brasileiro sob a denominação de E 250. Há em três versões, em mecânica comum, novo motor 2,0 litros, quatro cilindros, injeção direta com 8 pulsos e 200 bar de pressão, gerando 211 cv de potência e 350 Nm de torque a apenas 1.200 rpm – ou seja, grande disponibilidade de força a partir da marcha lenta. Para melhor aproveitar a característica de andar em baixas rotações, nova transmissão 9G Tronic, com nove velocidades e menor tempo de mudança. Dinamicamente 6,9 s para ir a 100 km/h e corte de velocidade a 250 km/h.
Nova carroceria, maior 43 mm, ampliado 65 mm em entre eixos, intensa aplicação de alumínio e aço ultra-ultra resistente, reduziu 65 kg relativamente à geração anterior, e Mercedes fez trabalho de mestre em aerodinâmica, trazendo a resistência a Cd 0,22. Linhas mantém identificação de agilidade, com amplo capô e a solução por ela criada de fazer o teto fluir mantendo aparência de cupê.
Grande ganho foi no conteúdo, implementando prazer na condução. A tecnologia Intelligent Drive o torna o degrau próximo da autonomia com novidadosa capacidade de acompanhar o fluxo de trânsito entre 60 e 200 km/h, freando autonomamente quando necessário. Outros ganhos tecnológicos estão no sensor de mudança de faixa e nos faróis Multibeam LED, cada um com 84 lâmpadas LED, aumentando capacidade de iluminação sem ofuscar motoristas em sentido contrário, de funcionamento digital.
Três versões: Exclusive Launch Edition,R$ 325.900; Exclusive R$ 319.900; eAvantgarde, R$ 309.900.
* Roberto Nasser, edita@rnasser.com.br, é advogado especializado em indústria automobilística, atua em Brasília (DF) onde redige há ininterruptos 42 anos a coluna De Carro por Aí. Na Capital Federal dirige o Museu do Automóvel, dedicado à preservação da história da indústria automobilística brasileira.







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