Nova gestão dá continuidade a um ciclo de transformações institucionais, fortalecimento de ações educativas, recordes de público e consolidação internacional da Bienal de São Paulo
O Conselho de Administração da Fundação Bienal de São Paulo reelegeu Andrea Pinheiro para a presidência de sua Diretoria Executiva, consolidando a continuidade de uma gestão marcada por inovação institucional, ampliação do acesso à arte e fortalecimento do papel público da Bienal de São Paulo no Brasil e no exterior. Para o biênio 2026-2027, ela permanece com a mesma chapa que a acompanhou nos últimos dois anos: Maguy Etlin (primeira vice-presidente), Luiz Lara (segundo vice-presidente), Ana Paula Martinez, Francisco Pinheiro Guimarães, Maria Rita Drummond, Ricardo Diniz, Roberto Otero e Solange Sobral.
Pinheiro iniciou seu primeiro mandato em 2 de janeiro de 2024 com a proposta de reforçar os modelos de governança da Bienal e fortalecer sua atuação pública e educativa. Desde então, sua gestão entrou para a história da instituição ao torná-la a primeira mulher a entregar uma edição da Bienal de São Paulo, marco simbólico e estrutural no contexto de uma das mais importantes exposições de arte do mundo.
Um dos principais legados do primeiro mandato foi a implementação de um novo modelo de governança para a escolha curatorial, com a criação de um comitê colegiado para a seleção da curadoria da 36ª Bienal de São Paulo. A iniciativa será repetida para a 37ª Bienal. Outro ponto de inovação foi a ampliação da duração da Bienal em um mês, para que a mostra estivesse aberta em dezembro e no início de janeiro, durante as férias escolares, maximizando seu alcance e seu potencial de democratização de acesso à arte. A mudança trouxe resultados: a 36ª Bienal contou com 784.399 visitantes, um crescimento de cerca de 20% em relação à última edição.
A ênfase na educação como ferramenta de transformação social tornou-se um eixo central da gestão, orientando tanto a concepção das exposições quanto as estratégias de relacionamento com o público. Esse direcionamento refletiu-se de forma expressiva nos resultados da 36ª Bienal de São Paulo, ampliando o alcance do programa em cerca de 40% em relação a 2023: foram 113 mil atendimentos, sendo mais de 90 mil voltados a crianças e adolescentes. Para além da atuação no espaço expositivo, 25 mil professores passaram por ações de formação conduzidas pela Bienal. Parcerias com agentes do poder público, ONGs, universidades, escolas e organizações diversas permitiram que os conteúdos da mostra atingissem novos espaços e audiências.
Outra inovação de sua gestão foi o desenvolvimento do aplicativo web Bienal Prática, que marca a primeira vez em que inteligência artificial, reconhecimento de imagem, realidade aumentada e recursos de acessibilidade se combinam em uma única plataforma de mediação digital, concebida do zero para uma grande exposição internacional. Ao apontar a câmera do celular para as 30 obras selecionadas, surgia a IARA, um avatar fluente em português, inglês e espanhol que interagia com o público, respondia perguntas em linguagem coloquial e conduzia o usuário por um percurso mediado com recursos de gamificação. Uma experiência inédita de integração entre tecnologia, arte, acessibilidade e experiência do visitante no cenário global.
A gestão também deu continuidade ao processo de fortalecimento institucional iniciado há mais de uma década, consolidando a Fundação como uma organização financeiramente sustentável, com autonomia operacional, equipe técnica permanente e práticas de governança alinhadas às melhores referências do setor cultural. Em termos de estratégia de captação, um dos destaques da gestão foi o leilão de cartazes históricos realizado por ocasião do jantar beneficente promovido em parceria com a Rolex, que arrecadou mais de R$ 5 milhões.
Para Pinheiro, a reeleição representa a validação de um projeto institucional construído de forma coletiva, com responsabilidade e visão de longo prazo. “Nosso compromisso é aprofundar os movimentos iniciados neste primeiro mandato, fortalecendo a governança, ampliando o papel educativo da Bienal e consolidando sua atuação internacional, sempre entendendo a arte como um campo de diálogo e escuta”, conclui.
Após o sucesso em São Paulo, em março a 36ª Bienal de São Paulo inicia seu programa de itinerâncias, ampliando o alcance territorial e social da mostra para mais de dez cidades no Brasil e no exterior. No cenário internacional, a nova gestão projeta um dos momentos mais relevantes da atuação recente da Fundação Bienal de São Paulo: a participação brasileira na 61ª Bienal de Veneza, que contará com a curadoria de Diane Lima e obras de Adriana Varejão e Rosana Paulino, dois nomes centrais da arte contemporânea brasileira.
A participação na 61ª edição dá continuidade a um processo iniciado em 2024, quando a Fundação Bienal de São Paulo, em parceria com o Ministério da Cultura e o Ministério das Relações Exteriores, liderou um projeto de recuperação arquitetônica do Pavilhão do Brasil em Veneza, edifício de propriedade do Itamaraty. Com previsão de conclusão em abril deste ano, a intervenção marca um novo capítulo na história do pavilhão, que passou a apresentar uma configuração alinhada à sua concepção arquitetônica original.
A Fundação Bienal de São Paulo agradece ao seu parceiro estratégico Itaú e aos seus patrocinadores master Bloomberg, Bradesco, Citi, Petrobras, Vale e Vivo.
A Fundação Bienal de São Paulo tem apoio da Lei Rouanet, Ministério da Cultura, Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.
Andrea Pinheiro
Importante apoiadora da arte e da cultura, Andrea Pinheiro é presidente da Fundação Bienal de São Paulo desde 2024, tornando-se a primeira mulher a entregar uma Bienal de São Paulo. Sob sua liderança, a 36ª Bienal teve sua duração expandida em um mês e observou a ampliação do alcance de seu programa educativo, ações de comunicação e acessibilidade.
À frente da instituição, liderou ainda a participação brasileira na 60ª Bienal de Arte e na 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza, bem como o programa de mostras itinerantes da 35ª Bienal de São Paulo, que dobrou sua visitação em relação à edição anterior, demonstrando o compromisso de sua gestão com a democratização do acesso à arte. É, ainda, conselheira do MASP e patrona da Pinacoteca.
No âmbito corporativo, é membro do Conselho de Administração e do Comitê de Auditoria da Vivo, e conselheira e membro dos Comitês de RH e de Tecnologia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Com mais de trinta anos de atuação no mercado financeiro no Brasil e nos Estados Unidos, em especial na área de Fusões e Aquisições (M&A), soma experiências em funções de governança corporativa, cargos de alta gerência e liderança de equipes.
Foi sócia-fundadora do BR Partners, um dos principais bancos de investimento independentes do Brasil, onde respondeu por toda a gestão operacional, além de participar do Conselho de Administração e de comitês executivos. Anteriormente, foi diretora do Banco BMC, tendo conduzido sua transformação em uma instituição de nicho, com atuação especializada em crédito consignado, segmento no qual se destacou entre os líderes.
Ainda no BMC, comandou seu processo de venda ao Bradesco, em 2007, banco em que permaneceu por dois anos como diretora de consignado. Possui mestrado em finanças pela Stern School for Business – Universidade de Nova York, e especialização em governança corporativa pela Wharton School. Antes de ser eleita presidente da Fundação Bienal, Andrea Pinheiro havia atuado em sua diretoria entre 2019 e 2023.
Fundação Bienal de São Paulo
Fundada em 1962, a Fundação Bienal de São Paulo é uma instituição privada sem fins lucrativos e vinculações político-partidárias ou religiosas, cujas ações visam democratizar o acesso à cultura e estimular o interesse pela criação artística.
A Fundação realiza a cada dois anos a Bienal de São Paulo, a maior exposição do hemisfério Sul, com sua primeira edição apresentada em 1951, e suas mostras itinerantes por diversas cidades do Brasil e do exterior.
A instituição é também guardiã de dois patrimônios artísticos e culturais da América Latina: um arquivo histórico de arte moderna e contemporânea referência na América Latina (Arquivo Histórico Wanda Svevo), e o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, sede da Fundação, projetado por Oscar Niemeyer e tombado pelo Patrimônio Histórico.
Também é responsabilidade da Fundação Bienal de São Paulo a tarefa de idealizar e produzir as representações brasileiras nas Bienais de Veneza de arte e arquitetura, prerrogativa que lhe foi conferida há décadas pelo Governo Federal em reconhecimento à excelência de suas contribuições à cultura do Brasil.
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