sábado, 25 de julho de 2026

CONSTRUIR OU DESTRUIR, EIS A QUESTÃO. Por Linoel Dias*

"Construir pode ser uma tarefa lenta e trabalhosa, que leva anos. Destruir pode ser o ato impensado de um único dia" - Sir Winston Churchill

Imagem: IA Gemini

É curioso observar como, para muitos políticos, destruir parece mais fácil do que construir. Construir exige tempo, paciência, disciplina e, sobretudo, dedicação. Já destruir, muitas vezes, requer apenas um instante de descuido, um discurso impensado, uma canetada impetuosa. Leva-se uma vida inteira para edificar uma reputação sólida, mas bastam poucos minutos para vê-la ruir.

A política e a religião, infelizmente, têm apresentado características semelhantes e até pecados análogos. Líderes invejosos, despreparados, amantes de si mesmos e não da causa, têm contribuído mais para a destruição do que construção.

A sabedoria antiga nos ensina que o verdadeiro valor do ser humano não está no que ele derruba, mas no que ele levanta. Um sábio certa vez afirmou: “Aqueles que dialogam constroem pontes; os que se fecham erguem muros.” E quanta verdade há nisso! O diálogo aproxima, cura, reconstrói. Já o silêncio carregado de orgulho, ou a palavra carregada de dureza, afasta e fragmenta.

A política e a religião têm se utilizado da ganância da inveja, e como bem sabemos, são forças silenciosas, porém devastadoras. Elas corroem o interior do homem, fazendo com que ele deixe de admirar para competir, de servir para dominar, de construir para destruir. Quem se deixa dominar por esses sentimentos perde a capacidade de celebrar o bem e passa a alimentar o mal — primeiro dentro de si, depois ao seu redor.

O Livro Sagrado nos alerta com profunda clareza sobre isso. Ensina que “a palavra branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Provérbios 15:1). Em outra passagem, lembra que “bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9). Essas palavras não são apenas conselhos; são direções para uma nação e uma vida plena e equilibrada.

Construir, é um ato espiritual e material. É escolher, todos os dias, semear o bem, mesmo quando o terreno parece árido. É erguer pontes onde muitos insistem em levantar barreiras. É responder com serenidade quando o impulso seria reagir com dureza. É, acima de tudo, compreender que cada ação tem sua reação e deixa marcas — seja de edificação ou de destruição.

Que possamos refletir: temos sido construtores ou destruidores? Nossas palavras levantam ou derrubam? Nossas atitudes aproximam ou afastam?

A vida nos oferece, diariamente, escolhas. E ainda que o mundo, por vezes, pareça inclinado à destruição, sempre haverá espaço para quem decide construir. Porque construir é um ato de fé, de coragem e de amor — e, no fim, são essas obras que permanecem.

* Linoel Dias é jornalista, assessor de imprensa e
 colunista do Coisas de Agora

Um comentário:

Anônimo disse...

Ganância, soberba, intolerância, incompetência e medo, base para o comportamento de quem destrói.